terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Solidões psicodélicas compartilhadas: A insensatez da fênix mutante de Karina Silva


Hoje, após o intenso “Sarau Solidões Coletivas In Bar 11: Depois das cinzas, a fênix mutante ressuscita – Tributo ao rock nacional e à contracultura da década de 1970”, retorno ao blog (foi mal a demora, amigos leitores, mas a data coincide com o retorno das aulas e meu eu professor teve que se sobrepor aos eus líricos pelo bem de um bom reinício de ano letivo). Apesar de o sarau em homenagem aos viajantes anos da década de 1970, o blog permanecerá com a temática psicodélica. E, para darmos continuidade a esse momento mutante, somando à proximidade do Dia Internacional da Mulher (8 de março), compartilho minhas solidões mais uma vez com a fodástica poetamiga valenciana Karina Silva.
Desta vez, assim como a poetamiga Raquel Leal fez na postagem anterior, Karina nos traz sua visão poética da ressurreição da fênix mutante. O que me deixa super-impressionado nesse poema de Karina é a sua riqueza vertiginosa de imagens, bem ao estilo da banda Mutantes, o ritmo melódico dos versos e estrofes e sua característica busca pela luz, pela retomada da esperança (observem que seus poemas seguem quase sempre uma constante: a ascensão do eu lírico, a queda de perspectivas, o clímax para o reerguimento após as esperanças perdidas e o final triunfal, marcando o retorno à luz, o resgate da esperança falecida).
Revivamos, amigos leitores, com a ressurreição da fênix mutante de Karina Silva!     

Insensatez da Fênix

Minha alma viaja num mundo
Colorido, cheio de fantasias,
Brilhantes paisagens e alegorias.

Vagalumes incandescentes
Despertam minha busca da realidade,
Com seus brilhos psicodélicos...
A noite alucina,
Trazendo rima e poesia...

A onda tropical se foi...
Mas vejo que o tempo parou,
Quando a sombra passou.
Um último suspiro
A ave mutante deixou!

A insensatez desta ultra-fantasia,
A sensação inesquecível de existir...
Depois de tudo compreender,
A semente retorna...
Como cinzas caídas no chão...

Reviva!
A fênix mutante ressuscita.


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