Para vampiros, o tempo medido pelos mortais é um mero sarcasmo
da eternidade. Por isso, apesar de a data de comemoração dos 165 anos de Bram
Stocker ter sido ontem, o blog continua sua homenagem ao fodástico criador de
Drácula. Desta vez, a homenagem é dupla: ao mestre do terror e à versão
cinematográfica do fodástico diretor Francis Ford Coppola para o clássico
“Drácula de Bram Stocker”. Coppola dá ao Drácula, interpretado por Gary Oldman,
uma sensualidade muito além da que o vampiro original de Stocker possuía.
Para fazer essa homenagem, abuso da poética dos duplos
sentidos e retomo meus eus líricos góticos eróticos. Poema recomendado para
olhos mais adultos:
Drácula 2012
(ou Drácula de Bram Stocker, Coppola e Carlos Brunno)
A vida passa por mim apressadamente,
Como vento raro no eterno deserto,
Como beijo doce no lábio amargo,
Como um sonho bom que já tive
Mas que não mais me existe...
A vida passa contigo por mim excitadamente
E estás noiva de mortais que não te entendem,
E, casta, a cruz brilha entre teus seios carentes,
E um sonho bom que já tive
Ainda resiste em ti, em teu sangue quente...
Eu mordo o teu pescoço pra acordar meu coração falecido,
Eu sugo o teu sangue pra beijar as veias do impossível,
Eu chupo teu corpo pra ressuscitar um sonho morto.
Deixa-me entrar em ti,
Eu sei que vai doer,
Mas todo contato é assim...
Deixa-me te ferir,
Deixa-me feliz...
- Ah, secular sonho novo!
A vida retorna ao meu corpo
Toda vez que te como...









