terça-feira, 24 de novembro de 2015

Clube do Livro Alcino Voraz: A segunda reunião - Escritores-Leitores Vorazes resgatam a Chama Voraz após o Dia dos Finados

Ok, sei que demorei muito mais que o prometido pra trazer os poemas da segunda reunião do Clube do Livro Alcino Voraz (inspirados no romance “Em chamas”, segundo da trilogia “Jogos Vorazes”, de Suzane Collins) e que, por causa da demora, até levei leves broncas de Ana Gabriela Medeiros, a mais-que-fodástica-escritoraluna-e-idealizadora-do-grupo, mas o blogueiro-professor-poeta-pateta que vos fala, como sempre, tarda, mas não falha: trago hoje ao blog os mais-que-fodásticos poemas dos poetalunos do Clube do Livro Alcino Voraz, escritos no dia 03/11, um dia após o “Dia dos Finados”, quando ressuscitamos o Clube e promovemos, na E. M. Alcino Francisco da Silva, a segunda reunião do grupo.
Partindo da ideia do Círculo do Livro Alcino, iniciada e idealizada no ano passado pelas poetalunas Ana Gabriela Medeiros e Laís Martins, e livremente inspirado no conhecido Clube Literário Palavras ao Vento, de Valença/RJ, organizado por Pit Larah e Cia, o Clube do Livro Alcino Voraz tem como principais objetivos: estimular a leitura reflexiva, compartilhar e debater experiências de leitura, estabelecer leituras comparativas entre as diversas linguagens literárias (visão comparativa de livros e versões cinematográficas) e fazer a releitura de obras literárias através da produção textual (construir novos poemas, contos e crônicas inspirados no conteúdo do livro debatido).
Feito no contraturno das aulas, a segunda reunião contemplou como livro-tema o segundo romance da trilogia “Jogos Vorazes”, da escritora estadunidense Suzane Collins. Foi realizado o debate do livro “Em chamas”, relembrando as relações históricas que envolvem a obra (regimes totalitários, fatos históricos e pessoais que estimularam a escritora na construção do romance, comparações com o nazismo, fascismo e colonialismo, indústria do entretenimento [de reality shows e programas de MMAs], a intensificação do triângulo amoroso principal da trilogia neste segundo livro, a exibição da versão cinematográfica do livro e a produção de poemas e contos inspirados na obra. Ainda no mês de novembro, no dia 17, seguindo a votação e sugestão dos artistalunos do Clube, o livro-tema foi o terceiro romance da trilogia “Jogos Vorazes” e a exibição da versão cinematográfica “Jogos Vorazes – A Esperança Parte 1” (os poemas em breve, breve também estarão aqui no blog).
As fotos foram tiradas no dia 05/11(no dia do encontro, como sempre, não deu tempo de fotografarmos devido a produção textual) trazem o grupo que participou da segunda reunião (faltando a artistaluna Guttyellen Canto que, infelizmente, não foi à aula no dia seguinte). Os créditos das fotos são da bibliotecária-amiga-e-agora-nova-fotógrafa-oficial-do-Clube Emidiã Fernandes. Lembrando também que a entrada e participação no Clube do Livro Alcino Voraz é livre/opcional (somos escritores-leitores vorazes e não autoritários como os governantes da Capital de Panem rs) e rende mais conhecimento e troca de experiência, sem barganhas de pontos extras.
Vida longa ao Clube do Livro Alcino Voraz – Educação, Alcino Teresópolis e Arte Sempre!

Em chamas

Jogos Vorazes em chamas:
Tudo fica mais difícil,
A cada jogo mais terrível.

O relógio irá trabalhar
E nada vai facilitar
A disputa continuará
E só um tributo irá ganhar.

A queridinha do Distrito 12
Seu amor quer salvar
Mas existe traidor
Em todo lugar.

Temos que lembrar quem é o inimigo,
Temos que lembrar que nem todos são amigos.
(Amanda Barboza e Gutyellen Canto)



Mags contra a névoa mortal

Tudo deveria ter acabado pra mim
Mas, claro, não seria tão fácil assim
Em frente a morte, meu velho amado,
Por que tinha que estar aqui, meu amor odiado?

No Massacre Quaternário,
Todos assistem a minha morte no noticiário
Disseram que eu teria paz
Mas minha vida não será mais igual,
Jamais!

Não tenho forças para correr,
Não sei se vou sobreviver,
Estou velha demais pra massacrar,
Me deixo levar
Pela morte, meu novo lar.
(Paulo Ricardo Ponte, Stallone Oliveira, João Paulo de Oliveira e Ana Gabriela Medeiros)



Johanna banhada em chuva de sangue

Da força do meu machado
Em meio aos mais límpidos carvalhos,
As nuvens negras da força da Capital
Trazem o sofrimento em sangue letal.

Tristezas infernais
Na força antônima da paz
O céu sangra junto a mim
Transformando o verde da selva em vermelho carmim.

Corro pelo campo
A fim de fugir da minha própria indignação
Esperando o início da rebelião
E a minha vingança contra a capital,
Contra sua chuva de ódio ancestral.
(Ana Gabriela Medeiros)



Os pesadelos da garota em chamas

Todos os lábios que me beijam
têm o gosto nojento de rosa e sangue.
Tantos lábios... o caçador no chicote do lobo,
o demônio da morte nas asas de um anjo,
o tordo envenenado pelo sopro
da ácida manhã...

Os pacificadores trazem a paz tirana
que anda tirando – e atirando –
maltratando o sono de meu povo
e nos matando lentamente
numa insônia sem fim.
O Excelentíssimo Sr. Neve lança chamas de ódio
contra as chamas inocentes
de um povo valente,
e meu tordo arde por um beijo quente
e sem pesadelos,
e meu tordo queima por um beijo seu.

Volta pro meu lado, amigo amor,
só com você
meu corpo amanhece curado
dos pesadelos frequentes.
Volta pra minha cama, amigo amor,
só você
mantém minha chama serena,
sem carência,
acesa na crença de um amanhã sem dor.
Volta agora, amigo amor,
porque o tordo precisa voltar a voar
no céu da sua boca,
nas suas ondas de calor...

(Carlos Brunno S. Barbosa)





quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Clube do Livro Alcino Voraz: O início - Escritores-Leitores Vorazes praticam Jogos Líricos Vorazes

Hoje é o dia da estréia oficial do filme “Jogos Vorazes – A esperança Parte 2” e isso faz lembrar o blogueiro-poeta que vos fala sobre um projeto fodástico que realizei com os mais-que-fodásticos artistalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, da região de Teresópolis/RJ: o Clube do Livro Alcino Voraz.
No dia 08/09, um dia após a ‘Independência’ do Brasil, promovemos, na E. M. Alcino Francisco da Silva, a primeira reunião do Clube do Livro Alcino Voraz. Partindo da ideia do Círculo do Livro Alcino, iniciada e idealizada no ano passado pelas poetalunas Ana Gabriela Medeiros e Laís Martins, e livremente inspirado no conhecido Clube Literário Palavras ao Vento, de Valença/RJ, organizado por Pit Larah e Cia, o Clube do Livro Alcino Voraz tem como principais objetivos: estimular a leitura reflexiva, compartilhar e debater experiências de leitura, estabelecer leituras comparativas entre as diversas linguagens literárias (visão comparativa de livros e versões cinematográficas) e fazer a releitura de obras literárias através da produção textual (construir novos poemas, contos e crônicas inspirados no conteúdo do livro debatido).

Feito no contraturno das aulas, a primeira reunião contemplou como livro-tema o primeiro romance da trilogia “Jogos Vorazes”, da escritora estadunidense Suzane Collins. Foi realizado o debate do livro (homônimo ao nome da trilogia), incluindo as relações históricas que envolvem a obra (regimes totalitários, fatos históricos e pessoais que estimularam a escritora na construção do romance, comparações com o nazismo, fascismo e colonialismo, indústria do entretenimento [de reality shows e programas de MMAs) a exibição da versão cinematográfica do livro e a produção de poemas inspirados na obra.
A entrada e participação no Clube do Livro Alcino Voraz é livre/opcional (somos escritores-leitores vorazes e não autoritários como os governantes da Capital de Panem rs) e rende mais conhecimento e troca de experiência, sem barganhas de pontos extras, e contou, no primeiro encontro, com os leitores-guerreiros-artistalunos-vorazes Paulo Ricardo, João Paulo De Oliveira Costa, Rian Lopes, Stallone Oliveira, Diogo Lima, Amanda Barboza, Patricia Flores e Guttyellen Canto. Na postagem de hoje, trago os primeiros poemas, escrito por eles e por mim,  inspirados no livro e na versão cinematográfica de Jogos Vorazes.
E quem pensou que a ideia era apenas uma ‘moda passageira’, não sabe o quanto somos leitores guerreiros: depois desse primeiro encontro, já fizemos mais 2 (para os outros dois livros da trilogia “Jogos Vorazes – os poemas serão publicados aqui no blog nas próximas postagens), com cada vez mais adesões, e já prevemos, pelo menos, mais uns 3 antes de o ano letivo acabar (!!!!).
Vida longa ao Clube do Livro Alcino Voraz – Educação, Alcino Teresópolis e Arte Sempre!

Jogos Vorazes 
(Paulo Ricardo e Rian)

O que pensar naquele momento?
Correr ou morrer, realmente é o que todos pensam
Sobreviver – sonho de muitos, realidade de poucos.

Os que iam para os jogos e tinham ânsia de vencer
Frequentemente eram favorecidos e mais patrocinados
Os membros dos primeiros distritos
Enquanto os outros – quase todos – eram sacrificados.

Em meio a tantas armadilhas e perigos
Com muitos inimigos
Entre vinte e quatro tributos
Somente um sairá vivo.

Viver ou morrer 
(Diogo Lima, Amanda Barboza, Patricia Flores e Guttyellen)

2 semanas em pânico
24 tributos
E somente um irá ganhar.

A floresta os organizadores dos jogos podem controlar
Os tributos irão se machucar
E também terão que ser espertos
Tudo para ficarem cada vez mais despertos

Pessoas quando forem morrer
Será pra valer
Somente um irá vencer.

Sentimento voraz 
(João Paulo e Stallone)

Vinte e quatro de nós foram convocados
E somente um será consagrado
Um só povo dividido em 12 distritos
Mas todos nós temos uma coisa em comum:
Somos heróis por aguentarmos uma vida sofrida,
Condenados pelos pecados de eras atrás.
Será que não seremos perdoados nunca mais?
Será que esses sentimentos serão transmitidos por mais quantas gerações?
Imagine como lidamos com tantas emoções
Meu instinto fala mais forte,
Não importa quanto eu tente, não consigo controlar
Minha alma fala mais alto, tenho que me revoltar.
Acima de nós está a Capital,
Formada por tolos e ignorantes de modo geral
Mal sabem que seriam nada sem os distritos
Deveriam nos ver como heróis mais do que como sacrifícios.

Os últimos suspiros de Cato 
(Carlos Brunno S. Barbosa)

Pareço arrogante
Para teus olhos capitais
Cheios de humildades superficiais
Ah, tua maquiagem borra
Enquanto eu sangro...

Eu sou teu monstro de estimação,
Princesinha Capital,
O dragão sensual da lâmina letal,
O pior mal que te faz tão bem.
Assistes extasiada ao meu show animal.

Enquanto beijas teus amantes,
Eu lapido com sangue
Os teus diamantes.

Tantos pensei ter matado
Para descobrir na infinita poça de sangue
O reflexo de meu rosto destroçado.

Eu sempre estive morto, crueldade miss,
Mas só agora percebi.




domingo, 15 de novembro de 2015

As apresentações líricas cheias de luz do IV Sarau Professora Rosa Amélia

Hoje tenho o prazer de compartilhar no blog os vídeos do IV Sarau Professora Rosa Amélia, tradicional evento cultural promovido pela Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, da região rural de Teresópolis. Nesta quarta edição, realizada na manhã de sábado, dia 24 de outubro, os animados artistalunos, professores e receptivo público promoveram uma festa lírica tendo como tema principal a luz.
Nos vídeos, vemos duas apresentações especiais solo de integrantes do Luz, Câmera...Alcino! (João Paulo Oliveira da Costa representando o consagrado poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade e Daiana Vieira interpretando a fodástica poeta maranhense Maria Firmina). as declamações de poetalunos do sétimo ano (dirigidos por Flávia Araújo). o jogral dinâmico "Palavras ao vento", idealizado por Marcia, professora dos sextos anos (destacando também a declamação da poetaluna dos sextos, Michele); a apresentação especial dos poemas em homenagem ao pintor Pablo Picasso, realizada por artistalunos dos oitavos e nonos anos; as declamações dos poemas, escritos pela turma do Clube do Livro Alcino Voraz, inspirados na trilogia Jogos Vorazes; a participação mais-que-especial do professor-poetatleta "medalha de ouro" Genaldo Lial; as declamações dos poemas iluminados dos oitavos anos (dirigido por Mariuza Diovane); a apresentação dos poemas sobre "a segunda guerra dentro de nós", feita por artistalunos dos oitavos e nonos, em homenagem ao filme "O Pianista" e ao conteúdo histórico ensinado pelo professor-cinéfilo Rafael Faraco; os poemas em homenagem à natureza e ao arcadismo, apresentados por poetalunos dos oitavos anos; a participação mais-que-fodástica das ex-poetalunas, atuais poetamigas do Alcino, Thayslane Freitas, Caroline Almeida e Alana Gomes (que ainda abrilhantou as apresentações de todos acompanhando musicalmente os poemas com seu mágico teclado lírico); a mistura de poemas e canções realizada por Ana Gabriela Medeiros, Brendha Fernandes, Vânia Ribeiro e Daiana Vieira; a apresentação das elegias e dissertações, escritas nas aulas de Produção Textual com oitavos e nonos; a divulgação do resultado do Concurso de Poesias dos Oitavos Anos, anunciado pela professora Mariúza Diovane e com os poemas sendo apresentados pela equipe do Luz, Câmera...Alcino!, ufa, foi uma manhã iluminada de poesia e vibração!
E agora vocês podem conferir nos 3 vídeos postados abaixo cada um desses momentos especiais que a lírica 'Família Alcino' realizou com tamanho brilhantismo (mais pra frente, em futuras postagens, irei compartilhar também os textos apresentados nesta edição do Sarau Professora Rosa Amélia).
Vida Longa ao Sarau Professora Rosa Amélia! Educação e Arte Sempre!







quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Luz, Câmera...Alcino! apresenta Eu preciso dizer que te amo

Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, região rural de Teresópolis/RJ - A equipe do Luz, Câmera...Alcino! aproveita mais uma pausa nos ensaios da peça "Mamãe Luz e Papai Mundo precisam reatar" (remarcada pra ser apresentada no dia 13 de novembro na escola) para realizar um novo vídeo (de uma série prevista com 2 vídeos - cada um inspirado e homenageando uma canção dos consagradíssimos artistas Cazuza e Renato Russo).
Neste primeiro curta da série, produzimos um conto de autoria coletiva, inspirado na fodástica canção "Eu preciso dizer que te amo", composta por Dé, Bebel e Cazuza e interpretado por Cazuza e Bebel Gilberto.
Com roteiro de autoria coletiva, o curta teve direção minha e contou com os artistalunos Vânia Ribeiro Camacho (vivendo a personagem Mariana, que vive angustiada querendo declarar seu amor por Léo, personagem interpretado por Stallone Oliveira), Brendha Fernandes (fazendo o papel de Isa Bela Adormecida, personagem dorminhoca, desejada por Léo), Ana Gabriela Medeiros (fazendo Sofia, a colega de Mariana e Léo, que descobre a paixão secreta de Mariana) e Daiana Vieira (interpretando Baby Suporte, a personagem que sempre interfere solicitando algo aos outros personagens).
Neste primeiro vídeo da série, em homenagem a Cazuza (1958-1990) e seus amigos e parceiros musicais Dé e Bebel Gilberto, vemos os dramas vividos por Mariana em suas tentativas frustradas de declarar-se ao personagem Léo.
Além da inspiração na letra da música "Eu preciso dizer que te amo", o roteiro também contém 2 poemas da artistaluna Vânia Ribeiro Camacho, que faz o papel da protagonista Mariana.
Abaixo posto o vídeo em dois links diferentes (o Youtube está com uma política feroz sobre direitos autorais e não discrimina vídeos pedagógicos, sem fins comerciais, impossibilita a defesa do vídeo, tornando-o indisponível para assistir ao vídeo em dispositivos como celulares, por isso coloquei-o no Vimeo também para que todos possam assistir em qualquer dispositivo) e os dois poemas da mais-que-fodástica atriz-poetaluna Vânia Camacho.
Precisamos dizer que amamos, amigos leitores, e, juntamente com o Luz, Câmera...Alcino!, precisamos manter as canções de Cazuza vivas!

O curta-metragem do Luz, Câmera...Alcino!, inspirado na canção de Cazuza, Dé e Bebel Gilberto e nos poemas de Vânia Camacho: “É que eu preciso dizer que te amo...”



A letra da canção inspiradora:
Preciso Dizer Que Eu Te Amo
(Cazuza, Dé e Bebel Gilberto)

Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto

Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira

Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

Os 2 poemas inspiradores escritos por Vânia Ribeiro Camacho:

Eu disse que não iria mais me apaixonar

Eu disse que não iria mais me apaixonar
Mas bastou um beijo pra minha vida mudar
E mesmo sabendo que pra você nada significou
O meu coração se apaixonou.

Eu quis muito evitar
Você não parecia o tipo que sabe amar
Mas ainda não aprendi a controlar
Mesmo sabendo que no final irei chorar.

Não sei o que deu em mim
Há tempos não me sentia assim
A vontade de te ver só aumentava
Mesmo sabendo que você não se importava.

Tive vontade de te procurar
Só que foi maior o medo do que achar
Não tinha ideia do que fazer
Resolvi deixar rolar
E continuo apaixonada por você.
Vânia Ribeiro Camacho

Você diz que só quer amizade

Você diz que só quer amizade
Mas eu não ligo
Já não te vejo como amigo

Seus amigos dizem que você gosta de outra
Mas meu coração não consegue entender
Está difícil viver sem te ter

Eu digo que já não dá pra esquecer
Você sempre mexeu comigo...
Na real, 
Você é muito mais que um amigo!
Vânia Ribeiro Camacho

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Solidões Compartilhadas: A mente sonhadora de Danilo Oliveira

Às vezes os dias são cinzas, nublados, às vezes não, mas independente do tempo – seja dia, seja noite, quando tudo parece turvado ou quando (in)surge o inesperado – o sol da poesia sempre aquece nossos corações. Há poucos dias atrás, tive a oportunidade de ver este sol lírico retornar nos versos do jovem e talentoso escritor teresopolitano Danilo Oliveira, ex-poetaluno e agora eterno poetamigo.
Danilo é daqueles que veem a vida como um desafio e, por isso, a encara com todas as suas forças. Sua ressurreição poética veio num poema breve, de quatro versos, mas de imenso lirismo, e, claro, o professor-poeta-pateta-blogueiro que vos fala não poderia deixar de destacar esse retorno de Danilo à poesia, por isso hoje compartilho sua quadra, rica em metáfora ousada e com um lirismo intenso, desafiador e sublimamente incomum.
Além da quadra recentemente escrita por Danilo, trago e relembro um outro texto, uma prosa poética que ele escreveu em parceria com Antonio Medeiros, de 2013, época em que os autores eram meus artistalunos no 9.º Ano A da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva.
Acompanhemos a mente autenticamente sonhadora de Danilo Oliveira, amigos leitores, e aprendamos com o seu eu lírico a nunca desistirmos de nossos planos.

A mente sonhadora
É a mente de um vilão:
Mesmo sendo escravo da maldade,
Nunca desiste dos seus planos.
(Danilo Oliveira)



Tudo o que vejo e tudo que quero

Ali na beirada daquele precipício observo de tudo
E tudo passa pela cabeça.
Imagino tudo como seria e como foi
As montanhas calmas e a BR irritada...

Vejo pessoas pra lá e pra cá
Algumas com destino e outras não.

A brisa fria e o sol quente resultam em uma combinação única;
Tudo seria maravilhoso se estivéssemos com a pessoa amada.

O verde atrai meus olhos, mas o rosto dela é mais bonito.

Quem nunca se pegou imaginando a pessoa amada com você ali só observando a paisagem ou olhando um para o outro?

É assim que eu vejo o meu tudo
Não preciso ter tudo, basta ter o que gosto
E o que gosto é da companhia dela e de tranquilidade...

(Danilo Oliveira e Antonio Medeiros – Poema de destaque na Descrição Poética da Natureza)


sábado, 7 de novembro de 2015

Solidões Musicais Compartilhadas: Viajando nos Campos de Bromélias de Jorran Souza

Hoje, neste dia chuvoso, tenho o prazer de compartilhar minhas solidões poéticas com a belíssima canção “Campos de bromélias”, do mais-que-fodástico músico-amigo Jorran Souza.
A canção traz algo entre as últimas fases da Legião Urbana com traços das canções da década de 2000 da banda Catedral (essa impressão é forte também, talvez, pelo fato de o timbre de voz de Jorran parecer muito com o de Renato Russo e de Kim), com o tema “sonhos”. O eu lírico da canção caminha pelos diversos caminhos do sonho (entre eles, os “campos de bromélias” que dão título à maravilhosa canção), vai do universo mais abstrato, ao mais concreto coletivo (“[...] rumo ao destino/Do humilde cidadão”), alcançando os sonhos de um(a) próximo(a) até chegar ao fim da jornada (onde os sonhos se perdem). A letra da canção nos leva a uma jornada lírica fodástica e suavemente melancólica e fixa a palavra “sonhos” em nossos corações e ouvidos (ao fim da canção, estamos em campos de bromélias buscando sonhos perdidos).
Abaixo, trago a letra da música “Campos de bromélias”, o clipe da canção, ‘roubartilhada’ do canal oficial de Jorran no youtube pros amigos leitores poderem ouvir e curtir a fodástica canção e, de bônus, trago um outro vídeo que traz trechos de um show de Jorran e Helair no Will Bar, gravado por mim e por Juliana Guida Maia, pra que todos possamos curtir um pouco mais da arte sublime desse fodástico artistamigo.
Viajemos apaixonadamente pelos “Campos de bromélias” de Jorran Souza, amigos leitores, e façamos como o eu lírico dele: que encontremos nesses campos todos nossos sonhos perdidos e não os deixemos mais sozinhos assim.
Sonhos Vivos e Arte Sempre, amigos leitores!

Campos de bromélias

Sonhos vêm e vão
Se perdem entre os lençóis
E vagam pelo chão
Sem rumo ou direção

Se espalham pela mata
Voam pelos ares
Se perdem na floresta
Nos campos de Bromélias

Afastam todo o mal
Suas cores sem igual
Nos lembram o verão
Vivemos cada estação

Adapta a condição
Desfavorável da nação
E rumo ao destino
Do humilde cidadão

Encontrei
Teus sonhos perdidos aqui
Não os deixes sozinhos assim
Longe de ti
Longe de ti

Encontrei
Teus sonhos perdidos aqui
Não os deixes sozinhos assim
Longe de ti
Longe de ti

Sonhos são alimentados de esperança
Sonhos são feito uma criança
Sonhos rumam a uma direção
E se perdem no caminho do coração

Em algum lugar ele ficou
Quando a alma se magoou



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Luz, Câmera...Alcino! apresenta No Mesmo Lugar, de Biquíni Cavadão

Yeah, amigos leitores, "No mesmo lugar", nome de uma fodástica canção do álbum "Me leve sem destino", do Biquíni Cavadão e também do mais novo clipe do Luz, Câmera...Alcino!, em homenagem aos 30 anos da banda inspiradora, que já circulava pela web há quase uma semana, finalmente chega ao blog!
Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, região rural de Teresópolis/RJ - A equipe do Luz, Câmera...Alcino Teresópolis, aproveita uma pausa nos ensaios da peça "Mamãe Luz e Papai Mundo precisam reatar" (a ser apresentada no dia 05 de novembro na escola) para realizar mais um vídeo da série "Brasil Musical", projeto que está no quarto ano de produção. E, desta vez, resolvemos fazer um clipe-conto para a canção "No mesmo lugar", da banda de pop rock Biquíni Cavadão, do Rio de Janeiro/RJ.
Baseado nas ilusões e dificuldades do protagonista (que representa o eu lírico da fodástica canção composta pela mais-que-fodástica banda de pop rock nacional) lidar com tempo/espaço/realidade/sonho, o curta musical contou com roteiro de autoria coletiva, direção minha e elenco composto por Stallone Oliveira, Brendha Fernandes, Ana Gabriela Medeiros, Daiana Vieira, João Paulo de João Paulo De Oliveira Costa e Vânia Camacho (o mesmo elenco da peça "Mamãe Luz e Papai Mundo precisam reatar", com a ausência apenas de Geovania Rodrigues, que precisou faltar ao ensaio do dia da gravação).
Além de marcar o retorno às gravações de curta-metragens, o Luz, Câmera...Alcino! aproveitou a canção inspiradora para homenagear liricamente os 30 anos de sucesso da banda Biquíni Cavadão (lembrando que o projeto "Brasil Musical" iniciou em 2012 com a canção "Perdendo vida", da banda Uns e Outros, e a música tinha participação especial de Bruno Gouvêia, vocalista da banda Biquíni Cavadão).

Há alguns dias, o clipe foi aprovado por muitos, inclusive pela própria banda inspiradora e finalmente chega aqui ao blog. Juntamente, com a nossa versão, deixo o clipe original do show do Biquíni Cavadão. Boa ‘vídeo-leitura’ e Arte Sempre!




segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Eternizando Mortos; Ao Cadáver, o poema de Stéphanie Rachid Dias Proviett Cury

Hoje, no Dia dos Finados, tenho o prazer incomensurável de compartilhar minhas solidões poéticas com o fodástico poema de Stéphanie Rachid Dias Proviett Cury, recém-formada em Medicina (já avisando que exercerá a função com vibração e trazendo um lirismo único) e filha da mais-que-fodástica escritoramiga Gilda Maria Rachid Dias (filha de poetamiga fodástica, fodástica poeta também é).
Reflitamos sobre o lírico cadáver, exposto pelo bisturi poético de  Stéphanie Rachid Dias Proviett Cury.

Ao Cadáver

Ao curvar com a lâmina de seu bisturi sobre o cadáver desconhecido, lembrar que esse corpo viveu.
Seu nome não sabemos, mas o destino deu-lhe o poder e a grandeza de servir à humanidade que por ele passou indiferente.
Você que teve o seu corpo perturbado em seu repouso profundo pelas nossas mãos ávidas de saber, o nosso mais profundo respeito e agradecimento.

( Escrito por Stéphanie Rachid Dias Proviett Cury)