Depois de tanto tempo longe do blog, retorno com uma carta poética de minha autoria, finalista e premiada recentemente (no dia 06 de setembro) com o 2.º Lugar na Categoria Carta na Modalidade Professor no VII Concurso Literário promovido pela Academia Leopoldinense de Letras e Artes (ALLA).
Olá, caros leitores, bem vindos ao blog daqueles que guardam um sorriso solitário no canto dos lábios que versam sonhos coletivos. Bem vindos ao meu universo virtual poético, bem vindos ao mundo confuso e fictício ferido de imortal realidade. Bem vindos ao inóspito ambiente dos eus líricos em busca de identidade na multidão indiferente, bem vindos ao admirável verso novo.
segunda-feira, 26 de setembro de 2022
Uma carta melancolicamente premiada: Carta para meu amigo, professor e poeta, como e muito mais que eu
Depois de tanto tempo longe do blog, retorno com uma carta poética de minha autoria, finalista e premiada recentemente (no dia 06 de setembro) com o 2.º Lugar na Categoria Carta na Modalidade Professor no VII Concurso Literário promovido pela Academia Leopoldinense de Letras e Artes (ALLA).
terça-feira, 5 de abril de 2022
Solidões compartilhadas: A perfeita simetria do mais que fodástico poema "Assimétricos", de Maria Eduarda Fernandes
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| Maria Eduarda Fernandes, a premiada poeta de "Assimétricos" |
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| Em 9 de novembro de 2019, na II Felivre, ao lado da mais que fodástica poetamiga Maria Eduarda Fernandes e de Neusa Magali Carvalho, diretora do polo da Cederj em Volta Redonda/RJ |
domingo, 26 de setembro de 2021
A educação como prática de manipulação: Paulo Freire e eu passeando pela Educação Capitã Gancho da Terra do Nunca
Paulo Freire faria 100 anos neste ano (possivelmente, dificilmente fizesse diante de tantos surtos que encararia vendo os seus detratores no poder manipulando planos de 100 anos de atraso para educação). Além de escritor, sou professor. E, como professor, devo meus aplausos à educação como prática de liberdade de Paulo Freire; sim, ele é um dos poucos pedagogos que realmente me inspirou plenamente. E, diante de antipedagógicos planos de retorno às aulas presenciais, ouvindo a denominação de ensino híbrido ao que está longe do real e potencial híbrido e muito próximo do burocrático, new-skinnerano-fascistocrático e bizarro (se liguem: primeiramente atiraram pessoas ao vírus sem proteção numa subversão tosca da expressão “imunidade de rebanho” – que só acontece com vacinação -; agora, com menor visibilidade [porque, no fundo, no fundo, no fundo, pode confessar, ninguém liga bulhufas pra educação há muito tempo, desde que a família seja preservada com os filhos bem ocupados, atirados à responsabilidade de outrem], fazem escolas de repositórios pra politiqueiro poder se orgulhar enquanto a expressão “ensino híbrido” ganha deformações aliens; a educação nunca esteve tão mal educada, para felicidade dos infelizes governadores da Retrogracia Dominante), diante dessa porra toda (não gostou do palavrão, fui mal educado? Pois é... né... foda-se: falar atualmente de educação – como apaixonado por ela - me deixa bastante mal educado diante da farsa que se encena) e diante de um convite do escritor-amigo Alessandro, da Oficina Poesia & Criação, fiz uma crônica inspirada nas minhas idas e vindas com Paulo Freire.
Carlos Brunno
Silva Barbosa
Minha relação com Paulo Freire foi marcada
por idas e vindas, ausências e plenitudes.
Confesso que o conheci mais tardiamente
que esperava. Dirigindo-me ao túnel do tempo, nos redemoinhos que a memória
faz, meu eu presente, ao rever caminhos e descaminhos do meu passado, viajando
aos meus tempos de aluno, até ouve alguns sussurros de Paulo Freire que saíam
meio sufocados em algumas raras práticas pedagógicas. Mas basicamente vejo-me
orientado por um ensino mais tradicional e, muitas vezes, ainda engessado do tecnicinismo da recém-encerrada, porém,
infelizmente, jamais suplantada, era ditatorial brasileira. Salvos alguns
professores brilhantes, lutando desarmados contra tanques de automatização, fui
educado no regime mais tradicional e imbecilizante conservador possível, num
processo muito bem elaborado, competente, mas frígido. Minha formação escolar
me gera sentimentos contraditórios: não há como negar o enriquecimento
enciclopédico que me forneceram, mas também não se pode ignorar que me fizeram
um estudante coberto de conhecimentos extravagantes, untado numa forma
uniforme, fabril, mas falível em inteligência emocional e burro para
entendimentos de meu papel social.
Só vim a conhecer e reconhecer a educação
pela prática de liberdade de Paulo Freire na faculdade. E, mesmo assim, de
forma paradoxal: conheci o trabalho do formidável pedagogo através de aulas
expositivas e da leitura de seus livros, fiquei admirado, mas toda essa
revolução educacional fascinante ainda me era apresentada por acadêmicos
geniais, mas ainda entranhados de tradicionalismo e tecnicinismo. Muitas palestras e declarações apaixonadas sobre
Paulo Freire, mas tudo transmitido em estruturas rígidas, conservadoras e
consciente e inconscientemente conservantes. A educação preconizada por Paulo
Freire continuava sendo uma menina linda, cantada por todos, mas relação
prática íntima com ela, nada (você está na faculdade, rapaz, se vira!).
Ainda hoje, como professor, convivo com
este paradoxo. Conservo o legado e inspiração de Paulo Freire, tento, com os
meios parcos que possuo, praticar – este é o verbo, que fica só sendo
verbalizado, e raramente aplicado – sua educação libertária. Pratico algumas
adaptações de suas técnicas: evito livros didáticos como muletas, produzo meu
próprio material de acordo com o contexto dos alunos (em aulas iniciais, uso
gêneros como autodescrição em sites de redes sociais virtuais, autobiografia,
etc, para colher informações pessoais dos estudantes para melhor conhecimento
das turmas, numa tentativa de replicar a genial ideia freiriana de se
entrevistar e conhecer a realidade de sua comunidade escolar antes de elaborar
o seu material de aula), me desdobro com atividades que possibilitem que os
alunos tomem consciência de seus papéis sociais e tenham voz no processo
ensino-aprendizado, mas, de vez em quando, o próprio sistema de ensino e a
sociedade engessam os profissionais da educação, limitando-nos com preconceitos
e/ou sufocando-nos com papelada e documentações que empacam em tradicionalismo
e tecnicinismo. Confesso que, às
vezes, exausto, traio Paulo Freire e caio em facilitações, mas só damos um
tempo; depois voltamos e nos revoltamos aos princípios retrógrados que ainda
regem a educação brasileira.
E, nesses longos anos de harmoniosa
relação, com breves hiatos de instabilidade, Paulo Freire e eu xingamos os
opositores da educação libertária freiriana, que, em sua maioria, nunca leram
nada deste formidável pedagogo e ainda têm a audácia de fakenewar que a educação brasileira está no fundo do poço por causa
do magnífico – e agora centenário – pedagogo. A verdade é o oposto: a educação
brasileira está no fundo do poço, porque atiram a pedagogia freiriana como se
ela fosse um conjunto de frases motivadoras, ao invés de realmente praticá-la.
Salvo raras exceções, nunca tivemos a educação freiriana realmente praticada,
executada. Fica aqui a minha conjuração, a minha confessa inconfidência:
educadores, tiremos a educação freiriana do mundo das ideias e pratiquemos mais
a educação concretamente libertária. Só assim tiraremos as algemas que prendem
a educação brasileira ao fundo do poço, situação ignorantemente empoçada (e empossada)
por nós mesmos.
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
O exílio sem título e a vida em família da mais que fodástica poetamiga Gisele Pacheco
Minha terra tem políticos
Onde canta o mensalão.
As guerras que aqui têm
Nunca lá terão.
Nossos céus são mais cinzas,
Nossas estrelas mais amarelas,
Nossas Várzeas têm mais prédios,
Nossos bosques têm mais favelas.
Minha terra tem ladrões
Que cantam como sabiás.
Os ladrões que aqui roubam
Não roubam como lá.
Aqui encontro crimes
Que não encontro lá.
Minha terra tem ladrões
Que cantam como sabiás.
Com o doce som da voz da minha mãe a me chamar,
com a voz serena e meiga a chamar
minha irmã no meio dos manguezais a namorar
e, pobre de mim, tenho que ocultar.
Meu pai a trabalhar, trabalhar sem descansar
até que o dia chega ao fim
e todos vão se deitar
pois amanhã é um novo dia
e tudo continuará.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Repassando o Passado Trabalhador das Famílias com os 3 Ferros de Passar Movidos a Brasas
domingo, 31 de março de 2019
Solidões Memorialistas Compartilhadas: Leticia de Lima Gonçalves nos tempos do feijão com farinha e jiló
quarta-feira, 16 de maio de 2018
O momento literário em que fui minha mãe: Memórias de meus tempos (na verdade, os tempos dela) de fábrica
Na época (julho/agosto de 2012), o Sarau Solidões
Coletivas vivia tempos áureos e tínhamos uma parceria fodástica com o outrora recém-ressuscitado
(hoje, mais uma vez, ‘falecido’) Jornal Valença em Questão (VQ). Meio que a pedido
(na verdade, fiz a sugestão, ainda meio sem saber como seria o escrito final, e
o pessoal do jornal abraçou a ideia e me cobrou) de um dos principais
articuladores do VQ na época, Vitor Castro, construí um texto de memórias,
inspirado nas lembranças de minha mãe sobre a Valença de sua juventude e início
de trabalho nas fábricas têxteis da cidade (na época, em ascensão; hoje,
fechadas). Para a produção do texto,
utilizei técnicas parecidas com as apresentadas na Olimpíada de Língua
Portuguesa e os métodos conhecidos dos escritores ghostwriters: entrevistei mamãe e, a partir das informações
retiradas da entrevista somadas à percepção de marcas coloquiais da fala da
entrevistada, elaborei o texto de memórias, me passando como
protagonista-narrador por minha mãe. Ela possuía histórias maravilhosas do seu
passado e considerei que tais narrativas orais mereciam ser passadas para a
narrativa escrita.sábado, 17 de setembro de 2016
Solidões compartilhadas in memoriam: A Teresópolis esbranquiçada pelo orvalho de Maria Neuza Menezes de Paula
Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar
Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...
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