quinta-feira, 10 de julho de 2014

Yeah, Goleada de Postagens!

Você pode fingir que esqueceu, amargo amigo leitor brasileiro, mas o blog "Diários de Solidão" jamais esquece! Em homenagem aos 7 golaços da Alemanha contra o Brasil, hoje farei 7 postagens - 1 para cada gol que o Brasil levou (se as Casas Bahia podem fazer promoção torcendo pra uma derrota da Seleção Brasileira, por que não vou aproveitar a farra?).
Mas, por favor, não me bata, nem chore mais, amigo leitor brasileiro, não faço isso por chacota (tá, tá, tô zoando um pouquinho, mas...), e sim para aprendermos que nosso país vai muito além das chuteiras; nossa arte dá goleada nessa falta de estratégia de nossa seleção. Não somos o País do Futebol; já perdemos há tempos essa hegemonia (na verdade, nunca a tivemos, como já afirmei em postagens anteriores aqui - a seleção de um país que perde 2 Copas do Mundo em casa não pode ser considerada hegemônica no futebol; está mais pra boa anfitriã do poderio estrangeiro). Nós somos o País da Poesia, da Boa Música, da Arte Sempre!
Tiremos as ferraduras de nossas chuteiros e busquemos a louca lucidez da arte tocada, desenhada e escrita, amigos leitores! 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto LXXV

LXXV

A justiça é mesmo cega e mal administrada! Assassino convicto, lancei, em 1981, a Crônica de uma Morte Anunciada. Crime sem castigo: vários civis desarmados, pedindo autógrafos do livro, mas nenhum homem com distintivo pra levar o criminoso algemado ao inquérito do assassinato confessado. De que adianta tanta veracidade na fantasia se a polícia nunca leva a sério o meu instinto criativo homicida? Pra que serve um crime planejado com a perícia da imaginação se nenhum leitor investigador me leva pra fazer uma visita imaginária em sua prisão?


A Copa do Mundo no Brasil é uma piada 4 (Semifinais): A zoeira dá goleada!

Se você pensou, amigo leitor, que, à medida que as fases passassem e diminuíssem os números de jogos, a zoeira sobre a Copa do Mundo no Brasil diminuiria, levou uma goleada de enganos. Nossa Seleção Brasileira deu a maior força para as piadas alheias levando uma goleada de 7 a 1 da Alemanha e o goleiro esquentadinho holandês Cillessen pagou pelo “piti” que deu no último jogo, quando foi substituído nas cobranças de pênaltis, e viu a Argentina converter todas as penalidades cobradas contra ele e comemorar a classificação pra finalíssima dessa Copa.
Yeah, amigos leitores, a derrota é triste, mas a zoeira não tem limites!

A Seleção da Alemanha vestiu o uniforme do Flamengo contra a Seleção Brasileira para ser favorecido pelo árbitro. Não precisou, pois o Brasil veio com a camisa do Íbis e, em homenagem ao pior time brasileiro, tomou sacode.

Os erros da defesa brasileira contra os alemães no primeiro tempo têm uma razão evidente: o técnico brasileiro Felipe Scolari convocou para zagueiro o Dante, que, todo mundo sabe, só é bom jogando vôlei.

Contra a Alemanha de camisa rubro-negra, Felipe Scolari relembra os áureos tempos do Palmeiras: buscar incansavelmente a pior colocação e tomar sacode do Flamengo.

Minha amiga flamenguista, equivocada com a camisa rubro-negra dos alemães, comemora, enquanto outros brasileiros choram:
- Vai, Meu Mengão! Nossa! Faz tempo que não vejo meu time do coração jogar assim! Haja coração!

O comentarista vascaíno Edmundo, eterno carrasco do Flamengo, chora:
- Eu nunca vi essa urubuzada jogar tão fácil. Não dá pra segurar as lágrimas; perder tudo bem, mas ser humilhado pelo Flamengo é demais!

O advogado do Fluminense assiste ao jogo impassível e tranqüiliza a torcida:
- Calma, Brasil. Independente do resultado, nossa seleção está classificada, afinal, todos os jogadores do Flamengo Alemão são irregulares e já entrei com o processo no STJD. A irregularidade é óbvia: nunca vi jogador rubro-negro bom de bola!


Nessa Seleção Brasileira, nem Neymar, nem Thiago Silva, ninguém realmente faz falta. Além de não fazer falta, nessa Seleção Brasileira, ninguém também faz gol, ninguém faz contra-ataque, ninguém faz jogada. Em resumo: nessa Seleção Brasileira, ninguém faz. E os outros – no caso, Alemanha – fazem e comemoram.

Neymar, nesse momento, deve estar em sua maca, pensando:
- Até que uma fraturinha não dói tanto. Doeria mais estar em campo.

Revelado: o erro do técnico brasileiro Felipe Scolari foi pedir aos jogadores que eles fizessem História. Incapazes de se imaginarem vencedores contra a toda poderosa Alemanha, os jogadores entenderam que era para levar uma goleada vergonhosa.

Depois do comercial das crianças dizendo que “nunca viram uma Seleção Brasileira ganhar um título”, meu amigo planeja fazer um anúncio pras empresas da terceira idade. O slogan: “Tenho 120 anos e nunca vi uma Seleção Brasileira tão horrorosa!”

Denúncia: Suspeitam que toda a Seleção Brasileira foi patrocinada por famosas empresas de chocolate!
Diante dessa polêmica, um colega sacana comenta:
- Tomara que seja verdade! Se não é, nossos jogadores fizeram comercial de graça...

Meu amigo Pancrácio, que nunca bateu bem da cabeça, me liga desesperado:
- Me ajuda, cara! Eu estava lá no estádio e aí, durante o intervalo, falei que a Seleção Brasileira ia virar o jogo. Um médico alemão, que entende português, me ouviu e, agora, eu tô amarrado com uma camisa de força, num hospício aqui de Minas. Cada vez que um médico passa na sala onde estou internado e se informa do acontecido, a medicação vai ficando ainda mais pesada. Me ajuda, cara, me informa aí que aqui estou sem TV: o Brasil virou o jogo?

Em 7 momentos diferentes os comentaristas da emissora Band falaram que a Seleção Brasileira “tem futuro e tem potencial”. Fim de jogo: Alemanha 7 x Brasil 1

Torcedores palmeirenses erguem o cartaz para o técnico brasileiro Felipe Scolari:
"Eu já sabia!"

Após a derrota do Brasil para a Alemanha, meu amigo vascaíno lamenta:
- Nem na Copa do Mundo, essa urubuzada rubro-negra me deixa em paz. M... de Flamengo chucrutes!

O Brasil lamenta e as Casas Bahia, que prometeram não cobrar caso nossa Seleção ganhasse, comemoram:
- Fim da Promoção! Pode pagar a TV de 1000 polegadas, cambada! O Brasil já era!

Após a eliminação nos pênaltis para a Argentina, o técnico Van Gaal conversa didaticamente com o goleiro Cillessen:
- Eu não te falei, garoto, que o seu coleguinha Krul era melhor que você na defesa de pênaltis? Mas você é um menino teimoso, né, deu no que deu. Agora dá a bença pro titio aqui, faz as pazes com seu coleguinha Krul e dá uma passadinha ali na torcida: tem um monte de conterrâneo teu doido pra bater um papinho contigo...

A vida do torcedor brasileiro nunca foi tão dura como nessa Copa do Mundo em casa. Num só fim de semana, viveremos 3 dilemas: o risco de tomar uma goleada da Holanda. o desprazer de ver a carrasca Alemanha comemorar em nossa casa ou assistir a um novo Maracanazo, depois do Uruguai em 1950, agora pode ser a Argentina. É, alegria de pobre dura pouco, mas os tormentos, ai, ai, parecem durar a vida inteira!


Ninguém pode negar que nossa Seleção Brasileira é gente boa: cedeu a vaga das finais para alguns de nossos maiores rivais (dividiu até direitinho: uma vaga pra um carrasco europeu e outra pros nossos 'hermanos' sul-americanos) e ainda pode resgatar o futebol desaparecido do nosso carrasco holandês Sneijder. Haja Fair Play, Brasil!

Poema dos 7 a 1 (Sete estrofes contra e uma a favor)

O amigo leitor deve ter reparado que o poeta-blogueiro que vos fala não fez postagens ontem. Alguns devem ter pensado: “foi por causa do jogo do Brasil contra a Alemanha”, etc, Bem, foi e não foi. Me explico: como ontem havia o jogo da Seleção Brasileira, não houve aula, e há tempos estou enrolado com muito trabalho (provas, redações, etc.), afinal, além de blogueiro-poeta, sou professor-pateta. Aproveitei o máximo do tempo de folga pra diminuir a quantidade de material a ser corrigido (a pilha de tarefas nunca acaba, ai, ai).
Claro que, na hora do jogo, ou melhor, do sacode, da goleada humilhante que a Seleção Brasileira de Futebol tomou da Alemanha (ai, ai, 7 a 1 – eu avisei antes aqui no blog que viria desgraça pra nossa torcida, mas jamais imaginei tamanha coça). Ameacei postar algo após o jogo, mas nossa torcida, em sua maioria, estava bastante atônita e, somando a impaciência nacional costumeira quando o assunto é leitura, decidi não postar nada ontem; aceitei o período de omissão escrita (ou melhor, de silêncio sem postagem) e continuei a pôr em dia as produções tetuais dos meus escritoralunos, etc. Mas é claro que uma goleada histórica e tão esmagadora não passaria em branco pelo blogueiro que vos fala.
Assim, no meio de meus afazeres, o gênio criador me pentelhou e tive que conceder alguns minutos de ontem para a produção de um novo poema, que, refletisse sobre a goleada que nossa seleção levou e, ao mesmo tempo, sobre a farsa de que os jogos da Copa do Mundo e o time brasileiro eram oferendas fantásticas dadas a todo o povo brasileiro (poucos tinham condições financeiras de chegar perto da seleção e muito menos poucos populares puderam ir ao estádio, assistir ao desastroso jogo de perto). Para homenagear os 7 gols que levamos, resolvi fazer uma subversão poética do “Poema de Sete Faces”. Em homenagem ao gol de honra da nossa seleção, acresci uma oitava face, uma oitava estrofe à favor da sobrevivência do sonho (mas, sem essa seleção, cruz credo) através de nós mesmos e da poesia que trazemos em nós.
Fica o recado poético louco para os amigos leitores: agora é erguer a cabeça e bola pra frente (que bola pra trás nós já levamos de sobra, me perdoem a infame piada final)!
Seja na mais sofrida vitória ou na mais escandalosa derrota, seja qual for o momento, amigos leitores, Arte Sempre!

Poema dos 7 a 1 (Sete estrofes contra e uma a favor)
(ou Paráfrase obscura e famigerada – quase paródia noir – do “Poema de sete faces”, de Carlos Drummond de Andrade, inspirada na histórica goleada que a Seleção Brasileira de Futebol levou da Alemanha nas semifinais da Copa do Mundo de 2014, no Brasil)

Quando nasci, um anjo de pernas tortas,
desses que nunca jogam bola,
disse: Vai, Carlos! ser gandula dessa gente rica.

Os estádios espiam os jogadores
que correm atrás de um objeto redondo.
A torcida talvez fosse mais colorida,
não houvesse tanta miséria.

O bonde da torcida passa cheio de pernas:
pernas brancas brancas quase todas brancas
(as pernas de outras cores, em sua maioria,
não tinham dinheiro pro ingresso
e tiveram que assistir ao espetáculo
às margens da vida).
Para que tanta perna branca e rica
manchando de alvura o espaço
que deveria ser colorido, meu Deus,
pergunta meu coração cidadão.
Porém meus olhos críticos
já sabem a resposta..

O homem poderoso atrás do bigode
é mal educado, violento e alucinado
quando torce e quando manda em você.
Grita com todos
Tem poucos, raros amigos
o homem poderoso atrás dos óculos e do bigode
reproduz para os jogadores
toda sua ordem e desordem
diante de seus funcionários.

Meu Deus, por que abandonaste
o time daquele homem poderoso e grosseiro,
se sabias que ele, metido a Deus,
descontaria o fracasso em cima de mim, que sou fraco
e dependente do salário que esse demônio me paga
com tanta lamúria.

Copa do Mundo Vasta Copa do Mundo,
se jogasse o meu amigo faminto Raimundo
seria um time igualitário, não seria injusta a Seleção.
Copa do Mundo Vasta Copa do Mundo
mais vasta é a desigualdade social.

Eu não devia te ver , oh Seleção Ilusória
de jogo tão individual e mesquinho,
mas esse frenesi coletivo
mas toda essa pajelança de propagandas
enganam qualquer pobre diabo como eu.

E, após a derrota desse time de brasileiros
que não me veem,
finalmente posso dormir
sem esse sonho coletivo pré-fabricado
Após a humilhante derrota desse time de brasileiros
tão estrangeiros,
finalmente eu posso voltar a sonhar comigo mesmo,
com meu verdadeiro povo,
com a musa esquecida
(sim, é nesses momentos da inglória coletiva
que um homem pobre de dinheiro, mas rico de fantasias
precisa reencontrar sua poesia,
mesmo que seja apenas uma rima,
mesmo que não seja a solução...)

Carlos Brunno S. Barbosa

Do meu livro que jamais foi publicado “Nenhuma Poesia e Outras Nenhumas Coisas Com ou Sem Rima” (Copa do Mundo de 2014)


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto LXXIV

LXXIV

Mamãe dizia que eu menino falava sozinho. Minha mãe estava cega, coitada! Era a justificativa que eu dava pro amigo Infinito, que chorava aflito por ter sua presença negada pela minha mãe desnaturada. Nem esse drama dele me continha o sorriso: meu amigo Infinito era o único ser invisível capaz de gerar lágrimas com os olhos vazios.




Escritoralunos Padrão FIFA de Escrita II: Mais Memórias do Brasil em Copas do Mundo

Pra ganhar o Selo de Qualidade Padrão FIFA de Escrita não é fácil não! Sou professor-escritor-técnico marrento, pra ser titular na Seleção de Escritoralunos, tem que treinar, vencer as limitações e brilhar! Ontem, postei alguns textos de memórias da Copa escritos pela Seleção Brasileira de Escritoralunos do 8.º Ano B da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, porém vários ficaram de fora, com potencial, mas ainda com o desempenho abaixo do esperado. Mas alguns destes não se renderam, treinaram, revisaram seus textos, criaram grandes jogadas com as palavras, ganharam o Selo de Qualidade Padrão FIFA de Escrita, e, consequentemente, estão hoje brilhando no blog!
Confiram, amigos leitores, mais 3 textos de memórias da talentosa Seleção Brasileira de Escritoralunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, três visões sobre a terrível virada que levamos da Holanda na Copa do Mundo de 2010 e, mesmo nessa dolorosa derrota,  reencontre mais uma vez as letras vitoriosas da escrita-arte, do talento, da emoção, muito além dos gramados, bem próximas de nossos olhos e de nossos corações!

O dia mais tenso de minha vida

            Do jogo das quartas de final da Copa do Mundo de 2010, lembro quando Robinho fez o gol, ah, como eu pulei de alegria! Mas depois o clima foi ficando tenso...
            Veio o primeiro gol da Holanda e continuou o jogo cada vez mais tenso... O atacante holandês Sneijder fez outro gol, mas eu tinha esperanças de que o Brasil poderia virar o jogo.
            Mas o tempo foi passando e o juiz apitou o fim do jogo. O Brasil foi eliminado por uma falha do goleiro Júlio César. E a Holanda, vitoriosa sobre nós, foi mais uma vez vice-campeã do mundo.
(escrito por Letícia Moura de Assis, baseada nas memórias de Alessandro Moura)

Um adeus doloroso

            Na Copa do Mundo de 2010, todos achavam que o Brasil seria o primeiro time a ganhar seis vezes o título mundial. No jogo das quartas de final contra a Holanda, cantamos o Hino Nacional e ouvimos o hino holandês.
            O juiz apitou, começou o jogo. Robinho marcou o gol do Brasil. Opa, um pênalti a nosso favor e o juiz não deu. Fim do primeiro tempo.
Chega ao fim o intervalo e o juiz apita o início do segundo tempo. A Holanda logo empatou o jogo com um gol de Sneijder. Chegando ao fim do segundo tempo, já roendo as unhas de tanto nervosismo que eu estava, vi o Sneijder marcar o segundo gol da Holanda e eu quebrei um copo de tanta ansiedade.
Tr~es minutos de acréscimo, os três minutos mais longos da minha vida toda, o juiz apita o fim do jogo, eu não acreditava, estava pasmo, a torcida quieta e os fogos que o meu tio comprou pra soltar quando o Brasil ganhasse? Não soltou, parecia que o mundo perdia algo, tudo quieto, nem os passarinhos cantaram. Eu queria que a luz tivesse acabado antes, para que não visse o jogo, pois foi minha decepção, um adeus doloroso à Copa, um adeus ao hexa.
(escrito por Vitor Gonçalves Flores, baseado em suas próprias memórias)

O jogo que me arrasou

            Eu me lembro do jogo do Brasil contra a Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010... 
Quando o Brasil fez o gol, pulei e gritei de alegria! Depois, já no início do segundo tempo, eu saí da sala para ir ao banheiro. Quando voltei, a Holanda tinha empatado. Então comecei a ficar preocupado. Algum tempo depois, a Holanda virou o jogo. Fiquei confiante que o Brasil iria virar o jogo pra cima da Holanda, mas o juiz apitou o fim do jogo.
Fiquei bem triste, até porque tinha apostado 20 reais com meu amigo que o Brasil ganharia o jogo. Além de ter perdido a aposta, o Brasil perdeu de virada para a Holanda...
Quem sabe eu veja o Brasil ganhar esse ano? Eu espero que ganhe, né?
(escrito por Anderson Gonçalves, baseado em suas próprias memórias)


domingo, 6 de julho de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto LXXIII

LXXIII

Nunca vivi sozinho, caro psicanalista, isso é uma baita mentira! Até nesta consulta, venho bem acompanhado: eis aqui meu amigo Infinito. Cresceu comigo desde menino, vive sempre do meu lado.


Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...