sábado, 2 de novembro de 2013

Elegia violeta no retorno sem tinta violenta: As violetas de Tia Maria

Olá, amigos leitores! Há quanto tempo não nos revemos! Retorno do mundo dos mortos digitais (passei um tempo sem internet, lotado de compromissos reais – por sinal, graças a Deus, ao trabalho [recompensador, mas extremamente cansativo] e aos frenéticos eventos artísticos em que me envolvo, ainda lotado estou rs -, com um notebook temperamental [que às vezes se desliga sozinho, entre outras traquinagens misteriosamente ‘informaticantes’ que só meu notebook é capaz], acabei meio que sumido dos espaços virtuais) e trago uma prosa de homenagem póstuma, meio elegia em prosa, meio crônica, meio conto – nunca soube bem rotular textos sem misturá-los, fazê-los do meu jeito – em tributo à minha tia Maria, falecida pro mundo, mas eterna em minhas lembranças. Ela foi um dos meus parentes que mais me inspirou a me dedicar à leitura e à escrita (tia Maria divide o posto de cicerone-maior de minhas artes com minha madrinha Tia Celeste e meu tio João Gomes) e, como dizem algumas religiões africanas, “a pessoa só morre se é esquecida pelos vivos”. Por isso escrevo, pra mantê-la viva no Dia dos Finados ou em qualquer outro dia.
Bom estar de volta, amigos leitores!  

As violetas de Tia Maria

Eram violetas os sonhos que minha tia Maria pintava para mim. Não as flores que carrego agora, e sim as cores que ela me pintou outrora.
Ela nunca tingiu seus planos, mas eram essas as cores que eu via nas capas dos livros que minha tia doava aos meus olhos de criança-traça-carente-de-boa-literatura.
Com o tempo, as cinzas dos cigarros, consumidos vorazmente por minha tia, levaram-na pra dimensões sem cor...

Sinto muito a sua ausência, mas, pra não perdê-la completamente, mantenho as violetas de Tia Maria em cada palavra que pinto, em cada momento que vivo, em cada pedaço de mim.


Um comentário:


  1. Que essas cores continuem a colorir os dois mundos que existem entre sua tia e você!Lindo
    abç

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