sábado, 18 de junho de 2016

Temperando com orégano o Arraiá das Letras do GREBAL: Curtindo e participando do Sarau do Grêmio Barramansense de Letras

Hoje finalmente trago ao blog o vídeo com alguns dos vários fodásticos momentos do “Arraiá das Letras”, Grêmio Barramansense de Letras (GREBAL), em Barra Mansa/RJ, no sábado, dia 11/06/2016.  Foi um momento inesquecível em minha trajetória literária – super-hiper-mega-marcante-e-importante na “Nada Tour com Orégano – Jornada Literária de Lançamento e Apresentação de meu nono livro ‘O nada temperado com orégano’”.
Aconteceu na Sede do Grêmio Barramansense de Letras (GREBAL), em Barra Mansa/RJ, no sábado, dia 11/06/2016, o tradicional e mais-que-fodástico Sarau Literário Musical do Grebal, organizado pelos superartistamigos Vera Regina Marins, Eliana Neri e Rozan Silva. Depois de tanto tempo sem participar deste formidável evento, nesta edição de junho, dedicada aos festejos juninos, ao Dia dos Namorados e ao Dia da Língua Portuguesa, eu, representando o Sarau Solidões Coletivas, de Valença/RJ, tive a oportunidade de apresentar meus livros mais antigos e o meu nono e mais recente, "O nada temperado com orégano" (que teve um dos poemas deste livro mais recente lido por uma das divartistamigas grebalistas), além de curtir super-fodásticas apresentações! O vídeo traz minhas duas participações no evento (as declamações dos poemas "Saudade dá Bandeira", do meu quarto livro "O último adeus [ou O primeiro pra sempre]" [2004] e "Amor fora de si", do meu sétimo livro "Bebendo Beatles & Silêncios" [2013], que eu dediquei a minha divartista-namorada-eterna-musa Juliana Guida Maia) o meu poema "Inverno Íntimo" (do meu nono livro "O nada temperado com orégano" [2016]), apresentado pela divartistamiga do Grebal, fragmentos das apresentações musicais de Abrahão Lincoln Graciosa Machado, Rozan Silva e Menulfo e a poetamiga Raquel Leal declamando poema de sua autoria.
É bom demais estar de volta ao Sarau do Grebal (sentia uma falta danada de participar deste mais-que-fodástico evento). Mais uma vez, guardo neste vídeo e na memória, momentos inesquecíveis de música, dança, artes plásticas e poesia na sede do Grebal.

Vida Longa ao Sarau do Grebal e que eu possa participar sempre que possível das mais-que-fodásticas edições deste hiper-mega-maravilhoso evento!




sexta-feira, 10 de junho de 2016

Para temperar o amanhã, eu me recordo de ontem: Sarau Solidões Coletivas Temperadas Com Orégano Na Fliva 2016


Cá estou eu, amigos leitores, me preparando para amanhã, às 10h, lançar o meu nono livro “O nada temperado com orégano (Receitas Poéticas para um país sem poesia e com crise na receita)” na Feira do Livro de Resende/RJ, e no Sarau Literário Musical do Grebal, das 17h às 19h, na sede do Grebal (Rua Argemiro de Paula Coutinho, 44 - Centro ) em Barra Mansa/RJ. E enquanto tais momentos não chegam, relembro o evento mais fodástico envolvendo meu novo livro: o inesquecível Sarau Solidões Coletivas com Orégano, em homenagem ao lançamento do meu nono livro “O nada temperado com orégano (Receitas poéticas para um país sem poesia e com crise na receita)” na Feira do Livro de Valença/RJ (Fliva), evento cultural fodasticamente idealizado, organizado e competentemente realizado todo ano na Princesinha da Serra pelo editor-designer-ativistamigo Leonardo Pançardes.
No domingo, dia 05 de junho de 2016, no Hardim de Cima, em Valença/RJ, os artistamigos e eu realizamos o "Sarau Solidões Coletivas com Orégano", evento em homenagem ao lançamento de meu nono livro "O nada temperado com orégano (Receitas poéticas para um país sem poesia e com crise na receita)", durante a IV Feira do Livro do Livro de Valença/RJ (Fliva).
O sarau contou com as participações mais-que-especiais do Mestre-Poetamigo Alexandre Fonseca/Lisérgio Virabossa, discípulo maior de Shiva, apresentando o livro para o público leitor; Luana Cavalera, Mestre Gilson Gabriel, Patricia Correa e eu apresentando poemas do meu novo livro; Wagner Monteiro (Ryu) apresentando um feroz e fodástico poema inédito dele; exposição de pinturas e desenhos da Oficina de Artes Iluminação, liderada pelo artistamigo Denis Pereira; apresentações musicais com canções próprias de Zé Ricardo Maia (interpretando composição independente e consagrada do falecido, porém eterno músico-amigo Adriano Gonçalves), Gabriel Carvalho com sua nova (mas antiga, para os fãs que o acompanha) "My girl" e a fodástica banda L.O.L. (Legend of Losers), formada por Jorran Souza e Thiago Haru, com as composições "Cavaleiro Urbano" e "Bocas Caladas".

O evento contou com com um público imenso e vibrante (agradecimentos especiais ao público que aguardava a peça teatral do Amor e Arte, dirigido pelo artistamigo Carlos Eduardo Cadu, e aproveitou pra curtir o sarau e a todos aqueles que sempre acompanharam-nos nestas inebriantes loucuras líricas) e foi dedicado ao meu novo livro, à musa-bibliotecáriamiga Marcia Cristina, que atualmente empresta seu brilho profissional à biblioteca municipal de Conservatória e que, nos tempos em que estava à frente da Biblioteca Municipal Dom Pedro II, no Centro de Valença, sempre deu a maior força lírica ao Sarau Solidões Coletivas - em breve, ela estará de volta, pois cargos comissionados misteriosamenhte contemplados partem, mas os apoiadores fodásticos da arte, como ela é, sempre permanecem -, e aos personagens dos quadrinhos Wood & Stock, conhecidos por popularizarem o fumo de orégano nas tiras em quadrinhos desenhadas pelo artista-mestre Angeli.
Na postagem de hoje, trago o vídeo desse inesquecível momento, gravado pelo irmão-artistamigo Rafael Silva Barbosa, e o mais-que-fodástico texto de apresentação do livro “O nada temperado com orégano (Receitas Poéticas para um país sem poesia e com crise na receita)”, escrito pelo Mestre-artistamigo Alexandre Fonseca!
Deixo aos amigos leitores tal postagem e vou descansar, amigos, pois vários outros fodásticos momentos hão de vir, amigos (mas, o primeiro, o lançamento do livro na Fliva, ah, esse a gente jamais vai esquecer!).

Sarau Solidões Coletivas Temperadas com Orégano – in vídeo



Apresentação do Mestre-artistamigo Alexandre Fonseca para “O nada temperado com orégano (Receitas Poéticas para um país sem poesia e com crise na receita)”:

Cá estou mais uma vez desfrutando a honra de apresentar Carlos Brunno, desde sempre um dos maiores artistas de nossa terra, em seu mais recente trabalho.
Desta vez, o poeta declama o NADA.
Eu, sem nada a dizer, busquei inspiração nas recorrentes citações bíblicas de outro grande poeta revolucionário valenciano, Mr. Gilson “The Baker” Gabriel, e fui ao Gênesis, o primeiro livro da Bíblia.
Está lá: “No princípio criou Deus o céu e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo”. Portanto, NADA havia além de trevas.
E disse Deus: “haja luz!”. E houve luz.
Logo percebi que Carlos Brunno subverteu o Gênesis! Aliás, não só o Gênesis, mas também o Pink Floyd, o Yes, o King Crimson e todas aquelas bandas doidonas dos anos 70...
Este livro nos subtrai a luz e nos remete ao NADA das trevas primordial.
E é o que temos! Um mundo de trevas. De estupros coletivos, de tramoias constitucionais de bastidores, de policiais espancando estudantes e professores nas ruas. “A Era das Trevas”, diria meu conselheiro Lisérgio Virabossa, psicodelicografando o mestre Hobsbawm.
Lembrei-me de um ex-pseudo militante da ERVA (a Esquerda Revolucionária Valenciana), que, há tempos, me chamou de NIILISTA DESBUNDADO. Acusação parcialmente injusta: desbundado, ou seja, sem bunda, realmente sou, pois como se nota, este não é um dos meus mais destacados atributos físicos.
Mas niilista?? Aquele que crê no NADA? Isto não!. Eu creio! Creio em... em... em... Whisky!!!!
E vocês? Em que crêem? Em Deus?
Ou no mito?
Em Dilma?
Em Temer?
Em Bolsonaro?
Em Willys?
Na Globo?
No Lobo?
No governo?
Na greve?
Pensamos acreditar em tudo, quando, de fato, NADA sabemos. A isto, o velho e bom Marx chamou ideologia. (Ops! Não deveria tê-lo citado, sob pena de ser taxado de esquerdopata e doutrinador comunista da juventude).
Mas, já que o citei, é dele a insígnia: “o homem deveria ser tudo; no entanto é NADA! Exceto Dom Raulzito que era, ao mesmo tempo, o tudo e o NADA.
O livro de Carlos Brunno nos demove das vans ilusões ideológicas e nos rebaixa ao que realmente somos: NADA! Faz – e repito o que disse em outro lançamento – como a psicanálise de Freud. Destrói os muros daquilo que chamamos consciência e nos reduz a cacos.
Lembrei-me também de Sartre, o grande filósofo existencialista francês, que escreveu o “Ser e o Nada”. Aliás, ausência a priori sentida no livro, mas depois captada em todas as entrelinhas.  “O homem é uma paixão inútil”, diria ele, condenado à liberdade de Ser ou ao vazio existencial.
Carlos Brunno nos põe a faca sartriana no pescoço e grita: Escolha!!!!! Ser ou Nada!
Uma faca de cozinha, das mais afiadas, que corta o NADA em muitos pratos. Temperados com orégano e especiarias mais.
Ao nosso dispor um cardápio variado:
Sabores maranhenses de Gonçalves e Maria Firmina;
Sofisticadas iguarias machadianas, bandeirinas e drummondianas;
Pimentas afrodisíacas de Bukowsky, Neruda e Janaína;
Pitadas de humor ao ponto de Millôr e Roberto;
Baratas kafkianas fritas no azeite distópico de Orwell.
E mais, muito mais.
Deguste de tudo um pouco.
E se o seu estômago não suportar, vomite.
Por que ao vômito, segue... o NADA!
Aaaaahhhh e antes que me esqueça: fiquei com tesão na Carmem...

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Alices, Anas, Genaldos, Herberts, Dorfos e Kayos no Xadrez das Maravilhas: Grandes Momentos do V e VI Torneio Xeque-Mate Alcino

A postagem de hoje é dedicada ao mais-que-fodástico projeto educacional criado pelo mestre-professor-de-Educação-Física-e-de-Lirismo-mais-que-fodástico-atletartistamigo Genaldo Lial da Silva, na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, na região rural de Teresópolis/RJ: o tradicional e inovador Torneio Xeque-Mate, que, neste ano, chegou cada vez mais vibrante e brilhante à sua sexta edição.
Nesta postagem, trago 4 vídeos: 2  - um que traz a participação do Luz, Câmera...Alcino!, com o esquete (escrito por mim) “Alice no Xadrez das Maravilhas” e outro feito por Rodolfo Ribeiro (do canal “Dorfo Tube”) e por Kayo Almada (do canal “Kayo Vines”) -   que mostram um pouco do que aconteceu durante o VI Torneio Xeque-Mate, que aconteceu no dia 17 de maio de 2016, e 2 que relembram a edição anterior do torneio – um com o esquete “Xadrez Poesia”, já postado aqui no ano passado, e outro, até então inédito, que revela o “Xadrez Alcino News O documentário inacabado do V Torneio Xeque Mate Alcino de 2015”, projeto inacabado planejado pelos ex-artistalunos (e atuais artistamigos) Ana Gabriela Medeiros, Nathália Malheiros, Herbert e Laís Martins.
Além disso, posto também o roteiro do esquete “Alice no Xadrez das Maravilhas”, escrito por mim, especialmente para o evento.
Faço e destaco essa postagem, pois o Torneio Xeque-Mate, a cada ano, revela-se como um dos projetos educacionais de maior relevância e tradição da escola na qual leciono, permitindo a toda comunidade escolar diversos momentos superemocionantes e inesquecíveis.
Vale a pena assistir aos vídeos, ler os esquetes que elaboramos, curtir, vibrar e valorizar esse projeto educacional, organizado pelo mestre-professor-de-Educação-Física-e-de-Lirismo-mais-que-fodástico-atletartistamigo Genaldo Lial da Silva! Vida Longa ao Torneio Xeque-Mate e ao Luz, Câmera...Alcino! Paz, Amor, Atitude, Literatura, Alcino e Arte Sempre!

VI Torneio Xeque-Mate Alcino (17/05/2016)
Vídeo 1: "Alice no Xadrez das Maravilhas ao vivo no VI Torneio Xeque-Mate Alcino"

O esquete escrito por mim: "Alice no Xadrez das Maravilhas"

ALICE está deitada num colchão à frente do tabuleiro.  O CHAPELEIRO LOUCO está com um apito fora do tabuleiro. Os demais personagens estão no tabuleiro.
O CHAPELEIRO LOUCO apita e grita, acordando ALICE: Vamos começar a jogar xadrez agora!
ALICE acorda: O quê? Hã? Eu só lembro de estar cochilando e... nossa! Que lugar é esse? Onde estou?
CHAPELEIRO LOUCO: Ora, bolas! Você está no Xadrez das Maravilhas! Estamos jogando xadrez e eu vou ganhar de você, menina! Soldados peões, eu escolho vocês, joguem o xadrez!
Os quatro SOLDADOS PEÕES que estão no tabuleiro de frente para o público atiram camisas xadrez em cima de Alice.
CHAPELEIRO LOUCO: Rá, rá, o jogo mal começou e já estou dando uma surra em você!
ALICE (um pouco confusa e irritada): Peraí, não é assim que se joga xadrez!
CHAPELEIRO LOUCO (sorri e desdenha): Ora, que péssima jogadora! Vai querer me ensinar a jogar o meu xadrez. (joga uma camisa xadrez em cima dela) Viu? Eu sei jogar xadrez!
ALICE: Jogo de xadrez não é nada disso! Eu vou ensinar como se joga pra você entender! 
CHAPELEIRO LOUCO (continua rindo e desdenhando): Ah, vai me ensinar? Tem diploma de professora?
ALICE:  Não...
CHAPELEIRO LOUCO:  Professora Glória Mula!
Aparece a PROFESSORA GLÓRIA MULA:  Olá!
CHAPELEIRO LOUCO:  Essa menina quer ensinar os outros sem ter diploma de professora. O que você acha?
PROFESSORA GLÓRIA MULA (fica pensativa): Hummmmmmmmmmm.... Não sei o que opinar. Só sei que nada sei, logo se ela é uma menina e você precisa de uma professora, uma mais uma, segundo a matemática, é igual a duas. Então ela é uma menina professora sem diploma de professora, duas em uma sem uma é igual uma louca, logo deixa ela te ensinar, pois pra ensinar louco só mesmo uma louca.
CHAPELEIRO LOUCO (sério): Nossa, que coisa louca! Gostei! Obrigado, Glória Mula! (GLÓRIA MULA sai) Então me ensina, menina, vai!
PENETRA LOUCO chega com PENETRA LOUCO 2 e olha para o colchão: Nossa, que colchão!
PENETRA LOUCO 2 (olha para a perna de ALICE): Não achei a coxa dela tão coxão assim...
PENETRA LOUCO:  Não é esse coxão; é deste colchão que estou falando. Me ajude a pegá-lo! Colchão achado não é roubado!
PENETRA LOUCO E PENETRA LOUCO 2  carregam o colchão e saem.
ALICE: Peraí, eles levaram meu colchão!
COELHO sai do tabuleiro e fala com ALICE: Ah, meu Deus, estamos atrasados! Ensina logo esse jogo senão acaba o tempo e nosso rei morrerá...
REI sai do tabuleiro também e briga com ALICE: Eu não posso morrer assim. Nem pensar! Minha rainha, querem me derrubar!
RAINHA também sai do tabuleiro: Cortem as cabeças desses golpistas!!! Soldados, cortem a cabeça dessa menina!
REI interrompe a RAINHA: Calma, amorzinho! Se cortar a cabeça dela, o jogo acaba e vamos ficar pra sempre no tabuleiro sem perder nem ganhar. Usemos a cabeça, minha rainha, deixemos ela nos ensinar, voltemos ao tabuleiro, vamos jogar!
RAINHA (para ALICE): Escapou dessa vez, senhorita... Se falhar outra vez, meus soldados cortam sua cabeça!
RAINHA, REI e COELHO (na posição de bispo, sempre olhando desesperado para o relógio) voltam para o tabuleiro. GATO (que fica com os dentes trincados como se risse o tempo todo) está na posição de cavalo. DODO DO FUTEBOL (que segura uma bola de futebol) está como torre.
Estes ficam de frente para o público. Os demais são 2 soldados que fazem peões. O exército adversário – de costas para o público – são outros soldados com a RAINHA BRANCA como rainha do grupo.
CHAPELEIRO LOUCO (para ALICE): Então, menina professora que não tem diploma de professora, como se joga xadrez?
ALICE: Bem, vamos lá... (se aproxima dos SOLDADOS PEÕES) Esses soldados são os peões. Eles andam somente para frente e capturam em diagonal. Na primeira jogada, eles podem andar duas casas. Veja (tenta puxá-los) Ora, por que não me obedecem?
SOLDADO PEÃO 1: Ora, que vergonha! Rebaixados à plebe, a peões!
SOLDADO PEÃO 2: Somos soldados reais, menina! Mais respeito! Não jogamos como vaqueiros de rodeio!
CHAPELEIRO LOUCO: Sou louco, mas não sou bobo! Essa menina é insolente, está acabando com a realeza da gente!
RAINHA DE COPAS: Cortem a cabeça dela, soldados!
REI (acalma a Rainha): Calma, amor... Deixa a menina... (RAINHA DE COPAS cruza os braços, ofendida)
ALICE (balança a cabeça e se aproxima do GATO): Esse é o cavalo! Ele anda em L. Por exemplo (ela tenta mexer com o GATO que não para de rir) Por que ri tanto, Sr. Gato?
GATO: És mais louca que o Chapeleiro Louco. Chamar gato de cavalo – só posso achar tudo isso engraçado!
CHAPELEIRO LOUCO: Ah, não me bastasse minha loucura, agora tenho que aturar a loucura dessa outra. Hum.... Ela é louca, eu sou louco, assim não posso com ela me casar, pois só os opostos se atraem. Triste destino! Nem noivei e já temos que nos separar!
ALICE (balança a cabeça e se aproxima do DODO DE FUTEBOL): Essa é a torre, ela anda em linha reta na vertical e na horizontal. (puxa o DODO e ele obedece) Ah, finalmente alguém obediente!
DODO DE FUTEBOL: Agora que avancei, posso chutar a bola, fessora?
ALICE: Não! Isso não é futebol, Dodo!
DODO DE FUTEBOL (chateado, para o GATO): Tem razão, Gato! Essa menina é doida! Quer ensinar xadrez no país do futebol; é completamente doida!
CHAPELEIRO LOUCO: Ah, que jogo ruim! Estou perdendo todo meu amor pela menina, estou perdendo muito! Ela é louca como eu, não posso me casar com alguém tão insana assim, é muito igualzinha a mim! O que farei com o anel de noivado que não comprei?
ALICE (balançando a cabeça, já desanimada com a explicação): A rainha é uma das peças mais poderosas (RAINHA DE COPAS se sente envaidecida) Ela anda tanto em diagonal quanto pela vertical e horizontal, é uma ótima opção de ataque e defesa do rei.
RAINHA DE COPAS: Ora, se sou tão poderosa, pra que vou defender homem? Que os soldados peões, plebeus, façam o serviço: cortem as cabeças dos inimigos, enquanto desfilo pelo tabuleiro (RAINHA faz os movimentos da rainha)
CHAPELEIRO LOUCO: Ora, essa menina louca é uma protetora, puxa-saco de rainhas! Sua rainalha!!! Gosto muito mais do meu xadrez. E pra que jogamos esse seu xadrez estúpido, menina rainalha?
ALICE: Estabelecemos estratégias com as peças para acuarmos, prendermos, darmos xeque-mate no rei adversário!
CHAPELEIRO LOUCO: Oh, é uma menina rainalha traiçoeira! Vai derrubar o rei da Rainha de Copas para estabelecer o reinado da Rainha Branca!
RAINHA DE COPAS: Traidora xequista! Soldados, agora sim, cortem a cabeça dessa menina! (Os 2 SOLDADOS PEÕES prendem ALICE)
REI:  Calma, meu bem! Ela primeiro precisa ser julgada! Chamem o JUIZ A JATO.
O JUIZ A JATO chega correndo e abre um pergaminho: Como JUIZ A JATO, da Operação Leva-Pro-Xadrez, eu declaro o Gato culpado! Retirem já essa peça do tabuleiro!
ALICE:  Mas que loucura! O que o Gato fez?
JUIZ A JATO: Falsidade ideológica: ele finge ser cavalo, é uma peça falsa. Pode sair do tabuleiro.
GATO (sai do tabuleiro feliz. Enquanto sai, fala com Alice): Prefiro ser gato no xadrez do Juiz a Jato que voltar a virar cavalo no seu xadrez aloprado!
JUIZ A JATO: Também mando pro xadrez  o Coelho safado que se fez de bispo sem exercer o seminário!
COELHO (sai apressado) Estou atrasado! Já, já, fecharão o cadeado e tenho que ser trancafiado!
JUIZ A JATO: Vai pro xadrez também o DODO DO FUTEBOL por falta de coerência. Nunca vi torre de castelo se mexer nessas redondezas, é um péssimo ator, é sublime incompetência.
DODO DO FUTEBOL (sai contente): Jogo bola na cadeia, pois jogo sem bola me aperreia!
JUIZ A JATO: Também vai pro xadrez a Rainha Branca!
ALICE: Mas o que ela fez?
CHAPELEIRO LOUCO: Nesse questionamento dou também meu depoimento. Por que tanto convencimento neste louco julgamento?
JUIZ A JATO: Ora, a regra é clara, seus jumentos! Essa Rainha Branca é morena; se está no script que é branca como podem substituir a palidez pelo bronzeamento? Fora, Rainha Branca, e não inventem esperanças! Meus mandados de prisão não admitem absolvição!
ALICE: Assim não dá; está tirando todas as peças. Como vamos jogar?
JUIZ A JATO: Declaro proibido o jogo de xadrez sugerido, pois meu rei merece o reinado infinito!
REI (para a RAINHA DE COPAS): Que juiz ótimo! Como somos gloriosos!
RAINHA DE COPAS: Bastou cortar a cabeça dos juízes adversários para termos a justiça do nosso lado. Soldados, retirem o tabuleiro e voltemos para o castelo – vem conosco, Juiz a Jato, deixemos sozinhos esses dois chatos, com esse xadrez inacabado.
Todos saem, menos o Chapeleiro Louco e Alice.
ALICE: Quanta esquisitice ruim, é melhor eu voltar a dormir.
CHAPELEIRO LOUCO: Não foi tão ruim assim – tem certeza que vai desistir?
ALICE: Já desisti, vou encostar aqui nesse canto e voltar a dormir. (ALICE encosta num canto e dorme)
CHAPELEIRO LOUCO (triste): Ah, que triste fim... Ela dormiu e vai voltar pro seu país, enquanto eu ficarei aqui sozinho e infeliz. Ah, esposa com a qual não me casei, esposa que não me quis, como pôde assim se despedir, desistindo de tudo, inclusive de mim. (ele para e pensa) Peraí, se ela desistiu, eu ganhei, não perdi. Que hora mais feliz, eu venci, eu venci! Sou campeão do xadrez, posso dar xeque-mate em todos vocês! (desfila em frente ao público e joga camisa xadrez no público – música do Ayrton Senna) Poeta Gran Finale, é sua vez!
Entre POETA GRAN FINALE e declama:
Para Alice e para você,
Um conselho de vida
Pro xadrez do bem viver:
seja louco ou são,
não perca a esportiva
em nenhuma competição;
mesmo na insensatez dos tempos,
mantenha vivos os seus movimentos,
mesmo que a alegria desapareça,
não deixe que a tristeza vença.
No xadrez das maravilhas e no xadrez real,
só vence quem acredita no seu potencial.
Até logo e volte sempre,
mesmo que tudo caia de repente,
levante suas peças e siga em frente.

FIM

VI Torneio Xeque-Mate Alcino (17/05/2016)
Vídeo 2: "Dorfo Tube apresenta o VI Torneio Xeque-Mate Alcino"

V Torneio Xeque-Mate Alcino (28/05/2015)
Vídeo 3: "Luz, Câmera...Alcino! apresenta o esquete 'Xadrez Poesia' no V Torneio Xeque-Mate"

V Torneio Xeque-Mate Alcino (28/05/2015)
Vídeo 4: "Xadrez Alcino News: O documentário inacabado do Torneio Xeque-Mate Alcino de 2015"

terça-feira, 31 de maio de 2016

Sarau Solidões Coletivas no 13 de maio é dia de Luta!

Finalmente chega ao blog o vídeo com alguns grandes momentos da participação dos artistamigos do Sarau Solidões Coletivas no “13 de maio é dia de Luta!" - Ato Artístico em Apoio À Greve dos Professores do Estado do Rio, organizado pelo professor-artistativistamigo Gilson Gabriel.
O evento aconteceu no dia 13 de maio de 2016, na grade no Centro de Valença/RJ. Convidada pelo mestre-poetamigo Gilson Gabriel, a galera do Sarau Solidões Coletivas não hesitou em participar desse mais-que-fodástico evento de protesto artístico, juntamente com diversos outros fodásticos artistamigos de Valença-RJ.
O vídeo traz alguns desses momentos (não pude filmar mais, pois a bateria da câmera estava nas últimas, mas vale como registro desse memorável momento social-político-artístico na Princesinha da Serra): no vídeo, há a minha declamação do poema “O poema está em greve”, já declamado em atos artísticos em apoio a uma greve anterior dos Professores do Estado do Rio – em tempo: esse mesmo poema está entre os selecionados para comporem meu próximo livro “O nada temperado com orégano”, que será lançado no Palco Cultural da Feira Literária do Livro de Valença/RJ (Fliva), no domingo, dia 05 de junho de 2018, das 15h às 15h30min (de 15h30min às 18h estarei autografando o livro no estande da Editora Interagir), no Jardim de Cima, em Valença/RJ. Além da minha apresentação, o vídeo traz o músico-amigo Zé Ricardo Maia interpretando a célebre canção “Até quando esperar” do Plebe Rude, acompanhado pelos músicos-amigos Marcio Manhães (violão) e Daniel Silvares (baixo), e o poetamigo Wagner Monteiro, conhecido popularmente como Ryu, interpretando um poema inédito seu, acompanhado pelos músicos-amigos Luiz Guilherme (baixo) e Gabriel Carvalho (violão). Agradecimentos especiais a amiga, superamiga da arte local, Amanda Bastos, que filmou esses momentos especiais nesse “13 de maio é dia de Luta!" -  Ato Artístico em Apoio À Greve dos Professores do Estado do Rio.
E o Sarau Solidões Coletivas, sempre que possível, segue apoiando todo ato artístico-político em defesa dos profissionais da educação que sofrem com mais um governo que despreza o valor e importância da educação de qualidade e da cultura independente. Arte e Atitude Sempre!










domingo, 29 de maio de 2016

San Vicente do Clube da Esquina, dos Convalescentes, de Carlos Brunno, Carina Sandré e banda

Yeah, amigos, apesar de uma certa demora, finalmente trago ao blog meu poema inédito "San Vincente dos Convalescentes", inspirado na canção "San Vicente" de Milton Nascimento (do álbum mais-que-fodástico "Clube da Esquina") e na peça teatral "Os convalescentes", de José Vicente (que inspirou a canção de Milton), juntamente com o vídeo de minha participação no evento "Lugar é de Mulher é no Vocal 7", idealizado pela divartistamiga voltarredondense Carina Sandré.
Aconteceu na sexta, dia 06 de maio de 2016, no Centro Cultural Fundação CSN, em Volta Redonda, na sexta, dia 06 de maio, a sétima edição do mais-que-fodástico "Lugar de Mulher é no Vocal", organizado pela divartistamiga Carina Sandré. Como nas edições anteriores, o evento teve apresentações maravilhosas e inesquecíveis, fodásticas participações especiais - é claro que eu, representando o Sarau Solidões Coletivas, convidado por Carina Sandré, não poderia deixar de participar desse mais-que-fodástico evento!  Neste evento, lancei mais um poema,"San Vicente dos Convalescentes", inspirado na canção "San Vicente", do Clube da Esquina, divinamente interpretado por Carina Sandré e sua banda.
Agradecimentos especiais a Fábio Tubbs, que, a meu pedido, filmou a minha participação.
Vida Longa ao Lugar de Mulher é no Vocal, Gratidão pelo mais-que-fodástico convite, Amor, Paz, Atitude e Arte Sempre!

San Vicente dos Convalescentes

Era um imenso coração sangrando
Que avistei em teus olhos castanhos
Indispostos pra vida ou pra morte
Com uma dor de nada que tudo invade.
Era o monstro e a verdade
Um horror de sina sem sorte
Eu vi nossa doce ilusão mancando
Depois do tiro e do golpe.

A América latina, com consciência
É outra vez um gigante que adormeceu
Nas camas sitiadas de San Vicente
Governada pelos demônios e suas cruzes.
Nas praças plácidas de San Vicente
As velhas estátuas armadas de sobrenomes
Assistem a seus novos varões clamando
Por mais rancor entre os ricos e os pobres.

Os livros de História eles já rasgaram
E o que era sonho vivo desfaleceu
Enquanto tu suspiravas
Por uma estrada nova pra San Vicente
Os porcos cercavam tua avenida
Mantendo a América convalescente.
Agora vejo velhos barões gritando
Por um novo circo cada vez mais torpe.



sábado, 28 de maio de 2016

Rock e Poesia Temperados com Orégano: A participação do Sarau Solidões Coletivas no I Evento Multicultural Sem Nome

Yeah, hoje, quase um mês após o evento, finalmente trago ao blog o vídeo com parte da participação do Sarau Solidões no I Evento Multicultural "Sem Nome", organizado pelo super-mais-que-fodástico Ronaldo Brechane, no bairro Monte D'Ouro, em Valença-RJ, na noite do dia 30 de abril.
O Evento Multicultural "Sem Nome", o primeiro (de muitos, posso garantir!) organizado por Ronaldo Brechane teve apresentações super-fodásticas e um público animadíssimo. Já na estreia, o evento foi um sucesso e mostrou a importância de termos e apoiarmos eventos culturais maravilhosos como esse proposto por Ronaldo Brechane. Em tempo: Nesta primeira edição, aproveitei para anunciar o meu próximo livro "O nada temperado com orégano (Receitas poéticas para um país sem poesia e com crises na receita)" que será lançado na Feira do Livro de Valença/RJ (Fliva) no domingo, dia 05 de junho, às 15h, e na Feira do Livro de Resende/RJ, no sábado, dia 11/06, às 10h.
Foi uma noite maravilhosa e inesquecível e nós, do Sarau Solidões Coletivas, já aguardamos ansiosamente a próxima edição.
Vida Longa ao Evento Multicultural "Sem Nome"! Paz, Amor, Atitude e Arte Sempre!


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Demorou, mas chegou ao blog: O I Sarau Pocket do Alcino Edição Vânia Ribeiro Camacho!

Demorou mais de 2 meses, mas finalmente chegou ao blog, amigos leitores, alguns dos poemas e o vídeo do Sarau Pocket do Alcino Edição "Vânia Ribeiro Camacho"!
Aconteceu na quinta-feira, dia 17 de março de 2016, na região rural de Teresópolis/RJ, o I Sarau Pocket da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva (já fazemos o Sarau Professora Rosa Amélia há tempos, mas é a primeira vez no ano [em dezembro do ano passado, também realizamos um] que experimentamos novos mini-saraus ao longo do ano letivo). Nesta primeira edição de 2016, o Sarau foi em homenagem ao Dia Internacional da Mulher e foi batizado de Sarau Pocket "Vânia Ribeiro Camacho", em homenagem a ex-aluna e excelentíssima poeta Vânia Ribeiro Camacho, que faz aniversário na mesma importante data na qual refletimos sobre as condições das mulheres no Brasil e no Mundo.
O evento contou com a participação empolgada de artistalunos da Aceleração V (Jackson Santos, Bárbara e Paulo André), dos nonos anos (Vandriele Araújo, Julia Almada, Thaís Quintieri, Vitória de Jesus e Andressa) e dos oitavos anos (Livia, Lucas Folly e Romildo) que declamaram poemas sobre a valorização da mulher e a importância da Lei Maria da Penha, além de cordéis sobre a dengue e as doenças sexualmente transmissíveis e poemas com outros temas. Também se apresentaram no evento a dupla Mariana & Jaqueline, cantando "Como Zaqueu (Entra na Minha Casa)", de Reges Danese, a capela (!), e o trio Lara Fabyann Veiga, Helen Ribeiro e Vitor Esperidião interpretando a canção "Mulher", de Projota. O sarau ainda teve a participação mais-que-especial do professor-poetatletamigo Genaldo Lial da Silva, de Educação Física, e abertura e encerramento da coordenadora pedagógica Flávia Araújo.
Deixo um agradecimento mais que especial ao Professor de Ciências Samuel Gumieri, que filmou o sarau pra mim, e a diretora Paloma, pelo super-apoio e incentivo a mais este projeto lírico-educacional.
Na postagem de hoje, além do vídeo do evento, finalmente posto também os poemas dos Poetalunos da Aceleração V sobre o Dia Internacional da Mulher e a Lei Maria da Penha, os poemas de professores-poetas e poetalunos dos nonos anos, inspirados no Dia Internacional da Mulher e nos poemas da turma de Aceleração V (incluindo nesta parte o poema de Douglas Marques, que não declamou, mas teve seu poema declamado pela Vitória) e os poemas com outros temas (cotidiano, amor, etc) de poetalunos dos nonos anos. Os poemas de Vânia Camacho preferi não repostar, pois eles já aparecem em postagens anteriores recentes e podem ser facilmente encontrados no mecanismo de busca do blog.
E, como Flávia Araújo divinamente discursou, “que venham outros saraus em 2016”!

Vídeo do Sarau Pocket do Alcino Edição "Vânia Ribeiro Camacho"


Poemas dos Poetalunos da Aceleração V sobre o Dia Internacional da Mulher e a Lei Maria da Penha



Esse homem me fere
Eu não tenho coragem de denunciar
Sou mal amada
Ele me fere de novo
Até quase me matar
Eu agora vou denunciar.
(Alisson Teodoro)

Todas as mulheres precisam
ser defendidas,
todas as mulheres precisam
ser reconhecidas.
Não tenha medo, denuncie:
você merece ser valorizada.
(Bárbara dos Santos)

Nunca bata numa mulher
E, se você vir, ligue 180
E denuncie!
É um direito das mulheres
Nunca serem feridas
Porque elas são anjos.
Enquanto estiver vivo,
Eu apoio a Lei Maria da Penha.
(Emichael de Oliveira Melo)

A minha parte

Ele me bate
Ele me machuca
Mas ele vai ver
Vou denunciá-lo
Para nunca mais apanhar

Porque se eu não fizer
A minha parte
Que é denunciá-lo
Vou continuar apanhando...

Faça a sua parte:
Denuncie.
(Cassiane dos Santos)

Uma mulher que apanha tem sim que denunciar
Um homem não pode bater numa mulher
Não tenha medo de denunciar
Se ele bateu uma vez, vai bater mais uma vez.
Não se cale!
Se você apanhar, denuncie!
(Thaís da Cunha)

No dia 8 de março,
Por seus direitos exigirem
Tragicamente cremadas elas foram.

Além de serem maltratadas,
Pisoteadas, magoadas e assediadas,
Só por suas exigências
Foram levadas a um trágico destino

Para o salário não aumentar,
O respeito não cobrar,
O patrão achou mais fácil empurrar
130 tecelãs para o fogo da morte,
O beijo do anjo mortal.

Muitos anos depois
graças a uma mulher
preciosa e corajosa
por denunciar seu marido agressor
Criaram a Lei 11.340
a lei mais decente e justa,
a lei Maria da Penha.

Instituída para ajudar e defender,
Cuidar e valorizar a mulher,
Sua importância faz com que eu diga
O que já foi dito:
A lei Maria da Penha
É para ser cumprida!
(Jackson Carvalho)

As mulheres tão lindas,
tão belas,
às vezes tão fragilizadas,
tão indefesas,
pois apanhavam todos os dias,
sem nenhum meio de se salvarem.
Mas isso acabou,
Porque alguém pode denunciar.
Hoje elas são respeitadas,
São amadas,
São as mulheres
De todos nós.
(Paulo Sérgio de Siqueira)

Diga não à violência

As mulheres hoje em dia
Apanham muito
Muitas delas não sobrevivem
A tanta violência
Devemos denunciar

Ligue 180, não se cale,
As mulheres merecem respeito
E os homens que praticam violência doméstica
Merecem pagar por isso na cadeia.

Diga não à violência.
(Flaviane Tavares Gonçalves)

Poemas de professores-poetas e poetalunos dos nonos anos, inspirados no Dia Internacional da Mulher e nos poemas da turma de Aceleração V



MULHER

Veja o quão necessário é
Fazer uma homenagem sincera
No dia internacional da mulher
Pelo valor que sempre tivera

Sem sempre foi bem tratada
Muitas vezes foi agredida
Por homens de índole deturpada
Que sua estima saiu ferida

Mas, seu valor é inestimável
Alicerce da humanidade
Seu espírito agradável
Seu ventre maternidade

Se dela nós viemos
Em seu colo embalados
No teu seio nós bebemos
E de pequenos educados

Então, quando homens feitos
Abala nossa forte estrutura
Com um a flecha em nosso peito
Nos domina com beleza e formosura.
(Genaldo Lial da Silva, 17/03/16)


A elite

Vamos marchar de salto alto,
disparar sorrisos,
derrubar o machismo,
estraçalhar sua falta de opinião,
e, por fim,
encantadoramente,
conquistar corações.
(Andressa da Silva Oliveira)

Sem você

Sem você meu coração chora
Sem te ver meu sorriso sofre
Sem te sentir meu coração vira poesia
Sem te ouvir eu não posso ficar

Tudo de amor,
Tudo de paixão
E cego de carinho.

Sem você, Mulher, eu não sou nada
Nada mesmo
Assim é meu sentimento.
(Douglas Marques – 9.º A)

Poemas com outros temas (cotidiano, amor, etc) de poetalunos dos nonos anos



Onde moro

Onde moro tem pé de abacate
Mas a fruta que eu mais gosto é tomate.
Lá tem muitas borboletas,
Ficam comigo lendo o livro de Romeu e Julieta.
Bem cedinho minha mãe me chama:
- Vem, menina, arrumar a cama!
Minha prima fica brincando de boneca,
Ai, mas que menina sapeca!
Moro perto do rio;
De lá, consigo ver a casa de meu tio.
Em casa, são todos bem-vindos,
Nós ficamos todos juntos e unidos.
No céu, voam as aves;
Todas elas vivem em nossas árvores.
Em volta, há muita lavoura,
Lá vivo diariamente como uma sonhadora.
(Thaís Quintieri – 9.º A)

Medo

Eu tinha medo de lhe perguntar
se você gostava de mim,
medo de que você dissesse que não,
medo de pensar que tudo
que aconteceu foi em vão.

Medo de pensar que o tempo
que eu tirei pra você
foi perdido,
que nada mais tivesse sentido,
que tudo fosse esquecido.

Mas você me beijou
e o vazio que eu tinha
dentro do peito
se preencheu,
o medo desapareceu
e a chama reacendeu!
(Vitória de Souza Andrade de Jesus – 9.º B)

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