Talvez a adolescência seja um receptáculo das dores de amor:
é a fase em que desejamos o outro com mais intensidade e, consequentemente,
também é o período em que mais nos decepcionamos com o outro e, em troca de
nossas paixões febris, recebemos doses e doses de rejeições e frustrações.
Mas, como diria Renato Russo na canção “Metal contra as
nuvens”, “Mas tudo passa, tudo passará...” Se as dores de amor são mais intensas
na adolescência, a nossa escrita também é. E não há melhor remédio para
descarregar dores de amor que a arte escrita; eternizar a dor também significa
transferi-la pro papel, cicatrizá-la em nosso corpo e eternizá-la nos olhos de
quem às vezes nos ignorava.
Baseado nisso, numa certa tarde em que vi Laís Rodrigues
Martins sofrendo por um amores frustrado, aconselhei que ela escrevesse pra
aliviar seu jovem coração. O resultado está aí embaixo; hoje compartilho com os
amigos leitores o poema da jovem e fodástica poetaluna Laís Rodrigues Martins, do 7.º Ano da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ. Uma obra poética nascida da
paixão e da dor, em busca da cura na eternidade da escrita.
Se é pra sofrermos por amores perdidos, amigos leitores, que
soframos então com estilo.
Como poderia dizer?
São suas maluquices que me fazem delirar,
É só ver você que começo a flutuar.
Quando me aproximo de você começo a imaginar
Você e eu – até parece combinar.
Queria uma chance, uma oportunidade,
Mas... como poderia dizer?
O que eu posso fazer?
Adoraria desabafar com você,
Mas sei que seria impossível...
Só eu sei como é chato
Amar sem ser amado...
Nem sei o que falar...
Do nada deu branco.
Gosto muito de você...
Mas você sabe como ser cruel e franco...
Desde que você foi embora,
Minha vida deu mil reviravoltas!
Me abraça de novo, me dá outro beijo!
É tão gostoso ficar perto de você...
Mas... como poderia dizer?
Tudo bem, então vou dizer:
Eu amo você!!!
Ai...eu não posso dizer que passei por isso,pois não passei...rs mas é bom ver um desabafo de angustia amorosa!!!Faz bem colocar no papel...
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