terça-feira, 31 de maio de 2016

Sarau Solidões Coletivas no 13 de maio é dia de Luta!

Finalmente chega ao blog o vídeo com alguns grandes momentos da participação dos artistamigos do Sarau Solidões Coletivas no “13 de maio é dia de Luta!" - Ato Artístico em Apoio À Greve dos Professores do Estado do Rio, organizado pelo professor-artistativistamigo Gilson Gabriel.
O evento aconteceu no dia 13 de maio de 2016, na grade no Centro de Valença/RJ. Convidada pelo mestre-poetamigo Gilson Gabriel, a galera do Sarau Solidões Coletivas não hesitou em participar desse mais-que-fodástico evento de protesto artístico, juntamente com diversos outros fodásticos artistamigos de Valença-RJ.
O vídeo traz alguns desses momentos (não pude filmar mais, pois a bateria da câmera estava nas últimas, mas vale como registro desse memorável momento social-político-artístico na Princesinha da Serra): no vídeo, há a minha declamação do poema “O poema está em greve”, já declamado em atos artísticos em apoio a uma greve anterior dos Professores do Estado do Rio – em tempo: esse mesmo poema está entre os selecionados para comporem meu próximo livro “O nada temperado com orégano”, que será lançado no Palco Cultural da Feira Literária do Livro de Valença/RJ (Fliva), no domingo, dia 05 de junho de 2018, das 15h às 15h30min (de 15h30min às 18h estarei autografando o livro no estande da Editora Interagir), no Jardim de Cima, em Valença/RJ. Além da minha apresentação, o vídeo traz o músico-amigo Zé Ricardo Maia interpretando a célebre canção “Até quando esperar” do Plebe Rude, acompanhado pelos músicos-amigos Marcio Manhães (violão) e Daniel Silvares (baixo), e o poetamigo Wagner Monteiro, conhecido popularmente como Ryu, interpretando um poema inédito seu, acompanhado pelos músicos-amigos Luiz Guilherme (baixo) e Gabriel Carvalho (violão). Agradecimentos especiais a amiga, superamiga da arte local, Amanda Bastos, que filmou esses momentos especiais nesse “13 de maio é dia de Luta!" -  Ato Artístico em Apoio À Greve dos Professores do Estado do Rio.
E o Sarau Solidões Coletivas, sempre que possível, segue apoiando todo ato artístico-político em defesa dos profissionais da educação que sofrem com mais um governo que despreza o valor e importância da educação de qualidade e da cultura independente. Arte e Atitude Sempre!










domingo, 29 de maio de 2016

San Vicente do Clube da Esquina, dos Convalescentes, de Carlos Brunno, Carina Sandré e banda

Yeah, amigos, apesar de uma certa demora, finalmente trago ao blog meu poema inédito "San Vincente dos Convalescentes", inspirado na canção "San Vicente" de Milton Nascimento (do álbum mais-que-fodástico "Clube da Esquina") e na peça teatral "Os convalescentes", de José Vicente (que inspirou a canção de Milton), juntamente com o vídeo de minha participação no evento "Lugar é de Mulher é no Vocal 7", idealizado pela divartistamiga voltarredondense Carina Sandré.
Aconteceu na sexta, dia 06 de maio de 2016, no Centro Cultural Fundação CSN, em Volta Redonda, na sexta, dia 06 de maio, a sétima edição do mais-que-fodástico "Lugar de Mulher é no Vocal", organizado pela divartistamiga Carina Sandré. Como nas edições anteriores, o evento teve apresentações maravilhosas e inesquecíveis, fodásticas participações especiais - é claro que eu, representando o Sarau Solidões Coletivas, convidado por Carina Sandré, não poderia deixar de participar desse mais-que-fodástico evento!  Neste evento, lancei mais um poema,"San Vicente dos Convalescentes", inspirado na canção "San Vicente", do Clube da Esquina, divinamente interpretado por Carina Sandré e sua banda.
Agradecimentos especiais a Fábio Tubbs, que, a meu pedido, filmou a minha participação.
Vida Longa ao Lugar de Mulher é no Vocal, Gratidão pelo mais-que-fodástico convite, Amor, Paz, Atitude e Arte Sempre!

San Vicente dos Convalescentes

Era um imenso coração sangrando
Que avistei em teus olhos castanhos
Indispostos pra vida ou pra morte
Com uma dor de nada que tudo invade.
Era o monstro e a verdade
Um horror de sina sem sorte
Eu vi nossa doce ilusão mancando
Depois do tiro e do golpe.

A América latina, com consciência
É outra vez um gigante que adormeceu
Nas camas sitiadas de San Vicente
Governada pelos demônios e suas cruzes.
Nas praças plácidas de San Vicente
As velhas estátuas armadas de sobrenomes
Assistem a seus novos varões clamando
Por mais rancor entre os ricos e os pobres.

Os livros de História eles já rasgaram
E o que era sonho vivo desfaleceu
Enquanto tu suspiravas
Por uma estrada nova pra San Vicente
Os porcos cercavam tua avenida
Mantendo a América convalescente.
Agora vejo velhos barões gritando
Por um novo circo cada vez mais torpe.



sábado, 28 de maio de 2016

Rock e Poesia Temperados com Orégano: A participação do Sarau Solidões Coletivas no I Evento Multicultural Sem Nome

Yeah, hoje, quase um mês após o evento, finalmente trago ao blog o vídeo com parte da participação do Sarau Solidões no I Evento Multicultural "Sem Nome", organizado pelo super-mais-que-fodástico Ronaldo Brechane, no bairro Monte D'Ouro, em Valença-RJ, na noite do dia 30 de abril.
O Evento Multicultural "Sem Nome", o primeiro (de muitos, posso garantir!) organizado por Ronaldo Brechane teve apresentações super-fodásticas e um público animadíssimo. Já na estreia, o evento foi um sucesso e mostrou a importância de termos e apoiarmos eventos culturais maravilhosos como esse proposto por Ronaldo Brechane. Em tempo: Nesta primeira edição, aproveitei para anunciar o meu próximo livro "O nada temperado com orégano (Receitas poéticas para um país sem poesia e com crises na receita)" que será lançado na Feira do Livro de Valença/RJ (Fliva) no domingo, dia 05 de junho, às 15h, e na Feira do Livro de Resende/RJ, no sábado, dia 11/06, às 10h.
Foi uma noite maravilhosa e inesquecível e nós, do Sarau Solidões Coletivas, já aguardamos ansiosamente a próxima edição.
Vida Longa ao Evento Multicultural "Sem Nome"! Paz, Amor, Atitude e Arte Sempre!


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Demorou, mas chegou ao blog: O I Sarau Pocket do Alcino Edição Vânia Ribeiro Camacho!

Demorou mais de 2 meses, mas finalmente chegou ao blog, amigos leitores, alguns dos poemas e o vídeo do Sarau Pocket do Alcino Edição "Vânia Ribeiro Camacho"!
Aconteceu na quinta-feira, dia 17 de março de 2016, na região rural de Teresópolis/RJ, o I Sarau Pocket da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva (já fazemos o Sarau Professora Rosa Amélia há tempos, mas é a primeira vez no ano [em dezembro do ano passado, também realizamos um] que experimentamos novos mini-saraus ao longo do ano letivo). Nesta primeira edição de 2016, o Sarau foi em homenagem ao Dia Internacional da Mulher e foi batizado de Sarau Pocket "Vânia Ribeiro Camacho", em homenagem a ex-aluna e excelentíssima poeta Vânia Ribeiro Camacho, que faz aniversário na mesma importante data na qual refletimos sobre as condições das mulheres no Brasil e no Mundo.
O evento contou com a participação empolgada de artistalunos da Aceleração V (Jackson Santos, Bárbara e Paulo André), dos nonos anos (Vandriele Araújo, Julia Almada, Thaís Quintieri, Vitória de Jesus e Andressa) e dos oitavos anos (Livia, Lucas Folly e Romildo) que declamaram poemas sobre a valorização da mulher e a importância da Lei Maria da Penha, além de cordéis sobre a dengue e as doenças sexualmente transmissíveis e poemas com outros temas. Também se apresentaram no evento a dupla Mariana & Jaqueline, cantando "Como Zaqueu (Entra na Minha Casa)", de Reges Danese, a capela (!), e o trio Lara Fabyann Veiga, Helen Ribeiro e Vitor Esperidião interpretando a canção "Mulher", de Projota. O sarau ainda teve a participação mais-que-especial do professor-poetatletamigo Genaldo Lial da Silva, de Educação Física, e abertura e encerramento da coordenadora pedagógica Flávia Araújo.
Deixo um agradecimento mais que especial ao Professor de Ciências Samuel Gumieri, que filmou o sarau pra mim, e a diretora Paloma, pelo super-apoio e incentivo a mais este projeto lírico-educacional.
Na postagem de hoje, além do vídeo do evento, finalmente posto também os poemas dos Poetalunos da Aceleração V sobre o Dia Internacional da Mulher e a Lei Maria da Penha, os poemas de professores-poetas e poetalunos dos nonos anos, inspirados no Dia Internacional da Mulher e nos poemas da turma de Aceleração V (incluindo nesta parte o poema de Douglas Marques, que não declamou, mas teve seu poema declamado pela Vitória) e os poemas com outros temas (cotidiano, amor, etc) de poetalunos dos nonos anos. Os poemas de Vânia Camacho preferi não repostar, pois eles já aparecem em postagens anteriores recentes e podem ser facilmente encontrados no mecanismo de busca do blog.
E, como Flávia Araújo divinamente discursou, “que venham outros saraus em 2016”!

Vídeo do Sarau Pocket do Alcino Edição "Vânia Ribeiro Camacho"


Poemas dos Poetalunos da Aceleração V sobre o Dia Internacional da Mulher e a Lei Maria da Penha



Esse homem me fere
Eu não tenho coragem de denunciar
Sou mal amada
Ele me fere de novo
Até quase me matar
Eu agora vou denunciar.
(Alisson Teodoro)

Todas as mulheres precisam
ser defendidas,
todas as mulheres precisam
ser reconhecidas.
Não tenha medo, denuncie:
você merece ser valorizada.
(Bárbara dos Santos)

Nunca bata numa mulher
E, se você vir, ligue 180
E denuncie!
É um direito das mulheres
Nunca serem feridas
Porque elas são anjos.
Enquanto estiver vivo,
Eu apoio a Lei Maria da Penha.
(Emichael de Oliveira Melo)

A minha parte

Ele me bate
Ele me machuca
Mas ele vai ver
Vou denunciá-lo
Para nunca mais apanhar

Porque se eu não fizer
A minha parte
Que é denunciá-lo
Vou continuar apanhando...

Faça a sua parte:
Denuncie.
(Cassiane dos Santos)

Uma mulher que apanha tem sim que denunciar
Um homem não pode bater numa mulher
Não tenha medo de denunciar
Se ele bateu uma vez, vai bater mais uma vez.
Não se cale!
Se você apanhar, denuncie!
(Thaís da Cunha)

No dia 8 de março,
Por seus direitos exigirem
Tragicamente cremadas elas foram.

Além de serem maltratadas,
Pisoteadas, magoadas e assediadas,
Só por suas exigências
Foram levadas a um trágico destino

Para o salário não aumentar,
O respeito não cobrar,
O patrão achou mais fácil empurrar
130 tecelãs para o fogo da morte,
O beijo do anjo mortal.

Muitos anos depois
graças a uma mulher
preciosa e corajosa
por denunciar seu marido agressor
Criaram a Lei 11.340
a lei mais decente e justa,
a lei Maria da Penha.

Instituída para ajudar e defender,
Cuidar e valorizar a mulher,
Sua importância faz com que eu diga
O que já foi dito:
A lei Maria da Penha
É para ser cumprida!
(Jackson Carvalho)

As mulheres tão lindas,
tão belas,
às vezes tão fragilizadas,
tão indefesas,
pois apanhavam todos os dias,
sem nenhum meio de se salvarem.
Mas isso acabou,
Porque alguém pode denunciar.
Hoje elas são respeitadas,
São amadas,
São as mulheres
De todos nós.
(Paulo Sérgio de Siqueira)

Diga não à violência

As mulheres hoje em dia
Apanham muito
Muitas delas não sobrevivem
A tanta violência
Devemos denunciar

Ligue 180, não se cale,
As mulheres merecem respeito
E os homens que praticam violência doméstica
Merecem pagar por isso na cadeia.

Diga não à violência.
(Flaviane Tavares Gonçalves)

Poemas de professores-poetas e poetalunos dos nonos anos, inspirados no Dia Internacional da Mulher e nos poemas da turma de Aceleração V



MULHER

Veja o quão necessário é
Fazer uma homenagem sincera
No dia internacional da mulher
Pelo valor que sempre tivera

Sem sempre foi bem tratada
Muitas vezes foi agredida
Por homens de índole deturpada
Que sua estima saiu ferida

Mas, seu valor é inestimável
Alicerce da humanidade
Seu espírito agradável
Seu ventre maternidade

Se dela nós viemos
Em seu colo embalados
No teu seio nós bebemos
E de pequenos educados

Então, quando homens feitos
Abala nossa forte estrutura
Com um a flecha em nosso peito
Nos domina com beleza e formosura.
(Genaldo Lial da Silva, 17/03/16)


A elite

Vamos marchar de salto alto,
disparar sorrisos,
derrubar o machismo,
estraçalhar sua falta de opinião,
e, por fim,
encantadoramente,
conquistar corações.
(Andressa da Silva Oliveira)

Sem você

Sem você meu coração chora
Sem te ver meu sorriso sofre
Sem te sentir meu coração vira poesia
Sem te ouvir eu não posso ficar

Tudo de amor,
Tudo de paixão
E cego de carinho.

Sem você, Mulher, eu não sou nada
Nada mesmo
Assim é meu sentimento.
(Douglas Marques – 9.º A)

Poemas com outros temas (cotidiano, amor, etc) de poetalunos dos nonos anos



Onde moro

Onde moro tem pé de abacate
Mas a fruta que eu mais gosto é tomate.
Lá tem muitas borboletas,
Ficam comigo lendo o livro de Romeu e Julieta.
Bem cedinho minha mãe me chama:
- Vem, menina, arrumar a cama!
Minha prima fica brincando de boneca,
Ai, mas que menina sapeca!
Moro perto do rio;
De lá, consigo ver a casa de meu tio.
Em casa, são todos bem-vindos,
Nós ficamos todos juntos e unidos.
No céu, voam as aves;
Todas elas vivem em nossas árvores.
Em volta, há muita lavoura,
Lá vivo diariamente como uma sonhadora.
(Thaís Quintieri – 9.º A)

Medo

Eu tinha medo de lhe perguntar
se você gostava de mim,
medo de que você dissesse que não,
medo de pensar que tudo
que aconteceu foi em vão.

Medo de pensar que o tempo
que eu tirei pra você
foi perdido,
que nada mais tivesse sentido,
que tudo fosse esquecido.

Mas você me beijou
e o vazio que eu tinha
dentro do peito
se preencheu,
o medo desapareceu
e a chama reacendeu!
(Vitória de Souza Andrade de Jesus – 9.º B)

domingo, 22 de maio de 2016

Solidões Compartilhadas: No Mar e na Turbulência do Lirismo Fascinante de Thayslane Freitas

Thayslane Freitas
Ela foi uma das poetalunas da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva com uma das produções poéticas mais diversificada e mais febril, fez aniversário há pouco tempo (dia 16 de maio) e merece ser eternamente homenageada pelo blog: estou falando da mais-que-fodástica poetamiga teresopolitana Thayslane Freitas, cuja poética vibrante e fascinante marcou e ainda marca forte presença lírica aqui no blog e aos olhos encantados do professor-poetamigo-blogueiro que vos escreve.
Thayslane no Sarau Professora Rosa Amélia
em 2014
Constantemente presente nas Solidões Compartilhadas deste blog, Thayslane Freitas fez aniversário há pouco tempo, mas quem comemora lendo os seus presentes-poemas somos nós, amigos leitores. Para essa nova solidão compartilhada com ela, relembro dois fodatiscamente maravilhosos poemas de Thayslane, que mostram a versatilidade e regularidade lírica acima da média da autora: “No mar”, homenagem lírica ao compositor Dorival Caymmi, escrita em 2014, um ano após ela ter concluído seu ciclo na Escola Municipal Alcino (mesmo já em outro colégio, a poetamiga, acompanhada das artistamigas Alana Gomes e Caroline Almeida, fez uma super-participação mais-que-especial no Sarau Professora Rosa Amélia daquele ano); e “Turbulência”, poema escrito em 2013, quando ainda era minha poetaluna, para o trabalho de produção textual envolvendo descrições líricas de sentimentos em harmonia com a natureza (escritos após assistirem ao filme “De encontro com o amor [“Shadows in Sun”]). E essa não é nem de longe a última solidão compartilhada com Thayslane Freitas, pois, além de vários outros poemas dela que ainda tenho comigo, a poetamiga constatemente me envia novos poemas, cada mais maduros e mais fodásticos!
Boa leitura, amigos leitores! Celebremos com olhos fascinados a eternidade e vibração dos mais-que-fodásticos poemas de Thayslane Freitas!

No mar

Não dá mais pra voltar
Entrei nesse barco
E agora estou em alto mar

Olhar para trás é inútil
Já o deixei no passado
Querer-te agora é idéia fútil

Tô atravessando o mar da evolução
Procurando outras terras
A felicidade pro meu coração
Thayslane Freitas

Turbulência

Estou no alto
voando nas lembranças
imaginando você do meu lado

banhando-me da luz forte
e do calor,
lembrando que  contra o frio me aquecia.

Barulho, confusões em minha mente,
mas nem isso tira minha atenção,
vejo o verde intenso nessa imagem

e o caminho que me leva a você
me assombrando,
pois agora não posso ver você...

As nuvens enfurecidas varrem
o mais lindo azul,
a brisa é calma,
mas tudo continua turbulento,

vozes altas atormentam
meus ouvidos
- lamento poder
e não tê-lo seguido.
Thayslane Freitas


sábado, 14 de maio de 2016

Relembrando o Janeiro Lírico Regado A Matanza: O Sarau Solidões Coletivas no Aniversário de Breno Cocheto

Depois de um tempo bastante sumido do blog, retorno com uma fodástica lembrança de janeiro de 2016: A convite de Breno Cocheto e da poetamiga Patricia Correa, o Sarau Solidões Coletivas participou da festa particular (o aniversário temático de Breno “Vem pro bar – To Hell With Breno Cocheto”), na noite de sexta-feira, dia 22 de janeiro de 2016, no Bairro Canteiro, em Valença/RJ. A pedido do aniversariante, o sarau foi realizado em homenagem à mais-que-fodástica banda Matanza.
Nesta postagem, trago o meu inédito poema-homenagem à banda Matanza, "Vou pro inferno depravado com Matanza", escrito especialmente para o evento, e um vídeo que registra alguns momentos da galera do Sarau Solidões Coletivas realizado nessa mais-que-fodástica festa lírica idealizada por Patricia Correa, em janeiro deste ano.

Vou pro inferno depravado com Matanza

Vá pro inferno sagrado com seu cash em constante crash,
apatetado senhor do colapso bem administrado
rico em disparates golpistas e ultrajes a rigor,
pois eu ainda prefiro o velho e bom John Cash
- mesmo que ele me desça amargo,
é mais saboroso que provar seus ternos cheios de bolor.
Vou pro inferno depravado com meu tosco e belo rock'n roll.

Chorávamos em botecos sujos caminhões de sentimentos roubados,
enquanto uma rádio clandestina tocava a nossa vida maldita
num ritmo acelerado, com refrões gritados,
entre o ruído do insulto e a gratidão da consciência do horror,
e eu não tenho vergonha desse passado, meu ex-amigo,
eu ainda visito aquele velho bar desbotado,
- mesmo que o lugar seja amargo,
ainda é melhor visitado que seus pubs bonitinhos
cheios de assassinos fardados e pastores da dor.
Eu ainda me dirijo inteiro e embriagado
para o meu velho templo destroçado repleto de fúria e amor.

Vá pro inferno refinado com seu champagne importado e seus sucessos bastardos,
pobre diabo apodrecido nas roupas ricas de jovem capeta empreendedor
- mesmo que eu seja amargo,
ainda sou eu e meu eu é melhor que seu eu impostor
e eu não tenho medo de ir pro inferno miserável
vorazmente acompanhado por John Cash
protegendo meus filhos delírios, meus pesadelos sonhados,
num paraíso perdido de demõnios alados
que ainda tocam com ásperas harpas guitarras
aquela dor alegre que você esqueceu,
aquela dor feliz que meu eu sempre lembrou;
eu não tenho vergonha de seguir em frente,
mesmo velho e cansado, vou firme pro inferno depravado
com meu tosco e belo rock'n roll.

“Vem pro bar – To Hell With Breno Cocheto” in vídeo