terça-feira, 10 de novembro de 2015

Solidões Compartilhadas: A mente sonhadora de Danilo Oliveira

Às vezes os dias são cinzas, nublados, às vezes não, mas independente do tempo – seja dia, seja noite, quando tudo parece turvado ou quando (in)surge o inesperado – o sol da poesia sempre aquece nossos corações. Há poucos dias atrás, tive a oportunidade de ver este sol lírico retornar nos versos do jovem e talentoso escritor teresopolitano Danilo Oliveira, ex-poetaluno e agora eterno poetamigo.
Danilo é daqueles que veem a vida como um desafio e, por isso, a encara com todas as suas forças. Sua ressurreição poética veio num poema breve, de quatro versos, mas de imenso lirismo, e, claro, o professor-poeta-pateta-blogueiro que vos fala não poderia deixar de destacar esse retorno de Danilo à poesia, por isso hoje compartilho sua quadra, rica em metáfora ousada e com um lirismo intenso, desafiador e sublimamente incomum.
Além da quadra recentemente escrita por Danilo, trago e relembro um outro texto, uma prosa poética que ele escreveu em parceria com Antonio Medeiros, de 2013, época em que os autores eram meus artistalunos no 9.º Ano A da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva.
Acompanhemos a mente autenticamente sonhadora de Danilo Oliveira, amigos leitores, e aprendamos com o seu eu lírico a nunca desistirmos de nossos planos.

A mente sonhadora
É a mente de um vilão:
Mesmo sendo escravo da maldade,
Nunca desiste dos seus planos.
(Danilo Oliveira)



Tudo o que vejo e tudo que quero

Ali na beirada daquele precipício observo de tudo
E tudo passa pela cabeça.
Imagino tudo como seria e como foi
As montanhas calmas e a BR irritada...

Vejo pessoas pra lá e pra cá
Algumas com destino e outras não.

A brisa fria e o sol quente resultam em uma combinação única;
Tudo seria maravilhoso se estivéssemos com a pessoa amada.

O verde atrai meus olhos, mas o rosto dela é mais bonito.

Quem nunca se pegou imaginando a pessoa amada com você ali só observando a paisagem ou olhando um para o outro?

É assim que eu vejo o meu tudo
Não preciso ter tudo, basta ter o que gosto
E o que gosto é da companhia dela e de tranquilidade...

(Danilo Oliveira e Antonio Medeiros – Poema de destaque na Descrição Poética da Natureza)


sábado, 7 de novembro de 2015

Solidões Musicais Compartilhadas: Viajando nos Campos de Bromélias de Jorran Souza

Hoje, neste dia chuvoso, tenho o prazer de compartilhar minhas solidões poéticas com a belíssima canção “Campos de bromélias”, do mais-que-fodástico músico-amigo Jorran Souza.
A canção traz algo entre as últimas fases da Legião Urbana com traços das canções da década de 2000 da banda Catedral (essa impressão é forte também, talvez, pelo fato de o timbre de voz de Jorran parecer muito com o de Renato Russo e de Kim), com o tema “sonhos”. O eu lírico da canção caminha pelos diversos caminhos do sonho (entre eles, os “campos de bromélias” que dão título à maravilhosa canção), vai do universo mais abstrato, ao mais concreto coletivo (“[...] rumo ao destino/Do humilde cidadão”), alcançando os sonhos de um(a) próximo(a) até chegar ao fim da jornada (onde os sonhos se perdem). A letra da canção nos leva a uma jornada lírica fodástica e suavemente melancólica e fixa a palavra “sonhos” em nossos corações e ouvidos (ao fim da canção, estamos em campos de bromélias buscando sonhos perdidos).
Abaixo, trago a letra da música “Campos de bromélias”, o clipe da canção, ‘roubartilhada’ do canal oficial de Jorran no youtube pros amigos leitores poderem ouvir e curtir a fodástica canção e, de bônus, trago um outro vídeo que traz trechos de um show de Jorran e Helair no Will Bar, gravado por mim e por Juliana Guida Maia, pra que todos possamos curtir um pouco mais da arte sublime desse fodástico artistamigo.
Viajemos apaixonadamente pelos “Campos de bromélias” de Jorran Souza, amigos leitores, e façamos como o eu lírico dele: que encontremos nesses campos todos nossos sonhos perdidos e não os deixemos mais sozinhos assim.
Sonhos Vivos e Arte Sempre, amigos leitores!

Campos de bromélias

Sonhos vêm e vão
Se perdem entre os lençóis
E vagam pelo chão
Sem rumo ou direção

Se espalham pela mata
Voam pelos ares
Se perdem na floresta
Nos campos de Bromélias

Afastam todo o mal
Suas cores sem igual
Nos lembram o verão
Vivemos cada estação

Adapta a condição
Desfavorável da nação
E rumo ao destino
Do humilde cidadão

Encontrei
Teus sonhos perdidos aqui
Não os deixes sozinhos assim
Longe de ti
Longe de ti

Encontrei
Teus sonhos perdidos aqui
Não os deixes sozinhos assim
Longe de ti
Longe de ti

Sonhos são alimentados de esperança
Sonhos são feito uma criança
Sonhos rumam a uma direção
E se perdem no caminho do coração

Em algum lugar ele ficou
Quando a alma se magoou



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Luz, Câmera...Alcino! apresenta No Mesmo Lugar, de Biquíni Cavadão

Yeah, amigos leitores, "No mesmo lugar", nome de uma fodástica canção do álbum "Me leve sem destino", do Biquíni Cavadão e também do mais novo clipe do Luz, Câmera...Alcino!, em homenagem aos 30 anos da banda inspiradora, que já circulava pela web há quase uma semana, finalmente chega ao blog!
Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, região rural de Teresópolis/RJ - A equipe do Luz, Câmera...Alcino Teresópolis, aproveita uma pausa nos ensaios da peça "Mamãe Luz e Papai Mundo precisam reatar" (a ser apresentada no dia 05 de novembro na escola) para realizar mais um vídeo da série "Brasil Musical", projeto que está no quarto ano de produção. E, desta vez, resolvemos fazer um clipe-conto para a canção "No mesmo lugar", da banda de pop rock Biquíni Cavadão, do Rio de Janeiro/RJ.
Baseado nas ilusões e dificuldades do protagonista (que representa o eu lírico da fodástica canção composta pela mais-que-fodástica banda de pop rock nacional) lidar com tempo/espaço/realidade/sonho, o curta musical contou com roteiro de autoria coletiva, direção minha e elenco composto por Stallone Oliveira, Brendha Fernandes, Ana Gabriela Medeiros, Daiana Vieira, João Paulo de João Paulo De Oliveira Costa e Vânia Camacho (o mesmo elenco da peça "Mamãe Luz e Papai Mundo precisam reatar", com a ausência apenas de Geovania Rodrigues, que precisou faltar ao ensaio do dia da gravação).
Além de marcar o retorno às gravações de curta-metragens, o Luz, Câmera...Alcino! aproveitou a canção inspiradora para homenagear liricamente os 30 anos de sucesso da banda Biquíni Cavadão (lembrando que o projeto "Brasil Musical" iniciou em 2012 com a canção "Perdendo vida", da banda Uns e Outros, e a música tinha participação especial de Bruno Gouvêia, vocalista da banda Biquíni Cavadão).

Há alguns dias, o clipe foi aprovado por muitos, inclusive pela própria banda inspiradora e finalmente chega aqui ao blog. Juntamente, com a nossa versão, deixo o clipe original do show do Biquíni Cavadão. Boa ‘vídeo-leitura’ e Arte Sempre!




segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Eternizando Mortos; Ao Cadáver, o poema de Stéphanie Rachid Dias Proviett Cury

Hoje, no Dia dos Finados, tenho o prazer incomensurável de compartilhar minhas solidões poéticas com o fodástico poema de Stéphanie Rachid Dias Proviett Cury, recém-formada em Medicina (já avisando que exercerá a função com vibração e trazendo um lirismo único) e filha da mais-que-fodástica escritoramiga Gilda Maria Rachid Dias (filha de poetamiga fodástica, fodástica poeta também é).
Reflitamos sobre o lírico cadáver, exposto pelo bisturi poético de  Stéphanie Rachid Dias Proviett Cury.

Ao Cadáver

Ao curvar com a lâmina de seu bisturi sobre o cadáver desconhecido, lembrar que esse corpo viveu.
Seu nome não sabemos, mas o destino deu-lhe o poder e a grandeza de servir à humanidade que por ele passou indiferente.
Você que teve o seu corpo perturbado em seu repouso profundo pelas nossas mãos ávidas de saber, o nosso mais profundo respeito e agradecimento.

( Escrito por Stéphanie Rachid Dias Proviett Cury)


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Solidões Compartilhadas In memoriam: Tua partida, de Dézio Botelho

Há alguns meses atrás, o aluno Charles Botelho, do 7.º Ano da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, da região rural de Teresópolis/RJ, me procurou numa tarde em que eu me encontrava na escola, produzindo os vídeos do Luz, Câmera...Alcino! Sabendo, por intermédio da bibliotecária Emidiã Fernandes, que eu era poeta com livros publicados e administrador de um blog, Charles me entregou um dos poemas escritos por seu pai Dézio Botelho – um poema fodasticamente maravilhoso por sinal.
Queria parabenizar o autor de tal obra-prima, mas Charles, logo depois, me contou que seu pai havia falecido há um tempo, mas que deixara um extenso acervo de poemas de sua autoria, até o momento completamente desconhecidos pelo público. Sabendo disso, ofereci o espaço do blog para a publicação e divulgação de alguns desses fodásticos poemas do já eterno Dézio Botelho. Hoje trago o poema “Tua partida”, com o qual Charles primeiramente presenteou meus olhos com o lirismo fascinante de seu pai Dézio Botelho.
Que o silêncio mortal da partida de Dézio Botelho se transforme agora em silêncio de apreciação, desejo de eternidade para as obras líricas do pai de Charles Botelho.

Tua partida
(Dézio Botelho)

Depois que tu partiste
Tudo pra mim mudou,
Até meu sorriso lindo
Deixou de ter amor.

A roupa que eu vestia
Com o tempo  desbotou,
Talvez tenha sido saudades
De tudo que passou.

Meus calçados me machucam,
Parecem que querem vingar-se
Pois pensam que sou culpado
De nós dois nos separarmos.

Meus cabelos que eram negros,
Como a noite sem luar,
De repente ficaram brancos
Como se estivessem a nevar.

Meus olhos que eram verdes,
Castanhos passaram a ficar
E olham sempre pro caminho
Pensando que tu vais voltar.

Agora só tenho tristezas
E vontade de odiar,
Vontade de te esquecer
Para nunca mais te amar.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Metacanto Premiado: O meu Moinho Poético

Yeah, amigos, como eu dissera no facebook, há alguns dias atrás, as novidades não param!!! Meu poema “Moinho poético”, que foi finalista no III Concurso UPPES de Poesias em outubro de 2004 e publicado em meu quinto livro “Eu & Outras Províncias – Progressos e Regressos” (2008), 11 anos depois, volta a brilhar num concurso literário e conquista a honra de conquistar o Destaque Especial no Concurso Metacantos 2015 (voltado a metapoemas – poemas que falam do fazer poético), da Editora LiteraCidade, ganhando como premiação a publicação em uma antologia.
Mais uma vez, consegui destacar um filho-poema meu e levar o nome de nossa querida Princesinha da Serra, Valença/RJ, para mais um concurso literário!
Como não tenho como fornecer exemplares a todos os amigos leitores posto hoje o premiado poema no blog para degustação/crítica dos amigos leitores.
Bom Fodástico Dia e Arte Sempre!

Moinho poético

No moinho dos sonhos reais,
A vida é transformada.

Palavras que escapam,
Sobreviventes da angústia e do prazer,
Cortam as folhas do caderno do mundo.

A pena rebelde tinge de sangue a acomodação.

O pulso versificado,
O coração em estrofes,
Vozes silenciosamente flutuantes,
Pensamentos altos que se abaixam aos nossos olhos,
Razão e sensibilidade que dançam num ritmo incomum.

            É o bom silêncio,
            É a parede que tem ouvidos,
            São os versos,
            Estão em mim.

                     A realidade é uma invenção do homem.
                     A poesia é a realização de um deus.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Solidões Compartilhadas: Venha, o poema-convite de Ana Paula Furtado

Nada melhor que retomar o blog com uma talentosa e fodástica poetamiga estreante nas solidões compartilhadas. Ela faz aniversário em setembro, antecipando primaveras lírica, é professora e pedagoga e traz consigo uma poética única e intensa; há tempos pedia-lhe um poema de sua autoria para o blog e, há cerca de um mês atrás, ela finalmente me enviou e brindou meus olhos leitores com um maravilhoso poema seu. Seu nome é Ana Paula Furtado, poetamiga de Valença/RJ, e, no poema de sua autoria com o qual estréio minhas solidões compartilhadas com essa fantástica artistamiga, o seu eu lírico nos convida pra que não percamos tempo e sigamos, com ela, o caminho do amor.
Vamos, amigos leitores, acompanhar o fodástico poema de Ana Paula Furtado pelas trilhas do amor sem medo, sem pudor!

Venha (Ana Paula Furtado)

Pensar em você
É o mesmo que me perder em mim
Buscar no fundo do meu ser
Tudo o que pertence a você

Sei que o tempo vai passar
E você irá do nosso amor lembrar
Correr para junto de mim
Tentando aplacar, enfim
A dor de estar longe de tudo
Inclusive do meu mundo

Venha!!! Não perca um só minuto
Mesmo que tudo pareça confuso
Eu quero ter você
Até o amanhecer

Viver para amar
Sem ao menos analisar
Onde nós iremos parar
Qual é a graça desta da vida pertencer
Se não posso ousar ter você?

Venha!!! Mais uma vez,eu lhe peço
Desejo lhe repetir, eu não nego
Esquecer o que há lá fora
Venha!!! Vamos embora...


Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...