quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Entre Campos, Picassos e Flores na Neve: Os premiados poemas dos mais-que-fodásticos poetalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva

Que 2015 não tem sido um ano fácil todos nós sabemos. As diversas crises e problemas deste ano têm afetado até o blog – foi difícil manter o ritmo das postagens em meio a tanta correria e obstáculos, mas, mesmo assim, o blogueiro que vos escreve vem tentando manter a chama viva. E um grupo que manteve o lirismo e a esperança vivos neste ano foram os meus amigos artistalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, sim, eles salvaram este ano da análise pessimista, eles salvaram a poesia do dia a dia e mantiveram acesa a luz maltratada do poeta-professor-pateta-blogueiro que vos escreve. Devido a uma série de problemas administrativos/caóticos-políticos não pude presenteá-los de forma adequada e justa, mas pretendo, nesta e nas próximas postagens, compartilhar a sublime poesia deste fodástico grupo de poetalunos, que, na maioria, concluíram festivamente ontem o nono ano e passaram a outro ciclo merecidamente promissor graças aos talentos deles.
Hoje trago 4 poemas mais-que-fodásticos destes maravilhosos poetalunos que foram recentemente premiados no XXVI Concurso de Poesia da ALAP, no Rio de Janeiro/RJ: o poema “Picasso Fenomenal”, de Paula Grillo Almeida (ganhador da Menção Especial no concurso citado), “No campo”, poema neo-árcade de Kellyson Branco Silva (Menção Honrosa), “Flores na neve”, de Ana Gabriela Medeiros (Menção Honrosa) e “Tão Picasso”, de Gisleny Silva de Almeida. Pela primeira vez desde 2010, nem eu nem os artistalunos puderam ir à cerimônia de premiação (a Prefeitura de Teresópolis desconsiderou o pedido de transporte, alegando a eterna “crise” que nos impossibilita de encerrarmos com dignidade um projeto lírico-pedagógico de mais de 6 anos, mas ironicamente não impede que o governante faça milhões de contratações a cargos especiais inclusive em unidades que nem existem mais no município – somado a isso fui visitar meu avô na CTI em Barra do Piraí/RJ, que sofreu um infarto no dia anterior à cerimônia, e, mesmo tentando chegar ao evento pelo menos para participar – bem atrasado - do final, fui impedido devido ao eterno trânsito caótico da Cidade ‘Maravilhosa’). Ao menos, os organizadores do concurso compreenderam as dificuldades e mandarão por correio os diplomas e premiações.
Todos esses transtornos me impediram de divulgar e comemorar o sucesso dos poemas mais-que-fodásticos dos 4 fantásticos poetalunos premiados, mas agora trago para o alcance dos olhos dos amigos leitores as 4 obras-primas desses jovens talentos (de brinde, compartilho um vídeo produzido pelo Luz, Câmera...Alcino! – com atuações de Vânia Camacho, João Paulo Oliveira e Stallone Oliveira - interpretando o premiado poema da super-lírica Ana Gabriela Medeiros).
Que a Arte e Educação sobrevivam à falta de respeito de nossos governantes. Os políticos aproveitam a purpurina efêmera do poder e partem, mas a sublime poesia dos poetalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva permanece na eternidade!

Os premiados poemas dos mais-que-fodásticos poetalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva:

Picasso Fenomenal

Com o pincel em sua mão,
tentando captar tudo que é surreal,
transformando o simples em algo fenomenal,
fazendo a sua própria revolução

Do azul ao coral
como um alpinista
escalando e evoluindo
na grande montanha artística

Picasso foi um pintor extraordinário
indo contra o Estado totalitário
desde as pinturas mais antigas
até as mais novas
ele mudou o mundo da arte
e pintou uma nova história.
(Paula Grillo Almeida – Menção Especial no XXVI Concurso de Poesia da ALAP)



No campo

No campo
vi o lindo sol se pôr,
pássaros cantando,
o vento soprando,
as águas dos rios
correndo e desaguando,
um lindo lago
de águas escuras,
matas obscuras...

No campo
descobri o que é amor.
(Kellyson Branco Silva – Menção Honrosa no XXVI Concurso de Poesia da ALAP)



Flores na neve

Um frio intenso me percorria
E a neve branca me cobria.
O gelo me dominava
E o meu coração congelava.

Minha pele estava pálida
E meu corpo tremia.
Então, quando tudo parecia o fim,
O destino sorriu.

E eu percebi que,
Embora o inverno fosse inabalável lá fora,
Dentro de mim havia a primavera eterna.
(Ana Gabriela Medeiros – Menção Honrosa no XXVI Concurso de Poesia da ALAP)


Tão Picasso

No começo, achei maluca
aquela arte distorcida, sem sentido...
mas depois fui percebendo
cada sentimento,
cada pensamento...
em cada pincelada expressiva,
eu percebia
o que ele sentia por dentro.

A tristeza da perda
o arrastou para a frieza do azul.
A felicidade do amor
o levou para a alegria do circo, do rosa!

Tantos amores, tantas amantes,
tantas críticas e muitos elogios,
tantas pinturas, tantos desenhos,
tantas realizações, tantos sonhos...

E, numa mistura de cores,
numa mistura tão louca,
tão Picasso, tão sua,
eu encontrei... a beleza da arte!

(Gisleny Silva de Almeida  – Menção Honrosa no XXVI Concurso de Poesia da ALAP)


O Clipoema "Flores na neve, de Ana Gabriela Medeiros", produzido pelo Luz, Câmera...Alcino!


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