terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sobre perdas e recomeços: O último adeus (ou O primeiro pra sempre)

Ainda sobre perdas e recomeços depois das ausências, publico meu poema "O último adeus (ou O primeiro pra sempre)", 1.º lugar na Categoria Adulto e Melhor Trabalho no Concurso Literário da Academia Barrense de Letras Garimpando Talentos, em Barra do Piraí/RJ (1997). O poema foi publicado e deu nome ao meu quarto livro "O último adeus (ou O primeiro pra sempre)" (2004). Também foi declamado por mim, neste ano, no evento Rock Solidário em prol das vítimas das trágicas chuvas na região serrana (o vídeo está disponível neste blog no seguinte link: http://diariosdesolidao.blogspot.com/2011/07/ao-vivo-o-ultimo-adeus-ou-o-primeiro.html. Dedicado a todos que, como a talentosa escritora Mayara Silva (leia e sinta a postagem anterior) e como eu, já perderam alguém especial em suas vidas e precisaram seguir em frente, recomeçar...


O último adeus
(ou O primeiro pra sempre)


Anoitece...
E a noite é fria, tão fria
Que até esqueço que ainda existe vida
Neste dia morto.


Mas nem por isso vou chorar
Pois lágrimas não trazem ninguém de volta
Mas nem por isso vou gritar
Pois agora não preciso disso
Pra você me ouvir
E palavras são como cartas
Pois nas cartas não cabem as farpas
De amor perdido
Nas cartas não cabem os sentimentos
O verso escondido
Cartas são quase nada
Palavras não trazem ninguém de volta...


É madrugada...
E as verdadeiras estrelas perdem o brilho no céu
Lembrando que a minha única estrela morreu aqui
Na terra...


A noite inteira andei por labirintos
A noite inteira eu andei perdido
E, mesmo assim, sinto que não estou sozinho
Sinto que você está comigo
E, com esta certeza, sobrevivo!


Amanhece...

3 comentários:

  1. nas cartas (que são como as palavras) não cabem as farpas não cabem os sentimentos. Não cabe nada. Lindo poema...

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