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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Solidões noturnas compartilhadas: Mil noites de solidões com Karina Silva e Luana Cavalera

Depois de mil e uma noites de solidões coletivas, elas voltaram: Karina Silva e Luana Cavalera, as Sherazades do underground, nos convidam para um passeio pelas suas mil noites da mais fodástica poesia!
Viajemos nas danças da poesia de Karina Silva e Luana Cavalera, amigos leitores!

Noite Das Solidões

Noite, sombra, névoa no olhar
Noites de solidões que não querem calar
Com delirantes músicas que não param de tocar.

Viajando pelo ar
Sinto a brisa do luar
Em mais uma noite que acaba de chegar!

Com a reluzente luz
que destaca o horizonte adormecido
que passa pelo infinito.

Já são mil noites de solidão
Andando pela imensidão.

Procurando o inexistente
Que ficou em minha mente.

Mil noites sozinho
Mil sorrisos vazios
Enfim encontrei um grupo solitário
para afagar minha solidão.

Mil noites de vida
Mil noites de solidão
Mil noites de Solidões Coletivas
Mil noites de eterna Poesia.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Solidões vampirescas compartilhadas: A resposta de Raquel Leal ao Drácula 2012


Hoje faz 20 anos que o fodástico filme “Drácula de Bram Stocker”, dirigido por Coppola, foi lançado. Em homenagem a isso, compartilho mais uma vez minhas solidões poéticas com a poetamiga valenciana Raquel Leal, que atualmente reside em Volta Redonda/RJ. Raquel produziu um poema em resposta ao que eu havia escrito, com o foco na vítima, oposto ao meu que focava o vampiro, e deixo a vocês essa belíssima obra poética. “Quando assisti ao filme pela primeira vez, adorei, mas fiquei com medo, era bem novinha, hoje adoro!”, confessa Raquel Leal.
Para os fãs de vampiros e vítimas de verdade, muito mais excitantes que a geração ‘Crepúsculo’:

Para Drácula 2012

A vida que não passa contigo
Por mim é admirada
Me seduz tua falta de cor
Me excita tua boca gelada

A ti entrego meu pescoço
Meu sangue renovado e quente
Meu seio casto e carente
Minha vida cheia de tua falta

Entra em mim, sei que vai doer
Sentir tua dor será um prazer
Pois minha alma anseia
Pelo passeio sem paz
De tuas mãos ancestrais
Nas curvas carnais do meu corpo mortal

Sugue minha vida
Encharca-te com minha excitação
E permita que eu penetre
Na inexistência do teu coração

Assim morrerei mil vezes
Nos braços do teu sonho falecido
Vestida de noiva, na noite de núpcias
Te entrego meu corpo, por ti despido...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O tributo a Bram Stocker continua: Drácula 2012


Para vampiros, o tempo medido pelos mortais é um mero sarcasmo da eternidade. Por isso, apesar de a data de comemoração dos 165 anos de Bram Stocker ter sido ontem, o blog continua sua homenagem ao fodástico criador de Drácula. Desta vez, a homenagem é dupla: ao mestre do terror e à versão cinematográfica do fodástico diretor Francis Ford Coppola para o clássico “Drácula de Bram Stocker”. Coppola dá ao Drácula, interpretado por Gary Oldman, uma sensualidade muito além da que o vampiro original de Stocker possuía.
Para fazer essa homenagem, abuso da poética dos duplos sentidos e retomo meus eus líricos góticos eróticos. Poema recomendado para olhos mais adultos:  

Drácula 2012
(ou Drácula de Bram Stocker, Coppola e Carlos Brunno)

A vida passa por mim apressadamente,
Como vento raro no eterno deserto,
Como beijo doce no lábio amargo,
Como um sonho bom que já tive
Mas que não mais me existe...

A vida passa contigo por mim excitadamente
E estás noiva de mortais que não te entendem,
E, casta, a cruz brilha entre teus seios carentes,
E um sonho bom que já tive
Ainda resiste em ti, em teu sangue quente...

Eu mordo o teu pescoço pra acordar meu coração falecido,
Eu sugo o teu sangue pra beijar as veias do impossível,
Eu chupo teu corpo pra ressuscitar um sonho morto.

Deixa-me entrar em ti,
Eu sei que vai doer,
Mas todo contato é assim...
Deixa-me te ferir,
Deixa-me feliz...

- Ah, secular sonho novo!
A vida retorna ao meu corpo
Toda vez que te como... 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Solidões vampirescas compartilhadas: O magnetismo da dor de Juliana Guida Maia

Hoje, dia 08 de novembro de 2012, o escritor mestre do terror Bram Stocker, criador de "Drácula", faria 165 anos, Em homenagem a ele, compartilho minhas solidões poéticas mais uma vez com Juliana Guida Maia, autora do premiado poema vampiresco "Magnetismo da Dor". 
Para os fãs de Bram Stocker e para os apaixonados por belos poemas de vampiros:


Magnetismo da Dor
(Narrações poéticas de uma noite em minha morte)

Meus olhos no escuro... é noite
A vida... morte... morte... vida ... começa
Vago na cidade...
Caminho silenciosamente em passos leves como se fosse um elfo demoníaco
Uma criatura à parte de toda forma de existência
Além do maniqueísmo das histórias de Drácula, distante do bem ou do mal.
Minha tez pálida, reflexo de lua
Meus modos sombrios, ausência de alma.

Vagando na cidade, numa esquina cruzo com ela
E em um momento, lapso no tempo, toco seu olhar
Ela aproxima-se, doce criança... sedução
Desliza de meus lábios um leve sorriso diante de sua pele clara... fina... transparente
Beijo-a na boca, e assim temos uma afinidade descomunal
E então com o mesmo magnetismo que toquei seus olhos
Toco seu corpo, chego aos pulsos, sinto o quente do sangue...
Sua energia agora é minha energia... dominação
Ela tão bela...morta, e eu, senhor de sua vida, não vivo.

Pintura dourada no horizonte... é quase dia...
Volto a prisão do esgoto da cidade... não vago mais...
E isso machuca de alguma forma este ser vazio
Não que a noite não seja fascinante
Mas é não ter escolha o que dói mais que a mordida do vampiro,
Que me mostra que estou aprisionado em morte, como os humanos em vida
E que a atração que exerço neles
Vem de suas dores refletidas na minha.

sábado, 3 de novembro de 2012

Solidões soturnas compartilhadas: O réquiem do vampiro de Karina Silva

Karina Silva
Foto de Vandré Fraga
Hoje compartilho, mais uma vez, minhas solidões poéticas com a fodástica poetamiga valenciana Karina Silva (ela já virou sócia do blog, tantas as vezes em que a convoco pra compartilhar solidões poéticas no blog rs). E hoje ela nos traz um poema vampiresco (esqueça os Edwards, amigos leitores, o vampiro dela é muito, muito mais assustador e fodástico que essa 'quase fada' da saga Crepúsculo) pra arrepiar os cabelos e agitar os caninos dos leitores amigos amantes desse fantástico universo gótico e noturno chamado literatura soturna. 
Em tempo: O poema será declamado hoje, às 20h, no Bar Na Moita, em Cambota, em Valença/RJ, no Sarau Solidões Coletivas In Bar Especial - Punk Rock Noise Horror Show: O Halloween Poético". Recomendo que leiam o poema ao som de "Nos braços da vampira", da fodástica banda Zumbis do Espaço.
Boa leitura e durmam com os morcegos, amigos leitores!


O réquiem do vampiro

Na luz da lua
Vampiros atentos irão surgir,
Cientes de que sua presa não poderá fugir...
Incontrolável a sede de sangue
Os submete ao mais abstrato transe!
Revelando sua verdadeira face,
Que pacientemente guardavam sob um disfarce!
O belo rosto some
E a sombra negra cresce!
Perdido no inferno da realidade,
O Vampiro não tem idade,
Tão pouco piedade...
E, por isso, sua maldição de viver só pela eternidade!
O dia começa a clarear,
Vampiros voltam pra descansar,
Agora novamente em suas máscaras angelicais do mal,
Pensando na próxima noite,
Em que irão desfazer a carne
E trazer o caos!  


Desenho do fodástico mulltiartistaluno Ivan Esteves,
da E. M. Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis

sábado, 8 de outubro de 2011

Poemas noturnos: Serenata alucinada

Mais uma noite de sábado que se aproxima... O poema abaixo "Serenata alucinada", selecionado como finalista em concurso literário da Revista Il Convivio (Sicilia-Itália) e publicado no meu quarto livro "Eu e outras províncias" (2008), é dedicado a todos os fã-náticos boêmios e soturnos da verdadeira noite:



Serenata alucinada

A noite... Ah! A Noite - Bela e Sensata.
A noite dos poetas: por eles sempre cantada
Em versos bêbados de sangue, álcool e amor.
A noite aceita as estrofes,
Os espaços aflitos,
As metáforas nervosas,
Os eufemismos famintos de abrigo e calor.
A noite acomoda a febre do criador,
Pois é musa vadia e carinhosa;
A noite é mãe sem pudor.
Mas não procures loucuras na noite.
Os alucinados somos nós,
Os desejos somos nós,
As ilusões somos nós;
Quem Prometeu as chamas fomos nós,
Quem colocou São Jorge na lua com os dragões fomos nós.
A noite é crua – escura e fria.
Se duvidas, pergunta ao mendigo que dorme nela:
Ele te dirá que o fogo e a febre vêm da cachaça que bebe,
E não da noite que o abraça,
Porque a noite não abraça,
Não te abraça, adoradora das sombras.
Ela apenas te aceita como aceita qualquer um.
O que te abraça é essa noite estranha e inesperada,
Essa nebulosa poética que temos em comum;
É essa serenata selvagem de mitos urbanos, 
Essa canção cheia de harmonia e distorção:
Melodias que fecham teus olhos,
Que abrem tua boca,
Que penetram em teu corpo bem devagar...
A noite... Bah! A Noite noite é nada
Comparada à noite que levas pra cama,
A noite que trazes insana dentro de ti;
A noite que eu quero encontrar,
A noite que eu quero possuir.



Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...