Olá, caros leitores, bem vindos ao blog daqueles que guardam um sorriso solitário no canto dos lábios que versam sonhos coletivos. Bem vindos ao meu universo virtual poético, bem vindos ao mundo confuso e fictício ferido de imortal realidade. Bem vindos ao inóspito ambiente dos eus líricos em busca de identidade na multidão indiferente, bem vindos ao admirável verso novo.
Hoje finalmente trago ao blog o vídeo com alguns dos vários
fodásticos momentos do “Arraiá das Letras”, Grêmio Barramansense de Letras
(GREBAL), em Barra Mansa/RJ, no sábado, dia 11/06/2016. Foi um momento inesquecível em minha
trajetória literária – super-hiper-mega-marcante-e-importante na “Nada Tour com
Orégano – Jornada Literária de Lançamento e Apresentação de meu nono livro ‘O
nada temperado com orégano’”.
Aconteceu na Sede do Grêmio Barramansense de Letras
(GREBAL), em Barra Mansa/RJ, no sábado, dia 11/06/2016, o tradicional e
mais-que-fodástico Sarau Literário Musical do Grebal, organizado pelos
superartistamigos Vera Regina Marins, Eliana Neri e Rozan Silva. Depois de
tanto tempo sem participar deste formidável evento, nesta edição de junho,
dedicada aos festejos juninos, ao Dia dos Namorados e ao Dia da Língua
Portuguesa, eu, representando o Sarau Solidões Coletivas, de Valença/RJ, tive a
oportunidade de apresentar meus livros mais antigos e o meu nono e mais
recente, "O nada temperado com orégano" (que teve um dos poemas deste
livro mais recente lido por uma das divartistamigas grebalistas), além de
curtir super-fodásticas apresentações! O vídeo traz minhas duas participações
no evento (as declamações dos poemas "Saudade dá Bandeira", do meu
quarto livro "O último adeus [ou O primeiro pra sempre]" [2004] e
"Amor fora de si", do meu sétimo livro "Bebendo Beatles &
Silêncios" [2013], que eu dediquei a minha divartista-namorada-eterna-musa
Juliana Guida Maia) o meu poema "Inverno Íntimo" (do meu nono livro
"O nada temperado com orégano" [2016]), apresentado pela
divartistamiga do Grebal, fragmentos das apresentações musicais de Abrahão
Lincoln Graciosa Machado, Rozan Silva e Menulfo e a poetamiga Raquel Leal
declamando poema de sua autoria.
É bom demais estar de volta ao Sarau do Grebal (sentia uma
falta danada de participar deste mais-que-fodástico evento). Mais uma vez,
guardo neste vídeo e na memória, momentos inesquecíveis de música, dança, artes
plásticas e poesia na sede do Grebal.
Vida Longa ao Sarau do Grebal e que eu possa participar
sempre que possível das mais-que-fodásticas edições deste
hiper-mega-maravilhoso evento!
Cá estou eu, amigos leitores, me preparando para amanhã, às 10h, lançar
o meu nono livro “O nada temperado com orégano (Receitas Poéticas para um país
sem poesia e com crise na receita)” na Feira do Livro de Resende/RJ, e no Sarau
Literário Musical do Grebal, das 17h às 19h, na sede do Grebal (Rua Argemiro de
Paula Coutinho, 44 - Centro ) em Barra Mansa/RJ. E enquanto tais momentos não
chegam, relembro o evento mais fodástico envolvendo meu novo livro: o
inesquecível Sarau Solidões Coletivas com Orégano, em homenagem ao lançamento
do meu nono livro “O nada temperado com orégano (Receitas poéticas para um país
sem poesia e com crise na receita)” na Feira do Livro de Valença/RJ (Fliva),
evento cultural fodasticamente idealizado, organizado e competentemente realizado
todo ano na Princesinha da Serra pelo editor-designer-ativistamigo Leonardo
Pançardes.
No domingo, dia 05 de junho de 2016, no Hardim de Cima, em Valença/RJ,
os artistamigos e eu realizamos o "Sarau Solidões Coletivas com
Orégano", evento em homenagem ao lançamento de meu nono livro "O nada
temperado com orégano (Receitas poéticas para um país sem poesia e com crise na
receita)", durante a IV Feira do Livro do Livro de Valença/RJ (Fliva).
O sarau contou com as participações mais-que-especiais do
Mestre-Poetamigo Alexandre Fonseca/Lisérgio Virabossa, discípulo maior de
Shiva, apresentando o livro para o público leitor; Luana Cavalera, Mestre
Gilson Gabriel, Patricia Correa e eu apresentando poemas do meu novo livro;
Wagner Monteiro (Ryu) apresentando um feroz e fodástico poema inédito dele;
exposição de pinturas e desenhos da Oficina de Artes Iluminação, liderada pelo
artistamigo Denis Pereira; apresentações musicais com canções próprias de Zé Ricardo Maia
(interpretando composição independente e consagrada do falecido, porém eterno
músico-amigo Adriano Gonçalves), Gabriel Carvalho com sua nova (mas antiga,
para os fãs que o acompanha) "My girl" e a fodástica banda L.O.L.
(Legend of Losers), formada por Jorran Souza e Thiago Haru, com as composições
"Cavaleiro Urbano" e "Bocas Caladas".
O evento contou com com um público imenso e vibrante (agradecimentos
especiais ao público que aguardava a peça teatral do Amor e Arte, dirigido pelo
artistamigo Carlos Eduardo Cadu, e aproveitou pra curtir o sarau e a todos
aqueles que sempre acompanharam-nos nestas inebriantes loucuras líricas) e foi
dedicado ao meu novo livro, à musa-bibliotecáriamiga Marcia Cristina, que atualmente
empresta seu brilho profissional à biblioteca municipal de Conservatória e que,
nos tempos em que estava à frente da Biblioteca Municipal Dom Pedro II, no
Centro de Valença, sempre deu a maior força lírica ao Sarau Solidões Coletivas
- em breve, ela estará de volta, pois cargos comissionados misteriosamenhte
contemplados partem, mas os apoiadores fodásticos da arte, como ela é, sempre
permanecem -, e aos personagens dos quadrinhos Wood & Stock, conhecidos por
popularizarem o fumo de orégano nas tiras em quadrinhos desenhadas pelo
artista-mestre Angeli.
Na postagem de hoje, trago o vídeo desse inesquecível momento, gravado
pelo irmão-artistamigo Rafael Silva Barbosa, e o mais-que-fodástico texto de
apresentação do livro “O nada temperado com orégano (Receitas Poéticas para um
país sem poesia e com crise na receita)”, escrito pelo Mestre-artistamigo
Alexandre Fonseca!
Deixo aos amigos leitores tal postagem e vou descansar, amigos, pois
vários outros fodásticos momentos hão de vir, amigos (mas, o primeiro, o
lançamento do livro na Fliva, ah, esse a gente jamais vai esquecer!).
Sarau Solidões Coletivas Temperadas com Orégano – in vídeo
Apresentação do Mestre-artistamigo Alexandre Fonseca para “O nada temperado com orégano (Receitas Poéticas para
um país sem poesia e com crise na receita)”:
Cá estou mais uma vez desfrutando a honra de apresentar Carlos Brunno,
desde sempre um dos maiores artistas de nossa terra, em seu mais recente
trabalho.
Desta vez, o poeta declama o NADA.
Eu, sem nada a dizer, busquei inspiração nas recorrentes citações
bíblicas de outro grande poeta revolucionário valenciano, Mr. Gilson “The
Baker” Gabriel, e fui ao Gênesis, o primeiro livro da Bíblia.
Está lá: “No princípio criou Deus o céu e a terra. E a terra era sem
forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo”. Portanto, NADA havia
além de trevas.
E disse Deus: “haja luz!”. E houve luz.
Logo percebi que Carlos Brunno subverteu o Gênesis! Aliás, não só o
Gênesis, mas também o Pink Floyd, o Yes, o King Crimson e todas aquelas bandas
doidonas dos anos 70...
Este livro nos subtrai a luz e nos remete ao NADA das trevas
primordial.
E é o que temos! Um mundo de trevas. De estupros coletivos, de tramoias
constitucionais de bastidores, de policiais espancando estudantes e professores
nas ruas. “A Era das Trevas”, diria meu conselheiro Lisérgio Virabossa,
psicodelicografando o mestre Hobsbawm.
Lembrei-me de um ex-pseudo militante da ERVA (a Esquerda Revolucionária
Valenciana), que, há tempos, me chamou de NIILISTA DESBUNDADO. Acusação
parcialmente injusta: desbundado, ou seja, sem bunda, realmente sou, pois como
se nota, este não é um dos meus mais destacados atributos físicos.
Mas niilista?? Aquele que crê no NADA? Isto não!. Eu creio! Creio em...
em... em... Whisky!!!!
E vocês? Em que crêem? Em Deus?
Ou no mito?
Em Dilma?
Em Temer?
Em Bolsonaro?
Em Willys?
Na Globo?
No Lobo?
No governo?
Na greve?
Pensamos acreditar em tudo, quando, de fato, NADA sabemos. A isto, o
velho e bom Marx chamou ideologia. (Ops! Não deveria tê-lo citado, sob pena de
ser taxado de esquerdopata e doutrinador comunista da juventude).
Mas, já que o citei, é dele a insígnia: “o homem deveria ser tudo; no
entanto é NADA! Exceto Dom Raulzito que era, ao mesmo tempo, o tudo e o NADA.
O livro de Carlos Brunno nos demove das vans ilusões ideológicas e nos
rebaixa ao que realmente somos: NADA! Faz – e repito o que disse em outro
lançamento – como a psicanálise de Freud. Destrói os muros daquilo que chamamos
consciência e nos reduz a cacos.
Lembrei-me também de Sartre, o grande filósofo existencialista francês,
que escreveu o “Ser e o Nada”. Aliás, ausência a priori sentida no livro, mas
depois captada em todas as entrelinhas. “O
homem é uma paixão inútil”, diria ele, condenado à liberdade de Ser ou ao vazio
existencial.
Carlos Brunno nos põe a faca sartriana no pescoço e grita: Escolha!!!!!
Ser ou Nada!
Uma faca de cozinha, das mais afiadas, que corta o NADA em muitos
pratos. Temperados com orégano e especiarias mais.
Ao nosso dispor um cardápio variado:
Sabores maranhenses de Gonçalves e Maria Firmina;
Sofisticadas iguarias machadianas, bandeirinas e drummondianas;
Pimentas afrodisíacas de Bukowsky, Neruda e Janaína;
Pitadas de humor ao ponto de Millôr e Roberto;
Baratas kafkianas fritas no azeite distópico de Orwell.
E mais, muito mais.
Deguste de tudo um pouco.
E se o seu estômago não suportar, vomite.
Por que ao vômito, segue... o NADA!
Aaaaahhhh e antes que me esqueça: fiquei com
tesão na Carmem...
A postagem de hoje é dedicada ao mais-que-fodástico
projeto educacional criado pelo mestre-professor-de-Educação-Física-e-de-Lirismo-mais-que-fodástico-atletartistamigo
Genaldo Lial da Silva, na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, na região
rural de Teresópolis/RJ: o tradicional e inovador Torneio Xeque-Mate, que,
neste ano, chegou cada vez mais vibrante e brilhante à sua sexta edição.
Nesta postagem, trago 4 vídeos: 2 - um que traz a participação do Luz,
Câmera...Alcino!, com o esquete (escrito por mim) “Alice no Xadrez das
Maravilhas” e outro feito por Rodolfo Ribeiro (do canal “Dorfo Tube”) e por
Kayo Almada (do canal “Kayo Vines”) - que mostram um pouco do que aconteceu durante
o VI Torneio Xeque-Mate, que aconteceu no dia 17 de maio de 2016, e 2 que
relembram a edição anterior do torneio – um com o esquete “Xadrez Poesia”, já
postado aqui no ano passado, e outro, até então inédito, que revela o “Xadrez
Alcino News O documentário inacabado do V Torneio Xeque Mate Alcino de 2015”,
projeto inacabado planejado pelos ex-artistalunos (e atuais artistamigos) Ana
Gabriela Medeiros, Nathália Malheiros, Herbert e Laís Martins.
Além disso, posto também o roteiro do esquete “Alice
no Xadrez das Maravilhas”, escrito por mim, especialmente para o evento.
Faço e destaco essa postagem, pois o Torneio
Xeque-Mate, a cada ano, revela-se como um dos projetos educacionais de maior
relevância e tradição da escola na qual leciono, permitindo a toda comunidade escolar
diversos momentos superemocionantes e inesquecíveis.
Vale a pena assistir aos
vídeos, ler os esquetes que elaboramos, curtir, vibrar e valorizar esse projeto
educacional, organizado pelo mestre-professor-de-Educação-Física-e-de-Lirismo-mais-que-fodástico-atletartistamigo Genaldo
Lial da Silva! Vida Longa ao Torneio Xeque-Mate e ao Luz,
Câmera...Alcino! Paz, Amor, Atitude, Literatura, Alcino e Arte Sempre!
VI Torneio Xeque-Mate Alcino (17/05/2016)
Vídeo 1: "Alice no Xadrez das Maravilhas ao vivo no VI Torneio Xeque-Mate Alcino"
O esquete escrito por mim: "Alice no Xadrez das Maravilhas"
ALICE está deitada num colchão à
frente do tabuleiro. O CHAPELEIRO LOUCO está
com um apito fora do tabuleiro. Os demais personagens estão no tabuleiro.
O CHAPELEIRO LOUCO apita e grita,
acordando ALICE:Vamos começar a jogar xadrez agora!
ALICE acorda:O quê? Hã? Eu só lembro de estar cochilando e... nossa! Que lugar é
esse? Onde estou?
CHAPELEIRO LOUCO:Ora, bolas! Você está no Xadrez das Maravilhas! Estamos jogando xadrez
e eu vou ganhar de você, menina! Soldados peões, eu escolho vocês, joguem o
xadrez!
Os quatro SOLDADOS PEÕES que estão
no tabuleiro de frente para o público atiram camisas xadrez em cima de Alice.
CHAPELEIRO LOUCO:Rá, rá, o jogo mal começou e já estou dando uma surra em você!
ALICE (um pouco confusa e irritada):Peraí, não é assim que se joga xadrez!
CHAPELEIRO LOUCO (sorri e desdenha):Ora, que péssima jogadora! Vai querer me ensinar a jogar o meu xadrez.(joga uma camisa xadrez em cima dela) Viu? Eu sei jogar xadrez!
ALICE:Jogo de xadrez não é nada disso! Eu vou ensinar como se joga pra você
entender!
CHAPELEIRO LOUCO (continua rindo e
desdenhando):Ah, vai me ensinar? Tem diploma de
professora?
ALICE:Não...
CHAPELEIRO LOUCO:Professora Glória Mula!
Aparece a PROFESSORA GLÓRIA MULA:Olá!
CHAPELEIRO LOUCO:Essa menina quer ensinar os
outros sem ter diploma de professora. O que você acha?
PROFESSORA GLÓRIA MULA (fica
pensativa): Hummmmmmmmmmm.... Não sei o que
opinar. Só sei que nada sei, logo se ela é uma menina e você precisa de uma
professora, uma mais uma, segundo a matemática, é igual a duas. Então ela é uma
menina professora sem diploma de professora, duas em uma sem uma é igual uma
louca, logo deixa ela te ensinar, pois pra ensinar louco só mesmo uma louca.
CHAPELEIRO LOUCO (sério):Nossa, que coisa louca! Gostei! Obrigado, Glória Mula! (GLÓRIA MULA sai) Então me ensina, menina, vai!
PENETRA LOUCO chega com PENETRA
LOUCO 2 e olha para o colchão:Nossa, que colchão!
PENETRA LOUCO 2 (olha para a perna
de ALICE):Não achei a coxa dela tão coxão assim...
PENETRA LOUCO:Não é esse coxão; é deste colchão
que estou falando. Me ajude a pegá-lo! Colchão achado não é roubado!
PENETRA LOUCO E PENETRA LOUCO 2 carregam o colchão e saem.
ALICE:Peraí, eles levaram meu colchão!
COELHO sai do tabuleiro e fala com
ALICE:Ah, meu Deus, estamos atrasados! Ensina
logo esse jogo senão acaba o tempo e nosso rei morrerá...
REI sai do tabuleiro também e briga
com ALICE:Eu não posso morrer assim. Nem pensar!
Minha rainha, querem me derrubar!
RAINHA também sai do tabuleiro:Cortem as cabeças desses golpistas!!! Soldados, cortem a cabeça dessa
menina!
REI interrompe a RAINHA:Calma, amorzinho! Se cortar a cabeça dela, o jogo acaba e vamos ficar
pra sempre no tabuleiro sem perder nem ganhar. Usemos a cabeça, minha rainha,
deixemos ela nos ensinar, voltemos ao tabuleiro, vamos jogar!
RAINHA (para ALICE):Escapou dessa vez, senhorita... Se falhar outra vez, meus soldados cortam
sua cabeça!
RAINHA, REI e COELHO (na posição de
bispo, sempre olhando desesperado para o relógio) voltam para o tabuleiro. GATO
(que fica com os dentes trincados como se risse o tempo todo) está na posição
de cavalo. DODO DO FUTEBOL (que segura uma bola de futebol) está como torre.
Estes ficam de frente para o
público. Os demais são 2 soldados que fazem peões. O exército adversário – de
costas para o público – são outros soldados com a RAINHA BRANCA como rainha do
grupo.
CHAPELEIRO LOUCO (para ALICE):Então, menina professora que não tem diploma de professora, como se
joga xadrez?
ALICE: Bem,
vamos lá...(se aproxima dos SOLDADOS PEÕES) Esses soldados são os peões. Eles andam
somente para frente e capturam em diagonal. Na primeira jogada, eles podem
andar duas casas. Veja (tenta
puxá-los) Ora, por que não me
obedecem?
SOLDADO PEÃO 1:Ora, que vergonha! Rebaixados à plebe, a peões!
SOLDADO PEÃO 2:Somos soldados reais, menina! Mais respeito! Não jogamos como vaqueiros
de rodeio!
CHAPELEIRO LOUCO:Sou louco, mas não sou bobo! Essa menina é insolente, está acabando com
a realeza da gente!
RAINHA DE COPAS:Cortem a cabeça dela, soldados!
REI (acalma a Rainha):Calma, amor... Deixa a menina... (RAINHA DE COPAS cruza os braços, ofendida)
ALICE (balança a cabeça e se
aproxima do GATO):Esse é o cavalo! Ele anda em L. Por exemplo(ela tenta mexer com o GATO que não para
de rir) Por que ri tanto, Sr. Gato?
GATO:És mais louca que o Chapeleiro Louco. Chamar gato de cavalo – só posso
achar tudo isso engraçado!
CHAPELEIRO LOUCO:Ah, não me bastasse minha loucura, agora tenho que aturar a loucura
dessa outra. Hum.... Ela é louca, eu sou louco, assim não posso com ela me
casar, pois só os opostos se atraem. Triste destino! Nem noivei e já temos que
nos separar!
ALICE (balança a cabeça e se
aproxima do DODO DE FUTEBOL):Essa é a torre, ela anda em linha reta
na vertical e na horizontal. (puxa o DODO e ele obedece) Ah, finalmente alguém obediente!
DODO DE FUTEBOL:Agora que avancei, posso chutar a bola, fessora?
ALICE:Não! Isso não é futebol, Dodo!
DODO DE FUTEBOL (chateado, para o
GATO):Tem razão, Gato! Essa menina é doida! Quer
ensinar xadrez no país do futebol; é completamente doida!
CHAPELEIRO LOUCO:Ah, que jogo ruim! Estou perdendo todo meu amor pela menina, estou
perdendo muito! Ela é louca como eu, não posso me casar com alguém tão insana
assim, é muito igualzinha a mim! O que farei com o anel de noivado que não
comprei?
ALICE (balançando a cabeça, já
desanimada com a explicação):A rainha é uma das peças mais poderosas(RAINHA DE COPAS se sente envaidecida)Ela anda tanto em diagonal quanto pela
vertical e horizontal, é uma ótima opção de ataque e defesa do rei.
RAINHA DE COPAS:Ora, se sou tão poderosa, pra que vou defender homem? Que os soldados
peões, plebeus, façam o serviço: cortem as cabeças dos inimigos, enquanto
desfilo pelo tabuleiro (RAINHA faz os
movimentos da rainha)
CHAPELEIRO LOUCO:Ora, essa menina louca é uma protetora, puxa-saco de rainhas! Sua
rainalha!!! Gosto muito mais do meu xadrez. E pra que jogamos esse seu xadrez
estúpido, menina rainalha?
ALICE:Estabelecemos estratégias com as peças para acuarmos, prendermos,
darmos xeque-mate no rei adversário!
CHAPELEIRO LOUCO:Oh, é uma menina rainalha traiçoeira! Vai derrubar o rei da Rainha de
Copas para estabelecer o reinado da Rainha Branca!
RAINHA DE COPAS:Traidora xequista! Soldados, agora sim, cortem a cabeça dessa menina!(Os 2 SOLDADOS PEÕES prendem ALICE)
REI:Calma, meu bem! Ela primeiro
precisa ser julgada! Chamem o JUIZ A JATO.
O JUIZ A JATO chega correndo e abre
um pergaminho:Como JUIZ A JATO, da Operação
Leva-Pro-Xadrez, eu declaro o Gato culpado! Retirem já essa peça do tabuleiro!
ALICE:Mas que loucura! O que o Gato
fez?
JUIZ A JATO:Falsidade ideológica: ele finge ser cavalo, é uma peça falsa. Pode sair
do tabuleiro.
GATO (sai do tabuleiro feliz.
Enquanto sai, fala com Alice):Prefiro ser gato no xadrez do Juiz a
Jato que voltar a virar cavalo no seu xadrez aloprado!
JUIZ A JATO:Também mando pro xadrez o Coelho
safado que se fez de bispo sem exercer o seminário!
COELHO (sai apressado)Estou atrasado! Já, já, fecharão o cadeado e tenho que ser trancafiado!
JUIZ A JATO:Vai pro xadrez também o DODO DO FUTEBOL por falta de coerência. Nunca
vi torre de castelo se mexer nessas redondezas, é um péssimo ator, é sublime
incompetência.
DODO DO FUTEBOL (sai contente):Jogo bola na cadeia, pois jogo sem bola me aperreia!
JUIZ A JATO:Também vai pro xadrez a Rainha Branca!
ALICE:Mas o que ela fez?
CHAPELEIRO LOUCO:Nesse questionamento dou também meu depoimento. Por que tanto convencimento
neste louco julgamento?
JUIZ A JATO:Ora, a regra é clara, seus jumentos! Essa Rainha Branca é morena; se
está no script que é branca como podem substituir a palidez pelo bronzeamento?
Fora, Rainha Branca, e não inventem esperanças! Meus mandados de prisão não
admitem absolvição!
ALICE:Assim não dá; está tirando todas as peças. Como vamos jogar?
JUIZ A JATO:Declaro proibido o jogo de xadrez sugerido, pois meu rei merece o
reinado infinito!
REI (para a RAINHA DE COPAS):Que juiz ótimo! Como somos gloriosos!
RAINHA DE COPAS: Bastou cortar a cabeça dos juízes adversários para termos a justiça do
nosso lado. Soldados, retirem o tabuleiro e voltemos para o castelo – vem
conosco, Juiz a Jato, deixemos sozinhos esses dois chatos, com esse xadrez
inacabado.
Todos saem, menos o Chapeleiro Louco
e Alice.
ALICE:Quanta esquisitice ruim, é melhor eu voltar a dormir.
CHAPELEIRO LOUCO:Não foi tão ruim assim – tem certeza que vai desistir?
ALICE:Já desisti, vou encostar aqui nesse canto e voltar a dormir. (ALICE encosta num canto e dorme)
CHAPELEIRO LOUCO (triste):Ah, que triste fim... Ela dormiu e vai voltar pro seu país, enquanto eu
ficarei aqui sozinho e infeliz. Ah, esposa com a qual não me casei, esposa que
não me quis, como pôde assim se despedir, desistindo de tudo, inclusive de mim.
(ele para e pensa) Peraí, se ela desistiu, eu ganhei, não
perdi. Que hora mais feliz, eu venci, eu venci! Sou campeão do xadrez, posso
dar xeque-mate em todos vocês! (desfila
em frente ao público e joga camisa xadrez no público – música do Ayrton Senna) Poeta Gran Finale, é sua vez!
Entre POETA GRAN FINALE e declama:
Para Alice e para você,
Um conselho de vida
Pro xadrez do bem viver:
seja louco ou são,
não perca a esportiva
em nenhuma competição;
mesmo na insensatez dos tempos,
mantenha vivos os seus movimentos,
mesmo que a alegria desapareça,
não deixe que a tristeza vença.
No xadrez das maravilhas e no xadrez
real,
só vence quem acredita no seu
potencial.
Até logo e volte sempre,
mesmo que tudo caia de repente,
levante suas peças e siga em frente.
FIM
VI Torneio Xeque-Mate Alcino (17/05/2016)
Vídeo 2: "Dorfo Tube apresenta o VI Torneio Xeque-Mate Alcino"
V Torneio Xeque-Mate Alcino (28/05/2015)
Vídeo 3: "Luz, Câmera...Alcino! apresenta o esquete 'Xadrez Poesia' no V Torneio Xeque-Mate"
V Torneio Xeque-Mate Alcino (28/05/2015)
Vídeo 4: "Xadrez Alcino News: O documentário inacabado do Torneio Xeque-Mate Alcino de 2015"
Finalmente chega ao blog o vídeo com alguns grandes
momentos da participação dos artistamigos do Sarau Solidões Coletivas no “13 de
maio é dia de Luta!" - Ato Artístico em Apoio À Greve dos Professores do
Estado do Rio, organizado pelo professor-artistativistamigo Gilson Gabriel.
O evento aconteceu no dia 13 de maio de 2016, na
grade no Centro de Valença/RJ. Convidada pelo mestre-poetamigo Gilson Gabriel,
a galera do Sarau Solidões Coletivas não hesitou em participar desse
mais-que-fodástico evento de protesto artístico, juntamente com diversos outros
fodásticos artistamigos de Valença-RJ.
O vídeo traz alguns desses momentos (não pude
filmar mais, pois a bateria da câmera estava nas últimas, mas vale como
registro desse memorável momento social-político-artístico na Princesinha da
Serra): no vídeo, há a minha declamação do poema “O poema está em greve”, já
declamado em atos artísticos em apoio a uma greve anterior dos Professores do
Estado do Rio – em tempo: esse mesmo poema está entre os selecionados para
comporem meu próximo livro “O nada temperado com orégano”, que será lançado no
Palco Cultural da Feira Literária do Livro de Valença/RJ (Fliva), no domingo,
dia 05 de junho de 2018, das 15h às 15h30min (de 15h30min às 18h estarei
autografando o livro no estande da Editora Interagir), no Jardim de Cima, em Valença/RJ.
Além da minha apresentação, o vídeo traz o músico-amigo Zé Ricardo Maia interpretando
a célebre canção “Até quando esperar” do Plebe Rude, acompanhado pelos músicos-amigos
Marcio Manhães (violão) e Daniel Silvares (baixo), e o poetamigo Wagner
Monteiro, conhecido popularmente como Ryu, interpretando um poema inédito seu,
acompanhado pelos músicos-amigos Luiz Guilherme (baixo) e Gabriel Carvalho
(violão). Agradecimentos especiais a amiga, superamiga da arte local, Amanda
Bastos, que filmou esses momentos especiais nesse “13 de maio é dia de
Luta!" - Ato Artístico em Apoio À
Greve dos Professores do Estado do Rio.
E o Sarau Solidões Coletivas, sempre que possível,
segue apoiando todo ato artístico-político em defesa dos profissionais da educação
que sofrem com mais um governo que despreza o valor e importância da educação
de qualidade e da cultura independente. Arte e Atitude Sempre!
Yeah,
amigos, apesar de uma certa demora, finalmente trago ao blog meu poema inédito "San
Vincente dos Convalescentes", inspirado na canção "San Vicente"
de Milton Nascimento (do álbum mais-que-fodástico "Clube da Esquina")
e na peça teatral "Os convalescentes", de José Vicente (que inspirou
a canção de Milton), juntamente com o vídeo de minha participação no evento
"Lugar é de Mulher é no Vocal 7", idealizado pela divartistamiga
voltarredondense Carina Sandré.
Aconteceu
na sexta, dia 06 de maio de 2016, no Centro Cultural Fundação CSN, em Volta
Redonda, na sexta, dia 06 de maio, a sétima edição do mais-que-fodástico
"Lugar de Mulher é no Vocal", organizado pela divartistamiga Carina
Sandré. Como nas edições anteriores, o evento teve apresentações maravilhosas e
inesquecíveis, fodásticas participações especiais - é claro que eu,
representando o Sarau Solidões Coletivas, convidado por Carina Sandré, não
poderia deixar de participar desse mais-que-fodástico evento! Neste evento, lancei mais um poema,"San
Vicente dos Convalescentes", inspirado na canção "San Vicente",
do Clube da Esquina, divinamente interpretado por Carina Sandré e sua banda.
Agradecimentos
especiais a Fábio Tubbs, que, a meu pedido, filmou a minha participação.
Vida
Longa ao Lugar de Mulher é no Vocal, Gratidão pelo mais-que-fodástico convite,
Amor, Paz, Atitude e Arte Sempre!
Yeah, hoje, quase um mês após o evento, finalmente
trago ao blog o vídeo com parte da participação do Sarau Solidões no I Evento
Multicultural "Sem Nome", organizado pelo super-mais-que-fodástico
Ronaldo Brechane, no bairro Monte D'Ouro, em Valença-RJ, na noite do dia 30 de
abril.
O Evento Multicultural "Sem Nome", o
primeiro (de muitos, posso garantir!) organizado por Ronaldo Brechane teve
apresentações super-fodásticas e um público animadíssimo. Já na estreia, o
evento foi um sucesso e mostrou a importância de termos e apoiarmos eventos
culturais maravilhosos como esse proposto por Ronaldo Brechane. Em tempo: Nesta
primeira edição, aproveitei para anunciar o meu próximo livro "O nada
temperado com orégano (Receitas poéticas para um país sem poesia e com crises
na receita)" que será lançado na Feira do Livro de Valença/RJ (Fliva) no
domingo, dia 05 de junho, às 15h, e na Feira do Livro de Resende/RJ, no sábado,
dia 11/06, às 10h.
Foi uma noite maravilhosa e inesquecível e nós, do
Sarau Solidões Coletivas, já aguardamos ansiosamente a próxima edição.
Vida Longa ao Evento Multicultural "Sem
Nome"! Paz, Amor, Atitude e Arte Sempre!
Demorou mais de 2 meses,
mas finalmente chegou ao blog, amigos leitores, alguns dos poemas e o vídeo do Sarau
Pocket do Alcino Edição "Vânia Ribeiro Camacho"!
Aconteceu na
quinta-feira, dia 17 de março de 2016, na região rural de Teresópolis/RJ, o I
Sarau Pocket da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva (já fazemos o Sarau
Professora Rosa Amélia há tempos, mas é a primeira vez no ano [em dezembro do
ano passado, também realizamos um] que experimentamos novos mini-saraus ao
longo do ano letivo). Nesta primeira edição de 2016, o Sarau foi em homenagem
ao Dia Internacional da Mulher e foi batizado de Sarau Pocket "Vânia
Ribeiro Camacho", em homenagem a ex-aluna e excelentíssima poeta Vânia
Ribeiro Camacho, que faz aniversário na mesma importante data na qual
refletimos sobre as condições das mulheres no Brasil e no Mundo.
O evento contou com a
participação empolgada de artistalunos da Aceleração V (Jackson Santos, Bárbara
e Paulo André), dos nonos anos (Vandriele Araújo, Julia Almada, Thaís
Quintieri, Vitória de Jesus e Andressa) e dos oitavos anos (Livia, Lucas Folly
e Romildo) que declamaram poemas sobre a valorização da mulher e a importância
da Lei Maria da Penha, além de cordéis sobre a dengue e as doenças sexualmente
transmissíveis e poemas com outros temas. Também se apresentaram no evento a
dupla Mariana & Jaqueline, cantando "Como Zaqueu (Entra na Minha
Casa)", de Reges Danese, a capela (!), e o trio Lara Fabyann Veiga, Helen
Ribeiro e Vitor Esperidião interpretando a canção "Mulher", de
Projota. O sarau ainda teve a participação mais-que-especial do
professor-poetatletamigo Genaldo Lial da Silva, de Educação Física, e abertura
e encerramento da coordenadora pedagógica Flávia Araújo.
Deixo um agradecimento
mais que especial ao Professor de Ciências Samuel Gumieri, que filmou o sarau
pra mim, e a diretora Paloma, pelo super-apoio e incentivo a mais este projeto
lírico-educacional.
Na postagem de hoje, além
do vídeo do evento, finalmente posto também os poemas dos Poetalunos da
Aceleração V sobre o Dia Internacional da Mulher e a Lei Maria da Penha, os poemas
de professores-poetas e poetalunos dos nonos anos, inspirados no Dia
Internacional da Mulher e nos poemas da turma de Aceleração V (incluindo nesta
parte o poema de Douglas Marques, que não declamou, mas teve seu poema
declamado pela Vitória) e os poemas com outros temas (cotidiano, amor, etc) de
poetalunos dos nonos anos. Os poemas de Vânia Camacho preferi não repostar,
pois eles já aparecem em postagens anteriores recentes e podem ser facilmente
encontrados no mecanismo de busca do blog.
E, como Flávia Araújo
divinamente discursou, “que venham outros saraus em 2016”!
Vídeo do Sarau Pocket do
Alcino Edição "Vânia Ribeiro Camacho"
Poemas dos Poetalunos da
Aceleração V sobre o Dia Internacional da Mulher e a Lei Maria da Penha
Esse homem me fere
Eu não tenho coragem de
denunciar
Sou mal amada
Ele me fere de novo
Até quase me matar
Eu agora vou denunciar.
(Alisson Teodoro)
Todas as mulheres
precisam
ser defendidas,
todas as mulheres
precisam
ser reconhecidas.
Não tenha medo, denuncie:
você merece ser
valorizada.
(Bárbara dos Santos)
Nunca bata numa mulher
E, se você vir, ligue 180
E denuncie!
É um direito das mulheres
Nunca serem feridas
Porque elas são anjos.
Enquanto estiver vivo,
Eu apoio a Lei Maria da
Penha.
(Emichael de Oliveira
Melo)
A minha parte
Ele me bate
Ele me machuca
Mas ele vai ver
Vou denunciá-lo
Para nunca mais apanhar
Porque se eu não fizer
A minha parte
Que é denunciá-lo
Vou continuar
apanhando...
Faça a sua parte:
Denuncie.
(Cassiane dos Santos)
Uma mulher que apanha tem
sim que denunciar
Um homem não pode bater
numa mulher
Não tenha medo de
denunciar
Se ele bateu uma vez, vai
bater mais uma vez.
Não se cale!
Se você apanhar,
denuncie!
(Thaís da Cunha)
No dia 8 de março,
Por seus direitos
exigirem
Tragicamente cremadas
elas foram.
Além de serem
maltratadas,
Pisoteadas, magoadas e
assediadas,
Só por suas exigências
Foram levadas a um
trágico destino
Para o salário não
aumentar,
O respeito não cobrar,
O patrão achou mais fácil
empurrar
130 tecelãs para o fogo
da morte,
O beijo do anjo mortal.
Muitos anos depois
graças a uma mulher
preciosa e corajosa
por denunciar seu marido
agressor
Criaram a Lei 11.340
a lei mais decente e justa,
a lei Maria da Penha.
Instituída para ajudar e
defender,
Cuidar e valorizar a
mulher,
Sua importância faz com
que eu diga
O que já foi dito:
A lei Maria da Penha
É para ser cumprida!
(Jackson Carvalho)
As mulheres tão lindas,
tão belas,
às vezes tão
fragilizadas,
tão indefesas,
pois apanhavam todos os
dias,
sem nenhum meio de se
salvarem.
Mas isso acabou,
Porque alguém pode
denunciar.
Hoje elas são
respeitadas,
São amadas,
São as mulheres
De todos nós.
(Paulo Sérgio de
Siqueira)
Diga não à violência
As mulheres hoje em dia
Apanham muito
Muitas delas não
sobrevivem
A tanta violência
Devemos denunciar
Ligue 180, não se cale,
As mulheres merecem
respeito
E os homens que praticam
violência doméstica
Merecem pagar por isso na
cadeia.
Diga não à violência.
(Flaviane Tavares
Gonçalves)
Poemas de
professores-poetas e poetalunos dos nonos anos, inspirados no Dia Internacional
da Mulher e nos poemas da turma de Aceleração V
MULHER
Veja o quão necessário é
Fazer uma homenagem
sincera
No dia internacional da
mulher
Pelo valor que sempre
tivera
Sem sempre foi bem
tratada
Muitas vezes foi agredida
Por homens de índole
deturpada
Que sua estima saiu
ferida
Mas, seu valor é
inestimável
Alicerce da humanidade
Seu espírito agradável
Seu ventre maternidade
Se dela nós viemos
Em seu colo embalados
No teu seio nós bebemos
E de pequenos educados
Então, quando homens
feitos
Abala nossa forte
estrutura
Com um a flecha em nosso
peito
Nos domina com beleza e
formosura.
(Genaldo Lial da Silva,
17/03/16)
A elite
Vamos marchar de salto
alto,
disparar sorrisos,
derrubar o machismo,
estraçalhar sua falta de
opinião,
e, por fim,
encantadoramente,
conquistar corações.
(Andressa da Silva
Oliveira)
Sem você
Sem você meu coração
chora
Sem te ver meu sorriso
sofre
Sem te sentir meu coração
vira poesia
Sem te ouvir eu não posso
ficar
Tudo de amor,
Tudo de paixão
E cego de carinho.
Sem você, Mulher, eu não
sou nada
Nada mesmo
Assim é meu sentimento.
(Douglas Marques – 9.º A)
Poemas com outros temas
(cotidiano, amor, etc) de poetalunos dos nonos anos