domingo, 19 de fevereiro de 2012

Solidões compartilhadas: O anti-carnavalesco poema de carnaval de Paulo Ras

Mais uma vez, compartilho minhas solidões poéticas com o poeta curitibano Paulo Ras. Aproveitando as festividades carnavalescas, Paulo Ras traz sua visão lírica e ácida (com doces doses de festiva ironia anti-festiva) para esse evento tradicional de folia e alienação. Dedicado aos que não são muito fãs desse período de euforia popular. Aos que gostam, vale a leitura de uma opinião oposta liricamente bem escrita (lembrando que o blog abraça toda a diversidade de poemas e opiniões, prós e contras, e, seguindo essa harmonia contraditória, meu blog samba parado nos paradoxos em movimento):



Carnaval.

Carne.

Carnal.

Desfilo meus olhos.

Cores.

Caleidoscópio intenso.

Intensiva loucura coletiva.

Tranco-me.

Olho passos.

Vejo danças.

Delírio alegórico.

Circo sem pão.

Palhaços sem graça.

Olhos felizes.

Paradoxos.

Fecho a porta.

Fecho as janelas.

E se for contagioso?

2 comentários:

  1. MUIIIIIIIIIIIIIIIIITOOOOOOOOOOOOOOOO BOMMMMMMMM! Literalmente um poema que provoca o "riso carnavalizante" rs.

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  2. "Lá vai nossa gente.
    Becos trôpegos de paralelepípedos
    cambaleia a gente
    soluços, gemidos.
    Indiferente, a tribuna faz nada
    Tudo está feito:
    - Até o riso nós cercamos."

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