quinta-feira, 6 de junho de 2013

Solidões Compartilhadas: Os Sonhos de Thayslane Freitas embalados por Aerosmith

Hoje tenho a felicidade de mais uma vez compartilhar minhas solidões poéticas com a jovem e talentosa poetaluna Thayslane Freitas, do nono ano da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ. Se, na primeira solidão compartilhada, ela nos mostrou as diversas faces do amor, desta vez, em poema inspirado na canção “Dream on”, da banda de rock Aerosmith, ela nos convida a sonhar. O tema, solicitado a mim pela cantora Carina Sandré, foi repassado para Thayslane, que, mais uma vez, topou o desafio poético e brilhou mais uma vez!
Em tempo: No dia 08 de junho, às 23h, no Piano's Bar Embaixador, em Volta Redonda/RJ, eu, representando o Sarau Solidões Coletivas, declamarei esse fodástico poema de Thayslane Freitas no show da mais-que-fodástica Carina Sandré e sua banda.
Vamos voar nas asas dos sonhos ritmados pela talentosa Thayslane Freitas, amigos leitores!

Sonhos

Sonho com você
em dividir a vida, viver.
Conheça o prazer
da vida hoje
e venha voar
nas asas do sonho,
venha, tenha coragem
nâo é medonho,
curta essa viagem,
venha e sonhe
"se a alegria lhe bater apanhe".
Sonho com você
em dividir a vida, viver,
sonho em te ver
com um sorriso esplêndido,
basta eu querer
sonho com você,
colorir a vida
com cores perfeitas,
fazer novo mundo
lindo para viver,
sonho com você
realizar o sonho
fazer acontecer!






terça-feira, 4 de junho de 2013

Eternamente em meu nunca mais agora (Até o fim de semana chegar)

Frio, muito frio. Distância, muita distância. Solidão, trabalho excessivo, glória efêmera e cansaço: trabalho, sobrevivência. Sonho e descanso inalcançáveis: o lugar onde você se sente realmente vivo está distante de onde você trabalha – há sonhos para cultivar aqui, mas as aves que aqui gorjeiam bem, mas ainda não gorjeiam como lá (pelo menos, nos ouvidos de sua lúcida ilusão)... Cismar sozinho à noite, escrever: amada distante, sonhos na janela que, caso aberta, pode os ventos mais frios da realidade libertar. Então cismar mais sozinho mais noite mais os sonhos batendo na janela apreciar, desejar. Meio de semana: onde estou – fim de semana: onde quero estar.
Esta é uma canção de exílio sem exílio, saudade sem fim de tudo que não vi ou que já vi e não posso rever no momento. Mas eu vou rever, ah, se vou! Esta é uma canção de exílio sem exílio, frio que queima (algo meio balada de Bon Jovi com solos que nos rasgam no momento mais sensível), trancado na realidade de sonhar acordado pra não enlouquecer de tanto sonhar dormindo, desejar e ir sumindo consumido; quando ser workaholic é não ceder ao ócio de se perder no cio do impossível e a sensação do “eternamente nunca mais” realmente permanecer, ao invés de como sempre mostrar-se simplesmente sensação e ‘suadavemente’ passar.
A janela está fechada, mas só pra proteger o coração do frio, apenas para o peito aberto esperar o inverno rigoroso passar.
E vai passar, amigos leitores, vai passar!

Eternamente 
em meu nunca mais agora 
(Até o fim de semana chegar)

Um sonho bate em minha janela fechada.
É um sonho distante que bate perto de mim.
É um sonho que bate em minha janela trancada.
Estou me defendendo do gelo, sereia dos ventos,
Estou me cobrindo com os cobertores que não tenho,
Enquanto você continua batendo, batendo,
Ardente,
Latente,
Eternamente em meu nunca mais agora,
Porque agora você é a longitude inquietude do onde distante
Porque nunca mais é você inacessível visível na distância
Porque eternamente é esse tempo sereno com pancadas esporádicas de chuva bruta
Me espancando, espancando
Enquanto você continua batendo, batendo em minha janela saudade
Batendo, batendo muito mais do que suportam as grades
Dessa janela sem paisagem por só conter horizontes constantemente carentes de você.
Estou apenas sufocando o inverno forasteiro em meu peito, musa música ao longe,
Estou apenas deixando a janela permanentemente fechada
Pra não me resfriar
De tantos sonhos nus com seu corpo prazer,
De tanto inferno frio a me arder,
Quando tenho que sobreviver sozinho,
Bravo trabalhador ensandecido com fobia de períodos vadios,
Lúcido em lúdico vazio
Com medo de enlouquecer
Ocioso longe de você...
Porque as horas não passam nessa hora
Porque é nunca mais agora
Até o fim de semana que demora,
Até a nossa volta,
Até eu retornar pro meu verdadeiro lar,
Até quando eu tornar a bater em sua porta
E você novamente abrir, se abrir, me abrir
E deixar de ser sonho distante batendo perto de mim.




segunda-feira, 3 de junho de 2013

Solidões compartilhadas: O céu da Rondônia de Selmo Vasconcellos

O dia chuvoso de hoje em Valença/RJ, município pertencente ao Estado do Rio de Janeiro na Região Sudeste do nosso imenso Brasil, me fez lembrar de um poema fodástico produzido pelo poetamigo Selmo Vasconcellos, em outra Região, o Norte do Brasil.
Conheci Selmo Vasconcellos através da rede social Facebook (na verdade, ele quem me encontrou devido a afinidades artísticas e amigos em comum e iniciou esse glorioso intercâmbio literário) e, a partir daí, acompanhei suas atualizações de perfil e, principalmente, sua maravilhosa arte, seus fodásticos e singelos poemas. Nascido no Rio de Janeiro, Selmo mudou-se para Porto Velho, no Estado de Rondônia, e abraçou com o coração e a poesia a nova região que lhe serve de abrigo até os dias atuaisDessa paixão por Rondônia, ele criou o poema “O céu de Rondônia”, produzido num dia de chuva; um canto de amor pela natureza que beija as terras com gotas de chuva, uma homenagem singela a Rondônia que Selmo aprendeu a amar e a transformar na musa inspiradora dos mais belos poemas. . Pra quem quiser conhecer melhor o autor, ele é autor do site “Portal Selmo Vasconcellos – De Rondônia para o Mundo!” (aí vai o link – vale a pena conferir: http://www.selmovasconcellos.com.br).
Tenho o prazer de, pela primeira vez, compartilhar minhas solidões poéticas com um poema que veio do Norte brasileiro, um belíssimo poema de Selmo Vasconcellos.
Recebamos a chuva de vida do poema de Selmo Vasconcellos, amigos leitores!
    
O CÉU DE RONDÔNIA

A chuva caiu
molhando a terra,
molhando também esperanças.
Por que odiamos a chuva?
Por que a amamos?
O céu ainda está coberto
por uma cortina escura.
Alguns pedaços perdidos de azul
tentam sobressair-se
no inferno cor de chumbo.

Mas sei que choverá novamente
e o sol voltará a brilhar.
Amarei o sol.
Mas cansar-me-ei de sua luz,
de seus raios.

Chuva novamente,
parece que a chuva só cai
para nos fazer meditar
Pensar na vida.

Amar a vida.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Poema-viagem sem sair do lugar: Meus Amores Expressos



Hoje eu trago um poema inédito de amor-viagem, um poema-trem com embarque nas loucuras das emoções-vertigens, passagem pelos momentos melancólicos nas frequentes idas e partidas nas estações do amor, um poema-sonho cheio da realidade cotidiana flertando com o impossível, o incabível, o que se está próximo e, mesmo assim, não se alcança, um poema-homenagem-quase-música para todos os momentos e sensações que a música “California Dreamin'”, do Mamas And Papas, sempre ligada no aparelho de som da personagem da atriz Faye Wong, ou "Dreamlover", de The Cranberries, interpretado pela própria Faye Wong, marcam a viagem de meus sentidos diante do excelente filme “Amores Expressos”, do cineasta Wong Kar-Wai, de Hong Kong (o filme citado não é o meu favorito de Kar-Wai, mas é um dos que melhor imprimiram as marcas mais pop-cults em mim), um poema-tributo-a-todas-garotas-de-ipanema-caipiras-que-trilham-nas-vertigens-de-nossos-olhos-camonianos-sedentos-e-febris-rumo-ao-clássico-popular-de-Villa-Lobos, um poema-música-café-trem-expresso-expressionista-com-passagem-por-uma-Minas-caipira-inventada-que-pode-não-ser-Minas-pra-ti-como-pode-ser-pra-mim-para-um-tu-que-poderia-ser-eu-mesmo.
Bem-vindos mais uma vez à Estação Poesia, amigos leitores! Boa viagem!  

Amores expressos

Quando ela passa
É um trem que te leva
Para nenhum lugar;
É um trem mineiro
Que, mesmo imenso,
Cabe em teus olhos tão fatigados;
É um trenzinho caipira
Que, em ti, delira
(Enquanto viajas pelo real e ordinário,
Trazes nos ouvidos o som clássico
De um concerto imaginário).

Quando ela desfila
É um expresso pedido
Na estação de nenhum lugar;
É um expresso indevido,
O ato de viver-se perdido
Nesse lugar que não há;
É um expresso bebido
Na xícara de vidro invisível
(A tua boca sensível
Beija o aroma do café impossível
Que acorda teu paladar iludido).

E, quando ela se aproximar,
Quase a te tocar,
Rápido, o trem te desembarcará
Na estação final de nenhum lugar,
E, mesmo perdido no nada que inventou,
Encontrarás o que não há
E sorrirás sozinho
Bebendo o conteúdo imperecível
Do delicioso expresso que ninguém vê
(E, sentado à espera do verdadeiro trem,
Novamente lerás o que ninguém lê:
Estação Amor,
Estação Ela que passa sempre linda por ti,
Estação que floresce em ti sem Ela perceber).

Então a realidade mais uma vez vem te ferir:
Ela entra em outro trem, no rumo contrário do teu,
Sem te dizer adeus,
Sem nem saber de ti...




segunda-feira, 27 de maio de 2013

Solidões serranas compartilhadas: O paradoxo suicida de Juliana Guida Maia

Juliana Guida Maia e eu vivemos um amor nômade. Por ela morar em Valença/RJ e eu, em Teresópolis/RJ, nos revezamos entre essas duas cidades; num fim de semana, vou para a cidade onde ela mora (por sinal, Valença é uma de minhas musas favoritas, mãe de quase toda a minha poesia), em outro ela vem para cá. E, devido à distância entre as duas cidades, passamos parte de nossas vidas em trânsito, em ônibus, rodoviárias, etc, fatores bastante desgastantes se analisarmos horários, viações incompetentes de transporte coletivo, quilômetros, tempo, engarrafamento, stop and go, etc. Desde que passei para o cargo de professor em Teresópolis e me mudei pra cá, Juliana adquiriu uma relação de ódio e fascinação com as belezas naturais de Teresópolis (ou seja, com a Serra dos Órgãos) que vemos constantemente durante as cansativas viagens de ida e volta para a cidade.
Compartilho hoje minhas solidões poéticas com a fodástica e grandiosa mini-crônica-prosa-poética de Juliana Guida Maia, criada na última viagem de vinda para Teresópolis/RJ.
Pulemos nossos olhos para essa grandiosa impressão de viagem pela região serrana do Estado do Rio de Janeiro, amigos leitores!

Impressões serranas
do paradoxo suicida 


Subir a Serra dos Órgãos em uma manhã de sol me sublima a uma comunhão perfeita com o paradoxo... Como pode o tédio ser tão profundamente belo, como pode a beleza ser tão intensamente entediante. Olhando todos esses penhascos fica inevitável o pensamento suicida...  Como se pular fosse simplesmente algo tão óbvio. A vontade de mergulhar no verde É tão imensa quanto é imenso o próprio verde... O suicídio por aqui me parece um ato ecológico.  

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Rock Poema na Garagem: Espalhando minha arte bad religion

Mais uma vez eu, representando as Solidões Coletivas, espalhei minha “bad religion”, minha adoração à arte rock poética pela região!
O vídeo abaixo mostra minha participação no Rock na Garagem, organizado pelo Feira Moderna Zine, no Metallica Pub, São Gonçalo/RJ, na noite do dia 27/04/2013.

Declamei "Minha religião é terrível", poema-homenagem a Bad Religion, e "Lobotopoeticotomia", poema-tributo à fodástica banda Lobotomia (ambos os poemas podem ser encontrados em postagens anteriores aqui no blog). A declamação contou com a participação de Rafael A. (Banda Inércia) na guitarra.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ave Solidões Coletivas: Voando como águias no Identidade Cultural & Movimento Culturista


A postagem de hoje envolve voos poéticos realizados em abril deste ano. A convite de Janaína da Cunha, organizadora do Identidade Cultural & Movimento Culturista, Juliana Guida Maia e eu adiamos as férias do Sarau Solidões Coletivas (na verdade, fazemos arte mesmo de férias do sarau rs) nos envolvemos no último evento do Identidade Cultural, no Bar e Restaurante Amarelinho da Cinelândia, Rio de Janeiro/RJ, no dia 27 de abril.
O tema era “O voo da águia” e Janaína da Cunha me enviou o fodástico poema abaixo de autoria da própria organizadora, um convite para uma grande parceria:

O VOO DA ÁGUIA BOÊMIA

Minha alma é águia boêmia...
voa alto sem dimensões explicáveis
e medo de onde vai chegar.
Minha alma é a noite onde cruzam
as esquinas do coração.
É morada das estrelas mais brilhantes,
a luz do meio-dia e a melancolia da solidão.
Minha alma é viajante...
manhã de campos floridos
e amores indefinidos.
É fome insaciável de vida,
sede interminável de justiça
e o dedo que cutuca as feridas!
Minha alma é morada de sentimentos
além do bem e do mal.
É chama ardente,
sopro de rebeldia, água cristalina
e vento que se transforma em vendaval!
Ela é um mar febril e selvagem
onde navega desejos e paixões fugazes.
Minha alma é um grito mudo,
a voz do silêncio.
É a santa que reza e a puta que peca!
Minha alma é mãe, amante, filha
e os acordes inacabados de uma sinfonia.
Ela é cruel e bondosa, fútil e sutil,
é iluminada e sombria,
doce e amarga... ácida e gentil!
Minha alma, em sua essência,
é mentira e verdade...
É um porão de pesadelos obscuros
e sonhos inalcançáveis.
Minha alma é imperfeita...
mas luta para alcançar a perfeição.
É águia boêmia que atravessa
horizontes elusivos
em busca do desconhecido.
Desliza solitária num céu embriagado
entre derrotas e vitórias.
Minha alma voa, voa... mas voa tão alto
que perde-se no infinito.
Mas, não importa...
não importa nada como ela esteja:
ferida e cansada, feliz e realizada
ela sempre encontra o caminho
de volta pra casa!
Janaína da Cunha

Diante do fodástico poema, me ficou o desejo intenso de cumprir a parceria. Inspirado no livro “A Águia e a Galinha”, de Leonardo Boff, que minha prima Marcella Carolina me emprestou na época da faculdade, somado ao som do Eagles (a banda, cujo nome significa Águias em português, é a autora do eterno hit “Hotel Califórnia”) e a minha idolatria à outrora gloriosa Escola de Samba Portela, fiz o meu poema sobre o voo da águia:

A águia e a galinha

Não voamos mais como outrora, águia moça...
Do gozo libertário nos restou apenas
o ar aparentemente cabisbaixo
de quem conhece o gosto do sol,
mas sabe que a chuva demora a passar.
Impossível voar com as asas molhadas
de lágrimas e sangue, águia garota:
há tristeza e violência demais no céu de agora
e por isso guardamos nosso voo pra outra hora;
é melhor nos recolhermos na paz de nossos ninhos
a nos entregarmos aos olhares dos predadores.
E eu queria trazer pra você, águia menina,
um poema no ritmo elétrico ou acústico
bem “Hotel Califórnia”
ou um samba enredo da Portela histórica
tão gloriosa,
mas há tempos que o violão e a guitarra desafinam,
há tempos que minha escola não faz história,
por isso esse lirismo de asa recolhida,
por isso esses versos de efêmera despedida...
Não podemos voar mais como outrora, águia ferida,
mas os últimos trovões estão passando;
em breve, o céu será nosso
e voaremos de novo, águia querida,
nos veremos de novo, águia poesia,
e teremos nossas asas com vida
pra sempre mais uma vez!
Carlos Brunno S. Barbosa

Então dia 27 chegou e Juliana e eu voamos para o Rio de Janeiro e mais uma vez participamos do fodástico evento Identidade Cultural & Movimento Culturista, como vocês podem ver no vídeo abaixo, que registra a minha participação e a de Juliana Guida no evento organizado por Janaína da Cunha.
Nesta apresentação, Juliana perdeu a vergonha e declamou diversos poemas dela. Eu fiz parceria poética com Janaína da Cunha, declamei poemas 'covers', de outros autores - "Dimensões Metállicas", de Karina Silva, e "Ronco D'Água", de Andréia Sineiro - e li o poema de sua autoria "Poema cortante", em homenagem à organizadora do Identidade Cultural e a Maycon Arcanjo.
Que nossos voos poéticos sejam eternos, amigos leitores!

Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...