domingo, 4 de março de 2012

Solidões compartilhadas: O mar poético de Claudia Ekklesia




Hoje compartilho minhas solidões poéticas com a inédita poeta-aprendiz paulistana Claudia Ekklesia (atualmente reside em Paracambi/RJ). 
Manicure, artista na pintura de unhas e amante do mar, Claudia resolveu ampliar seus horizontes escrevendo poemas. Publico aqui seu primeiro texto poético, rico em calor e paixão, seu primeiro ato de amor com a linguagem poética. Acompanhemos os primeiros passos, as primeiras pegadas de palavras de Claudia Ekklesia na imensidão das areias poéticas: 

Ah, gostaria de te falar...
Falar do mar...
Das belezas e simplicidades que nele há...
Falar do seu olhar,
Esse olhar profundo como o mar...
Que me faz mergulhar por instantes
E sentir a brisa que nele há
Nessa imensidão de ondas e calmaria,
Eu me apaixono pela vida
E por todo ser que há.

Você é e sempre será o meu imenso mar...

5 comentários:

  1. Muito bem garota poética. lindo, gostei muito!

    ResponderExcluir
  2. A cada dia que passa vc vem me surpreendendo, e essa foi a melhor surpresa de todas, eu não sabia que Deus tinha lhe presenteado com um dom tão lindo,espero que Deus continue enchendo o seu coração de palavras maravilhosas, para que todos os dias vc possa coloca-las para fora, para que assim possamos nos alegrar e nos emocionar com elas.
    Parabéns adorei continue assim.

    ResponderExcluir
  3. Para alguns novos poetas, ou nesse caso novas POETISAS vale sempre lembrar um conselho de um dos grandes mestres:

    Não faças versos sobre acontecimentos.
    Não há criação nem morte perante a poesia.
    Diante dela, a vida é um sol estático,
    não aquece nem ilumina.
    As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
    Não faças poesia com o corpo,
    esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
    (...)
    Penetra surdamente no reino das palavras.
    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
    Estão paralisados, mas não há desespero,
    há calma e frescura na superfície intata.
    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
    Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
    Espera que cada um se realize e consume
    com seu poder de palavra
    e seu poder de silêncio.
    Não forces o poema a desprender-se do limbo.
    Não colhas no chão o poema que se perdeu.
    Não adules o poema. Aceita-o
    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
    no espaço.

    Chega mais perto e contempla as palavras.
    Cada uma
    tem mil faces secretas sob a face neutra
    e te pergunta, sem interesse pela resposta,
    pobre ou terrível, que lhe deres:
    Trouxeste a chave?

    Repara:
    ermas de melodia e conceito
    elas se refugiaram na noite, as palavras.
    Ainda úmidas e impregnadas de sono,
    rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
    (Carlos Drummond de Andrade)

    J'espère que vous avez la chance!

    ResponderExcluir