domingo, 13 de novembro de 2011

Velhos poemas juvenis: A Vida e o Segundo

Depois de muitas intempéries, finalmente, consegui ajustar minha ida a São Paulo e minha possível chegada ao Festival SWU, em Paulínia (torçam por mim, leitores, por favor!). Essa ansiedade em realizar um sonho planejado há tempos me lembrou de um poema que fiz, ainda na adolescência, chamado "A Vida e o Segundo". O poema, publicado em meu primeiro livro "Fim do fim do mundo" (de 1997 - edição esgotada),  fala sobre esse dias-segundos que superam meses-anos de nossas vidas. Republico-o agora no blog pra lembrar de que os momentos de trevas são longos e doloridos, mas jamais conseguem tirar de nós aqueles mínimos segundos de luz que valem cada suor e ferida para sua conquista. Boa leitura e aguardem o meu diário do SWU, a ser publicado na terça-feira!


A Vida e o Segundo

Uma vida inteira para olhar
Um segundo apenas para ver.
Uma vida inteira para amar
Um segundo apenas para ser amado.
Uma vida inteira para lugar nenhum
Um segundo apenas para algum lugar.
Uma vida inteira para sonhar
Um segundo apenas para realizar.
Uma vida inteira para chorar
Um segundo apenas para sorrir.
Uma vida inteira para pagamentos
Um segundo apenas para benefícios.
Uma vida inteira para esperar um segundo apenas
Um segundo apenas para valer uma vida inteira.
Um grão de areia nos pés
Vale mais que
Uma praia inteira longe do mar.

2 comentários:

  1. Lindo poema! Sim, passamos por muita coisa, às vezes, por causa de um segundo. Mas é que tem segundos que se tornam eternos, se congelam no tempo da nossa memória, de tão intensos e bons que foram.

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  2. Encantador! Um brinde às emoções desses segundos, poeta!

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