sábado, 28 de dezembro de 2013

Sarau Solidões Coletivas Especial com as Folhas Ao Vento de Nicia Cadinelli

Outro evento gratificante do qual participamos e que encerra as atividades do Sarau Solidões Coletivas em 2013 foi o sarau especial durante a Tarde/Noite Literária de Autógrafos do livro "Folhas ao vento", da escritoramiga Nicia Cadinelli, realizado na quinta-feira, dia 19 de dezembro, na Biblioteca Municipal D. Pedro II, na Rua Padre Luna, centro da cidade de Valença/RJ. Fomos convidados para participarmos do evento pela própria Nicia Cadinelli, durante o Sarau Solidões Coletivas Saideira de Natal, e foi fodástico demais: tanto a escritoramiga quanto Marcia Cristina, responsável pela nova face da Biblioteca Municipal D. Pedro II, cuja estrutura atualmente ganha o status de espaço de promoção cultural da arte local na cidade, nos deixaram à vontade e possibilitaram que este último sarau do ano fosse especial. 


Nicia Cadinelli autografa
seu livro Folhas ao Vento
O público foi satisfatório (apesar que ainda penso que os valencianos - aos quais já defendi como empolgados caçadores de eventos culturais - aparecem cada vez mais em menor número em acontecimentos literários locais), a festa lírica foi animada e divertida. O Sarau Solidões Coletivas Especial "Folhas ao vento", em homenagem à fodástica escritoramiga Nicia Cadinelli, na Biblioteca Municipal D. Pedro II contou comigo, com a própria Nicia, Juliana Guida Maia, Luana Cavalera, Patrick, Leticia Correa, Raniere Garcia e Karina Silva e teve a participação de diversos artistamigos, entre eles o mais-que-fodástico músico e compositor Paulinho Lima (pela primeira vez, no nosso sarau!), e do público.

O músico Paulinho Lima
(pela primeira vez, com
o Sarau Solidões Coletivas!)
Que 2014 dê ao Sarau Solidões Coletivas outros grandes momentos fodásticos como esse, amigos leitores! Arte e Sarau Solidões Coletivas Sempre!




  

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Solidões Compartilhadas: Os neologismos e paradoxos de Kesley Branco

Desde que conheceu o Modernismo e Concretismo, esse poetaluno nunca mais foi o mesmo: em atos de extremo lírico, ele criou seus poemas concisos (curtos), flertando com neologismos (palavra nova e inventada, ainda não colocada em dicionários) e paradoxos (figura de linguagem que consiste em empregar palavras que, mesmo opostas quanto ao sentido, se fundem num mesmo enunciado, gerando imagens absurdas ou incomuns diante do senso comum, O rei Roberto Carlos já usou essa figura no verso “Minha alegria é triste”, paradoxo resgatado pelo jovem poetaluno).

Hoje tenho o prazer de compartilhar solidões poéticas com o mais promissor discípulo dos poemas curtos consagrados por Oswald de Andrade e aprimorados pelos concretistas, por Mario Quintana e Paulo Leminsk, hoje trago alguns dos poemas curtos escritos pelo jovem talento Kesley Branco, ex-aluno da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, e um dos mais fodásticos poetalunos da poética inusitada que já tive o prazer de conhecer em sala de aula. Seus escritos foram produzidos no final do ano letivo nos momentos mais inesperados, sem intuito de ganhar notas, etc, feitos pelo simples prazer de brincar com as palavras e continuar a evolução da própria arte poética. Poemas que levam segundos para serem lidos e uma eternidade pra sair de nossa mente.
Com vocês, a arte poética mais breve e mais eterna de Kesley Branco:

A Luz do Neologismo

Garota alucinante
Dos olhos de diamante
Do sorriso ‘iluminante’

O Circo da Alegria Triste

O alegre palhaço triste
estava feliz
pela felicidade
da tristeza alegre
que o fazia sorrir.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Sarau Solidões Coletivas Saideira de Natal: Papai Noel, Velho Batuta, no mundo cão

Um fodástico e divertido evento do qual o Sarau Solidões Coletivas participou foi o Almoço Beneficente da Associação Valenciana de Proteção aos Animais (AVPA), que aconteceu na tarde do dia 15 de dezembro deste ano, no Clube dos Democráticos, em Valença/RJ.
Batizado de "Sarau Solidões Coletivas Saideira de Natal: Papai Noel, Velho Batuta, no mundo cão", os artistamigos Karina Silva, Luana Cavalera, Juliana Guida Maia, Patrícia Correa, Leticia Correa, Paulinho Gonçalves e Davi Barros e eu realizamos um sarau cheio de música e poesia, comemorando e, ao mesmo tempo, subvertendo o popular evento natalino. Ainda tivemos as participações super-especiais da consagrada poetamiga valenciana Nicia Cadinelli, autora do elogiado livro "Folhas ao vento" e bicampeã do Concurso Nacional de Poesias de Conservatória, do também premiadíssimo poetamigo niteroiense Sergio Almeida, conhecido artisticamente como Jardim, e do poeta e música Paulo "Sapo" Oliveira, de Vassouras/RJ. Foram declamados poemas dos próprios artistas participantes e também de outros autores, como Paulo Ras, de Paranaguá/PR, Maiara Oliveira, de Teresópolis/RJ, Raniere Garcia (inspirado no hit punk natalino da banda Garotos Podres), de Valença/RJ, etc.
Apesar de termos um público pequeno, em comparação a outros eventos nossos, o Sarau Solidões Coletivas Saideira (que acabou nem sendo 'saideira', pois fomos convidados por Nicia Cadinelli para participarmos de uma tarde/noite de autógrafos dela no dia 19 de dezembro - vídeos em breve aqui no blog) de Natal foi divertido e empolgante, como vocês podem conferir nos vídeos postados abaixo.
Morte ao Papai Noel Velho Batuta que rejeita os miseráveis, Feliz Natal e Arte Sempre, amigos leitores! 





  

Poema Promíscuo de Natal: Mary Christmas

Esse poema promiscuamente ‘natalino’ me surgiu após eu assistir a uma entrevista do fodástico artista Paulinho Moska dada ao humorista Danilo Gentili no Programa “Agora é Tarde”.
Durante a entrevista, Paulinho Moska revelou ter algumas manias extravagantes; entre elas, a de colecionar folhetos de propagandas de garotas de programa sul-americanas. Num desses folhetos, colecionados pelo músico e mostrados a Gentili, havia a propaganda de uma tal de Mary oferecendo serviços e descontos no período do Natal. Danilo Gentili, ao ver tal folheto, brincou ao chamá-la de “Mary Christmas”, um trocadilho sacana com o popular “Merry Christmas” (a saudação dde “Feliz Natal” em inglês).
Inspirado nesse episódio da entrevista de Paulinho Moska a Gentili e em tantas musas loucas da música nacional e internacional (“Dani Califórnia”, do Red Hot Chilli Peppers, “Natasha”, do Capital Inicial, “Kátia Flávia”, de Fausto Fawcett, entre tantas outras), fiz o meu poema em tributo à garota de programa Mary, que generosamente, por uma quantia promocional de dinheiro, oferece serviços sexuais natalinos especiais aos seres solitários e sedentos.
Feliz Promíscuo Natal, amigos leitores!

Mary Christmas

Mary Christmas
oferece um Natal de ofertas
pra vocês:
sexo casual,
transas loucas
para homem só,
mulher bi
ou casal.

Ela chupa seus créditos,
suas vaginas e seus culhões.
Ela transa sorrindo,
come e dá pra milhões.
Tem um corpo lindo
e conhece mil posições.

Mary Christmas
faz serviço completo,
em ângulo obtuso ou reto,
traz satisfação total.
Ela brinca com HIVs positivos,
transa com ou sem preservativo,
é o risco de AIDS mais sensual.
Seja ativo ou passivo,
Mary Christmas deseja a todos
um próspero corpo novo
e um Feliz Natal! 



domingo, 22 de dezembro de 2013

II Sarau Professora Rosa Amélia: A festa lírica que só os loucos da Escola Municipal Alcino sabem fazer!

Professora Rosa Amélia, a eterna
homenageada pelo Sarau da E.M.A.F.S.
Hoje tenho o prazer de relembrar um dos eventos escolares que mais tenho orgulho de organizar na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, junto com os poetalunos, a equipe diretiva e demais professores: o Sarau Professora Rosa Amélia. Na manhã de 11 de novembro deste ano, chegamos à segunda edição do sarau, que homenageia a professora de Ciências aposentada Professora Rosa Amélia, dedicada profissional que sempre levou um pouco de lirismo pras suas aulas. O evento teve participação intensa dos poetalunos dos sétimos, oitavos e nonos anos (essa turma super-intesamente-lírica dos nonos vai deixar saudade!)  e cresceu tanto que atualmente é apresentado na quadra da escola. 
Os poemas declamados são resultados das aulas de produção textual, realizadas durante as aulas de Português do professor-poeta-pateta que vos fala e da inspirada (e inspiradora) professora Sonia, dos sétimos anos, com o apoio dos professores de outras disciplinas, que apoiaram realizando aulas interdisciplinares com os temas abordados. Vários temas foram trabalhados e transformados em fodásticos poemas pelos poetalunos antes da realização do evento: falamos sobre o centenário de Vinicius de Moraes, sobre Holocausto, sobre "O médico e o monstro", de Stevenson, sobre ultrarromantismo e byronismo, sobre o muro de Berlim e (ufa!) tantos outros temas. 
O evento ainda contou com a participação do professor Genaldo Lial, declamando seu novo poema e anunciando seu retorno definitivo à escrita poética!
Em tempo: o Sarau Professora Rosa Amélia II foi uma espécie de prévia dos poemas que brilhariam no Concurso Nacional de Poesias da ALAP de 2013.
Abaixo posto os vídeos desta festa lírica que só os loucos poetalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Siva sabem fazer:





sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O Lamento do Garçom: Elegia para Reginaldo Rossi

Morreu hoje Reginaldo Rossi, o mais fodástico e nobre (declaradamente e com muito orgulho) cantor brega brasileiro. Vítima de um câncer no pulmão, o artista pernambucano, aos 69 anos, não resistiu aos males vorazes dessa doença fatal e silenciosa. Cantor dos amores traídos, Reginaldo foi abandonado definitivamente pela vida, sua amante maior.
Faço a elegia abaixo em homenagem a esse fodástico cantor pernambucano, que tocou, cantou e revelou sem pudor o lado mais brega de nosso íntimo sonhador.  É o lamento do “Garçom”, o atendente mais requisitado dos desiludidos, doente de amor traído, e também o funcionário mais conhecido desde quando a famosa canção de Reginaldo Rossi estourou nas rádios de todo Brasil. Os versos da elegia são decassílabos e rimados em tributo ao estilo popular consagrado por Reginaldo Rossi.
Lamentemos juntos com o garçom, amigos leitores, a partida de nosso mais popular trovador...
 Arte Sempre e muitas vezes Brega com muito orgulho!



O lamento do garçom

Foi ali naquela mesa de bar
Que aquele bêbado se consagrou
Cantando casos e dores de amor.

Todo mundo já cansou de escutar
Seus versos tristes, seu tom sofredor,
Desventuras daquele ex-sedutor.

E agora nós só podemos chorar
A partida do mais ébrio cantor
Que aquela mesa já testemunhou.

Me desculpe, pois preciso fechar;
Hoje a vida abandonou nosso bar,
Estamos fechando por falta de amor...


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Poetalunos que brilham no Concurso Nacional de Poesias da ALAP (agora in vídeo!)

Encerrando a trilogia Poetalunos que brilham na ALAP 2013 (não confundir com o encerramento dos poetalunos que brilham na ALAP, pois eles estiveram, estão e sempre estarão brilhando na ALAP e nos demais lugares), trago o vídeo no qual os premiados poetalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, e do Colégio Estadual Doutor Oswaldo Terra, de Valença/RJ, declamam seus fodásticos poemas.
Para ver, ouvir, sentir, delirar e se apaixonar por tamanho lirismo jovem, amigo leitor!





Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...