terça-feira, 5 de novembro de 2013

Bebendo Beatles e Silêncios no Submarino Amarelinho da Cinelândia

Um dos eventos dos quais eu mais sentia saudades de participar era o fodástico Identidade Cultural & Movimento Culturista, organizado pela também fodástica poetamiga e ativista cultural Janaína da Cunha, e que rola todo último sábado do mês, no Bar e Restaurante Amarelinho da Cinelândia, na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro/RJ. Agora não há mais o que lamentar: na tarde de sábado, dia 26 de outubro, retornei ao fodástico evento, em companhia de minha namorada-musa-poeta-mais-que-fodástica Juliana Guida Maia e da poetamiga também-mais-que-fodástica Patrícia Correa (foi a primeira vez que ela foi no evento). 
Nós três nos apresentamos juntos e representamos o Sarau Solidões Coletivas, de Valença/RJ. Ainda tive a oportunidade de lançar meu sétimo livro "Bebendo Beatles e Silêncios - George Harrison e eu num bar de Shangri-La", durante o evento, e também tive a honra de fazer parcerias poéticas na declamação com os mais-que-fodásticos poetamigos Diogo Aguiar, autor do livro "Poemas Mortos" (curto e recomendo essa grandiosa obra lírica), e Janaína da Cunha, parceiraça poética de longa data.
O vídeo que posto hoje no blog traz um pouco desse intenso evento, que, graças aos Deuses Fãs das Grandes Artes, perdura há tempos no universo cultural carioca.
Vamos viajar no Submarino Amarelinho da Cinelândia, amigos leitores!


sábado, 2 de novembro de 2013

Elegia violeta no retorno sem tinta violenta: As violetas de Tia Maria

Olá, amigos leitores! Há quanto tempo não nos revemos! Retorno do mundo dos mortos digitais (passei um tempo sem internet, lotado de compromissos reais – por sinal, graças a Deus, ao trabalho [recompensador, mas extremamente cansativo] e aos frenéticos eventos artísticos em que me envolvo, ainda lotado estou rs -, com um notebook temperamental [que às vezes se desliga sozinho, entre outras traquinagens misteriosamente ‘informaticantes’ que só meu notebook é capaz], acabei meio que sumido dos espaços virtuais) e trago uma prosa de homenagem póstuma, meio elegia em prosa, meio crônica, meio conto – nunca soube bem rotular textos sem misturá-los, fazê-los do meu jeito – em tributo à minha tia Maria, falecida pro mundo, mas eterna em minhas lembranças. Ela foi um dos meus parentes que mais me inspirou a me dedicar à leitura e à escrita (tia Maria divide o posto de cicerone-maior de minhas artes com minha madrinha Tia Celeste e meu tio João Gomes) e, como dizem algumas religiões africanas, “a pessoa só morre se é esquecida pelos vivos”. Por isso escrevo, pra mantê-la viva no Dia dos Finados ou em qualquer outro dia.
Bom estar de volta, amigos leitores!  

As violetas de Tia Maria

Eram violetas os sonhos que minha tia Maria pintava para mim. Não as flores que carrego agora, e sim as cores que ela me pintou outrora.
Ela nunca tingiu seus planos, mas eram essas as cores que eu via nas capas dos livros que minha tia doava aos meus olhos de criança-traça-carente-de-boa-literatura.
Com o tempo, as cinzas dos cigarros, consumidos vorazmente por minha tia, levaram-na pra dimensões sem cor...

Sinto muito a sua ausência, mas, pra não perdê-la completamente, mantenho as violetas de Tia Maria em cada palavra que pinto, em cada momento que vivo, em cada pedaço de mim.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Solidões musicais compartilhadas: Fael Campos e banda relembram "Não pare de lutar", mais uma composição de Adriano Gonçalves (in memoriam)

Esse tem sido um ano difícil – temos suportado muitas provações e conhecido grandes perdas. Alguém que nunca deixa de ser lembrado nos saraus, rodas de conversa, etc é o artistamigo Adriano Gonçalves, músico e grande compositor que influenciou uma galera imensa de artistamigos do eixo musical mais underground de Valença/RJ. Não, não vou enaltecer sua decisão, sua dis-solução; o modo como ele resolveu apressar sua partida talvez seja a única coisa que machuca sua imagem de artista incansável e por isso não deve servir de exemplo pra mim, nem deve ser aceito. Prefiro ficar com as composições dele que vão aparecendo nas vozes dos artistamigos.
Hoje trago, para rememorar seu talento, a sua letra de canção “Não pare de lutar”, recentemente interpretada ao vivo por Fael Campos e banda (José Ricardo no violão, João Maia no baixo e Fabiano Garcia na bateria) no Pesqueiro do Vitinho, em Cambota, Valença/RJ.
Porra, Dri, por que você não seguiu o conselho do refrão de sua própria canção?

Não pare de lutar

Não desista, não pare de lutar
Se a batalha perder, não se renda
Não desista, não pare de lutar
Se a batalha perder, não se renda

Fugir às vezes necessário é
Pra não colher os frutos que plantou
Tem que ser forte pra poder correr
Já que aqui não temos asas pra poder voar
Já que aqui não temos asas pra poder voar

Não desista, não pare de lutar
Se a batalha perder, não se renda
Não desista, não pare de lutar
Se a batalha perder, não se renda

Atravessar o deserto em busca de paz
Atravessar o deserto em busca de alguém pra confiar
Atravessar o deserto em busca de paz
Atravessar o deserto em busca de alguém pra confiar

Não desista, não pare de lutar
Se a batalha perder, não se renda
Não desista, não pare de lutar
Se a batalha perder, não se renda

Filhos da terra, do fogo, da água, do ar
Filhos da terra do grande deus Jah
Frutos na terra que vão germinar
Darão sementes que vão continuar

Não desista, não pare de lutar
Se a batalha perder, não se renda
Não desista, não pare de lutar
Se a batalha perder, não se renda


E aqui mais um vídeo deixado por Adriano Gonçalves na webcam de José Ricardo Maia - Dri dedilha uma canção instrumental:


sábado, 19 de outubro de 2013

Momento rock-lírico: Intervenção Poética do Sarau Solidões Coletivas no Pesqueiro do Vitinho

Olá, amigos leitores! Enquanto me recupero de uma incômoda infecção intestinal que colocou minha vida e rotina de cabeça pra baixo e me afastou de eventos culturais planejados para esse fim de semana, me resta relembrar bons momentos da semana anterior (meu tio João Gomes já me dizia: antes de lamentar os obstáculos que dificultam seu caminho hoje, olhe pra trás e observe o quanto já avançou até o momento). Na sexta-feira, dia 11 de outubro, no intervalo do fodástico show de Rafael Campos e sua banda no Pesqueiro do Vitinho, em Cambota, Valença/RJ, fiz, junto a músicos amigos, uma intervenção poética, representando o Sarau Solidões Coletivas. 
A receptividade do público foi excelente e, apesar de os músicos e eu não termos ensaiado nada antes, rolou uma química lírico-musical fodástica na hora da intervenção poética; como diria a poetamiga Janaína da Cunha, "tudo de improviso, mas como se estivesse muito bem ensaiado". Declamei dois poemas de minha autoria, o mantra grunge "Retorne de onde estiver" e a embriagada "Primeiro Engradado - Prelúdio de Embriaguez (Rimo Festivo)" (não declamava esse poema desde o primeiro Sarau Solidões Coletivas In Bar, há mais de um ano atrás) e fui acompanhado por Rodela (atualmente residente em Petrópolis/RJ; há mais de 3 anos que não via esse cara por Valença) no violão, João Maia no baixo e Helair Gustavo na bateria. Enquanto eu declamava, os músicos rolavam versões instrumentais de canções de Nirvana e do Metallica. Rock-lírico-fodástico!
Espero que vocês curtam essa brincadeira poética que realizamos às vésperas do Dia das Crianças, amigos leitores! 


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O "Anjo Caído" voltou a voar!

Hoje trago de volta ao blog o clipoema "Anjo caído", versão minimalista-expressionista-experimental-abstrata do poema homônimo, publicado em meu quarto livro "O último adeus (ou O primeiro pra sempre)". E por que este retorno de um clipoema já publicado anteriormente no blog? É porque trago boas notícias sobre ele: o clipoema citado foi selecionado para II Mostra Londrix de Vídeo Poema, do Festival Literário de Londrina! E, com a sua ajuda, o "Anjo caído" pode voltar a voar: com seu voto, o meu clipoema pode tornar-se vencedor da categoria Vídeo Poema. Entre no link http://www.jornaldelondrina.com.br/concursos/londrix/, cadastre-se, vote à vontade e ajude o poeta que vos fala a conquistar mais esse voo!




quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Poesia psicodélica nas proximidades do Coreto: Bebendo Beatles e Silêncios na FLIVA

Outro momento que marcou minha história na I FLIVA - Feira Literária de Valença/RJ foi o lançamento de meu sétimo livro "Bebendo Beatles e Silêncios - George Harrison e eu num Bar de Shangri-La". 


O evento aconteceu na tarde de domingo, dia 06 de outubro, no Jardim de Cima, no centro de Valença/RJ, e contou com performance do Grupo Teatral Amor e Arte, dirigido por Cadu Souza, apresentação do livro feita pelo Mestre Alexandre Fonseca (também conhecido como "O Homem do Cachimbo", "O Discípulo Desbundado de Shiva" e "O Beatle do Contra - aquele que já ousou esnobar Paul e Harrison"), o músico Ivan Maia acordando o Jardim de Cima para os hits maravilhosos de George Harrison, a parceria poética de improviso da sempre fodástica poetamiga Janaína da Cunha e o músico José Ricardo Maia, prestando homenagem a George Harrison e Adriano Gonçalves. A apresentação dos artistas foi realizada nas proximidades do Coreto do Jardim de Cima e contou com um ótimo público. O lançamento deste livro faz parte do tributo ao fodástico beatle George Harrison e a todos os fãs beatlemaníacos.
E a vida, a música e a poesia seguem de mãos dadas em harmônicos acordes, apesar das trevas barulhentas! Arte Sempre, amigos leitores!




 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sarau Solidões Coletivas na FLIVA: Com muito amor (e um pouquinho de ódio)

Sei que ando meio sumido aqui do blog, amigos leitores, mas o fato aconteceu por bons motivos: o Sarau Solidões Coletivas e eu vivemos períodos de intensas apresentações - o Sarau, com diversas edições especiais em Valença/RJ e eu, com o lançamento de meu sétimo livro "Bebendo Beatles e Silêncios".
Pra comprovar esse período frenético de eventos, trago ao blog a partir de hoje os vídeos de nossas últimas apresentações. Começo com os vídeos do Sarau Solidões Coletivas na histórica e fodástica I FLIVA - Feira Literária de Valença. O evento aconteceu na noite de sábado, dia 05 de outubro, no palco principal da FLIVA, no Jardim de Cima, e teve como tema "De Camões a Renato Russo: Como é que se diz eu te amo - As Solidões Coletivas da Palavra Amor", em homenagem ao mais-que-fodástico filme "Eu te amo, Renato", do cineasta valenciano Fabiano Cafure.
Com um público animado, o Sarau Solidões Coletivas Especial encheu a FLIVA de lirismo, muito amor e um pouquinho de ódio (que é o oposto direto do amor, mas que fora estimulado pelo poema de Raquel Johns, declamado por Juliana Guida Maia, e pelo grande atraso da programação e corte brusco da nossa apresentação - estes dois últimos fatos foram os únicos aspectos negativos da organização do evento que geraram certo mal estar nos participantes do Sarau, fatos estes que - espera-se - sejam evitados em edições posteriores, tendo ou não o Sarau Solidões Coletivas, afinal não desejamos esse mal a nenhum outro grupo artístico sério). Seja como for, o Sarau e a FLIVA foram um sucesso e o Amor ganhou sua posição lírica de protagonista do evento que marca uma nova histórica para Valença/RJ, a nossa tão querida Princesinha da Serra.
Arte sempre, amigos leitores!





  

Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...