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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Mimos líricos: Grandes artistamigos que foder@m comigo no melhor dos sentidos

Uma coisa que prometi que não passaria deste 7 de maio, data do meu aniversário, era voltar a escrever no blog, após tanto tempo (sim, o blog desfalece e ressuscita mais que fênix e super-herói da DC). Por isso, hoje trago alguns mais que fodásticos artistamigos que fodem há tempo comigo. Ops, não se assustem, não se escandalizem, amigos leitores! Trago aqui o verbo 'foder', primeiramente como autorreferência cretina ao meu oitavo e mais premiado e popular livro "Foda-se! E outras palavras poéticas...", e, 'segundamente' para utilizar o verbo tão marginalizado no sentido proposto pelo mestre artistamigo Wilson Fort (que também, em noites líricas e filosóficas de luas cheias, utiliza o heterônimo de James Zoar, um sagaz crítico literário, um porta-voz feroz e voraz do lirismo pungente valenciano): etimologicamente a ação vem de 'fodere' que significa, entre tantas coisas, unir-se, ligar-se. E, partindo desse sentido, trago nessa postagem alguns momentos especiais e atuais em que houve uma verdadeira foda lírica platônica sublime com artistamigos divinos, quando artes se ligaram, se uniram, se transformaram e se tornaram inseparáveis.


Primeira foda lírica platônica sublime virtual: O Sarau Virtual "As Solidões Coletivas dos Confinados"
Junto de duas queridas artistas, mesmo cada um em seu devido isolamento diante da quarentena de contenção da pandemia, fizemos, no final de março, a primeira versão em vídeo da 'quarentena sem contenção lírica' do Sarau Solidões Coletivas. "As Solidôes Coletivas dos Confinados: Voando livres e líricos, mesmo engaiolados" foi uma iniciativa do Sarau Solidôes Coletivas, inspirada na genial sugestão lírica da divartistativistamigamusaleonina niteroiense Jammy Said, e conteve vídeos em que Déia Sineiro, Dirce Assis e eu declamamos poemas de nossa autoria, cada um em seu espaço de isolamento, transbordando Solidôes Coletivas.
O vídeo está logo abaixo:


Outra foda lírica platônica sublime virtual em imagem: O Instinto e o Instante virou mensagem imagética virtual
A divartistativistamigamusaleonina niteroiense Jammy Said, além de lives em que magistralmente divulga grandes artistamigos brasileiros, entre eles o poetamigo que vos escreve, fez uma releitura em imagem/arte virtual do poema  "O instinto e o instante", do livro "Foda-se! E outras palavras poéticas....
Seguem abaixo as fotos lírico-artísticas elaboradas magnificamente pela divartistativistamiga Jammy Said:






Agora uma foda lírica platônica sublime musical: O Pianista saiu do papel e virou letra de música e canção
Esta foi uma foda lírica sublime musical com encontros de cadências italianas e brasileiras: meu poema "O pianista", premiado com Menção Especial na Categoria Adulto do XXV Concurso da Alap Paranapua, em 2014 virou sublime canção do álbum "Baobá", graças ao Mestre Artistamigo Andrea Porzio Vernino, de São José do Rio Preto/SP. Um dos meus mais antigos sonhos deixou o silêncio abstrato para conhecer o mágico lírico-musical concreto!
Segue abaixo o vídeo com a mais que fodástica versão musical do poema feita pelo Mestre Artistamigo Andrea Porzio Vernino:


E agora uma foda lírica platônica sublime em História em Quadrinhos: Fragmentos do meu conto Figuras de Linguagem viraram página de HQ
Há pouco tempo, um pouquinho antes do processo de quarentena, fui à lírica São José do Rio Preto/SP para participar do churrasco à italiana em comemoração festiva do lançamento do formato físico do álbum "Baobá", do Mestre Artistamigo Andrea Porzio Vernino. Durante minha breve estadia na cidade, reencontrei o queridíssimo artistamigo mestre desenhista, cartunista, ilustrador, professor, roteirista, músico, multiartistamigo Alex Sander (já havíamos nos encontrado em Piracicaba/SP, Curitiba/PR, mas foi a primeira vez que nos vimos na cidade onde ele reside). No reencontro, Alex Sander me falou de uma página de história de quadrinhos que ele fez inspirado em um conto meu. Algum tempo depois, já durante os primeiros tempos de isolamento, Alex Sander me enviou via whatsapp a versão em HQ que ele fizera de um fragmento do meu conto "Figuras de Linguagem", de meu sexto livro "Diários de Solidão" e - duplo êxtase! - uma releitura recente, uma nova versão em HQ do mesmo trecho.
Segue abaixo as fotos dessa mais que fodástica releitura lírico-quadrinística do fragmento de meu conto "Figuras de Linguagem":








domingo, 18 de agosto de 2019

Focando na cultura e Florescendo Liricamente: Trajetória Poética que segue


Exausto após um sábado culturalmente frenético – ontem participei de um maravilhoso sarau, o “Sarau Florescer”, organizado pela mais que fodástica divartistamiga Jammy Said, na Biblioteca Parque de Niterói, que se localiza em frente à Praça da República, no Centro de Niterói/RJ – e também pela longa viagem de volta a Teresópolis/RJ, ontem acabei dormindo bem cedo e, consequentemente, acordando também bem mais cedo que o comum nesta fria manhã de domingo. Mas o calor das boas lembranças, dos grandes momentos líricos mantém-se incansáveis em minha alma de poeta.
Pensando nestes momentos liricamente iluminados, posto hoje os dois vídeos nos quais sou entrevistado pela mais que fodástica divartistamiga Jammy Said para o Canal Foca na Cultura, presente no canal dela no Youtube. A entrevista foi realizada no sábado, dia 29 de julho, no finzinho do recesso escolar, e também culminou com o recebimento do convite para participar do Sarau Florescer, representando o Sarau Solidões Coletivas de Valença/RJ, e com minha posterior confirmação de presença no maravilhoso evento.
Além dos dois vídeos da entrevista, deixo um breve fragmento em vídeo da minha apresentação no Sarau Florescer: um pequeno trecho (a declamação não está completa no vídeo; falta parte da estrofe final) de minha interpretação para o premiado poema “Uma causa”, de autoria de Walace Resende de Moraes, poetaluno da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, da região rural de Teresópolis/RJ, onde leciono. Na apresentação, fiz uma parceria lírico-musical com a mais que fodástica divartistamiga Lis Romero (que conheci na hora do evento, quando realizamos um fantástico improviso lírico-musical). A gravação do fragmento foi feita pela divartistamiga Jammy Said.





sábado, 11 de maio de 2019

40 anos de idade e muitas solidões coletivas pra contar: Eu, Carlos Brunno, na visão lírica imagética audiovisual cinematográfica de outros

Correria pós-aniversário (fiz 4.0 no último dia 07 de maio), enxames de notas, provas, trabalhos e prazos + dia das mães e tantos etcéteras que o tempo nem liga denos ver tão ocupados e prefere seguir acelerado em sua cinza das horas voraz, a postagem de hoje sai meio às pressas e meio autorreferente e meio diferente: é uma compilação de imagens e vídeos com meu eu espalhado por canais de youtube, memes, imagens líricas, etc - como aqui é um diário solitário coletivo, resolvi misturar as coisas, compartilhar bons momentos, fragmentos de mim pelos outros compilados numa mesma postagem.
Eis um pouco de mim com os outros (na visão de Jammy Said, Rafael Clodomiro, Helene Camille, Jorran Souza, Kauane Hrescak, Cláudio Alcântara), de meus momentos líricos solitários coletivos - uma postagem bem autorreferente (ao mesmo tempo que rápida de fazer pra não deixar o blog no marasmo), mas de coração para os amigos leitores que lembraram do meu aniversário e/ou acompanham o blog e curtem a arte deste blogueiro escritor sempre enrolado que vos escreve.


Fragmento de metapoema de minha autoria
na arte design de Jammy Said


Meu poema "Esferográfico Blues"
na arte design da multiartistamiga Jammy Said
Foto de Kauane Hrescak com um de seus poemas favoritos de minha autoria
"O Abraço mais quente":
Curta experimental de Helene Camille
para meu microconto "Amor é fogo que arde sem se ver"

Leitura de meu poema "Benditos sejam os malditos",
realizado pela divartistamiga Helene Camille

"Central de Atendimento S.O.S.":
Meu conto "Fale conosco (Ana e Téo)
em versão curta metragem de Jorran Souza

Improviso poético realizado no Prêmio Olho Vivo 2014
ao lado dos espetaculares artistamigos
Rosangela Carvalho e Pedro Henrique Mezzabarba,
no canal de Cláudio Alcântara (Olho Vivo):

Participação minha no Prêmio Olho Vivo 2015
registrado pelo canal de Cláudio Alcântara (Olho Vivo)

Premiação de meu nono livro
"Foda-se & Outras Palavras Poéticas"
no Prêmio Olho Vivo 2015,registrado pelo canal de Cláudio Alcântara (Olho Vivo)

Parceria Lírico Musical com Rafael Clodomiro,
registrado pelo canal ALira

Meus agradecimentos por lembrarem 
de meu aniversário:

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Meu pseudoépico psicodélico grunge quadrinístico incompleto: As aventuras do espetacular Chris Cornell Lee

Apresentando "As aventuras do espetacular
Chris Cornell Lee", acompanhado do violão lírico
musical de Gabriel Carvalho

Na edição do Sarau Solidões Coletivas de 12/01/2019, que aconteceu na Comuna da Quinta das Bicas, quintal da casa de Gilson Gabriel, no bairro Biquinha, em Valença/RJ, declamei, acompanhado do violão lírico musical do mais que fodástico artistamigo Gabriel Carvalho, meu poema inédito meio épico psicodélico grungre quadrinístico “As aventuras de Chris Cornell Lee”, em homenagem a Chris Cornell, Stan Lee, Belchior, Bowie e Luiz Melodia.
Material Quadrinístico Inspirador
Escrito às pressas, numa tentativa de cobrir toda a temática louca sugerida no mais recente Sarau Solidões Coletivas, meu objetivo era fazer um poema extenso, no molde épico punk popular pop HQ, mistura de história roteirizada por Stan Lee, com referências ao grunge de Chris Cornell, como um “Faroeste Caboclo” versão super-heroica Marvel, com um conjunto de 5 ‘Cantos’, mas, devido ao tempo escasso e persistente preguiça/cansaço existencial, o meu tosco poema pseudoépico grunge quadrinístico ficou incompleto, com apenas os 2 primeiros Cantos. Seja como for, fica aí a louca ideia e o início de uma fantasia/alucinação lírica HQmaníaca.

As aventuras do espetacular 
Chris Cornell Lee

Canto Primeiro
Das vidas, mortes, ressurreições e insurreições do Capitão Chris Cornell Lee

O espetacular Chris Cornell Lee
fora Capitão da brigada sem Pátria,
soldado heroico  da Antiguidade Clássica,
defendeu povos massacrados
por governantes e desgovernantes enfurecidos
que davam graças a deuses distantes do Olimpo
enquanto pisavam nos plebes mortais.
Cornell Lee amou Homeros e Safos,
Helenos e Helenas,
sem preconceitos, como seus iguais.
Resgatou e abraçou nativos e estrangeiros,
sobreviventes e refugiados
e hasteou, mesmo quando destroçado,
as bandeiras da esperança e da paz.
Por proteger pacificamente a Terra,
Capitão Cornell Lee pelos da guerra
foi condenado, trancado e enterrado
nas  geleiras da Censura e da Solidão.

Seu corpo sobreviveu às eras de tortura,
às guerras atômicas, às greves de fome
e à crescente incompreensão.
Na década de 1990, foi despertado
pela Ordem dos Humanos Cães Templários
que uivavam embriagados
em busca de um salvador pagão
que diminuísse o vazio em cada coração.
Chris Cornell Lee, agora Capitão do Som,
resgatou com arte a heroica essência,
roubando o pão das bocas da Decadência
para alimentar os famintos e fracos irmãos.
Residiu em jardins sonoros,
escolheu ser escravo da música,
mas foi assassinado, mais uma vez,
pelos surdos senhores da guerra.

Quando o mundo parecia completamente perdido,
o caixão de Capitão Chris Cornell foi atingido
por um cometa de poesia.
Novamente, nosso herói voltava à vida,
desta vez na pele de apenas um rapaz latino americano
humano demais para poderes meta humanos.
Deparou-se, assustado,
com um universo cada vez mais devastado
pelas hordas de Velhos Capitães Fascistas,
associados à Galeria da Vilania
da Recatada Hipocrisia
e da Endiabrada Sagrada Família
da Máfia Moral Armada.
Diante do triste cenário,
o Excelsior Cornell Lee, mesmo desarmado,
ofereceu resistência contra a velha inimiga Decadência.
Recebeu o apoio de um novo astro,
o herói iluminado, apesar de violentado,
chamado Halley Ceará,
e seguiu a dupla espetacular
pelas paralelas de Belchior,
cercanias de cordéis e rondós,
para alcançarem os aventureiros reinos
de Cony, Bowie e Melodia
em busca de artefatos de magia e poesia
afim de enfrentar e derrotar
os novos senhores da Velha Tirania.

Sigamos, leitores, destemidos e aflitos,
os passos heroicos e pacíficos
de Chris Cornell Lee, o verdadeiro e único capitão amigo,
e de seu novo parceiro, o gentil Halley Ceará.
Viajemos, velhos e novos leitores líricos,
pelo solidário infinito
que só o imaginário solitário coletivo
pode nos levar e nos salvar.

Canto Dois
Das memórias de Halley Ceará

Capitão Cornell Lee
é o novo velho herói que conheci
nas ruínas dos jardins sonoros
quando eu, sozinho e oprimido,
enfrentava os cães das trevas de Oroboros.
Recém ressuscitado e ainda enfraquecido,
Capitão Chris Cornell Lee permanecia destemido:
com a força de vontade de deuses legítimos e poetas,
chutou as cobras da Preconceituosa Reza
e expulsou com drummondianas pedras
os cães asseclas dos senhores da guerra.
Mesmo sem seus três populares poderes,
mostrou-se resistente guerreiro,
e atirou os inimigos no sol do buraco negro.
Agora sigo com novo velho amigo
pelas trilhas do Infinito,
nas paralelas de Belchior,
em busca das Joias do Amor Maior.
Venha com Capitão Chris Cornell Lee
e comigo, o gentil Halley Ceará,
pelas terras da Paixão e do Sonhar.


domingo, 3 de fevereiro de 2019

Não vai “dar pt’, nem PT; hoje vai “Da...mares”: O Mistério gozoso (ou Viagem Ministerial) do Mestre Artistamigo Gilson Gabriel


Uma expressão popular muito usada na desastrosa contemporaneidade é a famosa “dar pt", ou seja, “dar perda total”. Inicialmente, tal termo era proferido quando alguém batia o carro e não dava mais pra recuperar nada ou quando alguém fica muito bêbado de chegar a vomitar . Porém, nesses desastrosos tempos de crises e desgovernos, quando se tem a impressão de que nossas vidas passam em contínua perda total,  a popular expressão se expande para todas as situações em que a gente sabe que vai dar m..., ou seja, vai “dar pt".
Na época das grandes manifestações contra os governos petistas, em evidente crise, principalmente no acidentado segundo mandato da ‘presidenta’ Dilma (PT), muitos descontentes aproveitaram-se para adaptarem o  termo “dar pt" para “dar PT”, aproveitando as iniciais do Partido dos Trabalhadores (PT), fazendo um jogo de palavras e associação da sigla do partido com as iniciais da expressão ‘perda total” (ou seja, se “dar pt" seria dar perda total, “dar PT” numa eleição/administração pública seria um desgoverno que provocaria perda total no setor administrado pelo Partido dos Trabalhadores).  É, nós, brasileiros, passamos pelas crises e desastres mais cruéis, mas mantemos a língua e, principalmente, nossas gírias em contínua transformação, sempre mantendo nosso tom ‘zueiro’.
Mas, agora que a maioria das administrações públicas não estão mais nas mãos dos petistas e os holofotes estão todos voltados para o recém eleito presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seus subordinados, a gíria ‘zueira’ “dar pt" pede nova adaptação. Nessa nova fase política do Brasil, um nome tem se destacado pelas polêmicas de suas desastrosas declarações e sendo alvo da ‘zueira’ de muitos internautas: Damares Alves, a atual Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no ‘renovado’ ‘governo’ federal.
Rainha de ‘pérolas’ como "Menino veste azul e menina veste rosa”, "Como eu gostaria estar em casa, toda tarde numa rede, me balançando e o meu marido ralando muito, muito, muito para me sustentar e me encher de joias e presentes. Esse seria o padrão ideal da sociedade"(em 08/03/18, em entrevista para um site do Rio Grande do Norte, o Expresso Nacional), “"16 anos atrás, dizíamos que íamos ter uma ditadura gay no Brasil. O que nós estamos vivendo hoje? Uma ditadura gay. Há uma imposição, há uma imposição ideológica no Brasil e quem diz que não aceita, é perseguido" (2014, em seu DVD de palestras  "Em defesa da vida e da família"), “o Estado é laico, mas essa ministra é terrivelmente cristã” (em seu discurso de posse), “Sabem por que elas (feministas) não gostam de homem? Porque são feias e nós somos lindas.” (em vídeo antigo, relembrado por intenautas), “A igreja evangélica perdeu espaço na história. Nós perdemos o espaço na ciência quando nós deixamos a teoria da evolução entrar nas escolas, quando nós não questionamos. Quando nós não fomos ocupar a ciência. A igreja evangélica deixou a ciência para lá e ‘vamos deixar a ciência sozinha, caminhando sozinha’. E aí cientistas tomaram conta dessa área” (em vídeo antigo, de 2013, também relembrado por internautas),  a atual Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, se tornou alvo principal de protestos nas redes sociais da internet devido à coleção de declarações polêmicas. Assim, diante dos fatos, eis a proposta de renovação da gíria – se alguém faz algum comentário que você sabe que vai “dar pt”, vai gerar perda total na popularidade da pessoa, vai “dar m...”, então podemos declarar, por exemplo, “Xiii, isso que você falou vai “Da..mares””.


Charge “Nas cores, estou mais perdido que daltônico montando cubo mágico”, de Kacio Pacheco, disponível no link  https://www.metropoles.com/sai-do-serio/charge/nas-cores-estou-mais-perdido-que-daltonico-montando-cubo-magico


"Mas o que tudo isso tem a ver com a postagem de hoje?”, o impaciente amigo leitor deve estar se perguntando. Respondo: assim como nossa língua está em constante transformação, a poesia, neste caso usando e abusando do tradicional e ao mesmo tempo ousado e refinado lirismo satírico e crítico, acompanha os temas (e personagens) polêmicos da nossa vida. Sim, amigos, na arte poética, tudo pode ser transformado em matéria prima da lira: no poema, pode “dar PT”, “dar PT” e até “Da...mares”! Hoje compartilho minhas solidões poéticas com o Mestre Artistamigo Valenciano Mais Que Fodástico Gilson Gabriel, personalidade lírica sempre brilhantemente presente aqui no blog, que nos traz seu sublimamente ‘zueiro’ poema satírico, de crítica voraz e evidente flerte com a poética do cordel,  “Mistério gozoso (ou Viagem Ministerial)”, escrito recentemente por ele (e declamado por ele e seu irmão, Gerson Gabriel, na mais recente edição do Sarau Solidões Coletivas, realizado na noite de sábado, dia 12 de janeiro de 2019, como vocês podem conferir no vídeo posto logo abaixo do poema) em ‘homenagem’ ao conjunto de sandices polêmicas de Damares Alves.
O Estado é laico, a Ministra é terrivelmente cristã e o blog Diários de Solidões Coletivas é fielmente anárquico e mutante, abraçamos todas as vozes líricas críticas, e hoje quem rege a lira solitária coletiva é o Mestre Artistamigo Valenciano Mais Que Fodástico Gilson Gabriel e seu Mistério gozoso (ou Viagem Ministerial)”.
Boa leitura, amigos leitores, fiquem com os deuses da poesia, abração e Arte Sempre!

Mistério gozoso (ou Viagem Ministerial)
De Gilson Gabriel  - Valença/RJ

Ouça menino,
Eu vou falar da nova era:
Veio montada num jumento
Prá nos livrar da besta-fera,
Reluzindo verde oliva,
Travestida de quimera.

Ouça menino,
Perceba o novo advento:
É tempo de azul e rosa
Conforme seja o rebento
Qualquer outra fala ou prosa
Já dá início ao tormento.

Ouça menino,
Repare na ordem austera:
Família acima de tudo
Mesmo a que se tolera
Quando um dos dois é chifrudo
E com o outro se aglomera.

Ouça menino,
E para isso tome tento:
Goiaba é fruta santa
Vale mais que seus talentos
JC trepou na planta
Sem Deus dar consentimento.

Ouça menino,
Ou o país não prospera:
Vamos passar tudo nos cobres
E nisso a gente se esmera
Vamos dar jeito nos pobres
Como quem menor encarcera.

Ouça menino,
Esse novo tempo é bento:
É Deus quem está no comando
Livrando-nos do avarento
Do que é vermelho e tinhoso
Que ao PT deu sustento.

Ouça menino,
Pois o que eu falo é verdade:
O reino do cão-tinhoso
Vai sumir inda que brade
A escumalha petista
Que já se encontra na grade.

Ouça menino,
Da desonra Deus nos livre:
Se nosso plano dá certo,
Embora o ranço se cultive,
Nós vamos inchar as burras
E as do templo inclusive.

Ouça menino,
E que a oposição não ouça:
Nosso interesse, de fato,
É largar o povo à joça
E não largar mais o “osso”
Mesmo que a vaca tussa.

Ouça menino,
Que nem tudo vai ser mole:
A oposição não é besta
E não vai deixar que a enrole
Pode acabar com a festa
E mesmo vivos, nos esfole.


terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Solidões Coletivas Natalinas: Mini Super Apresentações de Natal na Praça Viva


Já virou tradição no blog e na vida real: mini super apresentações lírico culturais no período de Natal.
No sábado, dia 22 de dezembro, tive a oportunidade de assistir e curtir a mais que fodástica Festa de Natal na Praça Emilia Januzzi no bairro São José das Palmeiras, em Valença/RJ. O evento, magnificamente organizado pelo mestre artistamigo rei das práticas artístico-cerimonialísticas-líricas Thiago Ferreira, faz parte do Super Projeto Praça Viva idealizado pelo amigo vereador David Nogueira e contou com minha participação (apresentando poemas meus e de autoria do jovem talento teresopolitano Pedro Ferraz, com acompanhamento do violão lírico do superartistamigo Ronaldo Brechane, convidado por mim para representarmos o Sarau Solidões Coletivas nesta querida festa cultural natalina que rolou em nosso bairro), apresentações da Cia Amor E Arte Teatro, Cia Teatral Renascer, Tatiele Sauvero & Carolina Menezes, Danças Vivarte, da superescritoramiga contadora de histórias Ni Lopes, Grupo Expressão e DJ Fabinho.
Foi uma festa marcante, emocionante e que vem criando uma tradição cultural importante para nosso querido bairro São José das Palmeiras.
Parabenizo mais uma vez (o evento ocorre desde o ano passado e tem tudo pra manter a tradição lírica por infinitos anos) aos superartistativistamigos e divoamigos Thiago Ferreira e David Nogueira pela lírica e excelentíssima oportunidade de mostrar nossa arte neste evento maravilhosamente organizado e liricamente rico de talento e brilho culturais. Agradeço também a Ronaldo Brechane por ter aceitado meu convite em cima da hora (como sempre kkk) pra participar comigo.
Trago ao blog os poemas inspiradores (mais uma vez, pois os textos já estiveram em outras postagens no blog) da minha apresentação com o músico artistamigo Ronaldo Brechane + o vídeo da nossa apresentação.
Desejo a todos os amigos leitores Arte Sempre e Boas Festas de Fim de Ano!

Os poemas inspiradores

Grande amor


Eu encontrei algo maior.
A Tua benevolência me transformou.
Eu quero andar conTigo,
Porque Tua graça me basta.

Não sei o que dizer para Ele,
Porque Ele é tão grande
Como o infinito
Ou até maior.

Ele me ama,
Eu desejo
Que Ele me molde.

Seja o oleiro,
Faça-me de novo,
Me molde.
(Poema de Pedro da Silva Ferraz [8.º B], Representante do município de Teresópolis/RJ na Categoria II no Festival Intermunicipal de Poesia na Escola 2018, em Cambuci/RJ)

Natal na América do Sul

É Natal!
É dia de acreditar no que se duvida!
É dia do nascimento do Poeta-Maior!
É dia do triste libertar o sorriso escondido!
Não, não estou falando do sorriso amarelo
Que se abre só pra disfarçar
O presente indesejável que ganhou...
É dia do sorriso bem intencionado
Que se abre pela simples alegria
De, neste dia, ser lembrado!
É dia de ver Papai Noel de bermuda e chinelo
Distribuindo esperança pela América do Sul!
É dia do duende moreno
Que samba mesmo nos dias ruins!
É dia do sino tocar: “Belém, Belém, Belém do Pará”!
É dia mundial dos pinheiros
Que se enfeitam para a festa!
É dia de Natal bem brasileiro!
É dia de beber vinho como se fosse champanhe,
É dia de Natal!
Não, não estou falando do Natal comercial
Que dá dor de cabeça só de pensar
Se o dinheiro vai ser suficiente pra pagar
As contas do mês e todos os presentes...
É dia do Coração Natal!...
Deste coração que bate esperança
Por um novo sonho para os sonhos do passado,
Por um novo nascimento,
Por um renascimento melhor!
(Poema natalino de Carlos Brunno Silva Barbosa, publicado em meu terceiro livro solo “Note or not ser” [2001])

Vídeo da Apresentação de Natal no Projeto Praça Viva em 2018



Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...