quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O lirismo nos desenhos de Tatiane de Jesus Santos, Carlos Daniel de Souza Warol de Siqueira e Leticia Siqueira da Silva

Eles estão nas salas de aula de sua cidade. Numa olhada distraída, talvez passem despercebidos. Mas estão lá: os artistalunos do desenho, dos poemas em forma de imagem, da poesia que não necessita de palavras. Costumam ficar nos fundos da sala, não para bagunçarem  a aula; quase sempre, preferem o anonimato entre os professores, apesar de, muitas vezes, já serem artistas consagrados entre suas turmas de amigos, se recolhem à sua atividade artística extracurricular no fim de atividades regulares (ou, cuidado!, antes do fim dos deveres!) – nos cantos das salas, podem fazer isso mais à vontade, sem o olhar muitas vezes inquisidor do professor. Outras vezes,  posicionam suas carteiras mais à frente, mas mantêm o dom secreto oculto em pastas e cadernos de desenhos, que seus amigos conhecem, mas que é assunto quase proibido na proximidade das vistas do professor. Seja nos fundos da sala ou bem à nossa frente, eles estão nas salas de aula de nossa cidade e trazem uma arte jovem,  rica em referências geek numa renovação constante do universo pop contemporâneo, do transitório ao atemporal, arte plástica brilhante que merece ser destacada! São os artistalunos do desenho. Hoje destaco nesta postagem três desses geniais artistalunos, descobertos neste ano, nas salas de nonos anos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, da região rural de Teresópolis/RJ. São eles:  Tatiane de Jesus Santos, do 9.º A,  Carlos Daniel de Souza Warol de Siqueira, também do 9.º A, e Leticia Siqueira da Silva, do 9.º C.
Leiamos seus desenhos, seus poemas em forma de imagens, suas poesias que não necessitam de palavras, amigos leitores! Bem-vindos ao admirável universo novo dos desenhos sonhados por 3 fodásticos artistalunos!

Desenhos de Tatiane de Jesus Santos


























Desenhos de Carlos Daniel de Souza Warol de Siqueira




Desenhos de Leticia Siqueira da Silva
















segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Sobre estrelas líricas que brilharam e continuam a brilhar: Os formidáveis poemas e cartas antigos e atemporais de Izabela Araújo

Dia 11 de setembro pode ser relembrado como um dia trágico, no qual um atentado terrorista ceifou vidas inocentes, mas também é o dia de se reerguer dos escombros, sobreviver às violências diárias e mostrar que ainda há esperança, ainda há poesia! Dia 11 de setembro também é um dia mágico, especial, pois foi nesse dia que nasceu a jovem e talentosa escritora Izabela Souza de Araújo, para quem tive a honra de dar aula em 2010, quando ela completava com louvor e brilhantismo o ensino fundamental na saudosa Escola Municipal Nadir Veiga Castanheira, em Três Córregos, Teresópolis/RJ.
Izabela foi uma aluna exemplar, teve seus altos e baixos como todos têm na adolescência (nos dias de mau humor dela, tremei, amigos!), mas sempre demonstrou dedicação e um lirismo natural. Sim, ela não acreditava muito no potencial imenso que possuía, mas era uma escritora nata e, nas vezes em que vencia a resistência e descrédito inicial (só no fim do ano de 2009, quando ela cursava o oitavo ano que consegui convencê-la do seu potencial - depois foi só luz e poesia!) brilhava na escrita. Compartilho minhas solidões líricas com alguns maravilhosos e fodásticos textos de Izabela Araújo, escritos, entre 2009 e 2010, no tempo em que ela brilhantemente frequentava e cumpria as atividades de produção das saudosas turmas de 8.º e 9;º Ano da também saudosa Escola Municipal Nadir Veiga Castanheira, em Três Córregos, Teresópolis/RJ. Os temas e gêneros são variados, demonstrando o brilhantismo eclético da ex-escritoraluna – vão desde poemas para a lua (sim, esse poema recebeu menção de destaque em concurso literário de 2010) e para as árvore a carta-protesto de requerimento ao Secretário Municipal de Obras de Teresópolis em 2009 (sim, tal carta, juntamente com outras de outros escritores-alunos da época, foi entregue em mãos naquele ano, chegando a receber uma carta-reposta agradecendo a atitude cidadã – só não sei dizer se algo foi feito ao lago Iacy, pois há tempos não passo por lá). Espero que a ex-escritoraluna e atual escritoramiga Izabela Araújo me perdoe por revelar tais saudosos e fodásticos escritos – trago sempre o lema de que o que é mais que fodástico e maravilhoso de ser lido pode e deve ser compartilhado (se ela discordar, essa postagem perecerá em breve – tomara que não! Oh, Deuses da Maravilhosa Escrita, por favor, não!
Parabéns, Izabela Araújo, por ter feito e até hoje fazer história e arte entre as constelações líricas que mantém o caminho da vida brilhante para a continuação da esperança e do amor à natureza e à poesia.
Boa leitura, amigos leitores! Arte Sempre!

Minha lua

Minha linda lua
Como és bela
Teu sorriso, tua cratera
Oh, como és bela
Por favor, me libera!

Preciso de sua luz
Sem ela eu não vivo
Sem ela eu não sou ninguém
Por favor, me dá tua luz...

Queria poder te tocar
E de alguma forma te sentir
Como não posso, irei
Viajar em meus pensamentos
Até chegar a ti.
Izabela Souza de Araújo (na época, cursando o 9.º Ano)


Amiga da árvore

Te vi nascer
E de alguma maneira quero te ver crescer
Até que no chão tua semente caia
Para que possa em meu rosto
Um sorriso surgir, a alegria fluir.

As águas que em tua folha jorram
São as lágrimas que em meu rosto rolam.
Eu queria novamente ver os pássaros
Em teu galho cantando,
O vento em tua folha soprando
E a chuva teus pés molhando.

As árvores existem em todo lugar
Mas os homens, com seu egoísmo,
Querem matá-las
Enquanto vivo neste planeta
Quero a cada segundo tê-las.

O que posso fazer por ti
É tentar impedir
Aqueles que vêm destruir...

Prometo ao teu lado estar
E contigo lutar
Para que juntas possamos conquistar
As árvores que ainda vão brotar.
Izabela Souza de Araújo (na época, cursando o 9.º Ano)

 Teresópolis, 27 de novembro de 2009. 

Senhor Secretário de Obras,           

Primeiramente bom dia. Estou lhe enviando esta carta para esclarecer uma dúvida que tenho a respeito do lago Iacy: Por que o lago está praticamente seco e repleto de mato?           

O que eu não entendo é por que o lago secou se em uma placa no próprio diz que o lago Iacy foi “recuperado” em 2003. Só faz 6 anos e o lago já está nesse estado. Me desculpe, mas se ele está assim é porque não tiveram o cuidado que era pra ter tido. Se vocês não querem reconstruir o bendito lago, pelo menos tirem as placas dizendo onde ele fica, e, no lugar delas, botem outra placa dizendo que não existe mais o lago Iacy e o motivo. Enganar um turista não é ser humano e muito menos educado, é ser “mentiroso”.           

Mas como eu sei que não é o caso, espero uma providência.           

Ass.: Izabela Araújo (Turma 801)

sábado, 2 de setembro de 2017

Mas, mais que uma conjunção coordenativa adversativa: Mas, um raro e sublime poema de João Vitor da Silva Oliveira

No dia 31 de agosto, outro fodástico amigo teresopolitano – e, algumas vezes, sublime artistamigo – fez aniversário: João Vitor da Silva Oliveira, ex-aluno da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, para quem tive o privilégio de lecionar Produção Textual e Português no ano de 2015. Apesar de sua dedicação e boas notas, João Vitor nunca foi muito interessado em desenvolver sua veia poética, até certo dia, no segundo semestre de 2015, quando me entregou um fodástico poema de sua autoria – como não possuía título, batizei-o com o nome da principal conjunção coordenativa adversativa “Mas”.
O poema me chamou muito a atenção e até me surpreendeu pelo fato de, depois tantos pedidos durante os bimestre para que ele escrevesse um poema, finalmente e repentinamente, de forma natural e sem exigências (não havia nenhum trabalho proposto com poemas naquele momento), próximo do fim do ano, João Vitor me entregava uma obra poética sua, de raro lirismo. Não é um poema com estilo comum da adolescência, fase em que, quase sempre, ficamos mais ensimesmados em nossas sensações e impressões; é uma arte madura, na qual o eu lírico volta seu olhar ao(à) próximo(a) e às contradições das sensações do(a) outro(a). 
Essa lembrança, esse poema ficou marcado em minha memória, tanto que enviei o seu escrito poético para um concurso literário juvenil – infelizmente, o poema recebeu apenas um diploma de participação, mas seu lirismo cativante permanece brilhante e vivo.
Hoje, os leitores amigos têm a oportunidade de conhecer esse fodástico poema de João Vitor da Silva Oliveira. Boa leitura e Arte Sempre!

Mas

Você fecha os olhos pra não ver,
mas a mente imagina.
Você tranca o coração,
mas de nada adianta.
Você se recusa a pensar,
mas, quando percebe, já está pensando.
Você finge que não ama,
mas, toda vez que o vê, o seu coração dispara.
Você pensa em um recomeço,
mas sabe que certos finais são necessários.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Quase Dois Anos Depois Reencontro as Saudades Eternas: Resgatando a Fodástica Elegia de Richarles Mello para Chorão

As solidões compartilhadas de hoje estão com quase dois anos de atraso, mas permanecem eternas pela qualidade do escrito, pela chama que guia os corações embalados pelas grandes canções. Tenho o privilégio de receber muitas contribuições poéticas de fodásticos artistalunos e ex-artistalunos, recém artistamigos, e, acreditem, guardo todos os originais enquanto posso e a torre de babel de papéis em minha casa permitem – mesmo quando os digito, me vejo admirando e protegendo os originais de poemas de poetalunos e ex-poetalunos que considero fodásticos demais pra simplesmente me desapegar das folhas originais; assim, vivo num universo caótico de escritos meus e dos outros com outros eus que admiro tanto quanto alguns dos meus eus. Um desses casos, que destaco na postagem de hoje, é a fodástica elegia, escrita pelo jovem e hipertalentoso artistamigo teresopolitano Richarles Mello em homenagem ao saudoso rockstar brasileiro Chorão, eterno compositor e líder da banda Charlie Brown Jr.
Richarles me entregou esse elogiado poema no segundo semestre de 2015, quando eu lecionava para a turma dele, na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva,  e, devido ao corre corre do fim de ano, somado ao repentino falecimento de meu avô, acabei não digitando o poema na época e o emocionado escrito lírico ficou na caixa de Pandora de minhas caixas de arquivos em desordem.  Hoje, mesmo gripado e mais enfraquecido ainda pela poeira nos papéis antigos, resolvi, a pedido de Richarles, finalmente resgatar o poema dele do meu caos particular. Conforme o próprio escritor afirma, é um dos melhores poemas que ele escreveu – traz um ritmo contagiante e ao mesmo tempo melancólico bem ao estilo de algumas canções do Charlie Brown Jr. e é uma elegia emocionada a um ídolo – mais que um ídolo, uma nova espécie de amigo, mesmo que distante, “um irmão”, como o próprio poema afirma.
Agora paremos de tagarelar- o show lírico de solidões poéticas compartilhadas precisa continuar! - e deixemos o poema falar por si só. Boa leitura, amigos leitores, e Arte Sempre!

Saudades eternas
(Richarles Mello)

Ainda não acredito que você se foi...
Não conseguimos nos despedir e nem dizer um oi...
Para todos você foi mais que um amigo, um irmão.
Gostava de andar de skate e fazia tudo de coração.

Infelizmente você se foi, ainda não tô acreditando
Que aquele cara humilde partiu e me deixou chorando.
Aquelas suas frases lindas de amor...
Quando leio, restam lágrimas e dor.

Onde você estiver saiba que você está em meu coração;
Você foi um colega, amigo e um irmão
E o que resta hoje é solidão.
Sou muito grato a você. Valeu, Chorão!


“Esta é uma homenagem a Chorão e Champignon, que faleceram em 2013.” (Richarles Mello)


sábado, 26 de agosto de 2017

Mais uma lembrança lírica: Minha participação no 17.º Encontro Sarau & Dança de Jammy Said

Hoje vem mais uma postagem da série “pondo os registros em vídeos de eventos dos quais participei em dia no blog” (tô quase, quase em dia rs).
Na noite de 27/07/2017, no Restaurante Mexicano Cahuila Tex Mex/Icaraí, em Niterói/RJ, a convite da superfodástica divartistamiga Jammy Said, tive a oportunidade de curtir e de participar, representando o Sarau Solidões Coletivas de Valença/RJ,  do 17.º Encontro Sarau & Dança, organizado pela própria Jammy Said. 
O evento foi superespecial, com uma vibração positiva contagiante, onde tive a oportunidade de declamar um poema antigo "Quando eu voltar" (rebatizado de "Dos margaritas para Trump", devido ao contexto atual mundial) acompanhado pelo violão latino-mpbístico da fodástica divamultiartistamiga Fatima Vieira Martins.
Que venham outros superfodásticos eventos como esse! Amor, Luz e Arte Sempre!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Relembrando Dias de Luta: Ato Cultural em Apoio à Greve Geral de 30 de junho de 2017

Hoje relembra mais um evento importante (apesar de amargo, ao relembrarmos que, apesar dos protestos, os políticos fecharam os olhos para os anseios mais populares); hoje trago o vídeo que registrou alguns momentos especiais do Ato Cultural em Apoio à Greve Geral de 30 de junho de 2017, com participações do Sarau Solidões Coletivas e do coletivo de rap Banca 12.
Rua dos Mineiros, Valença/RJ, 30 de junho de 2017 - A convite e com apoio de ativistamigos, o Sarau Solidões Coletivas e o coletivo de rap Banca 12 se apresentaram no Ato Cultural em Apoio à Greve Geral e contra as apressadas alterações nas Reformas Trabalhistas (sem discussão mais ampla com a sociedade).
Entre os poemas declamados, há vários fodásticos textos inéditos de Rafael Monteiro, os versos ferinos "Safadas raposas", do poetamigo  voltarredondense Albinno Oliveira Grecco, e alguns poemas já conhecidos meus e do Mestre-Poetamigo Gilson Gabriel, etc.
Apesar de a Reforma Trabalhista, mesmo assim, ter sido votada e aprovada, e Temer e Pezão continuarem, respectivamente, como (vulgo vulgar) Presidente da República e Governador do Estado (de calamidade) do Rio de Janeiro, fica o registro de nossos líricos protestos. Há um certo sabor amargo de derrota (por mais que fosse meio que esperada dada a "qualidade" de nossos políticos atuais) ao rever o vídeo tanto tempo depois e ver que pouca coisa mudou até o momento, mas é necessário seguir em frente na luta.
Conheça a página de poemas "Versos ferinos", de Albinno Oliveira Grecco:  https://www.facebook.com/albinnogrecco/

Dom Quixote Omnia Vincit! Arte Sempre!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Relembrando Grandes Momentos Meus e da banda ALira no Sarau Especial do Dia dos Namorados no CEDOT

Hoje trago ao blog mais uma lembrança de um hiperfodástico evento lírico do qual honrosamente fiz parte. Convidado pelo superfodástico artistamigo  voltarredondense Rafael Clodomiro, participei, com a banda ALira e com a poetamiga Anielli Carraro, do Sarau Especial de Dia dos Namorados, na manhã de 12 de junho de 2017, na quadra do Colégio Estadual Dr. Oswaldo Terra, em Valença/RJ.
Hoje trago ao blog, o registro em vídeo de alguns momentos desse evento superespecial. Infelizmente, devido a câmera ter ficado com a bateria descarregada, só deu pra filmar um trechinho do evento, mas os grandes momentos registrados já valem muitíssimo a pena! Showzaço da banda ALira e convidados!
Segue aqui também o link para curtir a página da banda ALira, de Rafael Clodomiro: https://www.facebook.com/projetoalira/

Em tempo: Amanhã, dia 19 de agosto de 2017, às 20h, no Metamorphose Bar (Rua General Andrade Neves, 426  - São Geraldo, em Volta Redonda/RJ, curtirei e participarei da 3.ª edição do evento “Vitrine Cultural”, organizado pelas divativistartistamigas Anielli Carraro e Elisa Carvalho e pelo mais que fodástico  Zaqueu Pedroza. Vai ser uma festa lírica das boas, cercado de superartistamigos voltarredondenses!