Olá, caros leitores, bem vindos ao blog daqueles que guardam um sorriso solitário no canto dos lábios que versam sonhos coletivos. Bem vindos ao meu universo virtual poético, bem vindos ao mundo confuso e fictício ferido de imortal realidade. Bem vindos ao inóspito ambiente dos eus líricos em busca de identidade na multidão indiferente, bem vindos ao admirável verso novo.
Hoje, no Dia dos Finados, tenho o prazer incomensurável de
compartilhar minhas solidões poéticas com o fodástico poema de Stéphanie Rachid
Dias Proviett Cury, recém-formada em Medicina (já avisando que exercerá a
função com vibração e trazendo um lirismo único) e filha da mais-que-fodástica
escritoramiga Gilda Maria Rachid Dias (filha de poetamiga fodástica, fodástica
poeta também é).
Reflitamos sobre o lírico cadáver, exposto pelo bisturi
poético de Stéphanie Rachid Dias
Proviett Cury.
Ao Cadáver
Ao curvar com a lâmina de seu bisturi sobre o cadáver
desconhecido, lembrar que esse corpo viveu.
Seu nome não sabemos, mas o destino deu-lhe o poder e a
grandeza de servir à humanidade que por ele passou indiferente.
Você que teve o seu corpo perturbado em seu repouso profundo
pelas nossas mãos ávidas de saber, o nosso mais profundo respeito e
agradecimento.
( Escrito por Stéphanie Rachid Dias Proviett Cury)
Há alguns meses atrás, o aluno Charles Botelho, do
7.º Ano da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, da região rural de
Teresópolis/RJ, me procurou numa tarde em que eu me encontrava na escola,
produzindo os vídeos do Luz, Câmera...Alcino! Sabendo, por intermédio da
bibliotecária Emidiã Fernandes, que eu era poeta com livros publicados e
administrador de um blog, Charles me entregou um dos poemas escritos por seu
pai Dézio Botelho – um poema fodasticamente maravilhoso por sinal.
Queria parabenizar o autor de tal obra-prima, mas
Charles, logo depois, me contou que seu pai havia falecido há um tempo, mas que
deixara um extenso acervo de poemas de sua autoria, até o momento completamente
desconhecidos pelo público. Sabendo disso, ofereci o espaço do blog para a
publicação e divulgação de alguns desses fodásticos poemas do já eterno Dézio
Botelho. Hoje trago o poema “Tua partida”, com o qual Charles primeiramente
presenteou meus olhos com o lirismo fascinante de seu pai Dézio Botelho.
Que o silêncio mortal da partida de Dézio Botelho
se transforme agora em silêncio de apreciação, desejo de eternidade para as obras
líricas do pai de Charles Botelho.
Yeah,
amigos, como eu dissera no facebook, há alguns dias atrás, as novidades não
param!!! Meu poema “Moinho poético”, que foi finalista no III Concurso UPPES de
Poesias em outubro de 2004 e publicado em meu quinto livro “Eu & Outras
Províncias – Progressos e Regressos” (2008), 11 anos depois, volta a brilhar
num concurso literário e conquista a honra de conquistar o Destaque Especial no
Concurso Metacantos 2015 (voltado a metapoemas – poemas que falam do fazer
poético), da Editora LiteraCidade, ganhando como premiação a publicação em uma
antologia.
Mais
uma vez, consegui destacar um filho-poema meu e levar o nome de nossa querida
Princesinha da Serra, Valença/RJ, para mais um concurso literário!
Como
não tenho como fornecer exemplares a todos os amigos leitores posto hoje o
premiado poema no blog para degustação/crítica dos amigos leitores.
Bom
Fodástico Dia e Arte Sempre!
Moinho
poético
No
moinho dos sonhos reais,
A
vida é transformada.
Palavras
que escapam,
Sobreviventes
da angústia e do prazer,
Cortam
as folhas do caderno do mundo.
A
pena rebelde tinge de sangue a acomodação.
O
pulso versificado,
O
coração em estrofes,
Vozes
silenciosamente flutuantes,
Pensamentos
altos que se abaixam aos nossos olhos,
Razão
e sensibilidade que dançam num ritmo incomum.
Nada
melhor que retomar o blog com uma talentosa e fodástica poetamiga estreante nas
solidões compartilhadas. Ela faz aniversário em setembro, antecipando
primaveras lírica, é professora e pedagoga e traz consigo uma poética única e intensa;
há tempos pedia-lhe um poema de sua autoria para o blog e, há cerca de um mês
atrás, ela finalmente me enviou e brindou meus olhos leitores com um
maravilhoso poema seu. Seu nome é Ana Paula Furtado, poetamiga de Valença/RJ,
e, no poema de sua autoria com o qual estréio minhas solidões compartilhadas
com essa fantástica artistamiga, o seu eu lírico nos convida pra que não
percamos tempo e sigamos, com ela, o caminho do amor.
Vamos, amigos
leitores, acompanhar o fodástico poema de Ana Paula Furtado pelas trilhas do
amor sem medo, sem pudor!
É, camaradas leitores, o tempo passa aceleradamente
e a cada dia a correria pela sobrevivência parece crescer, tomando quase todo
intervalo de minha vida (fim de bimestre então o tempo passa como um sopro), o
que tem feito eu me distanciar cada vez mais do blog (já pensei até em alterar
seu nome para ‘Raros Intervalos de Solidões Coletivas’). Mas hoje, Dia da
Árvore, fui tomado por uma belíssima lembrança: quando eu lecionava para os
alunos do nono ano da E.M. Nadir Veiga, em Teresópolis/RJ, em 2010 (o último
ano antes das trágicas chuvas que arrasaram a escola) , inscrevi um poema de
minha autoria (“Ensaio sobre a cegueira das árvores”, já publicado aqui nas
primeiras postagens do blog) e outros dos artistalunos daqueles memoráveis
nonos anos no 4.º Concurso de Poesias do Espaço Cultural São Pedro da Serra, em
Nova Friburgo/RJ, cujo tema era “Árvore”.
E o resultado não poderia ter sido mais fodástico:
conquistei o primeiro lugar na Categoria Adulto e as poetalunas Vanessa
Cristina Silva dos Santos e Mirtes Fernandes Andrade conquistaram, respectivamente,
o terceiro e o primeiríssimo lugar na Categoria 13 a 15 anos (por sinal, até
hoje considero o poema de Mirtes muito mais fodástico que o meu – dá aquela
inveja boa do tipo “queria ter escrito esse poema”).
Cinco anos depois, trago de volta do túnel os dois
fodásticos poemas das duas fodásticas ex-poetalunas – elas já vivem as
atribulações da fase adulta, mas seus poemas vivem a eterna primavera juvenil
da eternidade. Também trago a animação inspirada no poema vencedor de Mirtes
Fernandes, produzida pelo professor-artistamigo Max Vitor Sarzedas.
Que árvores contemplem a possibilidade da vida
eterna assim como os fodásticos poemas de Vanessa Cristina Silva dos Santos e
de Mirtes Fernandes Andrade!
Liberdade
Já lutei comigo mesma
pra dizer que isso é normal,
mas não consigo me acostumar
com tudo que fazem contra mim,
não consigo me acostumar
com os meus galhos cortados
e com a lenha
que retiram de mim
só pra produzirem
uma coisa chamada dinheiro.
Nunca pedi nada demais para eles,
só pedi minha liberdade,
liberdade para crescer,
liberdade para sentir
o sol, a chuva e o vento,
liberdade para sentir
o que as que antes de mim sentiram,
liberdade para viver,
liberdade para ser
o que sou desde que nasci,
liberdade para ser uma
Árvore.
Vanessa Cristina Silva dos Santos, poetaluna do nono
ano da E. M. Nadir Veiga Castanheira em 2010 - 3.º Lugar no 4.º Concurso de
Poesias do Espaço Cultural São Pedro da Serra, em Nova Friburgo/RJ - Categoria:
13 a 15 anos - Tema: Árvore
O nascer de uma árvore
Do broto
Vi nascer
E a árvore
Aparecer.
De sua raiz
Vi surgir
E o tronco
A lhe engolir.
Do tronco
Vi as folhas aparecendo
E seus frutos
Pássaros comendo.
Do fruto,
Uma bela fruta
Que cai despedaçando-se
No chão.
De seu caroço
Um novo broto
Para novamente
Surgir do chão
Aquela, a Árvore Inspiração.
Mirtes Fernandes Andrade, poetaluna do nono ano da
E. M. Nadir Veiga Castanheira em 2010 - 1.º
Lugar no 4.º Concurso de Poesias do Espaço Cultural São Pedro da Serra, em Nova
Friburgo/RJ - Categoria: 13 a 15 anos - Tema: Árvore
Yeah, amigos, o vídeo já começou a brilhar há algum tempo no Youtube e
finalmente chega ao blog Diários de Solidões Coletivas: eis mais um fodástico curta-metragem
do Luz, Câmera..Alcino!, de Teresópolis/RJ, desta vez, retomando o Projeto
Brasil Musical (iniciado em 2012) e faz um clipe à fodástica e vibrante canção
"Eu digo não!", da banda de punk rock/hardcore brasileira (bem ao
gosto do ativistamigo Lucimauro Leite) Inércia, de São Gonçalo/RJ.
O clipe é um pedido antigo do músico-amigo Rafael Almeida, integrante
da banda Inércia e responsável pelo Feira Moderna Zine entre outras tantas
atividades culturais. O roteiro foi, como sempre, feito de imrpoviso entre o
professor-diretor e os artistalunos participantes; optamos por aproveitar a
letra, que fala sobre revoltar-se contra as más condições de trabalho e os
mandos e desmandos do patrão, para relembrar as manifestações legítimas
trabalhistas contra o autoritarismo de alguns patrões e questionar e denunciar
o trabalho infantil em empresas corruptas/quase clandestinas. Acrescentamos
também, no final, um fodástico poema de crítica social "Eu quero
chegar", escrito pela ex-poetaluna Maria Eduarda Ventura, artisticamente
conhecida como Duda Ventura (ela se formou no ano passado, mas continua como
sempre 'causando' no Alcino e mantém o título de ter sido a mais fodástica
filmadora e supervisora artística do Luz,Câmera...Alcino!)
A filmagem, direção e edição do vídeo foram minhas, contando com o
super-talento nato dos artistalunos Ana Gabriela Medeiros, Stallone Oliveira,
Carollany Corrêa, Brendha Fernandes, Richarles Mello, Vânia Camacho e Maiara Charles.
Ainda contamos com o retorno da ala infantil do Luz, Câmera...Alcino! com as
super-atrizes Luana Rodrigues da Silva (a Luana Loira), Vitória Gabrielle,
Eduarda "Duda" e Jaqueline de Souza (as artistalunas das turmas coordenadas
pela orientadora Vanessa Satiro).
Além do clipe, trago também nesta postagem as duas obras inspiradoras
do vídeo: a super-vibrante e crítica letra de música “Eu digo não!”, da banda
Inércia e o fodástico poema social “Eu quero chegar”, da jovem e talentosa poetamiga
Duda Ventura.
Clipe do Luz, Câmera...Alcino! para a canção "Eu digo Não!", da banda Inércia, de São Gonçalo/RJ
Eu Digo Não (Inércia)
Por todas as imposições injustas
Que você acha que eu tenho que acatar
Sem condições justas
Assim não dá, não podemos ficar!
Não! Eu digo não!
A cada ano um aumento na esmola!
Não posso sobreviver com esse mínimo!
Pois tudo aumenta a toda hora!
Como pode sobreviver com sobras?
Não! Eu digo não!
Já estamos cansados de ser mandados!
Suas leis só apoiam o patronato!
E nós, que trabalhamos pra sustentá-los?
Desse jeito, no meu trabalho, sou escravo!
Não! Eu digo não!
Não! Eu digo não!
Eu quero chegar (Duda Ventura)
Eu quero chegar em um lugar e ver mato.
Eu quero chegar em um lugar e ver carteiras assinadas, muito trabalho,
Eu quero chegar em uma comunidade e ver igualdade,
Eu quero chegar em um lugar e me sentir importante.
Eu não quero mais ver desigualdade,
Eu não quero mais ver diferença entre os homens,
Chega de ver mauricinho passando de carro importado,
O mês
de agosto não foi fácil, amigos leitores! Por isso, que nada melhor que, nesses
minutos finais do fatídico mês, retomar o blog e encerrar o mês com um
fodástico poema novo do poetatletamigo Genaldo Lial da Silva, inspirado no tema
“fim de agosto”.
Segundo
o autor, o poema surgiu a partir da declaração amarga do professor-amigo
Fernando de Souza Pires, nosso colega de trabalho, que refletia que até o
chocolate andava sem gosto em agosto.