terça-feira, 23 de julho de 2013

Meu poema maysamaníaco no rigoroso inverno: Mundo Caído

Hoje o blog comemora dois anos de existência e resistência! E comemora também 2 anos de eterno amor poético com vossos olhos, amigos leitores! Em homenagem a isso, postei ontem no facebook que o blogueiro que vos fala atenderia aos pedidos de temas musicais para novos poemas (caso você não pertença aos meus grupos de amigos do face, pode colocar aqui nos comentários seus pedidos, amigos leitores). Como vários leitores amigos sugeriram temas, resolvi que não excluiria nenhum pedido e que, para cumprir com todas as sugestões, seguiria a ordem na qual eles me foram enviados. E a primeira sugestão veio da poetamiga e vocalista da banda OX40 Raquel Johns, que me sugeriu um poema inspirado em Maysa.
Seguindo a sugestão da artistamiga, inspirado na trágica vida de Maysa e na canção “Meu mundo caiu”, uma das mais belas canções interpretada pela fodástica cantora, compositora e atriz brasileira homenageada, criei o poema inédito, abaixo publicado. Um poema inverno para esses dias frios de amor congelado pelo excesso de razão, pela falta de perdão, o meu primeiro poema maysamaníaco, uma oferenda lírica e melancólica para os amigos leitores.
Espero que gostem e que eu possa estar por aqui durante muitos anos escrevendo, lendo, ouvindo e vivendo com vocês, amigos leitores!

Mundo caído

Onde nasci não te importa,
amor ausente que jamais conforta.
Minhas origens nobres,
minha infância de barões esnobes,
nada disso importa agora
depois de 2 anos comemorando a sua falta
com um bolo recheado de inglórias,
amor altivo que me rebaixa,
amor aflito que não volta...

Se meu mundo caiu na atmosfera cansada
e pareço inteiro, apesar das feridas não cicatrizadas,
nada disso importa diante de teus olhos de despejo,
apontando para universos sem desejo
nos espaços desfeitos de minha órbita alterada.

Esse sinal de chuva que me sufoca
são apenas lágrimas que em mim provocas,
pois o resto de meu corpo secou afogado em tua aridez rosada,
amor seco e vil que nada viu na teimosia de cor de minha palidez desarmada.

E agora morro cada vez mais cinza nesse céu de trevas coloridas
esculpido pelo excesso de vida da tua razão,
pela ausência de compaixão em tua ciência blindada;
sou planeta extinto, exaurido pela carência de noites enluaradas,
sou um ex-planeta, de superfícies destruídas por cometas inteiros do teu nada,
meu limbo vazio, meu lindo amor perfeito de folhas rasgadas.

Tudo que eu fiz, tudo que eu já te pedi,
nada disso me importa agora,
pois já me perdi, já passei da hora,
amor sem fim que enfim se esgota
e me desgosta,
leva-me daqui, amor ruim;  
mesmo sem ti, leva-me embora...


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