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sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Arte e Memória: Olhares líricos meus e de grandes artistalunos sobre nosso Patrimônio Fluminense

Foto da artistaluna Jamili Damião

Desde o período de isolamento social durante a pandemia de Covid-19 e depois de ter recebido as informações em um compartilhamento da antenada divartistavistamiga Ana Vaz, passei a dar atenção a um importantíssimo evento chamado Semana Fluminense do Patrimônio, a ponto de, diante de maravilhosas palestras, rodas de conversa, exibições artísticas, etc., tornar-me fã de um evento organizado para destacar nossos patrimônios materiais e imateriais, elementos presentes e primordiais em nossas vidas, sendo, infelizmente, diversas vezes, ignorado por todos nós. Acompanhando toda programação e etapas do projeto pelo site do evento, constatei que, entre as diversas atrações, os organizadores da Semana Fluminense do Patrimônio realizam, antes do evento, uma Mostra de fotografia e de poesia com temas voltados ao patrimônio, chamada “Mostra Olhares sobre o Patrimônio Fluminense”. Diante do conhecimento e análise do regulamento do evento, me vi inspirado a escrever e inscrever poemas meus para esta importante promoção cultural, além de estimular os talentosos artistalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, dea região rural de Teresópolis/RJ, onde leciono Redação, a produzirem, com sucesso e primor, poemas voltados aos diversos temas lançados a cada Mostra. Começamos remotamente em 2020 e, agora, em 2022, chegamos à nossa terceira participação (neste ano, a já multipremiada e talentosíssima artistaluna Jamili Damião brilhou muito na Mostra deste ano, sendo confirmada sua dupla vitória - primeiríssima no Voto Popular e no Prêmio do Júri - a divulgação foi agora há pouco, hoje, às 15:25 h, no último dia da Semana Fluminense do Patrimônio atual, como, tradicionalmente, ocorre em todas edições – quem quiser assistir o que rolou nesta e nas Semanas Fluminenses do Patrimônio passadas, segue o link:
 
http://www.patrimoniofluminense.rj.gov.br/  ).

Hoje compartilho os poemas e participações minhas e dos talentosos e premiados artistalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de 2020 a 2022, para que você, amigo leitor, possa curtir e cultivar um olhar lírico e apaixonado como o nosso pelo nosso rico e até então vilipendiado patrimônio fluminense. Fica também como uma oferenda lírica por todo seu apoio e torcida nesta longa e linda trajetória pedagógica-literária. Em tempo: hoje também foi lançado o e-book com os poemas e fotografias premiados desde a primeira edição da Mostra Olhares - segue o link para baixarem: 
http://www.patrimoniofluminense.rj.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/livro_SFP_5_compressed-compactado.pdf 
Obrigado por tudo; seja qual for a proximidade ou distância, ninguém solta a mão de ninguém; estamos juntos! Boa leitura. Educação, Patrimônio e Arte Sempre!


Momentos passageiros de amor e de esperança


Toda noite, quando me deito,
Me vêm à mente lembranças
De momentos passageiros
De amor e de esperança.

Infelizmente
Tudo mudou de repente
E tivemos que nos adaptar
A uma vida diferente.

Aproveite para criar laços
Com quem está próximo a você:
Quem sabe, um abraço
Pode surpreender?

Tenho fé que tudo vai passar.
É só uma questão de espera,
Só precisamos acreditar
Que o amor tudo supera.

Então ame seus pais,
Seus irmãos e seus avós,
Pois o mundo precisa mais
De pessoas como nós!
(Poema de Andresa Ferreira da Silva – na época, do 9.º A - , selecionado e premiado com 2.º Lugar [Voto Popular] e 2.º Lugar [Prêmio do Júri] no tema “Patrimônio afetivo: memórias de uma história vivida” [Infanto-juvenil] na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2020)




Olhando pela janela em Morro Agudo, meu cantinho de cantos e louvores teresopolitanos


Olhando pela janela,
Vejo minha vida passar...
O que será que faço dela?
Devo deixá-la fracassar?

Como o soprar do vento.
Perdemos pessoas queridas;
Fica claro o aborrecimento
Pela aniquilação das vidas.

O vírus não é brincadeira,
Ele deixa sequelas e medo...
Talvez exista alguma maneira
De mudarmos esse enredo?

Hoje peço a Deus
Que proteja as almas a clamar.
Ele acalma meu coração,
Me fazendo descansar.
(Poema de Emily Correa da Silva – na época, do 9.º A -, selecionado e premiado 1.º Lugar [Voto Popular] e Menção Honrosa [Prêmio do Júri], no tema “Recortes da paisagem” [Infanto-juvenil] na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2020)




Do alto das árvores líricas da praça Emília Jannuzzi, a maritaca assiste e canta aos homens, durante a pandemia

Eis meus vizinhos, de canto apagado,
Os tais homens, seres desemplumados
Que ciscam livres pela minha praça.
Ao longe vejo o vírus que os caça:
O predador, para eles, invisível,
Entre eles, vaga letal e impassível
E, por eles, se propaga invencível.
Animal estranho esse tal homem,
Espécie ensandecida e selvagem:
Contra o vírus, alguns se protegem,
Enquanto outros o infausto propelem.
Uns corretamente tapam seus bicos,
Enquanto outros exibem cantos cínicos.
Aviso aos tolos: “Protejam seus bandos!”
Mas, do meu canto, vivem reclamando.
Têm olhos insanos, incendiários,
Queimam as matas, seus próprios erários,
Tratam-me qual carcará gavião
E, ainda assim, lhes tenho compaixão;
Faltam-lhes asas, amor, união
E sábio senso de preservação.
Brado-lhes orações contra a ruína,
Mas, surdos, seguem destrutiva sina.
Mortíferos mortais sem disciplina,
Pra arrogância deles, não há vacina.
Bando ingrato às belezas da vida,
Minha clemência não lhes é sentida,
Não lhes bastam doenças em surdina,
A humanidade se auto assassina.
Mas, como pássaro poeta e amigo,
Mesmo difamado como inimigo,
Faço arte contra a pandemia insana,
Insisto em salvar a espécie humana.
(Poema de minha autoria [ou seja, de Carlos Brunno Silva Barbosa], selecionado e premiado com 2.º lugar pelo júri técnico e 2.º lugar pelo voto popular no tema “Recortes da Paisagem”, categoria adulto na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2020)



Da janela do meu quarto no Alto de Ponte Nova

Da janela do meu quarto no Alto de Ponte Nova, vejo a vida passando.
Vai verão, inverno, outono e primavera.
Vai a vida tão singela.

Da janela do meu quarto no Alto da Ponte Nova, vejo um morro e muitas árvores.
Vejo uma paisagem que inspira, um patrimônio nacional e natural.
Vejo as nuvens no céu, indo com o vento e com tempo.

Da janela do meu quarto no Alto da Ponte Nova, eu me despeço desse poema.
Com um adeus da pequena janela, eu vejo a vida tão singela.
( Poema de Ana Carolina de Souza Torres Nunes, na época no 8.º C – atualmente no 9.º C -, selecionado e Classificado em 1.º Lugar – Prêmio do Público/Votação Popular - no Tema “A paisagem que inspira” [Infanto-juvenil] na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2021)




Da janela da minha casa, vejo o Paraíso

Da janela da minha casa
só vejo mato,
do verde reluzente ao fosco solitário.
Daqui avisto as colinas mais belas,
as aves que cantam em todo entardecer
ninguém sabe o quê.

Da janela da minha casa,
vejo um pingado de casas,
das mais caras às mais simples.
Daqui consigo ver um vizinho e um amigo,
o vizinho do potinho
e o amigo da piada.

Da janela da minha casa,
vejo crianças, aquelas que brincam até o entardecer,
sorriem pra tudo,
comem fruto do pé,
tomam banho de chuva e sempre, sempre, sempre
estão felizes,
não importa se o dia está ensolarado ou nublado.

Da janela de minha casa
de minha Paris fluminense, da Aparecida de Sapucaia,
vejo uma imagem sacra,
nuvens em forma de cruz, amém!
Daqui, e só daqui, eu vejo o paraíso.
(Poema de Maria Eduarda Rocha Passoni – na época, no 8.º C - Poema selecionado e Classificado em 1.º Lugar – Prêmio do Júri - no Tema “A paisagem que inspira” [Infanto-juvenil] na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2021)



Poesia da Janela (Encantos permanentes e provisórios de Soledade 2 em 2 estrofes)

Todo dia passava aqui
um passarinho para cantar,
enquanto agora eu só fico da janela
esperando ele passar.

Quando eu abro minha janela,
nada mudou, nada passou,
mas eu sei que, algum dia,
tudo mudará, tudo passará,
pois Deus está cuidando de tudo
e não há nada a se preocupar.
(Poema de Emelly Pimentel Charles Branco – na época, do 8.º B, atual 9.º B -, selecionado e classificado em 2.º Lugar – Prêmio do Júri - no Tema “A paisagem que inspira” [Infanto-juvenil] na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2021)



Paisagem da Janela em Água Quente

Olhando pela janela paralela,
há uma paisagem bela.
Vejo o pôr do sol
que espera de mim
um olhar sincero de agradecimento.
Sorridente, reparo cada detalhe desse quadro
e agradeço pela paisagem linda
que todos os dias posso apreciar.
(Poema de Jamili Damião de Oliveira Vaz – na época, do 8.º C, atual 9.º C -, selecionado e Classificado em 3.º Lugar – Prêmio do Júri - no Tema “A paisagem que inspira” [Infanto-juvenil] na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2021)



A paisagem da minha janela com a vista para Soledade 2

Todos os dias quando eu me levanto e abro minha janela,
eu me deparo com uma linda paisagem.
Olho para o horizonte
e vejo lindas montanhas.
Olho para o bairro que fica um pouco abaixo da minha casa
e vejo um lindo mar branco de serração,
sem contar o lindo nascer e pôr do sol...
Me inspiro cada vez mais com essa linda vista e com os cantos dos pássaros.
(Poema de Sara Flores Souza – na época, do 8.º C, atual 9.º C -, selecionado no Tema “A paisagem que inspira” [Infanto-juvenil] na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2021)



Teresópolis 130 anos

Teresópolis, cidade maravilhosa!
Na Arabotânica, a flor mais cheirosa.
Dedo de Deus, a proteção da natureza.
Tudo tem sua beleza.
No SESC, muita diversão.
Fazendo de tudo por um sorriso de cada cidadão.
E o trem da alegria então...
Todos amam a Feirinha do Alto.
Uma família feliz em um carro no asfalto.
Amo seus pontos turísticos.
Tantos lugares magníficos,
Tanto patrimônio que resiste,
Tanto encanto que persiste.

Parabéns Teresópolis!
(Poema de Gabrielle Gonçalves Ribeiro –, na época, do 8.º C, atual 9.º C -, selecionado e Classificado em 2.º Lugar – Prêmio do Júri - no Tema “O patrimônio que resiste” ]Infanto-juvenil] na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2021)


No mirante da poesia, olhando a paisagem de toda manhã fria em Volta do Pião (Elegia Teresopolitana de Resistência e Fascínio para Garcia Lorca)

Frio que te quero quente...
Desde a primeira vez
que descobri a manha dolente
na visão das manhãs
de tua terra sempre presente,
desde a primeira vez
que eu te vi
deitado no invisível
do horizonte observado,
desde a primeira vez
deste novo sempre
que eu paro diante de ti,
paisagem nova
na imagem inalterável
do firmamento que deita
em meus olhos bem aventurados.

Frio que te quero quente...
É o orvalho que despeja
tempestades suaves
em minha boca seca
todas as manhãs,
é o vento diário que me beija
a face ainda cansada
pela disputa com a noite insone
em outro sonho passado
e não realizado,
é a tua boca que adoça
os meus lábios amargos
com os cantos febris
da natureza que faleceu em ti,
é a beleza de uma canção antiga
que permanece inédita
no rosto dos velhos morros
tão vivos em movimentos mortos
e brilhantes apesar da atmosfera opaca,
é essa paisagem preguiçosa
que agita de poesia os meus olhos,
é essa vista ferida
de imortalidade intacta
que te mantém vivo
em minhas fúnebres palavras.

Frio que te quero quente...
Um vento novo sacode
aquela velha árvore,
enquanto outra nuvem esconde
o sol que arde em volúpia
por trás da frígida paisagem.
É nesse universo de duelos serenos
que tua voz inaudível
acompanha o ar invisível
e me conta os segredos
dos cantos mais sublimes
compostos por violentos silêncios,
é nesse cemitério vivo
que descanso minha visão
todas as manhãs, vendo-te partir
tão pleno,
como brisa de lirismo que desliza
na superfície adormecida
de um furacão...
E meus olhos choram sorrisos
a cada despedida,
acordados pela tristeza rara
de te ver, mesmo distante,
tão belo e tão eterno
todas as manhãs.

Frio que te quero quente...
Todas as manhãs cinzas serão verdes de Garcia,
enquanto teceres em meus olhos os dias,
enquanto houver dia,
poesia,
a-
manhã!
(Poema de minha autoria [ou seja, de Carlos Brunno Silva Barbosa], selecionado e premiado com 1.º lugar pelo júri técnico no tema “A paisagem que inspira” [Adulto], na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2021)




Em harmonia

Da minha casa em Água Quente,
Eu vejo uma névoa e sua cor fria,
Vejo três montanhas escuras e distantes,
Vejo o começo e a chegada
- O começo de um dia e a chegada de uma luz
Dissipando todo o nevoeiro
Desta manhã fria de inverno.

Neste momento, o céu se divide em duas partes:
Na maior, um céu azul escuro estrelado;
Já na menor e mais distante,
Um céu alaranjado vindo das montanhas escuras,
E, quando essa separação se desfaz,
Tudo se junta criando uma sintonia.

Essa é a paisagem que vejo nesses dias;
Esse é o meu lugar, minha harmonia.
(Poema de Jamili Damião de Oliveira Vaz, do 9.º C -, selecionado e Classificado em 1.º Lugar – Prêmio de Voto Popular e do Júri - no Tema “Esse é o meu lugar” [Infanto-juvenil] na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2022)



Oração a São José das Palmeiras, Senhor da Praça arruinada

São José das Palmeiras
desta praça sem palmeiras
(desde jovem, aos meus olhos,
tais árvores eram licença poética
surrupiadas da Canção do Exílio
de Dias para o nome do nosso bairro,
para a sucessão de ausências passadas
e futuras em nossa outrora bela praça),
ah, Seu José, que carregais com carinho
o filho que não é vosso, o Filho de Deus,
e que continuais a abençoar esse lugar,
cheio de filhos não vossos, outros filhos de Deus,
como o menino que outrora brincava
no velho chafariz que vivia sem água
e que hoje não vive mais
- quebradas suas beiradas
num plano de reforma pública mal planejada,
resta apenas a torre central,
obelisco incidental do nosso nada.
Ah, São José desta praça
das palmeiras sem palmeiras,
das calçadas alquebradas
e da beleza maltratada,
rica em misérias provocadas
por governantes do aquém,
por administradores do desdém;
ah, Seu José, aquele menino morreu,
caiu como as placas do monumento
que agora desfila parado
como rei nu no meio da praça;
aquele menino, Senhor José,
apagou-se como aquele poema
outrora gravado numa pedra da praça
(quem lembra? Passaram-lhe a tinta
e mataram mais uma poesia;
hoje só mais uma lápide encardida
no patrimônio assassinado).
Ah, São José desta praça sem palmeiras,
não perdoeis os mutiladores,
pois eles sabem o que fazem e desfazem;
perdoai a lágrima ácida de raiva
que ameaça ser derramada
toda vez que nossos olhos antigos
revitalizam a antiga praça;
perdoai e transformai em riso frouxo
diante da meninada,
que, alheia a passados e mágoas,
ainda brinca na praça arruinada.
(Poema de minha autoria [ou seja, de Carlos Brunno Silva Barbosa], selecionado no tema “Vestígios de memórias” [Adulto], na Mostra Olhares da Semana Fluminense do Patrimônio 2022)

sábado, 2 de julho de 2022

Livros, canções, poemas em movimento, sonhos e delírios líricos em um evento só: Registros de grandes momentos da 2.ª Feira Popular do Livro do Bairro Santa Cecilia


Hoje, após quase um mês do acontecido, finalmente compartilho no blog os vídeos da 2.ª Edição da Feira Popular do Livro do Bairro Santa Cecilia (primeira edição que participo do evento que tem tudo pra se tornar uma tradição)..
No domingo, dia 05/06, a partir das 11 e pouca (hora em que cheguei, pois o evento teve início às 10 horas), a convite do grande mestre ativistamigo Rodrigo, estive na 2.ª Feira Popular do Livro em Santa Cecília, em Teresópolis/RJ, no Instituto Crescer (que fica em uma rua que possui o sugestivo e lírico nome Cecilia Meireles).

Abaixo deixo alguns vídeos (tem muitos mais) que registram grandes momentos das apresentações minhas e de Cíntia Luando & Julio Chineman na 2.ª Feira Popular do Livro em Santa Cecília, em Teresópolis/RJ, onde pude curtir grandes apresentações, adquirir grandes livros em maravilhosas ofertas (R$1,00 o livro, minha gente!) e ainda apresentar meus trabalhos e declamar alguns poemas meus que há tempos eu não declamava. Além do vídeo com trechos de grandes momentos, há também os vídeos idealizados por Rodrigo com depoimentos meus e da superartistamiga Cintia Luando.
Fica a dica: A Feira Popular do Livro em Santa Cecília, em Teresópolis/RJ, no Instituto Crescer, terá sempre uma edição em um domingo de cada mês. E, em tempo: vai rolar a 3.ª edição do evento neste domingo, dia 03 de julho, às 10 horas, Venham curtir grandes momentos líricos e adquirir grandes livros em ofertas imbatíveis nesta e nas próximas edições.
Agradecimentos especiais a Rodrigo pelo convite, superapoio, carinho, divulgação e cessão dos vídeos.

Se não estiver visualizando o vídeo, basta clicar no link: https://www.youtube.com/watch?v=tmO5AeF73zc

Se não estiver visualizando o vídeo, bastar clicar no link: https://www.youtube.com/watch?v=VYUsRu4RTiw&t

Se não estiver visualizando o vídeo, basta clicar no link: https://www.youtube.com/watch?v=_nUouP31akU

E não perca a 3.ª Feira Popular do Livro em Santa Cecilia
neste domingo, dia 03 de julho, a partir das 10h:

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

A (re)volta natural: Do alto das árvores líricas da praça Emília Jannuzzi, a maritaca assiste e canta aos homens, durante a pandemia

Como os psicodélicos Mutantes, andei meio desligado por esses dias – principalmente em espaços virtuais. Tenho passado por um processo parecido ao do que chamo “Descivilização” (tirei o termo de uma canção homônima da década de 1990 do Biquíni Cavadão): esqueci-me de contar os dias após o recesso de home slave office, desconectei-me quase inteiramente de redes sociais virtuais e passei a distribuir meus dias com banhos de ducha no quintal, tomadas de sol, ventos ocasionais e chuvas de verão, desenvolvimentos geeks, nerds, árcades, pós-modernos e clássicos com leituras constantes de obras literárias e gibis, maratonas de séries e filmes de diversos gêneros, audição de músicas dos mais diversos gêneros (com preferência à MPB e ao rock) e som dos pássaros que visitam minha casa em quarentena e a praça em frente ao lar agridoce lar, mergulhos em mim mesmo e episódios lúcidos de embriaguez desconexa em intervalos regulares. Diferentemente dos que se cansaram do período de isolamento, muitas vezes acho que a solidão (não a completa, claro, mas a complexa, de autocontrole, divertimento consigo próprio e amadurecimento intelectual) até que cai bem – o que me cansou mesmo (e até me parece tedioso) é bater na mesma tecla da merda que nosso mundo está e no bando de gente merda que acha que essa merda é perfume ou remédio pra grande crise de valores. Estamos na merda que nós mesmos (ou outros infernais nós outros mesmos) nos colocamos, mas insistir em pregar nas paredes ocas o quadro horrível real em que vivemos me aparenta ser tão surreal, cansativo e improdutivo quanto explicar para uma mula que ela está sendo explorada por seu pseudo-dono – destaca-se mais a publicidade patética da cena quixotesca que qualquer ínfima possibilidade da conscientização da mensagem bem intencionada; a mula continua a zurrar, Quixote continua vendo Dulcineias em estalagens contaminadas de aborrecimento e ignorância e o tempo passa atropelado por todos nós e outros nós outros que nós nunca admitiríamos ser nem entender, pois é incompreensível (sim, o zurro humano ainda é uma língua virulenta, inapreensível, incompreendida e incompreensiva). Preferi dar um tempo dessa loucura toda (não me alienar – ação impossível para qualquer ser minimamente pensante em tempos complexos de autodestruição existencial e humana, dramas sórdidos e tragédias espetaculares - , mas manter minha insana sanidade mental em um ambiente menos hostil, confuso, contagioso e abusivo).
Nesses tempos, refugiei-me em mim mesmo, na natureza próxima e na arte – pode parecer (e é) meio egoísta, mas é de um egoísmo altruísta: preciso estar bem comigo mesmo para estar bem com todos em um ambiente tão doente e tão doentio. Mas agora, depois de tanto tempo e graças aos apelos de amadas amigas e amados amigos, resolvi retomar as postagens do blog.
E, voltando aos cantos dos pássaros aos quais tenho prestado atenção com mais constância, foram nesses tempos de quarentena que as aparentemente escandalosas (eu as defendo como sábias incompreendidas) maritacas me inspiraram um poema, “Do alto das árvores líricas da praça Emília Jannuzzi, a maritaca assiste e canta aos homens, durante a pandemia”, com o qual concorri à Mostra Olhares sobre o Patrimônio Fluminense – 2020 , da 10.ª Semana Fluminense do Patrimônio – “Cultura e cidadania em tempos de crise”. O poema foi selecionado e recebeu 2.º lugar pelo júri técnico e 2.º lugar pelo voto popular no tema “Recortes da Paisagem”, categoria adulto na Mostra Cultural. Hoje, trago o poema, com o seu seu clipoema [pra quem está no celular, percebo que os vídeos não têm aparecido, por isso deixo o link do mesmo no youtube: 
https://youtu.be/DdAPNV4MM7E ] (agradecimentos às maritacas por concederem seus cantos durante a gravação do áudio do poema e ao meu irmão Rafael Silva Barbosa e ao seu namorado Wellington Victor de Lima pela participação teatral, atuando como os homens assistidos e cantados pela maritaca da praça Emília Jannuzzi), para vocês, amigos leitores, estreando as postagens líricas virtuais de 2021 deste constantemente inconstante blog.
Já que os homens não escutam a seus próximos iguais diferentes, que, pelo menos, escutemos a natureza à nossa volta e aprendamos com as sábias maritacas sobre a importância da lucidez e da vida nesse contexto genocida de sobrenatural loucura.

Do alto das árvores líricas da praça Emília Jannuzzi, a maritaca assiste e canta aos homens, durante a pandemia


Eis meus vizinhos, de canto apagado,
Os tais homens, seres desemplumados
Que ciscam livres pela minha praça.
Ao longe vejo o vírus que os caça:
O predador, para eles, invisível,
Entre eles, vaga letal e impassível
E, por eles, se propaga invencível.
Animal estranho esse tal homem,
Espécie ensandecida e selvagem:
Contra o vírus, alguns se protegem,
Enquanto outros o infausto propelem.
Uns corretamente tapam seus bicos,
Enquanto outros exibem cantos cínicos.
Aviso aos tolos: “Protejam seus bandos!”
Mas, do meu canto, vivem reclamando.
Têm olhos insanos, incendiários,
Queimam as matas, seus próprios erários,
Tratam-me qual carcará gavião
E, ainda assim, lhes tenho compaixão;
Faltam-lhes asas, amor, união
E sábio senso de preservação.
Brado-lhes orações contra a ruína,
Mas, surdos, seguem destrutiva sina.
Mortíferos mortais sem disciplina,
Pra arrogância deles, não há vacina.
Bando ingrato às belezas da vida,
Minha clemência não lhes é sentida,
Não lhes bastam doenças em surdina,
A humanidade se auto assassina.
Mas, como pássaro poeta e amigo,
Mesmo difamado como inimigo,
Faço arte contra a pandemia insana,
Insisto em salvar a espécie humana.









quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Vamos viralizar coisas boas: A Pandemia da Leitura em Homenagem ao Dia Nacional do Livro

Hoje, dia 29 de outubro, é o Dia Nacional da Leitura e o blogueiro-professor-escritor-poeta-pateta que vos escreve e os magníficos super alunos leitores das escolas onde leciono não poderiam ficar de fora da comemoração desta data super especial!
Abaixo seguem dois vídeos com a campanha da Pandemia da Leitura: Coordenados por mim, com apoio das equipes diretivas e demais profissionais da educação das escolas, os alunos leitores da turma 602 da Escola Municipal Nadir Veiga Castanheira, onde leciono Língua Portuguesa, e os alunos leitores do turno da manhã da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva (ambas as escolas da região rural de Teresópolis/RJ) trazem, cada grupo, um vídeo para viralizar com uma campanha de muito amor ao livro, nosso grande herói e companheiro nessa prolongada quarentena: a “Pandemia da Leitura da Escola Municipal Nadir Veiga Castanheira”, com magníficas dicas de leitura para todos que nos assistem e acreditam no poder da literatura e na nossa educação pública de qualidade.
Curta, compartilhe, viralize coisas boas, viralize literatura! E contribua na pandemia: deixe nos comentários, uma dica de leitura sua.
Educação, Literatura e Pandemias de Coisas Boas Sempre!

Vídeo 1: Pandemia da Leitura da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, em Homenagem ao Dia Nacional do Livro

Vídeo 2: Pandemia da Leitura da Escola Municipal Nadir Veiga Castanheira, de Teresópolis/RJ, em Homenagem ao Dia Nacional do Livro


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

As ilusões dos anzóis, as noites e os caminhos, às vezes, sem rumos, mas só possível com amor: Pelas musas e por vocês, amigos leitores, as solidões líricas compartilhadas de Renato Galvão

Esta semana que vai chegando ao fim é um período que traz datas importantíssimas; foi nela, por exemplo, que, em 12 de outubro, comemoramos, além do Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, e do Dia das crianças, também saudamos o Dia do Mar e o Dia Nacional da Leitura (sim, precisamos, com milhares de datas, lembrar muito desta prática pouco exercida – ou exercida preguiçosa e descuidadamente - pela maioria da população brasileira). Além de muitas outras datas comemorativas desta semana, o blog, na seção Solidões Compartilhadas, institui o Dia do Mais Que Fodástico Multiartistamigo Renato Galvão, Artista Plástico, Escritor e Poeta na empresa Ateliê Ren-Artes, além de idealizador do Jornal Alecrim (segue o link deste formidável site: https://www.jornalalecrim.com/ ) e nosso artistamigo aniversariante do dia 15 de outubro (sim, ele teve a proeza lírica de nascer no comemorativo e super louvável Dia dos Professores). Como podem já perceber, hoje, compartilho minhas solidões coletivas neste espaço lírico-virtual com o grande mestre multiartistamigo Renato Galvão, autor de quatro de livros de poesia e de milhões contribuições poéticas nas artes plásticas (ele próprio confessa que a arte plástica lhe veio quando começou “a escrever um livro sobre ficção e realidade...”).
O próprio Renato Galvão humildemente se define: “Sou o que se pode chamar de escritor amador. Um homem que gosta de juntar letras, formar palavras e construir textos que tentam traduzir gestos, olhares, sorrisos. Simplesmente traduzo sentimentos”. Sobre seus temas, o autor comenta: “Escrevo para pessoas, sobre pessoas, suas palavras e frases, suas lágrimas, seus sorrisos, suas alegrias, suas paixões, seus sofreres, suas felicidades, suas nostalgias. Enfim, seus sentimentos. Também escrevo sobre situações e ações do nosso dia a dia, protestos e desigualdades sociais, contos e outros gêneros. A grande maioria dos textos que escrevo são frutos da observação da vida humana. Costumo também retratar e até homenagear pessoas que sequer me conhecem, que não fazem a menor ideia de minha existência e que figuram ou são a razão de minhas palavras. Naturalmente aos amigos(as), parentes e tantos outros se incluem nesta procura por palavras observando o ser humano. Escrevo também sobre os meus sentimentos e os externos através de poesias...”
Foi o mais que fodástico multiartistamigo Renato Galvão quem comemorou, ontem, mais um aniversário de infinidade lírica (como ele próprio diz, “Continuo fazendo arte e não devo parar nunca mais...”), mas quem ganha as oferendas líricas são vocês, amigos leitores! Naveguemos nos universos líricos que a arte do mais que fodástico multiartistamigo Renato Galvão nos traz! 

Série Lua Drágna - Tela n.º 13


Ilusão do anzol 


Quem irá se perder,
Praticando o medo de uma nova relação
Ou distanciando-se de um nobre coração?

Quem irá se perder,
Pela própria culpa ou
Por trocar a coragem pela dúvida?

Quem irá se perder,
Por não se permitir uma nova chance
Ou por encarar tudo como revanche?

Você está me perdendo, 
Não para uma nova relação
Ou para outro coração.

Você está me perdendo
Para suas cansadas desculpas
Ou por não admirar a lua.

O tempo escurecerá,
Quando a ilusão do anzol passar,
Quando o fim chegar.

Aqui também escurecerá,
Mas sem ilusão ou anzol.
Encontrarei o caminho de volta ao sol...



Não há caminhos que se possa trilhar 

Não há caminhos que não se possa trilhar.
Não há rainhas ou reis de gelo, de ouro ou prata
Que o amor possa enclausurar.

Nem sábios ou ignorantes,
Nem poderosos ou humilhantes
Que possa o amor descartar.

Foi por amor que viemos,
Foi por amor que Michael de Nebadon
Surpreendeu os universos com seu dom.

Foi por amor que recebemos
A dádiva do Criador.
Foi por amor que o Criador Michael nos enviou.

Foi por amor que o mais
Humilde dos humanos
Ousou despertar o amor nos estranhos.

Foi por amor que tudo se fez luz.
Foi por amor que nos perdoou.
Foi por amor que, nossas vidas, transformou.

Não há caminhos que não se possa trilhar.
Não há amor que se possa desprezar.
Não há amor que se possa ignorar.

Sem amor só haverá escuridão.
Sem amor não se praticará o perdão.
Sem amor somos servos da solidão.

Sem amor não haverá luz,
Sem amor não se pode brilhar.
Sem amor não haverá caminhos que se possa trilhar...



Série Lua Drágna - Tela n.º 14


Noites

Pelas noites a procuro em espaços errados.
É nas noites que descubro que estou abandonado.
São em noites escuras que sonho sonhos desesperados.
Pelas ruas não a encontro nem mesmo para um abraço.

Deito-me na cama do acaso,
Do direito de perder,
Mesmo que o desejo venha me dizer
Que você não quer fazer parte do meu viver.

As estrelas me visitam
E recolhem o brilho das lágrimas
Que iluminam o delírio de um
Coração apaixonado.

As lembranças se transformam em
Abismos de saudades.
E assim sigo esperando por milagres,
Castigado pela sua falta de coragem...


Por você... 

Por você
Dedicar-me-ia.
Perseguiria o impossível. 
Controlaria o impassível.

Por você
Desenharia seu infinito.
Seria um soldado lutando por sua paz.
Mudaria sua vida fugaz.

Por você
Transformar-me-ia num escudo.
Tiraria você desse poço fundo.
Defender-lhe-ia de suas dores,
Curaria suas feridas. 
Dizimaria seus horrores.

Por você.
Eu seria você.
Mas... Se, somente se,
Você fizesse por me merecer...

Sem rumos

Quando vieste
Era puro encanto.
Quando partiste
Veio solidão ao meu encontro.

Quando eu disse: amo-te.
Meu mundo eu esqueci em instantes.
Quando saíste, trancaste as portas,
Esquecendo-me num canto.

Quando sorrias
Via-se a magia.
Quando vinhas
Era pura alegria.

Tua voz enchia de alegria a casa.
Hoje, não há mais nada.
Ficamos para trás na tua estrada.
Só restou o silêncio das frias madrugadas.

Agora não tenho teu sol.
Só me deixaste a chuva.
Os dias são escuros.
Vivo sem destino, sem rumos.

Esquecer-te meu coração não quer.
A saudade me deixa triste.
Amar-te é o que me mantem de pé
Sem ti, nem eu e nem a nossa casa existe.

Sonhar? Sim...
Foi o que me restou.
Com teu sorriso,
Tua alma
E teu amor...

Alguns livros de Renato Galvão

CurtaPoesia: 
Renato Galvão ao vivo
no Sarau em Cores,
organizado por Thay Lucas





domingo, 11 de outubro de 2020

Solidões Compartilhadas: A premiada poeta Andresa Ferreira da Silva nos conta como foi depois que tudo começou

Hoje o blog traz uma notícia cultural chique demais: Andresa Ferreira da Silva, aluna do 9.º Ano A na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva (e da Sociedade dos Poetas Vivos do Alcino), unidade de ensino onde leciono Redação, em Teresópolis/RJ, foi a representante de Teresópolis na 8.ª Edição do Festival Intermunicipal de Poesias nas Escolas, evento organizado pelo artistativistamigo Alex Sandro Oliveira (quem quiser assistir ao maravilhoso evento é só clicar neste link da live do Festival: 
https://www.facebook.com/100003913187579/videos/1851958098277945/ ) e, na última sexta-feira, dia 09/10, conquistou, com louvor merecido, o 3.º lugar neste tradicional e formidável certame literário estudantil!
Por esse motivo, retomo as Solidões Compartilhadas do blog com o premiado poema “Depois que tudo começou”, de autoria da magnífica e hipertalentosa poetaluna Andresa Ferreira da Silva, por escrito e declamado pela própria autora, em vídeo dirigido pela também magnífica e hipertalentosa (e também premiadíssima) poetaluna do 8.º Ano A e cinegrafista Jamile Ferreira Silva, irmã de Andresa, membro também da Sociedade dos Poetas Vivos do Alcino e artistaluna efetiva-faz-tudo do Grupo Teatral Escolar Luz, Câmera...Alcino! 
Em tempo: Além de ser uma obra prima, rica em recursos (ritmo, figuras de linguagem, etc), o belíssimo poema “Depois que tudo começou” também merece destaque especial pela visão lírica diante do problema contemporâneo – a pandemia de Covid-19 -, retratado de maneira tocante, singela e com uma mensagem final de esperança que todo nosso universo em crise merece ler. 
Agradeço a todos os amigos leitores que sempre deixam sua torcida lírica e vibração positiva pelo blog, pelas conquistas de nosso ensino público, cheio de poesia e luz, mesmo em tempos de crises e insanidades. Meus aplausos a todos os envolvidos direta e indiretamente nesta nossa maravilhosa conquista; todos vocês tornam a íngreme trajetória em defesa da boa educação e da poesia mais linda e mais aprazível para ser seguida e continuada! Ao infinito e avante! Educação, Amor e Arte Sempre! 

Depois que tudo começou 

A vida mudou bastante 
Depois que tudo começou 
E parece que, em um instante, 
A porta se fechou. 

Sair não posso mais; 
Muita gente se isolou, 
Pois esses vírus são mortais 
E a nossa rotina ele mudou. 

Logo tudo vai voltar ao normal, 
Acredite que tudo vai passar, 
Mas, enquanto esse dia não chega, 
Você precisa se cuidar. 

Tenha esperança, 
Juntos vamos além, 
Porque, depois da tempestade, 
O arco-íris sempre vem. 
Poema de Andresa Ferreira da Silva, aluna do 9.º A da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ



sábado, 14 de dezembro de 2019

Oferendas líricas da aniversariante Maria Gabriela Ferreira Luz


Anteontem, quinta-feira, dia 12/12, voltando da escola na van escolar, a professoramiga Zilanda lembrou-me que há tempos não postava no blog (confesso que andei meio desiludido e cansado, sem vibrações líricas positivas nem vontade/fôlego/inspiração para postar há algum tempo). Depois de quase um mês de quase completa ausência em redes sociais virtuais, ao voltar pro facebook, ontem, sexta-feira, 13/12 (sim, era uma sexta-feira 13; Jason retorna!), um dos avisos que se repetia era a rede social virtual me lembrando que há tempos os seguidores da página do blog não recebiam nenhuma notícia. Eram mensagens demais me alertando e me estimulando a voltar às postagens do blog – ok, mensageiros reais e virtuais, estamos de volta! Ok, tomada a decisão de retornar ao blog, que está com uns bilhões de postagens guardadas/prometidas/atrasadas, veio outra questão: com que postagem retornar? Eis que me via envolvido nessa dúvida há pouco neste sábado, dia 14/12... Então o facebook – sim, de novo a plataforma virtual de Mark Zuckerberg – lembrou-me de que hoje marca a data de aniversário da formidável escritoraluna (quase ex-escritoraluna - pois está encerrando seu ciclo nas salas de aula onde leciono – e futura escritoramiga) multiartista teresopolitana, de escrita multifacetada, iluminada salva, salve Maria Gabriela Ferreira Luz.  Pois aqui vão alguns de seus maravilhosos e mais que fodásticos textos – do diário à poesia, essa jovem e talentosa artista brilha em todos os gêneros textuais (e também nos palcos e câmeras, pois também é brilhantíssima atriz).
Tenho certeza de que irão adorar, amigos leitores! Parabéns a Maria Gabriela Ferreira Luz, que continue sempre iluminada e iluminando esta estrada lírica e linda que ela traça em sua vida – a eternidade é caminho certo pra ela e pra sua madura e maravilhosa arte. E comemoremos com ela, através dos belíssimos textos de Maria Gabriela Ferreira Luz!

Poemas de Maria Gabriela:

Não sei o que faço

Não sei o que faço,
Não sei o que falo.
A chuva cai lá fora
Como quem chora em desespero.

Meus olhos também estão molhados,
Queria eu que fosse a chuva...
Cada lágrima que cai
É uma parte de mim.

Sinto saudade de quem se foi
E de quem está presente.
Sorrisos, abraços, paixões
Hoje são apenas lágrimas.

Desesperada para morrer,
Mas desejando viver;
Talvez isso passe...

******************

Estamos vivendo ou existindo?
Estamos sempre presos a uma rotina,
Estamos sempre em cima do prazo,
Sempre com pressa,
Sempre correndo para chegar a lugar nenhum.
Acorda cedo, dorme tarde,
Vê o pôr do sol da janela do escritório...
Olha: já são 20:48!
O dia já passou,
A semana já acabou,
A vida foi e a gente nem viu...



Luz e Escuridão – 
As Páginas de diário de Maria Gabriela

(28.02)

Se conheça de dentro para fora, saiba quem você é, conheça tua dor, medo, tristeza, cicatrizes e feridas abertas. E tenta para de olhar para o abismo, pare de olhar para o reflexo na água da banheira que encheu para sangrar até a morte. Pare de querer pular do abismo, para só para, sei que é difícil, a vontade morrer é grande, a vontade de sumir fica batendo na sua porta, sei também que você não consegue dormir, pois os pensamentos mais aleatórios estão passando na tua cabeça, e você tenta lutar contra eles, mas não dá. Me ouve, você é capaz de sair dessa prisão que você vive. Sei que você se sente sozinha, eu também me sinto, todos nós nos sentimos. Imagino que você tem um grito preso na garganta, mas não consegue soltar e ele te sufoca, como uma mão apertando o teu pescoço. Você vai e libertar disso tudo, essas correntes vão se quebrar. Mas você tem que ser forte e não se deixar ser um nada no meio disso tudo, não se perca, não perca a sua luz no meio dessa escuridão.

(26.03)
Só de imaginar você indo dói, não te imaginar comigo machuca, você é a alegria dos meus dias mais sombrios. Você a pessoa que conhece meu lado mais puro e sincero. Você mesmo sem saber me mostrou que sei ser luz em meio a escuridão, você viu o meu lado mais sombrio e cheio de dragões, e continua aqui. Sabia que admiro a pessoa que você é, admiro a tua força a cima de tudo. Até as coisas que você faz e que me irrita e aprendi a amar, juro. Com você o tempo para e ao mesmo tempo voa, você é o motivo dos meus sorrisos mais idiotas, você é aquele tipo de amigo que posso ficar meses sem ver que, que nada vai mudar, vai ser as mesmas idiotices, é como se nada tivesse mudado e espero que nunca mude, talvez eu nunca ache adjetivo para te descrever e continue te descrevendo com palavras aleatórias, outra coisa que talvez nunca consiga é descrever o quanto eu te amo. Uma última coisa, obrigada por me fazer a pessoa mais feliz do mundo.

(30.03)
São 2h da madrugada, e eu estou sentada no chão do banheiro pensando em você, sim, pensando em você. Hoje faz 365 de longas conversas e risadas, eu não sei onde você está, e se lembra de mim ou ao menos desta data. Não sei onde você está, se tem dormido bem ou se aquele teu vazio foi preenchido, eu realmente não sei. Sinto tua falta, falta do teu abraço caloroso, do teu jeito meio sem jeito, e das coisas mais aleatórias que a gente conversava e das longas madrugadas falando sobre nada.
Tentei te esquecer, eu juro. Tentei te jogar no fundo do meu armário, mas não dá para esconder uma pessoa que viveu e viu o universo que sou, não dá apenas para esquecer a pessoa que trouxe cor pro meu mundo. Sempre vai haver um pequeno detalhe no mundo que vai me fazer lembrar de você, lembrar o quanto te amo, o quanto você me fazia bem mesmo em silencio. Agora estamos longe. Tenho tantas coisas para te contar, tantas novidades, tantas teorias sobre a vida, mas você não está aqui para ouvir, e ninguém e capaz de me entender como você, ninguém gosta tanto de me ouvir como você, nossa conexão é de alma.  E eu sempre vou estar aqui. Deixarei a porta aberta casa um dia você apareça. Enfim, espero que esteja bem.
Obs.: Depois das 2h vá dormir. As decisões que você tomar a essa hora são erradas.


Resenha literária de Maria Gabriela

As vantagens de ler (e ver) “As vantagens de ser invisível”
Por Maria Gabriela Ferreira Luz

Charlie é um adolescente de 15 anos que já passou por vários traumas em sua vida. Por exemplo, a morte da tia em um acidente de carro (que ele acaba se culpando por isso) e o suicídio do melhor amigo.
                Charlie está se recuperando de uma depressão, que lhe causou tendência suicida. No colégio, ele tenta se enturmar, porém os grupinhos já estão formados. Porém nem tudo está perdido para Charlie: Patrick e Sam são dois veteranos que o recebem em seu pequeno mundinho.
                Na versão cinematográfica desta história, Emma Whatson, Ezra Miller e Logan Lerman representaram maravilhosamente os seus papéis. A trilha sonora, cheia de rock alternativo dos anos 1970 a 1990, também agrada.
                O drama traz assuntos pouco abordados de forma direta ou implícita, como o abuso sexual, pedofilia e homofobia. Esta última ficou bem clara e se trata do pai do namorado de Patrick, que, quando descobre que o filho é gay, bate nele. A pedofilia também fica evidente e se trata de como Sam perdeu a virgindade com um cara mais velho. Já o abuso sexual – que também é considerado pedofilia – não fica muito exposto, mas se trata da estranha relação da tia com Charlie, crime que ocorre sem os pais do garoto suspeitarem.
                O filme e o livro contam com um final surpreendente. A história foca na amizade, na maneira que um confia no outro e como se entregam uns aos outros. Não podemos deixar de citar o poema “Em uma folha amarela com linha....”, que não tem no filme, porém foi citado no livro e deu mais uma emoção ao drama que tocou fundo nos corações de leitores e cinéfilos.



Conto de Maria Gabriela:

Na beira do abismo

                Há uns dias atrás, vi umas coisas acontecendo na minha escola na minha turma: havia uma menina bem magra, quieta, porém muito sorridente. Tanto os garotos como as garotas faziam piadas sem graça, brincadeiras e até colocavam apelidos nela. Ela não gostava muito, sempre pedia para pararem, mas eles sempre a ignoravam.
                Passou um tempo e ela começou a faltar e, quando ia, não ria e não participava. Ninguém deu muita bola, mas eu vi as forças dela se esvaindo, o mundo dela estava preto e branco; queria ajudar, mas eu também estava na beira do abismo, parece que alguém estava me segurando, me impedindo de chegar até ela.
                No primeiro dia da primavera, ela se matou, cortou os pulsos e sangrou até a morte, uma morte lenta e dolorosa. Não a culpo por ter se matado. Como Augusto Cury mesmo disse, em seu livro “O vendedor de sonhos”, “o suicida não quer se matar, ele quer matar a dor que existe dentro dele.
                Mesmo assim, quando lembro daquela menina, penso que ela não merecia isso, esse não era para ser o fim dela, ela não sabia o tanto de coisas que tinha para viver, ela não sabia que nós somos infinitos...




Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...