sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Relembrando Grandes Momentos Meus e da banda ALira no Sarau Especial do Dia dos Namorados no CEDOT

Hoje trago ao blog mais uma lembrança de um hiperfodástico evento lírico do qual honrosamente fiz parte. Convidado pelo superfodástico artistamigo  voltarredondense Rafael Clodomiro, participei, com a banda ALira e com a poetamiga Anielli Carraro, do Sarau Especial de Dia dos Namorados, na manhã de 12 de junho de 2017, na quadra do Colégio Estadual Dr. Oswaldo Terra, em Valença/RJ.
Hoje trago ao blog, o registro em vídeo de alguns momentos desse evento superespecial. Infelizmente, devido a câmera ter ficado com a bateria descarregada, só deu pra filmar um trechinho do evento, mas os grandes momentos registrados já valem muitíssimo a pena! Showzaço da banda ALira e convidados!
Segue aqui também o link para curtir a página da banda ALira, de Rafael Clodomiro: https://www.facebook.com/projetoalira/

Em tempo: Amanhã, dia 19 de agosto de 2017, às 20h, no Metamorphose Bar (Rua General Andrade Neves, 426  - São Geraldo, em Volta Redonda/RJ, curtirei e participarei da 3.ª edição do evento “Vitrine Cultural”, organizado pelas divativistartistamigas Anielli Carraro e Elisa Carvalho e pelo mais que fodástico  Zaqueu Pedroza. Vai ser uma festa lírica das boas, cercado de superartistamigos voltarredondenses!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Os Inéditos Passos Líricos do Novo Poetamigo-Aprendiz: Osvaldo Fonseca abraça a Glória da Poesia

Hoje as solidões compartilhadas são muito especiais: hoje compartilho minhas solidões poéticas com meu superamigo de longa data e recém talentoso poetamigo-aprendiz Osvaldo Fonseca, de Valença/RJ.
Desde os primeiros dias da Festa de Nossa Senhora da Glória e desde quando planejamos uma intervenção artísticas no Jardim de Cima (que aconteceu na sexta-feira, dia 10 de agosto  - em breve, vídeos e poemas coletivos estarão no blog), algo místico e lírico (milagres de Nossa Senhora da Glória?) inspirou e despertou a chama da escrita poética em Osvaldo – na semana passada, ele foi me enviando vários poemas e fragmentos líricos para que eu o auxiliasse em suas repentinas e fascinantes composições poéticas. Aqui estão os segundos versos (não são os primeiros, pois ele já comporá um poema em saraus anteriores) de Osvaldo Fonseca, diamantes líricos levemente lapidados, cheios de simplicidade encantadora, bons jogos de palavras, buscando a cada verso um brilho maior para a sua estrela em formação. Deixo com vocês, amigos leitores, dois poemas de autoria de Osvaldo Fonseca: a ode em homenagem à Glória – nome da santa padroeira de Valença/RJ, cuja data é comemorada amanhã, dia 15/08, e também sinônimo de prestígio, graça e vitória – e o emblemático poema “Aqui tem”, onde o eu lírico lança diversos elementos concretos e abstratos da vida, como se abrisse um baú de reminiscências vitais. São os ‘primeiros segundos’ passos do fodástico poetamigo-brilhante-aprendiz Osvaldo Fonseca.
Boa leitura e Arte Sempre, amigos leitores!

Ode Gloriosa

Oh Glória
tão bela
sempre aberta
à vista do povo!
Que Glória
com seu brilho, sua luz, sua estrutura
para o  povo entrar, ver, apreciar
e buscar a Deus!
Ô Glória:
mesmo com o passar dos tempos,
sua essência, sua finalidade permanece:
1ue nunca se perca,
que acolha a todos sem distinções ,
que você continue sendo
como próprio nome já diz
Glória!



Aqui tem

Aqui tem lágrima, tem morte,  tem tempo, tem hora, tem espírito, tem alma,
tem turvo, tem sonho, tem amargura, tem tempestade, tem corrida, tem fama,
 tem ilusão, tem solidão,  tem treva, tem escuridão,  tem cadeia, tem chave,
tem romance, tem curva, tem ódio, tem flacidez, tem ruína, tem rochedo, tem pirâmide,
tem foco, tem agonia, tem felicidade, tem orquestra, tem som, tem violino, tem violão,
tem fantasia, tem rosa, tem sangue, tem helicóptero, tem altitude, tem altura, tem brisa,
tem futuro,  tem presente, tem destino, tem uma cigana, tem o amor, tem vida longa,
tem chão, tem lábios, tem lua, tem estrela, tem ouro, tem geada, tem neve, tem marca,
tem pista, tem carro, tem trilho, tem trem, tem fio, tem coração, tem corpo, tem alma,
tem calor, tem utopia, tem desejo, tem fogo, tem água, tem pedra, tem pedreira, tem sol,
tem alegria, tem tristeza, tem obstáculos, tem caminhos a serem seguidos,
aqui tem vida, tem vida infinita!


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O Breve Tributo do Sarau Solidões Coletivas ao Eterno Grunge

Mais uma postagem da série ‘tirando o atraso do blog’: hoje é a vez de relembrar a participação do Sarau Solidões Coletivas no show de Bruna & Zé Ricardo no bar Umas e Outras, no Centro de Valença/RJ, na noite de 6 de maio de 2017 (véspera do meu aniversário).
Nos intervalos do show de Bruna & Zé Ricardo, o Sarau Solidões Coletivas fez intervenções lírico-musicais em tributo ao grunge. Com participações dos músicos Zé Ricardo Maia, Gabriel Carvalho e Davi Barros, da cantora Bruna e dos poetas Carlos Brunno e Karina Silva, rolou Nirvana (instrumental), Downface e Alice in Chains + poemas grunges ("Retorne de onde estiver", "Todas as apologias [inclusive nenhuma]", "Só...em tom grunge", de Carlos Brunno S. Barbosa, "Cena Underground", de Karina Silva, "Seattle", de Raquel Leal, "Miss Tattoo", de Gilson Gabriel).

Em tempo: Hoje, sexta-feira, dia 11 de agosto de 2017, às 20h, realizaremos no Jardim de Cima nossa segunda intervenção artística urbana, uma brincadeira lírica, um sarau não oficial, sem grandes pretensões, mas sempre poético, musical e festivo: o Sarau Solidões Coletivas fará uma apresentação/intervenção lírica urana no Jardim de Cima, em Valença/RJ, com o tema “ô Glória, Sarau! Corações Psicodélicos!” , em tributo à Padroeira da principal festa da cidade e em homenagem ao aniversário da diva-poetamiga Dirce Assis! Não percam, amigos!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Mais lembranças líricas: Sarau Solidões Coletivas na I Festa Cultural dos Trabalhadores do bairro São José das Palmeiras

Esta é outra postagem da série ‘tirando o atraso do blog’ (é, vai demorar um pouco pra atualizá-lo completamente, pois vem um evento atrás do outro e ainda tem as solidões compartilhadas pendentes, somadas a alguns textos meus recentemente premiados que estou devendo postar): hoje é a vez de relembrar um outro momento marcante de participação do Sarau Solidões Coletivas em eventos ativistamigos. A convite do artistativistamigo Lucimauro Leite, o músico-amigo Zé Ricardo Maia e eu, representando o Sarau Solidões Coletivas, participamos da I Festa Cultural dos Trabalhadores, promovida pelo próprio Leite, na sede da Associação de Moradores do Bairro São José das Palmeiras, em Valença/RJ, na tarde de 1.º de maio de 2017.
O vídeo que incorpo à postagem contém algumas declamações minhas, parte do show de Zé Ricardo Maia e a palestra do Professor de História Lucimauro Leite sobre a data em que comemoramos o Dia do Trabalhador.
Um vídeo mais amplo do evento deve sair na página da Associação de Moradores São José das Palmeiras: https://www.youtube.com/channel/UCb0xZN9-W0mbAH9JoaFbnxw  ou na EcoCidade Digital: https://www.youtube.com/channel/UCV3xINNOSL53s19Gjg8gpyw (Ambas as páginas são administradas por Lucimauro Leite).

Em tempo: Amanhã, sexta-feira, dia 11 de agosto de 2017, realizaremos no Jardim de Cima nossa segunda intervenção artística urbana, uma brincadeira lírica, um sarau não oficial, sem grandes pretensões, mas sempre poético, musical e festivo: o Sarau Solidões Coletivas fará uma apresentação/intervenção lírica urana no Jardim de Cima, em Valença/RJ, com o tema “ô Glória, Sarau! Corações Psicodélicos!” , em tributo à Padroeira da principal festa da cidade e em homenagem ao aniversário da diva-poetamiga Dirce Assis! Não percam, amigos!



terça-feira, 8 de agosto de 2017

Carina Sandré, sua banda e eu homenageando Legião Urbana no evento Lugar de Mulher é no Vocal 8

Essa é outra das postagens que eu estava devendo colocar no blog há tempos. Em abril, a divartistamiga voltarredondense Carina Sandré me convidou para participar da oitava edição de seu show “Lugar de Mulher é no Vocal”, do qual apenas não estive presente na primeira edição (assisti, fascinado, à segunda edição, e, sempre a convite de Carina Sandré – umas das poucas artistas da região a reservar espaço a poetas em seus shows -, participei declamando das demais edições). O evento aconteceu no Teatro Gacemss II, na Vila Santa Cecilia, em Volta Redonda/RJ, no sábado, dia 22 de abril de 2017 (um dia após a festa lírica de comemoração de 5 anos do Sarau Solidões Coletivas na Comuna da Quinta das Bicas (quintal da casa do Mestre-ativistartistamigo valenciano Gilson Gabriel, na Biquinha, em Valença/RJ).
Como no repertório estava programada a música “Ainda é cedo”, Carina Sandré me sugeriu que eu fizesse um tributo à famosa canção da banda Legião Urbana. Aceitei o desafio e fiz uma subversão lírica com eu lírico feminino, dando outra visão dos fatos cantados na letra da música original. O meu poema-homenagem inédito pode ser lido e analisado pelos amigos leitores nessa postagem, juntamente com o vídeo, gentilmente cedido pela divartistamiga Carina Sandré, que registra a minha declamação do escrito citado e a emocionante interpretação de Carina Sandré e banda para a icônica canção “Ainda é Cedo” da eternamente querida e idolatrada banda Legião Urbana.

Vida Longa ao Sarau Solidões Coletivas e ao espetáculo “Lugar de Mulher é no Vocal”, maravilhosamente idealizado por Carina Sandré! Venham mais mil edições hiperfodásticas como as oito anteriores! Legião Urbana Omnia Vincit, assim como o Sarau Solidões Coletivas e os fascinantes projetos musicais da divartistamiga Carina Sandré! Espero que gostem, amigos leitores! Abração e Arte Sempre!

Pro cedo dele eu não cedo
Carlos Brunno Silva Barbosa 
(subvertendo a canção “Ainda é cedo”, da banda Legião Urbana)

Um menino lhe contou
O que jamais eu confessei.
Lhe faltara exatidão,
Jamais fui títere de ninguém.
Ele sorria sempre insano,
Eu jamais retribuí,
Nunca fui sua donzela,
Eu não tava nem aí.
Mas o altruísmo me pegou
E eu quis lhe ajudar
Como ele jamais me ajudou
E fingi me apaixonar.
Ele sempre chegava de partida
E por isso eu lhe tratava assim também,
Mas nunca fui sua donzela,
Nunca ajoelhei aos seus améns.

E eu lhe servia meus olhos secos,
Secos, secos, secos, secos
Enquanto ele chovia os seus medos
Medos, medos, medos, medos
Sempre fingindo que era cedo
Cedo, cedo, cedo, cedo
E a tarde desmentia que era cedo...

Sei que ele inventou
Um adeus que eu não lhe dei
E o que ele lhe encobriu
É que eu só parti, eu me cansei
Ele narrou um novo enredo
Numa esfinge sem segredo, querendo comover,
Forjando um novo enigma
Que encubra o vazio que é despedir-se de alguém
Ele não admite que eu o deixei só para o vazio não crescer,
Não havia sentimento, não havia o que dizer!

Eu lhe servi um adeus seco,
Seco, seco, seco,  seco
E isso não sacia os seus medos,
Medos, medos, medos, medos,
Pras mentiras dele eu não cedo,
Cedo, cedo, cedo, cedo

Pras mentiras eu não cedo...

sábado, 5 de agosto de 2017

Lembranças da Festa Lírica em Comemoração Aos 5 Anos de Sarau Solidões Coletivas

Essa postagem eu estou devendo há algum (bastante!) tempo no blog (é, tenho andado bastante relapso com as postagens, mas, com o tempo, vou ‘arrumando a casa virtual’): hoje compartilho com os amigos leitores os vídeos da festa lírica do aniversário de 5 anos do Sarau Solidões Coletivas, no qual fizemos o nosso segundo  tributo ao Clube da Esquina. Os vídeos registram alguns momentos especiais do evento (infelizmente, por falta de bateria nas câmeras, ficamos sem registros da participação do superartistamigo Alan Brum, mas as estreias de Hélio Jr. e de Maria de Oliveira Barros e a participação dos demais membros tradicionais do evento estão, em parte, nos vídeos compartilhados).
21 de Abril, dia da Inconfidência Mineira, feriado em comemoração ao revolucionário mártir Tiradentes e aos rebeldes poetas árcades mineiros, é um dia muito importante também para o Sarau Solidões Coletivas: no dia 21 de abril de 2012 (ou seja, há 5 anos), vários artistamigos, como Juliana Guida Maia, Zé Ricardo Maia, Érick Ramos, Jaqueline C. Gomes, Gilson Gabriel, Giovanni Nogueira, Ronaldo Brechane e o blogueiro-poeta-pateta que vos fala realizamos o primeiro evento oficial (já fazíamos outros eventos artísticos, mas esse foi a estréia oficial com o novo nome) do Sarau Solidões Coletivas.
Em comemoração à festiva data, na noite de sexta-feira, dia 21/04/2017, realizamos a Festa Saraudisiaca de 5 ANOS DE SARAU SOLIDÕES COLETIVAS!!! na Comuna da Quinta das Bicas (quintal da casa do Gilson Gabriel), Rua Edson Giesta, 50, casa 2, Biquinha, em Valença/RJ (Perto do Mercadinho Francisquinha) com o tema “COMUNA DA ESQUINA DAS BICAS 2: LIBERDADE E SOLIDÕES COLETIVAS AINDA QUE TARDIAS PERMANECEM VIVAS” - 2.º TRIBUTO LÍRICO AOS POETAS ÁRCADES E AO CLUBE DA ESQUINA!
O coquetel foi comunitário - cada artistamigo, simpatizante, colega, companheiro, curioso, visitante, louco, participante trouxe comes e bebes para colaborar/compartilhar no banquete inconfidente da partilha sem derramas egoístas.

A festa foi megafodástica! Vida Longa ao Sarau Solidões Coletivas e à Comuna das Bicas do Mestre-Poetamigo Gilson Gabriel, quintal-abrigo lírico dos amigos da contracultura valenciana!

Neste 1.º vídeo, vemos o dueto poético de Carlos Brunno com Gilson Gabriel, acompanhados pelo violão lírico de Ronaldo Brechane; a estreia de Hélio Jr.; o tributo lírico-musical de Gabriel Carvalho ao Clube da Esquina.

Neste 2.º vídeo, vemos Gilson Gabriel homenageando o amigo/irmão Gerson; mais poemas "de esquina" de Carlos Brunno, que também declama poema neo-árcade da poeta teresopolitana Geovana Rodrigues; outra fodástica declamação de Hélio Jr.; o show de Zé Ricardo Maia; Luciana Miranda homenageando os povos indígenas; o início do show de Emanuel Coelho.

Neste 3.º vídeo, vemos a continuação do show de Emanuel Coelho e sua interação lírico-musical com os músicos Gabriel Carvalho e Davi Barros; Carlos Brunno declamando poema de Cecilia Meireles, do poetamigo teresopolitano Guilherme Martins e poemas próprios inspirados no Clube da Esquina; outros poemas fodasticamente declamados por Hélio Jr. e por Gilson Gabriel; a estreia do músico Gabriel Carvalho como declamador; o retorno de Karina Silva, declamando poemas dos poetas Victor Branco e Alana Gomes; a tão esperada e iluminada estreia de Maria de Oliveira Barros declamando poema premiado de Ana Gabriela Medeiros .

domingo, 30 de julho de 2017

Para as Ruínas de Valença com Protesto e muito Amor: A Balada Arruinada de Carlos Brunno, Gabriel Carvalho, Dirce Assis e Ronaldo Brechane

Na foto de Dirce Assis, o registro do momento
em que estávamos no bar e que Ronaldo Brechane
encerrava o poema coletivo cujo tema, sugerido por mim,
foi Casarão em Ruínas no centro da cidade de Valença/RJ
Na noite de terça-feira, dia 25 de julho, em comemoração ao Dia do Escritor, aos 6 anos do blog e em pacífico protesto às ruínas tombadas do antigo Casarão das Artes no coração cinza do centro da cidade, os artistamigos do Sarau Solidões Coletivas se reuniram num bar próximo e, depois, realizou uma intervenção poética relâmpago “em cima da hora”, em frente ao Casarão das Artes em ruínas, na subida para a Catedral Nossa Senhora da Glória, no centro da cidade de Valença/RJ.
Durante o tempo em que ficamos ‘bebemorando’ no bar, a partir de uma ideia de Gabriel Carvalho e com tema sugerido por mim (as ruínas do Casarão das Artes), produzimos um poema coletivo na hora a quatro visões líricas, com colaborações de versos escritos por mim (formatados aqui no blog em cor vermelha), por Gabriel Carvalho (em cor azul), por Dirce Assis (em cor verde) e com versos de encerramento de Ronaldo Brechane (em cor preta). Hoje trago ao blog o resultado dessa produção poética, juntamente com registros em vídeo de fragmentos do Sarau, realizado pelo Canal do Youtube EcoCidade Digital, de Lucimauro Leite (em breve, em outra postagem e canal, sairá outro, com o sarau na íntegra, porém os vídeos produzidos pelo ativistartistamigo Leite já registram com eficiência a aura irônica-lírica-comemorativa da intervenção).
Boa leitura, amigos leitores! Sarau Solidões Coletivas, com muito Protesto e Amor, Omnia Vincit! Até breve e Arte Sempre!

Balada Arruinada
Para o Casarão das Artes, em ruínas, recentemente tombadas

As ruínas de teu corpo tombado
flerta com as lágrimas
que meus olhos não derramaram.
A enigmática presença
de teus muitos eus em chamas
me presenteia com um estranho sentimento
lascivo.
Transo com tuas trágicas trevas
e tuas chamas apagadas
afagam meu corpo.
Somos cinza
somos cinzas,
somamos cinzas
ao colorido que nunca foi,
ao colorido possível
que jaz natimorto nas tuas cinzas,
após o vermelho fogo
que a cidade cinza atirou em ti.
Essas ruínas me arruínam
- nem um gole de vinho?!?
Suave é a noite que me alivia,
oh, dor, oh, amor de um poeta louco
dos  sonhos dourados,
me perder no abraço que tudo faz
esquecer
e aquecer!
Me lembrei de um blues,
me lembrei de Dylan,
me lembrei de um ultrarromântico momento
em tua canção
que não se esquece.
Esqueci algo que não sabia,
lembrei algo que não existiu,
esqueci que não sabia escrever,
mas lembrei que eu podia, 
pelo menos, tentar
mais uma vez!...

Carlos Brunno, Gabriel Carvalho, Dirce Assis e Ronaldo Brechane