segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Poetalunos que brilham II: Os poemas do CEDOT premiados no Concurso de Poesias da ALAP 2013

Professora Juliana Guida Maia e seus poetalunos do CEDOT
comigo e com os poetalunos da E. M. Alcino Francisco da Silva
Os talentosos poetalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, onde leciono, não foram os únicos que brilharam no Concurso Nacional de Poesias da ALAP em 2013. Os fodásticos poetalunos dos sétimos e nonos anos do Colégio Estadual Doutor Oswaldo Terra (CEDOT), de Valença/RJ, orientados pela professora-poeta Juliana Guida Maia, também abrilhantaram o famoso evento cultural, cuja premiação sempre acontece no final do ano, na Lapa, centro do Rio de Janeiro/RJ.
Os poemas premiados dos poetalunos do CEDOT foram resultados das aulas de produção textual, elaboradas pela Professora Juliana Guida Maia, relacionadas ao romance "Capitães de Areia", do escritor baiano Jorge Amado, e ao tema preconceito.
Tenho a honra e o prazer de compartilhar hoje no blog os fodásticos poemas premiados desses fantásticos poetalunos do CEDOT: 

DORA

Olhos negros
como uma noite
que não tem luar
prisão da noite
paixão que eu
vivo a sonhar.

Linda como a lua
Linda como uma Deusa
Desculpa por ter te julgado
Sem mesmo te conhecer!

Hoje eu posso ver
O que eu sinto por você.
O sol sorriu para nós
Que eu pude perceber.

Estou sorrindo
Mas porém muito triste
Por estar longe de você.

Entre o sol e a lua
Eu prefiro você
Te amo, te amo.
Ah, como eu amo você!
(Flavia Aparecida Muniz Soares - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Pedro Bala

Um garoto órfão
Sem pai e mãe
Um dia formou um grupo.

O menino se autointitulava Pedro Bala.
Com os amigos conhecia o mundo
Na realidade.

Certo dia conheceu o amor
Se sentiu belo com aquele
Prazer.

Um dia foi preso
Um dia foi preso
Perguntava a si mesmo
E agora?
Separado do seu amor
Separado da sua vida
Naquele lugar,
Sem água e comida.

Falando por si mesmo
- Sair daqui, sair daqui
Para reencontrar seu amor.

Ao toque do amanhecer
Uma emboscada formou
Sair do reformatório
Para salvar sua paixão.

De amor de tempo-em-tempo
Sofria, pensando em dali  sair.

Salvou seu amor
Mas era tarde demais
Dora acabou morrendo e descansa em paz.
(Douglas de Oliveira Carvalho - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


DORA

Quando te vi me encontrei, me perdi
Porque te conheci e logo depois percebi
Eu encontrei mil motivos para sorrir.

Me perguntei será que o amor encontrei?
E logo percebi e me respondi
Não é ilusão é amor por ti.

Dora nos teus braços quero te namorar
E no dia seguinte do seu beijo quero provar
Para feliz poder ficar.                
(Marcos Vinícius Vieira Filho- Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


Os Capitães de Areia

Dora é uma menina nova que
Perdeu seus pais após uma doença
E começou a morar na rua
Um dia ela sai e deixa seu irmão
Sentado em frente à Igreja
Ela dá um recado pra ele,
Pede pra ele esperar
Mas ele, desobediente,
Saiu e com o Professor se encontra

Dora saia a procura do irmão
E após, encontrá-lo
Começa uma linda amizade com o Professor

Professor era integrante do grupo Capitães de Areia
Dora e seu irmãozinho se tornam então membros
Dos Capitães de Areia

Começa uma paixão pelo líder Pedro Bala
Ele não queria mulheres no grupo
Mas Dora era valente e teimosa
Aprendeu até capoeira
E Pedro Bala, por fim, também se apaixona por ela!

Mas Pedro acaba é preso
Por recuperar a Santa do Candomblé
Dora fica doente, internada no orfanato
Mas Pedro Valente consegue fugir e resgatar sua amada

Dora, porém, não consegue se recuperar da sua doença
Eles deitam-se juntos a pedido dela
Ela pede que ele a torne a mulher de Pedro Bala!

Porém Dora não resiste e morre
Pedro segue sua vida
Mas sempre leva no coração
Dora, a menina valente!
(Everton Menezes - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

OS CAPITÃES DE AREIA

Tonto homem
Ah! Homem tonto
Todo sujo de não tomar banho,
Pedro Bala, mora nas ruas,
Ele sobrevive roubando as pessoas
e roubando coisas de pessoas ricas.

No bando entraram novos integrantes
Dora e Zé Fuinha, eles estavam nas ruas
quando fizeram amizade com o Professor.

Dora, menina lutadora e sonhadora
Que mesmo com todos os seus problemas e misérias
Não para de lutar pelos seus sonhos,
Que segue sua vida com garra e determinação
Sem se lembrar do passado triste e esforçado.
Menina que a vida leva
Para os mais distantes destinos,
Mas mesmo cansada, prossegue com fé.
Sim ela é como uma bela pomba,
Que não para de voar.
Mas um dia cansada,
Teve seu destino acabado.
(Arielly Aparecida Alves de Oliveira - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


POEMA DO BALA

Ninguém nota as tuas lágrimas
Ninguém nota a tua tristeza
Ninguém nota as tuas mágoas
Mas todos os teus erros.
Mas o meu amor por você
É noite e dia, frio e quente e
Perto e longe.
Te amar nunca foi um desafio...
Desafio seria se você me pedisse
Pra te esquecer.
Vou te amar,
Mesmo que sofra,
Mesmo que chore
Mesmo que lute
Para que no final
Possa dizer...
Sofri, chorei, lutei,
Mas amei!!!

Te amo, Dora!!!
(Djoseffe William da S. Patrício - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


OS CAPITÃES

Numa cidade cultural
Um grupo de meninos morava
Na pobreza de todo dia
E isso nunca mudava.

Cada um por si era o lema
E ninguém tinha fala
Só tinha o chefe do bando
Que se chamava Pedro Bala.

Pedro Bala era jovem
Um menino inteligente
Armava guerras e conflitos
Em quem mexia com sua gente.

Certo dia estava pensando
No momento de agora
Conheceu uma menina
Que se chamava Dora.

Nascia ali um amor
Ou uma simples paixão
Mais no decorrer da história
Uniram-se dois corações.

Mas aí o tempo passou
Sem limite e sem respeito
Correu a notícia na cidade
Que Pedro Bala foi preso.
(Lucas Lener Louzada e Silva Oliveira- Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Preconceito

O preconceito é uma coisa
Que não consigo entender
Mas eu sei que ele pode ofender

As pessoas só sabem criticar
Mas não sabem a hora de parar
O preconceito não é brincadeira
É uma tremenda bobeira
Preconceito não é bacana
Pode até acabar em cana.
(Hedy Wellington P. de Oliveira - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


AMOR DE PEDRO BALA

Quando a vi
Meu coração despertou emoção
te querendo cada vez mais
Despertamos um sentimento de amor
Nosso olhar traçou um ao outro
Deitados a beira mar
Nossos lábios ao encontrar.

Oh não! O destino nos separou
Mas não consigo viver sem ti
Vou lhe buscar, espere querida
Nunca vou te deixar.

Enfim, estamos aqui
Em uma noite sem fim
Irei cuidar de você
Como marido e mulher.
Para sempre juntos
Como estrelas de uma mesma constelação.

Nosso amor está guardado
Em nossa alma
Pois nossos corações se acabarão
Mas nossa alma se mantém viva
Mesmo se o mundo acabar.
(Nicoli da Silva Oliveira - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

OS CAPITÃES DE AREIA

Todos iguais,
Todos diferentes

Diferença é o que nos separa
Pequenas diferenças que dividem
O mundo,
Opondo humanos contra humanos
Que frente a frente lutaram
E tudo mudaram
A mudança foi grande
Os antigos tempos de discriminação
Vencidos foram
Fazendo uma nova Era
Uma Era de esperança e igualdade,

Em que humanos em sociedade
São socorridos
Por cidadãos
Estes põem em risco suas vidas
Defendendo assim seus valores
Primários.
(Vanessa Rocha Abreu - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Descobri
(Em Ti)

Em um caderno escrevi
Poemas que falam de ti
O seu nome não descobri

Mas descobri que seu sorriso
É belo paraíso
As estrelas brilham em teu olhar
Sua voz é doce e suave melodia
Sua fala amor,
Verso de Poesia.
(Douglas Damasceno da Silva - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

PROFESSOR

Um professor me ensinou
que na vida há dificuldades.
Mas na verdade é a realidade
que a vida mostra com sinceridade.
Sábio professor que me ensinou a vida.

Que nela há tristezas mais também alegrias.
Me ensinaste também para seguir na minha trilha.
Sem mal na minha vida, mas com
bem todos os dias.

Nas coisas que me ensinou
de tudo um pouco aprendi
e hoje sou feliz.
(Iuri Gonçalves Fernandes de Souza – Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


A PAIXÃO DE PEDRO E DORA

Quando eu te vi
não percebi
que algo de especial
havia no seu coração
Desculpe-me se te julguei.

Sem mesmo te conhecer
Hoje
Vi seu lado amoroso
E pude perceber

Que além de aparentar ser
esse cara durão
você tem muito amor nesse
maravilhoso coração.

Somos amigos confidentes
minha amizade por você
está virando paixão
isso não é bom.
(Keyla Baziel Delfino - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

O Preconceito

Era uma vez um menino
Na escola tinham preconceito
Só por que ele era negro!

A mãe dele um dia o viu chorando
Mas logo mandou ele parar
Disse: Que ele tinha que se aceitar
Que ele tinha que ser feliz como ele é
Ele nasceu assim, e nada pode mudar

Todos são iguais
E o preconceito tem que parar!
(Weyder Alves Martins - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Capitães de Areia

Bandidos com corações apertados 
Onde neles guardam grandes momentos da vida de bandidos
Felizes ao mesmo tempo
Que sofrem felizes por simplesmente
Saberem que tem companheiros, irmãos

Meninos perdidos que do roubo sobrevivem
Mas meninos que nunca desistiram de seus sonhos
Que lutam pra sobreviver
Na companhia de seus irmãos

Pedro Bala, é o líder, um bandido guerreiro
Que na Bahia luta pela vida
Um dia encontra seu grande amor

Vivem momentos felizes e tristes jutos
Mas nunca desistiram da vida!
Juntos sofreram com seus irmãos
E seguiram seus corações

Com fé e com luta
Eles são assim
Como pássaros livres
Felizes e infelizes
Mas que não param de voar

E essa é a difícil vida feliz
Dos Capitães de Areia!
(Thais de Souza Silva - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


O AMOR DE PEDRO BALA

Pedro Bala, um menino valente
apaixonado pela capoeira e um líder
dos Capitães de Areia.

Pedro Bala é um menino durão
na rua, mas com um coração
mole.

No meio da jornada de sua vida
conheceu uma menina bela como uma pétala.
Os dias se passavam e eles se conheciam
cada vez mais.

Que por fim se apaixonaram, mas
aconteceu uma coisa trágica, ela
ficou doente e ele ficava cada
dia mais triste por isso.

A doença não tinha
mais cura e ela faleceu...
Mas deixou o amor dela dentro dele.

Pedro a enterrou junto de
todas as outras pessoas.
Mas ele vai sempre se lembrar
do grande amor da vida dele.
(Ana Carolina dos Santos Oliveira - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

OS CAPITÃES DE AREIA

Pedro Bala um menino malandro,
com seu jeito baiano
vai vivendo a vida pelas ruas da cidade.
Líder dos Capitães de Areia,
um grupo de garotos que viviam
livres como o vento.

Cada garoto com uma característica marcante.
Gato, com seu charme
sempre conquistando as mulheres.

Professor, com habilidade para desenhar,
seu sonho era os estudos terminar.

Sem Pernas, um menino inocente
que com sua deficiência era usado como isca.

Dora, uma menina que perdeu seus pais
e foi morar na rua se juntando ao grupo.

Capitães de Areia livres como o vento soprando a areia.

(Higor Henrique Faria da Silva - Medalha de Prata na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

  

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Poetalunos que brilham: Os poemas da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva premiados na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP

Da esquerda pra direita são: Tamara Ribeiro, Diana Moura Jorge (atrás), Tassiana Lima (à frente), Wallace Jonas P. da Luz , Stefanny Amaral, Maria Luiza da Cunha Vieira (atrás), Carina Leal, Eliane Mariath, presidente da Academia de letras de paranapuã (ALAP), Maria Eduarda Ventura, Carlos Brunno S. Barbosa, Geisa Arruda, Guilherme Martins Borges, Lizandra Santos de Deus (atrás), Wanessa Andrade, Gabriele Santos e a ex-presidente da Federação das Academias de Letras do Brasil (FALB)
Yeah, amigos leitores, o professor-poeta-pateta que vos fala está com aquele sorriso imenso de orelha a orelha; minha felicidade é tão grande que os dias nublados de chuva parecem dias intensos de sol. O motivo? Mais uma vez os poetalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, onde leciono Português, brilharam no Concurso Nacional de Poesia da ALAP! Desta vez, foram 17 alunos premiados:
Medalha de Bronze: “O fim”, de Tamara Ribeiro (nono ano A); “Suave vento, de Lizandra Santos (nono ano B); “Holocausto”, de Wanessa Andrade da Conceição (nono ano B); “Sonho”, de Tainara Francisco (oitavo ano A).
MENÇÃO ESPECIAL: “O muro de Berlim dentro de mim”, de Stefanny Amaral (oitavo ano A); “Esperando o dia amanhecer”, de Geisa Gonçalves Arruda (nono ano B); “Só há lugar para a escuridão”, de Maiara De Oliveira (nono ano A); “Os verdes da natureza”, de Diana Moura Jorge (nono ano A); “Sol dos seus olhos”, de Maria Luiza da Cunha Vieira (nono ano B).
MENÇÃO HONROSA: “Como se você fosse o primeiro”, de Gabriele Santos Fonseca (oitavo ano B); “Dividida”, de Marina Carlos (oitavo ano B), “Um outro lado de mim”, de Maria Eduarda Ventura (oitavo ano A); “O médico e o monstro”, de Jhekson Willian de A. Ramos (oitavo ano A); “Não sei quem sou”, de Tassiana Lima Pires (oitavo ano A); “Só uma partida”, de Guilherme Martins (nono ano A); “Sonhada Amada”, de Wallace Jonas P. da Luz (nono ano A); “Cada toque do vento”, de Carina Leal Queiroz (nono ano B) .
Posto hoje os poemas premiados para os amigos leitores se deliciarem com o mais fodástico lirismo de nossos talentosos poetalunos. A premiação foi na segunda-feira, no dia 09 de dezembro de 2012, segunda-feira, às 16 horas, no auditório da FALB/FALARJ: Rua Teixeira de Freitas, nº. 5/ 303 (esquina com a Rua Augusto Severo), Lapa/ RJ (em breve, postarei também o vídeo aqui no blog).
Os poemas premiados da E. M. Alcino Francisco da Silva são resultados das produções textuais da aulas multidisciplinares, idealizadas em projeto pelo professor de Inglês Daniel Coelho, e realizadas por mim (Português) com os professores de Geografia (Margareth e Thiago) e de História (Rafael Faraco e Kelly Sodré), realizadas durante o ano letivo de 2013. Os temas das aulas foram: A Queda do Muro de Berlim (Português com Geografia), O médico e o monstro, de Louis Stevenson, e Ultrarromantismo (Português com História - Visão da Inglaterra e do Brasil, da Revolução Industrial ao Século XIX), Descrição poética a partir do filme "De encontro com o amor", Nazismo e Facismo, a partir de poemas, contos e fragmentos de romances, quadrinhos e da exibição dos filmes "Matemática do Diabo" e "O menino do pijama listrado" (Português com História).
Há 6 anos os poetalunos da rede municipal de Teresópolis/RJ, inscritos por mim, se destacam no concurso (em 2009 e 2010, com a E.M. Nadir Veiga Castanheira e em 2011 a 2013, com a E. M. Alcino Francisco da Silva e E. M. Albino – a última citada na Categoria Infantil; as restantes na Categoria Juvenil).
Agora deixemos de prosa, amigos leitores, e vamos conferir a poesia fodástica destes jovens e premiados artistalunos:

Como se você fosse o primeiro

Meu olhar me denuncia,
não me deixa esconder
o amor intenso e verdadeiro
que hoje todos podem ver.

O que sinto é sincero,
puro, imune e verdadeiro,
como se eu nunca tivesse amado,
como se você fosse o primeiro.

Mudo de humores,
de ares, de lugar,
me transformo
pra ficar com você.

Faça-me ver o verdadeiro amor,
faça-me eterna
e venha comigo viver!
(Gabriele Santos Fonseca – Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Dividida

Às vezes fico dividida
e quase sempre penso em deixá-lo,
mas sei que quero você ao meu lado
pra nunca separar.

Muitas vezes faço planos impossível
pra sempre ver você,
mas há um muro de Berlim
dentro de mim
que não me deixa aproximar de você.

Quando estou só,
olho pro céu e imagino você;
sei que já não agüento mais
ficar longe de você...

Quero acabar com essa divisão,
botar um ponto final
e acabar com a minha solidão.
(Marina Carlos C. da Silva - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Um outro lado de mim 
(Dr. Jekyll e Mr. Hide)

Existe um outro lado de mim,
Um ser estranho, que não conheço.
Quando ele aparece,
Eu caio em um mundo sinistro,
Escuro, bem sombrio.

Enquanto eu estou lá,
Uma pessoa muito estranha e má
Toma conta da minha vida
E me vira de cabeça pra baixo.

Sempre tentei sair desse lugar,
Mas não conseguia.
Um dia eu tentei tanto
Que me cansei
E deixei ele viver
No meu lugar...
(Maria Eduarda Ventura da Rocha - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

O médico e o monstro

Uma pessoa estranha
em um lugar deserto,
uma pessoa que todas
têm medo de chegar perto.

Um assassino, um monstro,
ninguém tem coragem
de olhar pro seu rosto.

Andando à noite, no meio da escuridão,
em pequenas ruas e becos,
um médico e um monstro,
um herói e um assassino.

Graças a uma poção
por ele mesmo feita
surgiu esta alucinação!
(Jhekson Willian de A. Ramos - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Não sei quem sou

Tem dias que não sei quem sou...
Me sinto dividida,
Diferente de todos,
Porque não sei pra onde vou.

Me dizem que estou ficando louca
Por estar me tornando um alguém sem opinião...
Por que será que sinto em mim
Essa estranha divisão?

Parece que dentro de mim
Há um muro impenetrável
De um lado dizendo sim, de um outro não,
Até parece que existe em mim um muro de Berlim.

Quando esse muro cairá? Não sei...
Mas quando cair melhor ficarei,
Me tornarei uma pessoa sem divisão,
Pronta pra qualquer decisão!
(Tassiana Lima Pires - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Só uma partida!

O sol a raiar,
O campo de futebol
Imenso e vazio
Para jogar.

Mas cadê um amigo
Para jogar?
Estão todos no grande mercado
A trabalhar!

Será que ele quer isso
Pro resto da vida?
Ou vai querer ter um pouco
Da infância perdida?

Não sei...
Só sei que estou aqui a esperar
Para pelo menos uma partida
Podermos jogar!
(Guilherme Martins Borges - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Sonhada amada

Observando as grandes paisagens
de pequenas matas restantes
(pequenas, mas inspiradoras),
só consigo pensar em uma coisa:
a minha sonhada amada e futura esposa.

Olhando para tudo isso,
só consigo pensar nela...
O sol tocando nas árvores
e em todas as janelas
é como se fosse eu
com meus lábios
tocando nos lábios dela.
(Wallace Jonas P. da Luz - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Cada toque do vento

O sol está quente,
O vento toca cada folha das árvores,
Os fios de seu cabelos brilham a cada momento,
Seu rosto sincero iluminado pela luz do sol,
Sua pele macia,
O vento toca seu corpo,
Como se não houvesse o amanhã...
(Carina Leal Queiroz - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

O muro de Berlim dentro de mim

É assim a minha vida:
passo o tempo inteiro lutando contra tudo.
Hoje estou em guerra,
amanhã estou em paz.
É assim que eu vivo
com o muro de concreto
que precisa ser derrubado.
Hoje eu amo,
amanhã eu odeio.
Desejo aprender a amar e não odiar,
desejo que um dia bonito e ensolarado
venha aquecer o gelo do meu coração,
desejo, enfim, que apareça alguém
que derrube o muro de Berlim
dentro de mim.
(Stefanny do Amaral da Cruz Lima - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Esperando o dia amanhecer

Deitada nesse lugar apertado,
Esperando o dia amanhecer,
pois meus olhos assustados
não se fecham uma hora sequer.

O dia nasce, chegam os soldados
e levam-nos pra mais um dia de trabalho.
A cada vez que vejo um deles
me esforço bastante
como tentativa de sobreviver mais um dia.

Às vezes vejo um de nós exausto;
tento ajudar no que for possível,
mas minha ajuda não adiantará
por muito tempo...

Toda minha família
já está junto a Deus,
pois estavam com tifo
e foram levadas
para a câmara de gás.

Sem as pessoas
que mais amo,
luto pela vida cada vez mais,
com esperança de que um dia
saia viva desse lugar.
(Geisa Gonçalves Arruda - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Só há lugar para a escuridão

Olhando para o céu,
O tempo parece com meu coração
Escuro e frio, nublado e sozinho,
Só há lugar para a escuridão.

Eu aqui triste e sozinha,
Choro com a chuva, desabafo com a noite escura
E quando as nuvens vão embora
Nem percebo o quão bela é a lua.

Quero que minha dor vá embora com as nuvens
E eu sinto que ainda hoje a chuva irá viajar
E ela vai pra bem longe
Num lugar que nem o vento irá alcançar.
(Maiara de Souza Branco - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Os verdes da natureza

Vejo as árvores se balançando
com o vento,
os carros passando pela rua,
os pássaros cantando.

Ao brilhar do sol,
vejo um lindo olhar,
vejo os matos verdes
e fico a pensar
numa coisa que não sei explicar.

Dói em meu peito
ver o desmatamento
que fica em meu coração...

Pra que desmatar,
fazer violência e matar,
se tudo pode ser entendido
e viver na paz?

Vejo os pássaros cantando
e me emociono com suas canções
que me inspiram.
Tudo é tão lindo,
os verdes das matas,
os carros passando,
as casas coloridas;
tudo sem violência tem cor!
(Diana Moura Jorge - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Sol dos seus olhos

O vento toca as montanhas,
seus olhos brilham com a luz do sol
e seu sorriso ilumina a natureza
como se fosse uma paisagem.
Cada ideia nova, um começo novo,
como se o amanhã viesse e o ontem voltasse,
ah, esses dias nunca passam...
(Maria Luiza da Cunha Vieira - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

O Fim

Dentro desse campo de concentração,
Nada vejo além de sofrimento,
Pessoas cansadas e perdidas
Sem saberem como fugir.

Ao ouvir o som dos passos dos soldados,
Os seus corações aceleram,
O medo aumenta cada vez mais,
Nas suas mentes, ficam as dúvidas:
O que será que vai acontecer?

Mas alguns já têm a resposta:
O fim daqueles que lá trabalham
Será a morte e o crematório
E por fim
Só sobrarão cinzas de seus corpos,
Cinzas da injustiça.
(Tamara Ribeiro de Freitas – Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Suave vento

O suave vento
batendo em meu rosto
e o grande sol
me aquecendo.

O céu azul
e as lindas
nuvens brancas
enfeitando o céu.

Ao ar livre,
posso sentir
a suave brisa
na qual meu olhar desliza.

O vento batendo
em meus cabelos
e os meus olhos
brilhando diante dessa maravilha.

Os meus sentimentos
tão ruins...
Pedi para o vento levar
todo o mal que existe em mim...
(Lizandra dos Santos de Deus - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Holocausto

Em meio a um campo,
ele disse:
- Acho que está chegando a hora,
a hora de partir...

Ele se sentia assim
abandonado,
olhava para o lado,
via o sofrimento de perto,
lembrava-se do tempo
em que foi humano.

Seu velho pai acabou de morrer,
ele estava arrasado.

Chamou o soldado
e, com lágrimas nos olhos, disse:
- Vocês conseguiram!

O soldado
sem mesmo perguntar o porquê,
puxou-lhe pelo braço
e o colocou na câmara de gás.
Olhando bem em seus olhos, disse:
- Acabou, judeu miserável!

O judeu caiu morto,
dando seu último suspiro.
Acabou sua vida,
mas a fé continuava viva!
(Wanessa Andrade da Conceição - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Sonho

Gosto muito de sonhar,
De ver tudo como deveria ser,
De conto de fadas,
De cantar ao amanhecer.

Gostaria muito que a natureza
Permanecesse como ela existe
E sobrevivesse com a sua beleza!
Mas como dar fim ao canto dos pássaros tristes?

Sonho em ser cantora
Para cantar a mais bela canção
Ou escritora
Para escrever versos simples,
Mas vindos do fundo do meu coração.

Quanto ao resto, não importa;
Só quero além de tudo no futuro
Poder dizer com orgulho
De todo coração:
Lutei e valeu a pena,
Não desisti não!
(Tainara Francisco - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

domingo, 8 de dezembro de 2013

Solidões de luto coletivo compartilhadas: Rabib Floriano fala sobre Nelson Mandela

Há 3 dias atrás, no dia 05 de dezembro deste ano, o mundo perdeu um dos mais importantes líderes que a África Negra já teve: Nelson Mandela. Presidente da África do Sul de 1994 a 1999, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993 e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana, Mandela enfrentou o apartheid, regime de segregação racial liderado pela minoria branca nas terras sul-africanas entre 1948 e 1994, e dedicou sua vida à busca da igualdade racial e à defesa dos direitos humanos. Em seus últimos momentos de vida, lutou incansavelmente contra uma infecção pulmonar recorrente, talvez ligada às sequelas de uma tuberculose contraída durante o período em que fora encarcerado na Ilha de Robben, após uma polêmica condenação na autoritária África do Sul de 1964. Após tantas lutas, o corpo do guerreiro Mandela se cansou e o grande líder sul-africano descansa em paz, como um homem que fez, mesmo com alguns poréns – não, amigo leitor, nenhum herói é perfeito e indestrutível -, o que considerou ser seu dever para com seu povo.

Rabib Floriano Antonio,
professor, poetamigo e defensor
dos defensores da liberdade
Posto hoje o lírico depoimento do poetamigo valenciano Rabib Floriano Antonio, professor de História e amigo dos defensores da liberdade, escrito após ele ser informado da morte de Nelson Mandela. Junto ao fodástico escrito, deixo também um vídeo da também fodástica música “Mandela Day”, da banda Simple Minds, feita em homenagem ao grande líder sul-africano, ícone da luta pela liberdade na África.  




quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Solidões compartilhadas: Viagens e poemas de Genaldo “Che” Lial

Genaldo Lial inspirou o filme alemão
"Corra, Lola, Corra", pois ele,
como a protagonista do filme,
não para de correr
nenhum minuto!
Genaldo "Che" Lial e eu
indo pra uma aula-passeio
no Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Ele é uma lenda da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva. Veio de Mesquita/RJ, mas, residente há alguns anos na zona rural de Teresópolis/RJ, já se fez um teresopolitano esportista nato. Professor de Educação Física, fã de xadrez e atletismo -  quando não está lecionando, pratica o que ensina: corre sempre pra manter a forma, pensa Educação Física, ama Educação Física, brinca com Educação Física, respira Educação Física, transpira Educação Física, vive Educação Física, sua alma parece estar em constante atividade física, só para de malhar o corpo para manter o cérebro em forma concentrando-se numa partida de xadrez. Os mais exagerados dizem que ele é o único que já nasceu correndo, dando xeque-mate na parteira e gritando “Primeiro!” feliz por ser o primeiro a alcançar a linha vital no momento do parto. Odeia futebol (sim, o lendário ser é um dos poucos professores de Educação Física que esculacha o mais popular esporte de nosso país – “vou ensinar essa porcaria pra quê? Eles já sabem como é; a mídia, o mundo todo alienado nisso. Vou ensinar o melhor, o que eles não sabem, o que eles realmente merecem aprender”, se defende) e adora viajar em sua moto em longa jornadas pelas regiões do Brasil e da América do Sul (seu currículo de viagem é de dar inveja ao jovem Ernesto Che Guevara, eterno viajante, como podemos ver no filme “Diários de Motocicleta”, do diretor brasileiro Walter Salles, baseados nas primeiras viagens de Che pela América Latina). È fã de forró, considera a sanfona de Luiz Gonzaga mais revolucionária que a guitarra dos Beatles e, se toca um rastapé, não para de dançar um minuto. E, como se não bastassem todas as atividades físicas, partidas de xadrez, bailes de forró e viagens, como Che, o lendário ser ainda é escritor – jovem, construía sonetos, na forma mais clássica; hoje se dedica a escritos de sua viagem (alguns de seus textos e reportagens já saíram em jornais de motociclistas e de grande circulação, como O Globo) e, aos poucos, retoma a poesia, numa forma menos rígida. A personalidade lendária de quem eu falo hoje é o fodástico professor e artistamigo Genaldo Lial da Silva, com quem compartilho pela primeira vez minhas solidões poéticas.
Trago duas faces da escrita de Genaldo Lial: um fragmento do romance de viagem ao qual o artistamigo tem se dedicado (yeah, como ele mesmo diria, primeiro! já tô na fila esperando o lançamento!) e um poema que marca seu retorno à escrita poética, um poema de amor e celebração á vida (o marcante poema foi declamado pelo próprio poetamigo no II Sarau Professor Rosa Amélia, realizado na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, neste ano – cujos vídeos em breve estarão aqui no blog – e surpreendeu a todos que só o associavam a esportes.
Joguemos nossos olhos, amigos leitores, na escrita revigorante de Genaldo Lial.

Fragmento do romance de viagem de Genaldo Lial, com o título provisório de "Viagens de moto 125 pelo Brasil e arredores"

... Passado o primeiro trecho de uns 20km apareceu um asfalto novinho. Que maravilha! Mas a felicidade durou pouco, logo avistei uma placa que dizia “fim do asfalto”, outro trecho de mais ou menos 20km de cascalho. Vamos nós de novo. Tinha que trafegar no rastro dos caminhões porque na brita solta era impossível. Por volta de 13h00 eu, que estava só comento poeira estava cheio de fome, cheguei a um lugarejo e parei numa mercearia e perguntei se havia onde almoçar por ali. Fui informado que não e ainda me disseram que teria que encarar mais dois trechos de estrada de chão pra encontrar algum lugar onde acharia restaurante. Imaginem a cara de animado que eu fiquei, mas viagem de moto é assim mesmo, é só pedreira. Fiz um lanche e abandonei a ideia de almoçar naquele dia. Encarei o terceiro trecho sem asfalto (18km, se não me engano). Quando ia pegar o último trecho de chão me informaram que a estrada era de terra e não tinha cascalhos, dava pra andar bem. Realmente melhorou muito. Dava pra andar até 50km/h às vezes. Mas, como dificuldade pouca é bobagem, armou uma chuva forte e eu parei pra colocar a capa de chuva, torcendo pra chegar ao asfalto antes da chuva me castigar. Não adiantou. A chuva caiu forte e eu fui com a moto dançando na lama. Ao final de todo esse sufoco, encerrei esse segundo dia em Santana – BA com apenas 571km rodados (também com quatro trechos horríveis, o que eu poderia esperar?).

VIDA CELEBRADA (A face poética de Genaldo Lial da Silva)

Que tenhas sido ontem, que sejas hoje e sempre celebrada
Que nasças sem hora certa ou mesmo hora marcada
Vida que brota num bretão distante
Com teus mistérios às vezes entristecida
Que segue seu caminho errante
E por tantas e tantas vezes esquecida
Com todo teu esplendor constante
Vibra em nosso sangue mestiço
Reflete em nosso olhar um bom viço
Recebe a luz que nos aquece e que do sol emana
Com a certeza de seres bela e perfeita
Mesmo que por alguns não tenhas sido eleita
Que não sejas santa nem profana
Pois és tu quem celebro, ó vida humana!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Paul Walker (Dead) e a ironia da perfeição após a morte

Paul Walker, ator de 'Velozes e furiosos', morre em acidente de carro. Ele era o passageiro no porsche de um amigo, no qual ambos perderam a vida. O carro pegou fogo ao bater em um poste e em uma árvore. "A velocidade foi um fator no acidente", informou o gabinete do xerife de Los Angeles à CNN.

Morre veloz e furioso o tal de Paul Walker.
No velório, torna-se o ser humano mais conhecido e querido do universo. Todos juram que era o melhor exemplo de homem perfeito, apesar de ninguém conhecê-lo direito, e que, após a trágica desventura, merecia o Oscar de Melhor Ator por filmes blockbusters de ação, explosões e aventuras.
A morte trágica como sempre pinta quadros coloridos em superfícies cinza...

Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...