Mostrando postagens com marcador Leia essa canção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leia essa canção. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de dezembro de 2017

Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas, de Fresno e do Luz, Câmera...Alcino! 2017

Hoje posto no blog mais um vídeo do hiperprodutivo e supercriativo Luz, Câmera...Alcino! 2017. Depois de um ano sem vídeo da série, o "Brasil Musical" retorna graças aos esforços do Luz, Câmera...Alcino! 2017. 
E, pra começar a quinta temporada, trazemos um som do Sul do Brasil, mais especificamente do Rio Grande do Sul: a canção"Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas", do álbum "Ciano" (2006), da banda Fresno, na época uma representante de destaque do rock/emocore no Brasil.
O roteiro das cenas é de autoria coletiva, dirigido por (Professor Carlos Brunno Silva Barbosa) e traz como protagonista a atriz-aluna Tatiane de Jesus (outrora personagem secundária na trama do esquete “Luz, Câmera... Alcino! apresenta: Mulher-Maravilha No Xadrez da Guerra e do Amor: A origem da Justiça e do Super Xeque Mate”, apresentado no VI Torneio Xeque Mate, organizado pelo Professor de Educação Física/Poetatleta Genaldo da Silva Lial). Outras novidades são as estreia da atriz-aluna Camille Chermouth, no Luz, Câmera...Alcino!, fazendo o papel de amante/pivô da separação do casal protagonista (o namorado vacilão é interpretado pelo experiente e brilhante Alessandro Marques) e de Poliana Reis, como uma das amigas da protagonista, e a primeira interpretação em vídeos de Lívia de Jesus  (ela já brilhara em diversos esquetes do grupo) como amiga da protagonista traída.

Essa turma do Luz, Câmera...Alcino 2017 marcou presença e brilhou intensamente nas artes cênicas (na verdade, os artistalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva deste ano honraram o título histórico de escola formadora de supertalentos artísticos – tanto que há solidões compartilhadas previstas para o blog para todo esse fim de ano e início do ano que vem).  Boa visualização e Arte Sempre, amigos leitores!


Ficha técnica:
Título: Luz, Câmera...Alcino! apresenta:"Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas", uma canção de Fresno.
Gênero: Clipe/Drama Musical
Produção: Luz, Câmera...Alcino!
Origem/data: Teresópolis/RJ, Brasil, 2017.
Direção: Prof. Carlos Brunno
Roteiro: Autoria Coletiva
Atores:
Tatiane de Jesus  (apaixonada, vítima da traição)
Alessandro Rodrigues (ex-namorado vacilão)
Camille Chermouth (amante)
Livia de Jesus (amiga da traída)
Poliana Reis (amiga da traída)
Isabela Corrêa (passante)
Samira Ferreira (passante)
Hevelyn Silva (passante)
Figurino: Artistalunos do Luz,  Câmera...Alcino!, Prof. Carlos Brunno e Prof. Marcelo (de Matemática do 8.º Ano - que gentilmente cedeu uma das capas de chuva).
Cenário: Escola Municipal Alcino Francisco da Silva e arredores.
Apoio: E.M.A.F.S.
Gravado num dia de chuva de novembro (november rain) de
novembro de 2017 na região rural de Teresópolis/RJ.
A canção "Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas", composta por Lucas Silveira, faz parte do terceiro álbum da banda Fresno, "Ciano" de 2006
Visite o site oficial da banda Fresno: http://www.fresnorock.com.br/

segunda-feira, 12 de junho de 2017

As Poerídicas e A Lira de Rafael Clodomiro

Hoje tenho a honra imensa de compartilhar minhas solidões poéticas com o mais que fodástico músico-poetadvogado-amigo Rafael Clodomiro, de Volta Redonda/RJ.  Rafael é o idealizador e produtor de inúmeros, fabulosos e supercriativos projetos líricos musicais, com os quais tem brilhado pelas páginas da internet (mais abaixo coloco para os amigos leitores os links de algumas páginas do facebook administradas pelo “poeta advogado”).
Nesta postagem, destaco dois projetos superpopulares e hiperfodásticos do artistamigo: o lírico-musical Projeto A Lira, no qual Rafael aproxima a literatura das pessoas através da música e das artes visuais, circulando o país cantando as poesias em eventos culturais e em escolas, e o Poerídica, classificado pelo autor-criador do movimento como “uma manifestação de amor ao Direito sancionada através de poesias jurídicas”. “Porque o Direito não é só a letra fria da lei.”, justifica o poetadvogado-amigo.
Abaixo, deixo uma seleção de fodásticas “poerídicas” de Rafael Clodomiro e alguns vídeos de seu projeto “A Lira”. Tenho certeza que os amigos leitores irão aprovar todas as cláusulas-melodias-poemas e revogar quaisquer críticas negativas a esses sublimes projetos lírico-musicais do mais que fodástico artistamigo Rafael Clodomiro!
Em tempo: Hoje, segunda-feira, dia 12/06, Rafael irá cantar poemas musicados (especial Dia dos Namorados), em Valença-RJ no Colégio Estadual Dr. Oswaldo Terra, às 10:30h. A convite do artistamigo, estarei lá! Vale a pena assistir a esse formidável espetáculo!
Links das páginas de Rafael Clodomiro no facebook (é só clicar, curtir, visitar e amar!):


Poerídicas de Rafael Clodomiro








Projeto A Lira:









quinta-feira, 1 de junho de 2017

O trovador eletrônico solitário Xharles, a nova face lírico-musical de Xarles Xavier

Hoje retomo a série “Leia essa canção” com mais uma letra de música fodástica do compositor-músico-amigo- de-longa-data Xarles Xavier, de São Gonçalo/RJ. Cantor de múltiplas faces, nesta nova canção ‘A gente se vê por aí”, Xarles revisita os velhos temas românticos das baladas do pop rock tupiniquim dos anos 1980, enriquecendo o ritmo com uma pegada eletrônica e flertando com novos rumos e ritmos musicais. 
O artistamigo sempre teve um repertório autoral variado e continua inovando – tanto que até seu nome artístico mudou para Xharles. “A gente se vê por aí” me lembra um misto de Legião Urbana nas fases iniciais, meio fase “quase sem querer”, ou Finis Africae, meio "armadilha", pelo ar melancólico que o intérprete dá à canção, somado ao refrão chiclete, constantemente repetido durante a canção, com a pitada pop eletrônica dos álbuns mais recentes de Léo Jaime (como o álbum “Interlúdio”, de 2008, mas ritmicamente também próximo de “Todo amor”, de 1995). Juntamente com a letra da canção, posto também o clipe da música, super bem produzido, protagonizado pelo próprio autor, o ‘trovador eletrônico solitário’ Xharles (sim, eu gosto de inventar termos, e sim, só os fãs do Rock Brasil sacam completamente a referência).
Agora deixemos a letra da fodástica música de Xharles tocar nossos olhos e leiamos o maravilhoso clipe da canção, amigos leitores!

A gente se vê por ai

Você pergunta: onde eu errei?
Enquanto tenta se convencer
E eu confesso: já me cansei
De tentar entender você

Faz tanto tempo e eu não tenho
Mais tanto tempo pra perder
Mas tenha calma, um dia desses
A gente ainda vai se ver por aí

A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver por aí

Você pergunta: onde eu errei?
Enquanto tenta se convencer
E eu confesso: já me cansei
De tentar entender você

Faz tanto tempo e eu não tenho
Mais tanto tempo pra perder
Mas tenha calma um dia desses
A gente ainda vai se ver por aí

A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver por aí

Segure a minha mão quando for dormir
Pode descansar, eu vou estar aqui
Quando você chorar e se você cair
Eu vou te levantar e te fazer sorrir

A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver por aí

A gente ainda vai se ver por ai
A gente ainda vai se ver por ai
A gente ainda vai se ver por ai

A gente ainda vai se ver por ai
A gente ainda vai se ver por ai
A gente ainda vai se ver.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Neste Dia das Crianças, leia e curta uma bela canção: A Flor mais linda do jardim sonoro de Xarles Xavier

Hoje, neste dia especial, quando comemoramos o Dia das Crianças e revemos nas crianças que brincam hoje a criança que continua brincando dentro da gente, compartilho mais uma vez minhas solidões lírico-musicais com a maravilhosa e singela canção “Flor”, do mais-que-fodástico músico-amigo de Niterói/RJ, Xarles Xavier (ontem teve mais uma vez o fodástico Sarau Feira Moderna e, mesmo sabendo da impossibilidade da participação deste espetacular artistamigo, sentimos falta dele – sempre presente na maioria das edições do sarau).  A canção “Flor”, como o próprio clipe e o conteúdo da letra nos informam, é um tributo singelo e super-lírico à filha do músico, a pequena, travessa e fascinante Júlia.
A letra se pauta na simplicidade sublime, com uma linguagem adequada à criança homenageada – fato que não deve ser confundido com arte simplória, afinal há uma riqueza imensa de figuras de linguagem (a metáfora “você é a flor mais linda que eu tenho no meu jardim” pra declarar logo no primeiro verso que a canção é uma homenagem a sua filha, metáfora que é repetida com leve alteração na segunda estrofe - "você é a flor mais linda que eu plantei no meu jardim" - para reafirmar/confirmar o parentesco paterno do eu lírico em relação à homenageada; a antítese sutilmente bem colocada “dia/noite”, palavras que alteram o momento e o quarto verso de cada estrofe/passagem da canção), uso de imagens grandiloquentes que reafirmam a paixão intensa pela filha (ao citar que a própria natureza e o tempo param que o eu lírico veja a filha, culminando na declaração de transformação positiva do próprio eu lírico após o surgimento da filha) e o ritmo marcado por rimas mais ricas com uso de palavras simples (o substantivo “jardim” rima com o pronome “mim”, o “amor” como substantivo rima internamente com o verbo “parou” e se relaciona com a rima do locução adverbial “pra melhor” com o verbo “chegou”, mantendo a simplicidade na colocação dos vocábulos, mas revelando rimas requintadas entre palavras de classes gramaticais diferentes). Ao nos debruçarmos na análise da melodia e da letra da canção, percebemos quão rico é o repertório de canções autorais do músico-amigo niteroiense Xarles Xavier e chegamos à conclusão que não haveria “Flor” mais bela para representar a alegria deste 12 de outubro tão especial.
Conheçamos, amigos leitores, a flor mais linda que o eu lírico de Xarles Xavier tem no seu jardim sonoro!

Flor      (Xarles Xavier) 

Você é a flor mais linda que eu tenho no meu jardim
Sou capaz de qualquer coisa só pra ver você sorrir
Não importa o que passa se você passar por mim
Nessas horas nem percebo que o dia chegou ao fim
Até a chuva parou só pra eu te ver, meu amor
Até o tempo parou só pra você, meu amor
Quando você chegou, minha vida mudou pra melhor
Quando você chegou

Você é a flor mais linda que eu plantei no meu jardim
Sou capaz de qualquer coisa só pra ver você sorrir
Não importa o que passa se você passar por mim
Nessas horas nem percebo que a noite chegou aqui
Até a chuva parou só pra eu te ver meu amor
 Até o tempo parou só pra você meu amor
Quando você chegou minha mudou pra melhor
Quando você chegou

Você é a flor mais linda que eu plantei no meu jardim...

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Solidões Compartilhadas (Instrumentais): A Magia Lírica na Harpa e no Violino de Bárbara Cunha

Yeah, amigos leitores, hoje é dia de, pela primeira vez no blog, da poesia sem palavras, da magia lírica da música instrumental: hoje compartilho, pela primeira vez, minhas solidões poéticas com a mais-que-fodástica divartistamiga Bárbara Cunha, instrumentista voltarredondense, rainha da harpa e do violino. E há um motivo super-especial para isso: Bárbara Cunha foi selecionada com muitos méritos entre as dez melhores instrumentistas que concorrem ao Prêmio Olho Vivo 2016 (os 3 mais votados classificam-se para a finalíssima – quem curtir e quiser dar um apoio a ela, é só clicar, fazer o login e votar no seguinte link: http://www.olhovivoca.com.br/enquetes/130/instrumentista-em-quem-voce-vota-para-receber-o-premio-olho-vivo-2016/ ) e o blogueiro que vos fala recomenda que os amigos leitores conheçam um pouco mais de seu talento. Para isso, compartilho hoje no blog alguns vídeos com trechos de apresentações de Bárbara Cunha, em versões solo e em incríveis parcerias.

Deixemos a música sublime da divartistamiga Bárbara Cunha e de seus parceiros divartistamigos nos levar aos caminhos líricos do sonho e do melhor dos mundos possíveis (o universo maravilhoso da arte), amigos leitores!










domingo, 13 de março de 2016

Leia esta Canção: Abençoada seja a Benção de Carina Sandré e Thiago Fernandes!

Ela fez aniversário ontem e hoje traz um presente ao blog: estou falando da divartistamiga Carina Sandré, mais-que-fodástica cantora voltarredondense, grande parceira e ativista cultural. A convite dela, pude dividir o palco com ela em diversos shows – por sinal, ela é uma das poucas cantoras da região que investe nestas parcerias de shows musicais não só com música, mas também com dança e poesia; é diva e espalha amor, humildade e brilhantismo em tudo que se dispõe a fazer e, no universo cultural tão soberbo e egocêntrico da atualidade, Carina reluz como joia rara, como estrela sublime e solitária [apesar de ser flamenguista, se não me engano rs]. Na última semana (hoje, domingo, e anteontem, sexta-feira), fez, segundo artistamigos que assistiram, dois mais-que-fodásticos shows (o que não é novidade: TODO SHOW que Carina Sandré faz e/ou participa pode ser avaliado entre MAIS-QUE-FODÁSTICO, SUPER-FODÁSTICO e FODÁSTICO-PRA-CARALEEOO) no Teatro Gacemss, durante o Festival de Festival de Artes Integradas do Jornal Olho Vivo. Infelizmente, não pude estar com a divartistamiga, mas tenho certeza de que, devido às minhas ocupações do fim de semana, perdi dois hiper-fodásticos eventos.
Hoje, pra resgatar as postagens musicais do blog e abençoar esse início de semana, divido minhas solidões lírico-musicais com a mais-que-fodástica canção “Bença”, excelentíssima composição de Thiago Fernandes, divinamente interpretada pela divartistamiga Carina Sandré. Em tempo: a canção “Bença” conquistou com todos os méritos o Troféu do Prêmio Olho Vivo 2015 na Categoria Canção – yeah, os deuses da boa música aplaudem de pé essa grandiosa vitória. A letra da música “Bença” resgata elementos importantes de nossa cultura: as benzedeiras, as simpatias, as crenças, o mundo fantástico e fascinante das devoções populares. O ritmo da canção se harmoniza com a letra nesta operação de resgate, trazendo para o século XXI o tradicional e abençoado samba-canção, ritmo secular, popular e eternizado nesse mundo maravilhoso de benzedeiras, ladainhas, simpatias, mandingas, fascinação e devoção.
Abaixo, compartilho a letra e o clipe da mais-que-fodástica canção “Bença”, composta por Thiago Fernandes e interpretada pela divartistamiga Carina Sandré. Parabéns a Carina Sandré, a sua banda e a Thiago Fernandes. E obrigado pelo maravilhoso presente lírico-musical para os olhos, ouvidos, alma e coração.
Juremos, curemos e mantenhamos nossa pura devoção pela divina arte, amigos leitores!

Bença
Compositor: Thiago Fernandes
Intérprete: Carina Sandré

Ôôô…

Oh benzedeira do galhinho de arruda
Me acuda, tira toda essa minha aflição
Se é mau olhado, rebento mirrado, ovo virado
Oh rezadeira dai-me solução

E murcha galho, olha a ladainha pra Virgem Maria
Erva de beber, erva de efusão
Sai dessa porta menina
Que o mal trespassa o batente
Segura firme nesse terço então

Oh benzedeira do galhinho de arruda
Me acuda, tira toda essa minha aflição
Se é mau olhado, rebento mirrado, ovo virado
Oh rezadeira dai-me solução

E murcha galho, olha a ladainha pra Virgem Maria
Erva de beber, erva de efusão
Sai dessa porta menina
Que o mal trespassa o batente
Segura firme nesse terço então

Ramo lá no mato
Corta o mau olhado
Quebra esse quebranto
Bença, crença, densa oração

Copo d´água vela
Retira essa mazela
Afasta essa agrura
Jura, cura, pura devoção


Ô ô ô



terça-feira, 8 de março de 2016

Veja esta Canção: Dani Carmesim Fazendo das Tripas Coração

Yeah, amigos leitores, o blog está super-lírico-musical nesses dias e, como não poderia ser diferente, hoje, no Dia Internacional da Mulher, divido minhas solidões poéticas com a renomada e mais-que-fodástica divartistamiga pernambucana Dani Carmesim, musa-diva da música independente brasileira.
Cantora experiente, com 3 álbuns lançados (o grupo Luz, Câmera...Alcino!, que dirijo na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, já fez um clipe da canção “Insight”, do álbum anterior da cantora [“Tratamento de choque”] – e pode ser visto na postagem do seguinte link: http://diariosdesolidao.blogspot.com/2012/11/luz-camera-alcino-apresenta-insight-de.html ) e há muito tempo (e muitos prêmios) na luta pela música independente de qualidade, Dani Carmesim traz em suas letras versos rasgados, viscerais, com múltiplos significados e temáticas que fogem do lugar comum. Um dos exemplos mais recentes é a mais-que-fodástica canção “Das tripas coração”, que dá nome ao terceiro álbum de Dani Carmesim (o álbum pode ser baixado no seguinte link: http://www.mediafire.com/download/p5u9ose49zj792s/Dani+Carmesim+-+Das+Tripas+Cora%C3%A7%C3%A3o+%5B2014%5D.rar ). Nessa canção, Dani retoma a expressão popular “fazer ‘das tripas coração’” e a ressignifica ao misturar o sentido figurado com o sentido literal (o peito aberto, rasgado pela impunidade, revelando o corpo dilacerado, das tripas coração).
Nesta postagem, trago a fodástica letra da canção “Das tripas coração” e o clipe experimentalucinógeno desse super-hit. Vale a pena, ver, rever, escutar, ouvir, sentir e agitar, fazer das tripas coração!
Especialmente dedicado a todas as mulheres que fizeram, fazem e sempre farão das tripas coração para lutarem por seu espaço no mundo.

Das Tripas Coração 
(Dani Carmesim)

A impunidade amolou a faca
Que impôs sobre mim.

Punhal de prata
Rasgou tudo em mim.
Faca amolada
Apressou meu fim.

Punhal de prata;
Faca amolada

Perdi minha alma.
Não tenho mais nada
De bom em mim
Das tripas coração!


segunda-feira, 7 de março de 2016

Leia Esta Canção: Indo o Reggae Rasta ao Headbang com Chá de Cheshire

Depois de um breve sumiço devido a ocupações profissionais, preparação do meu próximo novo livro e visita/cuidados com familiares e próximos doentes, pra aliviar o período tenso, compartilho minhas solidões poéticas com o multiartistamigo valenciano Jorran Souza (que já esteve aqui, estreando sua carreira musical solo, com a balada "Campos de bromélias" no seguinte link do blog: http://diariosdesolidao.blogspot.com/2015/11/solidoes-musicais-compartilhadas.html) e seu novo fodástico projeto, a banda Chá de Cheshire.
Nessa postagem, trago a primeira canção que o artistamigo me apresentou, a psicodeclética “Vai do Reggae Rasta ao Headbang”, na qual o eu lírico da canção viaja entre os mais diversos ritmos. O ritmo lembra algo meio psicodélico-misturado como Skank nas fases “Maquinarama” e “Cosmotron”, apesar de o timbre de voz de Jorran nos lembrar Renato Russo; a salada musical e alguns elementos da letra (a mistura de ritmos com ingredientes do psicodelismo de 1960/70, a lembrança rural do ideal árcade ‘carpe diem’ ['aproveite a vida'] com banhos de cachoeira e contemplações da natureza) dão ares a um novo pop rock com raízes bem valencianas.
A postagem de hoje traz a letra da canção citada, composta por Jorran Souza, e o clipe da música, editado por Thiago Haru (Mangá Studio).
Banhemo-nos na viagem do reggae rasta ao headbang, sugerida pela fodástica canção do Chá de Cheshire, amigos leitores!

Vai do Reggae Rasta ao Headbang

O Rock Reggae Music Vai Tocar Meu Bem
Vai do Reggae Rasta ao Headbang
No Embalo Desse Vai e Vem
Deixa Eu Te Levar Também (Também)

O Rock Reggae Music Vai Tocar Meu Bem
Vai do Reggae Rasta ao Headbang
No Embalo Desse Vai e Vem
Deixa Eu Te Levar Também

Me Baseei Nos Dreads do Cabelo Dela
No Estilo Caiçara Dela Que Me Leva
No Embaraço Das Minhas Cantadas Nela
Que Me Entrega Que Me Entrega

Me Baseei No Black do Cabelo Dela
No Estilo Afro Reggae Dela Que Me Leva
No Embaraço Das Minhas Cantas Nela
Que Me Entrega Que Me Entrega

Vai (Vai) Se Banhar na Cachoeira
Vai (Vai) Deixa a Chama Interna Acesa
E a Noite Acender Uma Fogueira
E Contemplar a Natureza (E Contemplar a Natureza)

Hoje Eu Só Quero Relaxar
A Noite Vai Acabar
Mas Tudo Eu Estou Bem
Na Sua Cabana Vamos Ficar

Hoje ao Meu Lado é o Seu Lugar
A Noite Inteira Vendo o Luar
Que Linda Sua Forma
Nua Na Luz da Lua

Vai Me Abraçar Vai Me Beijar
Temos Que Comemorar
A Liberdade Das Amarras
A Vida Linda Viva a Natureza

sábado, 7 de novembro de 2015

Solidões Musicais Compartilhadas: Viajando nos Campos de Bromélias de Jorran Souza

Hoje, neste dia chuvoso, tenho o prazer de compartilhar minhas solidões poéticas com a belíssima canção “Campos de bromélias”, do mais-que-fodástico músico-amigo Jorran Souza.
A canção traz algo entre as últimas fases da Legião Urbana com traços das canções da década de 2000 da banda Catedral (essa impressão é forte também, talvez, pelo fato de o timbre de voz de Jorran parecer muito com o de Renato Russo e de Kim), com o tema “sonhos”. O eu lírico da canção caminha pelos diversos caminhos do sonho (entre eles, os “campos de bromélias” que dão título à maravilhosa canção), vai do universo mais abstrato, ao mais concreto coletivo (“[...] rumo ao destino/Do humilde cidadão”), alcançando os sonhos de um(a) próximo(a) até chegar ao fim da jornada (onde os sonhos se perdem). A letra da canção nos leva a uma jornada lírica fodástica e suavemente melancólica e fixa a palavra “sonhos” em nossos corações e ouvidos (ao fim da canção, estamos em campos de bromélias buscando sonhos perdidos).
Abaixo, trago a letra da música “Campos de bromélias”, o clipe da canção, ‘roubartilhada’ do canal oficial de Jorran no youtube pros amigos leitores poderem ouvir e curtir a fodástica canção e, de bônus, trago um outro vídeo que traz trechos de um show de Jorran e Helair no Will Bar, gravado por mim e por Juliana Guida Maia, pra que todos possamos curtir um pouco mais da arte sublime desse fodástico artistamigo.
Viajemos apaixonadamente pelos “Campos de bromélias” de Jorran Souza, amigos leitores, e façamos como o eu lírico dele: que encontremos nesses campos todos nossos sonhos perdidos e não os deixemos mais sozinhos assim.
Sonhos Vivos e Arte Sempre, amigos leitores!

Campos de bromélias

Sonhos vêm e vão
Se perdem entre os lençóis
E vagam pelo chão
Sem rumo ou direção

Se espalham pela mata
Voam pelos ares
Se perdem na floresta
Nos campos de Bromélias

Afastam todo o mal
Suas cores sem igual
Nos lembram o verão
Vivemos cada estação

Adapta a condição
Desfavorável da nação
E rumo ao destino
Do humilde cidadão

Encontrei
Teus sonhos perdidos aqui
Não os deixes sozinhos assim
Longe de ti
Longe de ti

Encontrei
Teus sonhos perdidos aqui
Não os deixes sozinhos assim
Longe de ti
Longe de ti

Sonhos são alimentados de esperança
Sonhos são feito uma criança
Sonhos rumam a uma direção
E se perdem no caminho do coração

Em algum lugar ele ficou
Quando a alma se magoou



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Juntando-se ao Lado Hardcore da Inércia: O Luz, Câmera...Alcino! Também Diz Não

Yeah, amigos, o vídeo já começou a brilhar há algum tempo no Youtube e finalmente chega ao blog Diários de Solidões Coletivas: eis mais um fodástico curta-metragem do Luz, Câmera..Alcino!, de Teresópolis/RJ, desta vez, retomando o Projeto Brasil Musical (iniciado em 2012) e faz um clipe à fodástica e vibrante canção "Eu digo não!", da banda de punk rock/hardcore brasileira (bem ao gosto do ativistamigo Lucimauro Leite) Inércia, de São Gonçalo/RJ.
O clipe é um pedido antigo do músico-amigo Rafael Almeida, integrante da banda Inércia e responsável pelo Feira Moderna Zine entre outras tantas atividades culturais. O roteiro foi, como sempre, feito de imrpoviso entre o professor-diretor e os artistalunos participantes; optamos por aproveitar a letra, que fala sobre revoltar-se contra as más condições de trabalho e os mandos e desmandos do patrão, para relembrar as manifestações legítimas trabalhistas contra o autoritarismo de alguns patrões e questionar e denunciar o trabalho infantil em empresas corruptas/quase clandestinas. Acrescentamos também, no final, um fodástico poema de crítica social "Eu quero chegar", escrito pela ex-poetaluna Maria Eduarda Ventura, artisticamente conhecida como Duda Ventura (ela se formou no ano passado, mas continua como sempre 'causando' no Alcino e mantém o título de ter sido a mais fodástica filmadora e supervisora artística do Luz,Câmera...Alcino!)
A filmagem, direção e edição do vídeo foram minhas, contando com o super-talento nato dos artistalunos Ana Gabriela Medeiros, Stallone Oliveira, Carollany Corrêa, Brendha Fernandes, Richarles Mello, Vânia Camacho e Maiara Charles. Ainda contamos com o retorno da ala infantil do Luz, Câmera...Alcino! com as super-atrizes Luana Rodrigues da Silva (a Luana Loira), Vitória Gabrielle, Eduarda "Duda" e Jaqueline de Souza (as artistalunas das turmas coordenadas pela orientadora Vanessa Satiro).
Além do clipe, trago também nesta postagem as duas obras inspiradoras do vídeo: a super-vibrante e crítica letra de música “Eu digo não!”, da banda Inércia e o fodástico poema social “Eu quero chegar”, da jovem e talentosa poetamiga Duda Ventura.

Clipe do Luz, Câmera...Alcino! para a canção "Eu digo Não!", da banda Inércia, de São Gonçalo/RJ



Eu Digo Não  (Inércia)

Por todas as imposições injustas
Que você acha que eu tenho que acatar
Sem condições justas
Assim não dá, não podemos ficar!
Não! Eu digo não!
A cada ano um aumento na esmola!
Não posso sobreviver com esse mínimo!
Pois tudo aumenta a toda hora!
Como pode sobreviver com sobras?

Não! Eu digo não!
Já estamos cansados de ser mandados!
Suas leis só apoiam o patronato!
E nós, que trabalhamos pra sustentá-los?
Desse jeito, no meu trabalho, sou escravo!

Não! Eu digo não!
Não! Eu digo não!
Eu quero chegar (Duda Ventura)

Eu quero chegar em um lugar e ver mato.
Eu quero chegar em um lugar e ver carteiras assinadas, muito trabalho,
Eu quero chegar em uma comunidade e ver igualdade,
Eu quero chegar em um lugar e me sentir importante.
Eu não quero mais ver desigualdade,
Eu não quero mais ver diferença entre os homens,
Chega de ver mauricinho passando de carro importado,
Enquanto alguém passa fome ao meu lado.

Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...