sexta-feira, 17 de julho de 2015

Sarau Solidões Coletivas Es Loco Por Ti, América: Somos Todos Galeanos e Violetas Parras

Yeah, amigos leitores! Rolou no sábado, dia 04 de julho, o “Sarau Solidões Coletivas Es Loco Por Ti, América”, de volta a Comuna da Quinta das Bicas, de Erli Gabriel e Gilson Gabriel, no Bairro Biquinha (e não Carambita, como erroneamente coloquei no primeiro vídeo do evento), em Valença/RJ! 
O evento contou com apresentações vibrantes e fodásticas, público animado e teve até, no início, um ritual puri coordenado pelo artistativistamigo Lucimauro Leite. 
É sempre bom demais realizar saraus na Comuna da Quinta das Bicas, mas este teve um gosto mais-que-especial, feito em tributo lírico aos mais-que-fodásticos artistas latino-americanos!
Hoje tenho o prazer de postar os 5 vídeos que mostram um pouco  do que rolou no “Sarau Solidões Coletivas Es Loco Por Ti, América” (as memórias e baterias do celular e da câmera foram poucas pra registrarem todo esse grandioso evento).

Vida Longa ao Sarau Solidões Coletivas e Arte Sempre, amigos leitores!











quinta-feira, 16 de julho de 2015

Meus Microcontos de Humor Premiados: Conselho de Classe

Todo amigo professor sabe dessa fatal verdade: em fins de bimestres, podemos escapar da morte, de surtos arrasadores de doenças transmissíveis, podemos escapar de tudo, menos do infalível Conselho de Classe! E foi esse momento infalível na vida profissional de todo professor que inspirou meu microconto de humor (no formato twitter, ou seja, uma narrativa super-curta e fictícia de, no máximo, 140 caracteres), recém-classificado na Coletânea 2015 (com previsão de lançamento entre agosto e setembro desse ano) do 5.º Concurso de Microcontos de Humor de Piracicaba/SP (é a segunda vez que classifico no Concurso – a primeira foi em 2013).
Hoje posto no blog esse recém-classificado microconto de humor, que brinca com o momento mais inevitável daqueles que escolhem a carreira de professor.
Conselhos de Classe, Humor e Arte Sempre, amigos leitores!

Conselho de Classe

- O caso desse menino é preocupante... Ele não desenha nada direito!
- Ok. Qual é o nome do aluno?
- Pablo Picasso.

Pintura de Picasso - Paris, 1923

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Contos roqueiros: Furo de reportagem (ou O sucesso inevitável de Guto Colbin)


Hoje é o Dia Mundial do Rock e o escritor-blogueiro que vos fala (muitas vezes rotulado de ‘poeta roqueiro’) não poderia deixar passar essa data sem gritar um texto destilado de solos de guitarra. Por isso, trago hoje ao blog um conto inédito meu, que possivelmente será lançado em um dos meus próximos livros chamado “Diários de Solidão 2 – Quando a companhia faz ausência”.
O conto que posto hoje é uma narrativa curta e fictícia inspirada em minhas lembranças do estrondoso sucesso do meu ídolo-maior Kurt Cobain e nas minhas leituras de entrevistas que ele concedeu à extinta revista Bizz – uma, memorável (nem tão memorável, pois não me lembro da p... do número da revista), o repórter informa que Cobain tinha recém-saído de mais uma internação por uso de drogas e os dois conversam sobre o recém lançado (e super-fodástico) álbum “In Utero”. Na entrevista, o jornalista pergunta a Kurt sobre a canção “I Hate Myself And I Want To Die” (“Eu me odeio e quero morrer”), que estava presente apenas como faixa bônus em CDs, EPs e CDs singles, ou seja, a faixa não fazia parte do LP “In Utero”. Kurt respondeu ao repórter que ‘aquilo’ foi apenas uma brincadeira dele e o entrevistador não se aprofundou na pergunta – apesar de descrever um Kurt bastante melancólico após sair de mais uma internação – e ficou tudo por isso mesmo. Tempos depois, veio a notícia do suicídio de Kurt Cobain.
Depois disso, passei a ouvir entristecido o LP “In Utero” na casa de meu primo Charles (para minha completa inveja, dos meus amigos, só ele tinha o álbum em LP e, além disso, possuía um toca-discos que ainda tocava – o da minha casa, estava com a agulha ferrada do toca-discos há um tempo), ficava pensando naquela música desconhecida do Nirvana citada pelo repórter, “I Hate Myself And I Want To Die”, e pensando, pensando... Mais tarde, lendo diversas entrevistas de Kurt e finalmente ouvindo a emblemática canção citada, ficava cada vez mais evidente que Kurt Cobain já se preparava para sua “autodis-solução” há algum tempo, todos nós sabíamos e deixamos tudo aquilo rolar, apresentando surpresa com uma profecia constantemente anunciada.
Essa história ficou na minha cabeça por muito tempo, a ideia rockstar de que os bons ídolos morrem cedo, o nosso ar supostamente surpreso e, ao mesmo tempo, cheio de fascinação para a morte de artistas que sabíamos serem extremamente melancólico e declaradamente (e, ao mesmo tempo, fodasticamente) autodestrutivo, a pouca insistência do repórter na questão de uma evidente tragédia declarada... tudo isso ficou rolando na minha cabeça por anos e anos e anos até que me surgiu esse conto, cujo narrador – um repórter sensacionalista e meio cretino, com crise de consciência - acaba fazendo sua confissão de forma atropelada no balcão de um bar ( esse meu estilo foi muito, muito influenciado pela técnica narrativa usada por Rubem Fonseca no conto “Gazela”, de seu primeiro livro “Os prisioneiros” – mas lido por mim antes numa coletânea sobre ‘contos de amor’), ao mesmo tempo que revela seu encanto pelo personagem “recém-autofalecido” rockstar Guto Colbin.
Como um “prisioneiro”, este conto, que batizei de “Furo de reportagem (ou O sucesso inevitável de Guto Colbin)” ficou guardado entre meus arquivos de computador e, finalmente, é revelado ao amigo leitor.
Bom Dia Mundial do Rock e Arte Sempre, amigos leitores!

Furo de reportagem (ou O sucesso inevitável de Guto Colbin)

         Arte é o cacete! O povo quer é sangue, podridão. O que você acha que teve mais visualizações, amigo: as fotos do crânio estourado do Guto Colbin ou o clipe de sua última canção experimental “Meu miolo mole molha os móveis de nossa mansão de mansos vazios”? Te respondo em números, colega: 2 bilhões de visualizações das imagens fúnebres do nosso último rockstar... O clipe? Ah, agora que o gênio já é defunto, passou de 10.000 pra 1 milhão de acessos. Mas a morte continua ganhando, cara, a morte sempre ganha. O título da música era grande demais pra fazer sucesso, o ritmo complicado demais pra virar hit, a letra poética e premonitória demais pra ser compreendida; não era pop, ele nunca foi pop, tô nesse ramo de fazer matéria pra revista de música há bastante tempo e até hoje me impressiono com o sucesso que Guto Colbin fez. Talvez tenha sido seu ar incompreendido, talvez por não nos dizer nada de uma forma tão poética que até o nada fazia sentido, sei lá, queriam um rebelde que morresse cedo e, assim, vendesse mais fácil. Porque o povo quer é sangue, cara. A última canção falava claramente disso, desse vazio, uma morte declarada, um salto no vazio, todo mundo sabia que, depois dela, ele se mataria. Mas deixaram ele morrer... E já viu como ele vende bem mais agora? Ah, cambada de filhas da puta! Deixaram ele morrer... Inclusive eu... É, inclusive eu...
         Já te disse que fui um dos últimos que o entrevistou? Eu perguntei pra ele sobre seu último álbum “Blecaute em mim mesmo”, sobre o clipe, sobre as mudanças de rumo de seu estilo sonoro, sobre sua nova obsessão com a temática da morte. Sabe o que ele fez? Me deu um sorriso triste, o mais triste que você pode imaginar e me disse que era tudo uma brincadeira, “como quando brincamos de apagar a chama da vela sobre a mesa com os dedos molhados sem medo de nos queimarmos”. Sim, foi exatamente essa comparação que ele fez. Pensei: estou diante de um cara prestes a se matar. E o que fiz? Registrei toda a entrevista, linha por linha, até logo, tchau, tenho que levar a matéria pra revisão e o prazo é curto. Sentiu a escrotice? O cara estava prestes a se matar e a minha preocupação era a de que a minha matéria saísse na edição daquele mês, antes que a desgraça acontecesse. É... igual aquele cara que lavou as mãos, esqueci o nome dele; acho que já bebi demais, mas manda mais uma dose, hum, isso, capricha... Onde que eu tava mesmo? Ah, a revisão! O editor só destacou a parte em que o Guto Colbin cita sua décima internação numa clínica pra desintoxicação; o povo quer é isso: saber se o rockstar drogado se transformou num bom menino ou se ele vai voltar a se apresentar com o nariz escorrendo sangue de tanto pó. Se o artista diz que está curado, o povo vai conferir o show, a filmadora ligada, só esperando uma recaída, uma meleca de sangue sair do nariz do cantor e entrar para os vídeos mais acessados da internet. É isso, o povo gosta de sangue e Guto Colbin sangrava bastante no palco; talvez esteja aí a razão de seu imediato e inexplicável sucesso. Ah, e sabe o que aconteceu com a comparação que o Colbain fez? Rá, o revisor cortou, só ficou “Era tudo uma brincadeira”, os adolescentes retardados que leem a porcaria da revista na qual escrevo não teriam capacidade de compreender ou aceitar a poesia trágica de Colbin, preferem agitar a cabeça, seguir o ritmo, escutar sem ler, ouvir sem entender, ah, fazer o quê? Melhor calar minha boca; é dessa droga que tiro meu sustento. É... talvez o revisor também estivesse lavando as suas mãos como eu, sei lá, devo estar viajando, já bebi demais, hey! mas deixa o copo aí, põe mais uma dose, sei que devo estar te enchendo o saco e você, como dono de bar, vai me dizer que não, mas é assim, né, somos todos hipócritas.
Mandaram eu resumir minhas duas laudas sobre o último álbum do Guto Colbin para dez linhas e sobre a internação, que ele quase não quis comentar, tive que aumentar, até inventei um pouco, fazer o quê? Não sou o editor, só sigo ordens. A edição saiu 10 dias antes do Colbin se matar; assassinaram meu texto, espero que ele não tenha lido a matéria, o cara fingia de louco, mas dava pra perceber: ele era sensível pra caralho, letrista foda, compunha muito, Guto Colbin era um daqueles gênios raros do rock... Agora se foi, já era... Espero que ele não tenha lido aquela merda de matéria, senão ele teria mais um estímulo pra se matar, ai, ai... Hey! essa dose veio bem mirrada, amigo, capricha mais na próxima, ora, o preço da bebida já está de matar e você vem de mesquinharia comigo que sou cliente antigo? Quer que eu vá embora, acha que bebi demais, é? Não vai responder, só fazendo seu trabalho, né? Pois saiba que não vou sair, tô muito bem ainda, tá me entendendo? Estamos todos fazendo nosso trabalho; somos todos hipócritas. Minha inspiração na última entrevista com Guto Colbin não valeu de nada pro editor daquela porra de revista na época! Agora que o cara está morto, é sorrisinho do chefe e edição especial com a matéria na íntegra! Anos fazendo faculdade de jornalismo pra bancar o vampiro de rockstars numa revistinha de bosta. Mudar o mundo é o cacete! Revolucionar a escrita jornalística, rá!... O povo quer é desgraça, aqueles jornais que a gente espreme e parece que sai sangue de suas páginas, saca? É isso aí, camarada, somos todos vampiros. Aí, isso! Agora sim, uma dose caprichada, gostei de ver, esse é o Benedito que eu conheço, por isso que eu bebo sempre aqui, você sabe servir bem um cliente fiel!
         É... O Colbin era um daqueles músicos raros, sabe, tô nesse ramo de fazer matéria pra revista de música há bastante tempo pra saber quando uma estrela brilha de verdade. E há muito tempo um cara não brilhava tanto como Guto Colbin. Fiz umas dez entrevistas com ele, sabe? É... A gente força uma intimidade com os artistas pra tirar uma confissão e, quem sabe, se der sorte e for competente, conseguir alguma declaração polêmica. Mas o Colbin era foda, tinha aquele jeito dissimulado e melancólico, sabe, de quem engana descaradamente e que parece sempre estar jogando contigo assim como jogamos com ele. Das polêmicas que tirei dele, metade eu forjei, distorci, fazer o quê? O cara não se abria, respondia a tudo com evasivas poéticas e nenhum leitor quer ler poesia, saca? Tem muita gente brilhosa na música, amigo, mas o Guto Colbin era brilhante e me fazia parecer um cretino. Não, ele nunca foi grosseiro comigo não, irônico talvez... Filho da puta! Colbin era um artista do caralho e podíamos falar sobre tanta coisa, suas inspirações, aspirações, transpirações, mas o editor queria que eu registrasse mais as pirações dele... Agora me diz: como retirar confissões de um louco lúcido? Inventei muito do Guto Colbin que vi e ouvi; era meu trabalho, porra de trabalho cretino!
Posso te confessar uma coisa, Benedito? Nunca me esqueço daquele sorriso triste que ele me deu naquela última entrevista; às vezes, fico horas com aquela imagem na minha cabeça. Talvez ele precisasse apenas de um gesto amigo, sei lá, tipo “não faça isso”... Não... Soaria artificial; ele parecia saber que tudo estava perdido e parecia prever que eu simplesmente faria o meu papel de jornalista; Guto Colbin sabia me fazer parecer um cretino... Sim... Acho que fui mesmo... Todos fomos cúmplices de um suicídio induzido, amigo. Sim, era inevitável; o Guto Colbin sabia perfeitamente disso... Putz! Já é bem tarde, né? Só nós dois aqui, puxa... O tempo passou tão rápido, né? Você deve estar morto de cansaço, hein, Benedito? Não vou te segurar mais, amigo, encerra minha conta, vê quanto deu e pode ir fechando o bar. Já estou saindo...




  

sábado, 11 de julho de 2015

Um rock poema punk hardcore: Salmos Ferozes para "Same Old Story", de Pennywise

Há algum tempo que eu não fazia meus rock poemas, minhas subversões poéticas com canções de rock. A homenageada (ou vítima?) dessa vez foi a banda de punk rock californiano/hardcore punk norte-americana Pennywise: escolhi a vigorosa canção “Same Old Story” e, como sempre, alterei quase completamente o conteúdo da letra original, me deixando guiar apenas no ritmo da canção e transferindo à melodia um poema que refletisse sobre um fato da atualidade brasileira (no caso, uma crítica aos “religiosos” que, através de “Ministérios de Amor” [como no livro “1984”, de George Orwell], pregam o ódio e a violência aos que não seguem as suas deturpações da Bíblia).
Em tempo: a escolha da canção “Same Old Story”, da banda Pennywise, não foi à toa – hoje à noite, encerrando o evento “Rock na Garagem”, organizado pelo Feira Moderna Zine, que rolará a partir das 17h no Metallica Pub (Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ), a banda True North fará um tributo à banda Pennywise, e, como eu participarei também do evento (e, no ano passado, fiz uma participação especial no show que a banda citada fez em tributo ao Bad Religion), resolvi repetir a dose e fazer essa nem tão singela, mas sincera homenagem.
Com vocês, os “salmos ferozes” que criei na melodia de “Same Old Story”, de Pennywise:

Salmos ferozes

Eles pecam e traem
Dizem que leem sagrados livros
Cultivam ódio em olhos inocentes
Querem vê-lo ajoelhado enquanto ficam de pé
Eles lhe oferecem caros lotes
Para um alucinado além
Eles levam a sua lucidez
Em nome de um Jesus louco que só eles têm

Eles lhe cospem demônios nos salmos
Eles cospem demônios nos salmos ferozes
Eles lhe cospem demônios nos salmos
São destrutivos e parasitas como cupins
Eles lhe cospem demônios nos salmos
Eles cospem demônios nos salmos ferozes
Eles lhe cospem demônios nos salmos
São rudes, verdadeiros bichos ruins

Dê-me a sua outra face e largue essa pedra
Faça como o autêntico Jesus
E peça paz pra todo mundo ao invés de guerra
Eles agora aliciam jovens
Para o alucinado além
Querem acabar com toda lucidez
Querem que a bíblia da fúria vire lei

Eles lhe cospem demônios nos salmos
Eles cospem demônios nos salmos ferozes
Eles lhe cospem demônios nos salmos
São destrutivos e parasitas como cupins
Eles lhe cospem demônios nos salmos
Eles cospem demônios nos salmos ferozes
Eles lhe cospem demônios nos salmos
São rudes, verdadeiros bichos ruins

(Cupins, ruins)
Eles forçam as portas da sua casa como bem entendem
(Cupins, ruins)
Escolhem a melhor hora pra chamá-los de irmão e irmãs
(Cupins, ruins)
Levam sua família para com eles almoçarem
(Cupins, ruins)
Mostram de sobremesa que a fé no ódio leva ao novo céu
(Cupins, ruins)
Então apresentam a loja deles e os seus estoques
(Cupins, ruins)
As delícias capitalistas de seus preconceituosos améns

Eles lhe cospem demônios nos salmos
Eles cospem demônios nos salmos ferozes
Eles lhe cospem demônios nos salmos
São destrutivos e parasitas como cupins
Eles lhe cospem demônios nos salmos
Eles cospem demônios nos salmos ferozes
Eles lhe cospem demônios nos salmos
São rudes, verdadeiros bichos ruins




segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ode Melancólica para o Desfile Cívico Popular de 2015 na ferida (mas ainda linda e viva) Teresópolis (ao vivo)

Hoje trago o vídeo com a apresentação do poema, postado ontem aqui no blog, "Ode Melancólica para o Desfile Cívico Popular de 2015 na ferida (mas ainda linda e viva) Teresópolis" que foi declamado hoje de manhã, em frente à Prefeitura, no dia de aniversário de 124 anos de Teresópolis, durante o Desfile Cívico Popular realizado pelos servidores públicos e por outros representantes de diversos movimentos artísticos, sociais e populares, em protesto ao desgoverno municipal pelo qual a cidade sofridamente passa.











domingo, 5 de julho de 2015

Ode Melancólica para o Desfile Cívico Popular de 2015 na ferida (mas ainda linda e viva) Teresópolis


Amigos leitores, Teresópolis/RJ, a cidade serrana na qual trabalho e resido, a cada dia sofre novos golpes devido ao desgoverno municipal atual, até nos momentos que deveriam ser os mais célebres para o município. O mais recente golpe foi o cancelamento do habitual Desfile Cívico no aniversário de 124 anos de fundação da cidade (o omisso desgoverno do [des]Prefeito Arlei Rosa conseguiu acabar com mais um evento tradicional do município, culpando a crise que a própria [des]administração atual proporcionou). Mas, por amor a Teresópolis, nós, o povo, incentivado pelos movimentos de servidores públicos municipais, estamos nos organizando para realizarmos, em tom de protesto, o tradicional Desfile Cívico que o atual desgoverno municipal foi incapaz de fazer. O Desfile acontecerá amanhã, dia 06 de julho, às 10h, partindo do Parque Regadas até a Prefeitura. Vamos, amigos, todos juntos desfilar em protesto ao atual quadro crítico político de Teresópolis e por amor à (outrora) “mais formosa das cidades do Brasil”.
O poema, inspirado no hino e na História (antiga e atual) da cidade serrana, que posto hoje é uma homenagem a essa fodástica iniciativa popular e aos 124 anos de fundação de Teresópolis, nosso formoso abrigo, ferido pela incompetência dos políticos da cidade, mas ainda nosso abrigo, cidade serrana belíssima ainda que ferida, que jamais deixaremos de defender.   

Ode Melancólica para o Desfile Cívico Popular de 2015 na ferida (mas ainda linda e viva) Teresópolis

Teresópolis, mãe de guerreiros timbiras e temiminós,
já abrigaste em teus seios o corpo ferido dos escravos fugidos,
já deste eco à voz do povo oprimido e hoje abrigas novamente
o grito sufocado em cada um de nós.
Povoaste o longo caminho entre a Corte e a Província das Gerais
com a fazenda-modelo do incansável George March,
encantaste o Brasil ainda menino das famílias imperiais
e hoje, com uma prefeitura em desatino, procuras novos destinos
em nossa marcha revoltada pelas tuas feridas belezas naturais.
Outrora berço da paz e da harmonia, hoje sofres com desgovernos sucessivos
que violentam teu sorriso antigo, abrigo de grandes festivais.
Vítima de Arleis Napoleônicos, vereadores cúmplices incompetentes e de sindicatos patronais,
a luz e amor no meigo perfume de tuas flores agora só sobrevivem em teu hino,
cada vez mais esquecido pelo enriquecimento ilícito e pela falta de lisura
de teus filhos mais omissos; oh, Teresópolis, perdes o ar puro e a textura,
perdes o brilho e a cor nas manobras venenosas e obscuras de monstros sem pudor.
Donos de cruéis zoológicos e de ganâncias colossais,
eles pisam sem carinho em teus verdes campos em flor;
és paraíso profanado pelas pragas da corrupção e da falta de amor,
oh, Teresópolis, hoje desfilamos, choramos e nos revoltamos com a tua dor;
nós, os bichos rebeldes que fugiram das jaulas do teu porco opressor,
nós, os seres famintos pela ressurreição de todo teu esplendor,
nós, todos órfãos e viúvos pela falta de hospitais,
nós, todos desabrigados pela carência de um novo lar;
oh, Teresópolis, hoje desfilamos, choramos e nos revoltamos em tua avenida destruída,
pois queremos trazer-te de volta à vida, oh, beldade serrana infinita,
cobertos por um lindo céu de anil, hoje fazemos nosso desfile civil
pra resgatar a ti, Teresópolis, a mais formosa das cidades do Brasil! 

sábado, 4 de julho de 2015

Solidões Compartilhadas: As lutas da vida e os dias frios no olhar lírico de Rosangela Carvalho

Hoje trago ao blog também dois mais-que-fodásticos poemas curtos da artistamiga voltarredondense Rosangela Carvalho – o primeiro é uma quadra (é, poetamigo Genaldo, eis aí outra maravilhosa autora de quadras rs) sem título super-indicado para ler nesses tempos de rigoroso inverno; o segundo é uma reflexão lírica sobre as lutas nossas de cada dia, pensamento poético válido para todo guerreiro da vida.
Em tempo: os dois poemas serão lidos hoje, sábado, dia 04/07, a partir das 19h, no Sarau Solidões Coletivas de volta à Comuna da Quinta das Bicas (quintal da casa do Gilson Gabriel), Rua Edson Giesta, 50, casa 2 (Perto do o Mercadinho Francisquinha), Biquinha, Valença/RJ, com o tema “SARAU SOLIDÕES COLETIVAS ES LOCO POR TI, AMÉRICA! - SOMOS TODOS NERUDA, VALLEJO, BORGES, CORTÁZAR, MÁRQUEZ, GUILLÉN E GALEANOS, em TRIBUTO LÍRICO AOS FODÁSTICOS ESCRITORES HISPANO-AMERICANOS.
Além disso, Rosangela Carvalho, assim como eu, concorremos juntamente com outros 7 fodásticos poetas às 3 vagas na finalíssima do Prêmio Olho Vivo 2015 – Categoria Poeta (no ano passado tanto ela quanto eu nos classificamos e realizamos um breve sarau no evento – o vídeo pode ser encontrado em postagens anteriores aqui no blog), organizado pelo fabuloso jornalista Cláudio Alcântara e sua talentosa equipe. Tanto Rosangela Carvalho quanto eu contamos com o voto de vocês para classificarmos pelo segundo ano consecutivo no Prêmio Olho Vivo (o link para votação pode ser acessado dando um clique na foto “Prêmio Olho Vivo” na lateral direita do blog).
Pensemos liricamente nas lutas da vida e respiremos a beleza poética de um dia frio com a fodástica poetamiga Rosangela Carvalho!


Um dia frio...vento gelado..
Tempo parado, estagnado...
Vida em suspenso numa estação,
esperando o apito do coração...



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Pensando aqui nas lutas da vida...
São tantas e tão variadas...
Algumas a gente vence,
outras não...
Mas todas aquelas,
que a gente luta com o coração,
mesmo "aparentemente" perdendo,
nunca serão em vão...


Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...