Cheguei da efervescente Anchieta/ES há pouco e me
deparei com uma Teresópolis/RJ cinza e melancólica, completamente oposta à
imagem que esse dia merece – cadê o sol de primavera? Cadê as luzes que
deveriam dar um toque de bom humor e lirismo nesse dia tão especial? Sinto-me
desapontado com o mau tempo, afinal hoje é um dia especial, que deveria oferecer
um clima de sol e risos, hoje é um dia muito especial, pois outra grande
escritoraluna que conheci durante as aulas na Escola Municipal Alcino da Silva
faz aniversário, hoje é o dia do aniversário da jovem e talentosa escritoraluna
teresopolitana Larissa Paim! Pensando
bem, talvez eu entenda porque o sol não vem neste dia tão especial – a escrita
lírica e iluminada de Larissa Paim já é o próprio sol retirando a mancha cinza
de nossos sisudos olhos.

Hoje é o aniversário de Larissa Paim, mas os
presenteados somos nós, amigos leitores. Compartilho hoje minhas solidões
líricas com a magnífica, mais-que-fodástica crônica da talentosa escritoraluna
aniversariante.
Que nossos olhos reencontrem o sabor colorido,
mesmo em dias cinzas como este, a partir da leitura da iluminada crônica da
espetacular escritoraluna Larissa Paim, amigos leitores!
Dos gritos às vacas simpáticas:
o meu dia a dia
Providência, 6:31 da manhã.
Minha amiga Jade me acorda aos berros para eu ir ao ponto de ônibus. Deveria
ter saído de casa um minuto antes, mas cá estou eu sendo acordada aos gritos.
Desespero: estou atrasadíssima. Jade esquenta o café, pega meu sapato, a escova
de cabelo, arruma minha bolsa e lá vamos nós correndo no meio da lavoura do tio
Jilmar. Chegar no ponto: essa é a hora que as alunas atletas do nosso Professor
de Educação Física Genaldo começam o atletismo.
No ônibus, encontro minhas
outras amigas Ana Luiza e Andressa, ambas de cabelo em pé com nosso atraso.
Após um tempo, chegamos na nossa segunda casa – a escola.
Na sala, tudo começa na preguiça, depois há as
conversas com as amigas. A Thaís, a mais faladeira, é quem começa tudo.
Chegando da escola, a caminho de casa, me deparo
com um cachorrinho preto, lindo e brincalhão, mas com imenso medo de as pessoas
encostarem nele. Na ponte, aquela correria de sempre de carros e motos.
Seguindo em frente, passamos por uma bela casa amarela, onde tia Altina, com
seus 100 anos, fica esperando minhas amigas e eu chegarmos da escola para nos
cumprimentar com o costumeiro boa tarde. É só o começo, ainda há um longo
caminho para percorrer.
Mais uma vez, me deparo com
muito mato. Nesse trecho, tem uma vaca que apelidamos de Mimosa; ela é boa, até
conversamos com ela. A parte mais legal são as nossas brincadeiras perto do
lixão. Ana Luiza todo dia pega uma garrafa para bater em Jade. Andressa só ri,
igual uma hiena. Agora eu nem falo nada, ‘deixo baixo’. Após esses momentos
divertidos, chegamos no eucalipto, onde também tem a lavoura de alface da tia
Natalina.
A partir daí, cada uma toma seu
rumo. Amanhã faremos tudo de novo.
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