sábado, 9 de novembro de 2013

Luz, Câmera... Alcino! apresenta O muro de Berlim dentro de nós

Hoje faz 24 anos que o muro de Berlim foi derrubado e, observando os muros e grades nas casas, vemos que muito pouca coisa mudou. Os muros ainda existem; apenas mudaram de cor: tons quase transparentes, mil disfarces e hipocrisias tornam quase invisíveis as barreiras criadas pelos seres humanos para os afastarem de seus próximos, para os afastarem de si próprios. Somos seres cheios de muros de Berlim dentro de nós mesmos. E é isso que torna canções datadas, como “Alívio Imediato”, dos Engenheiros do Hawaii, em músicas ainda atuais.
Com o apoio dos professores de Geografia, Tiago e Margareth, trabalhei, no segundo bimestre, com os alunos dos oitavos anos da E. M. Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, o tema “O muro de Berlim dentro de nós”. Parte dos poemas que os alunos produziram na culminância do projeto em breve estará aqui no blog. Em tempo: alguns desses poemas serão lidos e declamados hoje, no “Sarau Solidões Coletivas Especial: Quebrando Muros e Abençoando Bruxos e Bruxas do Underground”, que rolará dentro do evento “Coletiva Som 2”, na Boite Mr. Night, de 22h às 0h, em Valença/RJ.
Por enquanto, deixo aos amigos leitores o vídeo, o clipoema que produzimos no final do projeto, com a interpretação da letra da canção “Alívio imediato”, do fodástico compositor gaúcho Humberto Gessinger, somada a fragmentos dos poemas e crônicas produzidos pelos poetalunos dos Oitavos Anos A e B.
Esse curta metragem, que marcou o retorno do “Luz, Câmera... Alcino!” (que já existe e resiste há 2 anos!), teve roteiro coletivo (a discussão e filmagem das cenas foram criadas a partir da sugestão de professor e dos artistalunos participantes) e foi dirigido pelo poeta que vos fala. As filmagens foram feitas em contraturnos de aulas e as cenas foram interpretadas pelos artistalunos dos 8.os anos A, B e C e do 9.o Ano A, gentilmente cedidos pelo professor de Educação Física, Genaldo Lial, durante as preparações para os Jogos Estudantis.

Para pensarmos nos muros que ainda não derrubamos dentro de nós. 


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