quinta-feira, 1 de junho de 2017

O trovador eletrônico solitário Xharles, a nova face lírico-musical de Xarles Xavier

Hoje retomo a série “Leia essa canção” com mais uma letra de música fodástica do compositor-músico-amigo- de-longa-data Xarles Xavier, de São Gonçalo/RJ. Cantor de múltiplas faces, nesta nova canção ‘A gente se vê por aí”, Xarles revisita os velhos temas românticos das baladas do pop rock tupiniquim dos anos 1980, enriquecendo o ritmo com uma pegada eletrônica e flertando com novos rumos e ritmos musicais. 
O artistamigo sempre teve um repertório autoral variado e continua inovando – tanto que até seu nome artístico mudou para Xharles. “A gente se vê por aí” me lembra um misto de Legião Urbana nas fases iniciais, meio fase “quase sem querer”, ou Finis Africae, meio "armadilha", pelo ar melancólico que o intérprete dá à canção, somado ao refrão chiclete, constantemente repetido durante a canção, com a pitada pop eletrônica dos álbuns mais recentes de Léo Jaime (como o álbum “Interlúdio”, de 2008, mas ritmicamente também próximo de “Todo amor”, de 1995). Juntamente com a letra da canção, posto também o clipe da música, super bem produzido, protagonizado pelo próprio autor, o ‘trovador eletrônico solitário’ Xharles (sim, eu gosto de inventar termos, e sim, só os fãs do Rock Brasil sacam completamente a referência).
Agora deixemos a letra da fodástica música de Xharles tocar nossos olhos e leiamos o maravilhoso clipe da canção, amigos leitores!

A gente se vê por ai

Você pergunta: onde eu errei?
Enquanto tenta se convencer
E eu confesso: já me cansei
De tentar entender você

Faz tanto tempo e eu não tenho
Mais tanto tempo pra perder
Mas tenha calma, um dia desses
A gente ainda vai se ver por aí

A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver por aí

Você pergunta: onde eu errei?
Enquanto tenta se convencer
E eu confesso: já me cansei
De tentar entender você

Faz tanto tempo e eu não tenho
Mais tanto tempo pra perder
Mas tenha calma um dia desses
A gente ainda vai se ver por aí

A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver por aí

Segure a minha mão quando for dormir
Pode descansar, eu vou estar aqui
Quando você chorar e se você cair
Eu vou te levantar e te fazer sorrir

A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver
A gente ainda vai se ver por aí

A gente ainda vai se ver por ai
A gente ainda vai se ver por ai
A gente ainda vai se ver por ai

A gente ainda vai se ver por ai
A gente ainda vai se ver por ai
A gente ainda vai se ver.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Solidões Compartilhadas: A mais que fodástica luz lírica de Mayara Melido

Há pouco tempo, ela partiu da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, na região rural de Teresópolis/RJ, onde leciono Português, pois precisa trilhar novos caminhos, outra escola, outro universo para iluminar com sua imensamente radiante estrela. Ela retornou para Além Paraíba/MG, mas deixou sua marca na Escola Alcino, foi uma das artistalunas de maior destaque neste ano e nos anteriores, deixou um legado lírico que eu tive a sublime honra de conhecer e ver amadurecer, e, seja pra onde ela for, sei que ela brilhará intensamente, pois sua arte e jeito de ser emanam forte luz poética onde quer que passe, seja quanto tempo permaneça, ela tem a “asa eterna”, como diria a ilustre mestre-poeta Cecilia Meireles, e isso nada nem ninguém jamais poderá tirar dela. Seu nome é Mayara Melido e é com uma vasta e fodástica antologia de poemas dela que eu compartilho minhas solidões poéticas hoje. Tive o privilégio de ler a maravilhosa coletânea abaixo de poemas da jovem e hiper-talentosa Mayara Melido logo no início deste ano e, agora, vocês, amigos leitores, também terão essa benção lírico. Garanto que vão gostar, curtir, ler, reler e compartilhar, amigos leitores. Boa leitura e Arte Sempre!

Amigos imaginários

Perco-me em sonhos
No meio do nada
São meus refúgios
Luzes na escuridão

Tanto tempo sem falar com pessoas
Que amigos imaginários eu crio
Na morte de um amigo real
A solidão é completa

Proteger meus amigos imaginários
É o que me resta
Porque são meus últimos companheiros
Nesse maldito lugar.

Músicas me fazem lembrar
Da época sem solidão
Amanhã vai melhorar
Sempre há uma luz no fim do túnel, um novo despertar...
Mayara Melido



O amor, o tempo e o vento

O tempo passa
Como o vento:
De manhã está bem
E, minutos depois, está paralisado.

O tempo passa.
Um dia está arrogante, chateado, com raiva
E no outro conhece uma garota
Que te leva na lua de tanta felicidade.

O amor chega
Sem você perceber.
A alegria é tanta
Que quer que o tempo pare.

Todos os dias
Esperamos que essa pessoa chegue
Para saber
Com que roupa e humor ela vem.

Não pense muito,
A vida é uma só.
Apenas viva como se fosse o último dia,
Apenas viva bem.
Mayara Melido

Apenas viva

O tempo passa
Como se fosse uma tempestade.
Pessoas chegam e vão
Com uma palavra.

O amor chega
Num passe de mágica.
A velocidade é tanta
Que você nem percebe.

Pessoas mudam sua vida
Com apenas um sorriso,
Como se todos fossem felizes
Como eu era.

Não pense muito,
A vida é uma só.
Apenas viva bem,
Apenas viva!
Mayara Melido

A escolha

O amor chega
Sem bater na porta.
Quando percebemos,
Já estamos apaixonados.

Não dá para definir
O amor ou a paixão
Porque só sentimos.

Se nos apaixonarmos pela pessoa errada
Podemos nos destruir
Com a tristeza e a solidão.

O amor pode te transformar
Em uma pessoa melhor ou pior:
A escolha é somente nossa.
Mayara Melido



O risco

Apaixonar-se é arriscar-se
E temos que arriscar
Pois tudo na vida só conseguimos arriscando.
Mayara Melido

Contra o tempo

A vida passa tão rápido
Que nem percebemos...
Pessoas passam,
Nem notamos.

Não deixe o que pode fazer hoje
Para fazer amanhã:
O tempo é tão curto
Que temos que correr contra ele.

Faça o que te dê vontade,
Não faça o que o outro quer que faça,
Não pense muito no que vão dizer,
Pense apenas se vai ser feliz
Com sua decisão.
Mayara Melido

sábado, 20 de maio de 2017

Solidões Compartilhadas: Os poemas sem palavras de Filipe Alvernaz

Hoje o blog retoma um tópico pouco atualizado no período mais recente das solidões compartilhadas, o “Poemas sem palavras”, onde compartilho minhas solidões poéticas com fodásticos desenhos, esculturas, fotografia e pinturas de fabulosos artistamigos. Hoje trago as imagens de alguns quadros do professor-artistamigo Filipe Alvernaz.
Conheci Filipe em eventos e manifestações de professores da rede municipal de Teresópolis/RJ. Há alguns meses atrás, ele me enviou pelo whatsapp as fotos de alguns quadros de sua autoria. Vale destacar o grande impacto visual das obras artísticas de Filipe, pelas suas cores vivas, sua constância em retratar elementos vivos, naturais da fauna e flora e seu flerte com a geometria, num apego voraz à celebração da vida natural em formas humanamente pixelizadas e pluridimensionais; a poesia de seus quadros casa-se com o vigor do sol, da vida, com os aspectos mais calorosos, mais iluminados da energia vital que a natureza impõe aos olhos líricos do artista.

Celebremos a poesia sem palavras riquíssima de vida dos quadros de Filipe Alvernaz, amigos leitores!








quinta-feira, 18 de maio de 2017

Reflexões Compartilhadas: Os Pensamentos de Jorge Vitor

Quando iniciei o blog há mais de 5 anos atrás, usei esse espaço virtual-lírico como refúgio para meus poemas, contos, crônica, resenhas, prosas poéticas e pensamentos. Não tinha condições financeiras (e ainda não tenho) de publicar um livro por mês ou por ano e o blog foi (e é) uma alternativa para apresentar minha arte em tempo real, sem muitas delongas, ao mesmo tempo em que pude, através dele, contar as histórias por trás de meus escritos, como uma espécie de diário de formação da escrita.
Com o tempo e graças à interação dos leitores amigos, o blog cresceu e ganhou novos objetivos. Um deles foi o de divulgar, dar espaço às produções textuais de meus artistamigos e artistalunos. Na escola, passei a buscar intensamente o que já buscava há tempos, mas antes sem divulgação virtual: os escritos, as contribuições literárias dos artistalunos.
Hoje trago os escritos de mais um talentoso artistaluno da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva: seu nome é Jorge Vitor e, há cerca de um ano atrás, ele me entregou alguns de seus fodásticos pensamentos (na folha, tais pensamentos são dedicados para Flaviane). Leiamos com atenção e reflexão, amigos leitores.

“Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim.” 
(Jorge Vitor)

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“No amor, não há “pessoas certas”. Há pessoas que lutam para dar certo.” 
(Jorge Vitor)

Velhas feridas abertas: A farsa se fecha

Vivemos momentos tensos e históricos no Brasil e no mundo  - um entra e sai de ‘desgovernantes’ por todo Brasil , crise de valores (não, não estou falando de dinheiro, estupefato leitor), crises por falsos valores (sim, agora tô falando de grana, de corrupção, contemporâneo leitor), a realidade parece iniciar a contagem de uma bomba-relógio por segundo, o universo ao avesso, a vida é uma trincheira e a guerra é invisível, dentro de nós, o inferno são os outros, mas, se olharmos sinceramente pro espelho mantido nos cofres impublicáveis da consciência, encontraremos os mesmos demônios em nós mesmos.
O ‘Governo’ Temer, após um pouco mais de um ano de governabilidade forçada, impopularidade e medidas maldosas, demonstra a mesma fragilidade de seus antecessores, a máquina pública de favores secular exige a continuidade da corrupção e, mais uma vez, o Poder Executivo em podre parceria com os demais três Poderes (sim, há quatro poderes: Executivo. Legislativo, Judiciário e Midiático) protagoniza outra vergonha nacional alheia – somos o país do jeitinho, da propina, da troca de favores; o problema que o tal jeitinho cresceu e virou incômodo, perdição sem volta, ‘desnação’.
Alguns dizem que a ‘casa caiu’ para as quadrilhas políticas do Brasil, após as novas denúncias, mas, na verdade, a casa já estava em ruínas, caída há tempos; moramos em um habitat desmoronado desde os primórdios de nossa criação acostumada a jeitinhos que nunca ajeitaram nada que preste em nossas vidas.
Hoje trago um poema passado que infelizmente permanece contemporâneo, desgraçadamente atual...

A farsa

A farsa se fecha
e os amantes escondem as facas dentro das flores.
A farsa se fecha
e os preços aumentam a quantidade de sangue humano nos açougues.

O Capitalismo impera
e os faustos vendem suas almas ao demônio
pra possuírem suas musas com cabelos de ouro.

A farsa se fecha
e as crianças alugam suas casas de brinquedos a altos juros no Banco Imobiliário.
A farsa se fecha
e as promissórias disfarçam a quantidade de sangue humano  nos papéis verdes.

O Capitalismo impera
e os homens vendem seus corpos ao lucro
pra possuírem seus caixões com trancas de Midas.

(Poema extraído do meu quinto livro “Eu & Outras Províncias: Progressos & Regressos”, de 2008)

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Voltando ao blog: O estranho que me vejo

Depois de chegar aos 38 anos ontem, em breve estar comemorando 23 anos de poesia (essa data nunca me recordo bem; foi mais ou menos no meio do ano de 1994 que descobri a poesia), sendo 20 destes 23 promovendo eventos culturais (esse tem data a ser comemorada: o primeiro evento que organizei foi no dia 13 de junho de 1997) e sabendo que o blog em breve comemora 6 anos de existência, resistência e insistência, não podia mais adiar meu retorno a esse espaço lírico-virtual de coletivas solidões poéticas compartilhadas. Por isso, hoje trago um miniconto inédito meu, bem intimista, pra retornar às postagens.
Espero que os amigos leitores gostem. Abraços do blogueiro-artistamigo, que, muitas vezes, desaparece virtualmente, mas sempre que pode (ou quando diminui sua crises virtuais existenciais) reaparece. Boa leitura e Arte Sempre!

O estranho que me vejo

Olho para o espelho mais uma vez e pergunto ao estranho que me vejo quem sou eu, mas ele nunca me responde – apenas repete meus trejeitos, reproduz mudo e ao mesmo tempo minha dúvida.
O estranho que me vejo no espelho tem o mesmo olhar desesperado, a mesma busca angustiada por respostas que não vêm, o mesmo desejo de criar um mundo novo e infinito em formatos limitados de papel (sim, o estranho que me vejo também carrega uma caneta de sonho e palavras inaudíveis que parecem gritar sem parar).
Abandono o espelho e o estranho que me vejo continua a me seguir por toda casa, por toda noite, por todo dia, por toda vida! Em rotineiro frenesi e viciado na luta diária com as palavras como eu, o estranho que me vejo senta comigo mais uma vez em frente ao velho notebook e, unidos pela insônia obscura, reproduzimos com o coração nos dedos novos gritos em silêncio na tela iluminada. 


segunda-feira, 3 de abril de 2017

O fodástico lirismo antilírico de Carlos Oliveira mais uma vez no blog!

Hoje, depois de muito tempo sem dividirmos o mesmo espaço lírico-solitário-coletivo, compartilho mais uma vez minhas solidões poéticas com o mais-que-fodástico poetamigo Carlos Oliveira, de São José dos Campos/SP.
Carlos Oliveira hoje nos traz uma espécie de ode extremamente poética de ódio à poesia como fantasia num universo concreto/materialista que esmaga qualquer lirismo. Seu estilo visceral, principalmente neste poema, me lembra momentos febris de Bukowski e outros poetas fodasticamente marginais. Confesso que Carlos Oliveira e eu temos posições políticas bem diferentes (ele é a favor da intervenção militar; eu sou contra, mas, no momento, não vou ficar discutindo essa divergência política [jamais o poetamigo e eu nos prendemos a isso e nem pretendemos ficarmos presos a isso] que não modifica minha admiração pela lira antilírica de Carlos Oliveira), mas, como eu já disse, isso não altera em nada nossa harmonia lírica, sou sinceramente e declaradamente fascinado pelos poemas que ele intensa e febrilmente tão fodasticamente constrói. Sua cadência sossegadamente desesperada, seu sarcasmo melancólico, seu senso de realidade esmagadora indo de encontro com a graça desgraçada do fazer poético merecem destaque; vale muito a pena ler e reler os fodásticos poemas de Carlos Oliveira.
Continuemos sonhando sem sonhar através da leitura do fodástico poema de Carlos oliveira, amigos leitores!

Parei de ser um sonhador
Odeio poesia
Esta mentira melosa
Que só causa dor
Que nos faz pensar até enlouquecer
Não devemos pensar
Nada faz sentido mesmo ao amanhecer
Pra que pensar
Pra que acreditar
Pra que sonhar
Otário, sou eu que ainda escrevo
Contrariando o que penso
Se nada penso
Se nada acredito
Sou uma farsa até na fantasia das letras
Estou num escritório
Uso gravata
Meus sapatos brilham
O ar condicionado
Não condiciona a nada
Não tem romance num escritório vazio
Fumo meu cigarro escondido
Em um banheiro fedido
Eu que me achava descolado
Fiquei de lado
A poesia é uma merda
A vida é dar um passo depois outro
Sem poetizar
E todo dia eu chego em casa
Me achando o máximo
Por ser feliz materialmente...


Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...