sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O tributo a Bram Stocker continua: Drácula 2012


Para vampiros, o tempo medido pelos mortais é um mero sarcasmo da eternidade. Por isso, apesar de a data de comemoração dos 165 anos de Bram Stocker ter sido ontem, o blog continua sua homenagem ao fodástico criador de Drácula. Desta vez, a homenagem é dupla: ao mestre do terror e à versão cinematográfica do fodástico diretor Francis Ford Coppola para o clássico “Drácula de Bram Stocker”. Coppola dá ao Drácula, interpretado por Gary Oldman, uma sensualidade muito além da que o vampiro original de Stocker possuía.
Para fazer essa homenagem, abuso da poética dos duplos sentidos e retomo meus eus líricos góticos eróticos. Poema recomendado para olhos mais adultos:  

Drácula 2012
(ou Drácula de Bram Stocker, Coppola e Carlos Brunno)

A vida passa por mim apressadamente,
Como vento raro no eterno deserto,
Como beijo doce no lábio amargo,
Como um sonho bom que já tive
Mas que não mais me existe...

A vida passa contigo por mim excitadamente
E estás noiva de mortais que não te entendem,
E, casta, a cruz brilha entre teus seios carentes,
E um sonho bom que já tive
Ainda resiste em ti, em teu sangue quente...

Eu mordo o teu pescoço pra acordar meu coração falecido,
Eu sugo o teu sangue pra beijar as veias do impossível,
Eu chupo teu corpo pra ressuscitar um sonho morto.

Deixa-me entrar em ti,
Eu sei que vai doer,
Mas todo contato é assim...
Deixa-me te ferir,
Deixa-me feliz...

- Ah, secular sonho novo!
A vida retorna ao meu corpo
Toda vez que te como... 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Solidões vampirescas compartilhadas: O magnetismo da dor de Juliana Guida Maia

Hoje, dia 08 de novembro de 2012, o escritor mestre do terror Bram Stocker, criador de "Drácula", faria 165 anos, Em homenagem a ele, compartilho minhas solidões poéticas mais uma vez com Juliana Guida Maia, autora do premiado poema vampiresco "Magnetismo da Dor". 
Para os fãs de Bram Stocker e para os apaixonados por belos poemas de vampiros:


Magnetismo da Dor
(Narrações poéticas de uma noite em minha morte)

Meus olhos no escuro... é noite
A vida... morte... morte... vida ... começa
Vago na cidade...
Caminho silenciosamente em passos leves como se fosse um elfo demoníaco
Uma criatura à parte de toda forma de existência
Além do maniqueísmo das histórias de Drácula, distante do bem ou do mal.
Minha tez pálida, reflexo de lua
Meus modos sombrios, ausência de alma.

Vagando na cidade, numa esquina cruzo com ela
E em um momento, lapso no tempo, toco seu olhar
Ela aproxima-se, doce criança... sedução
Desliza de meus lábios um leve sorriso diante de sua pele clara... fina... transparente
Beijo-a na boca, e assim temos uma afinidade descomunal
E então com o mesmo magnetismo que toquei seus olhos
Toco seu corpo, chego aos pulsos, sinto o quente do sangue...
Sua energia agora é minha energia... dominação
Ela tão bela...morta, e eu, senhor de sua vida, não vivo.

Pintura dourada no horizonte... é quase dia...
Volto a prisão do esgoto da cidade... não vago mais...
E isso machuca de alguma forma este ser vazio
Não que a noite não seja fascinante
Mas é não ter escolha o que dói mais que a mordida do vampiro,
Que me mostra que estou aprisionado em morte, como os humanos em vida
E que a atração que exerço neles
Vem de suas dores refletidas na minha.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Solidões mitológicas compartilhadas: As criaturas da noite de Aquiles Peleios


O Dia das Bruxas passou, mas o blog continua abrigando “criaturas da noite”. Recomendado por Patrícia Correa e Cíbila Farani, hoje compartilho minhas solidões poéticas com o mitológico e misterioso Aquiles Peleios. Conforme a própria Patrícia disse no último sarau no qual ela leu dois poemas do fodástico poeta, “Aquiles Peleios é um ser que na verdade não existe, mas que escreve coisas lindas”, ou seja, é o pseudônimo místico de um poeta anônimo e mágico, é o lirismo iluminadamente puro na obscuridade do nome mitológico. A grande pergunta que fica é: como alguém que não existe pode nos revelar tantos sentimentos concretos e reais em versos simples e, ao mesmo tempo, sublimes?
Deixo a pergunta e a leitura para os leitores. Quem quiser conhecer mais poemas deste fodástico ser misterioso, aí vai o link do blog de Aquiles Peleios: http://amorsexoeletras.blogspot.com.br/
Boa leitura, amigos leitores! Fiquemos com Gaia e as criaturas da noite:

Criaturas da noite

Bruxa, encanta-me assim
com teu sorriso de jasmim
no meu jardim em flor.
Bruxa! Moura! Mestra! Aprendiz!
Confundida com meretriz,
quando a lua a tudo iluminar
irás apenas pensar
como Gaia te fez feliz...


sábado, 3 de novembro de 2012

Solidões soturnas compartilhadas: O réquiem do vampiro de Karina Silva

Karina Silva
Foto de Vandré Fraga
Hoje compartilho, mais uma vez, minhas solidões poéticas com a fodástica poetamiga valenciana Karina Silva (ela já virou sócia do blog, tantas as vezes em que a convoco pra compartilhar solidões poéticas no blog rs). E hoje ela nos traz um poema vampiresco (esqueça os Edwards, amigos leitores, o vampiro dela é muito, muito mais assustador e fodástico que essa 'quase fada' da saga Crepúsculo) pra arrepiar os cabelos e agitar os caninos dos leitores amigos amantes desse fantástico universo gótico e noturno chamado literatura soturna. 
Em tempo: O poema será declamado hoje, às 20h, no Bar Na Moita, em Cambota, em Valença/RJ, no Sarau Solidões Coletivas In Bar Especial - Punk Rock Noise Horror Show: O Halloween Poético". Recomendo que leiam o poema ao som de "Nos braços da vampira", da fodástica banda Zumbis do Espaço.
Boa leitura e durmam com os morcegos, amigos leitores!


O réquiem do vampiro

Na luz da lua
Vampiros atentos irão surgir,
Cientes de que sua presa não poderá fugir...
Incontrolável a sede de sangue
Os submete ao mais abstrato transe!
Revelando sua verdadeira face,
Que pacientemente guardavam sob um disfarce!
O belo rosto some
E a sombra negra cresce!
Perdido no inferno da realidade,
O Vampiro não tem idade,
Tão pouco piedade...
E, por isso, sua maldição de viver só pela eternidade!
O dia começa a clarear,
Vampiros voltam pra descansar,
Agora novamente em suas máscaras angelicais do mal,
Pensando na próxima noite,
Em que irão desfazer a carne
E trazer o caos!  


Desenho do fodástico mulltiartistaluno Ivan Esteves,
da E. M. Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Sarau Solidões Coletivas in the Sky: Um Batpapo com os Beatles

Sarau Solidões Coletivas.
Foto: Vandré Fraga.


Mais um sarau histórico e as Solidões Coletivas se expandindo, desta vez nos céus de diamantes de Lucy, dentro de um voador Yellow Submarine.

Bar Bat e Papo, Avenida Nilo Peçanha, Valença/RJ, quinta-feira, 25 de outubro de 2012 - O Sarau Solidões Coletivas realiza o "Sarau Solidões Coletivas in the Sky: Um batpapo com os Beatles", durante a Semana de Cultura do Bar Bat e Papo, em homenagem aos Beatles. O evento contou com Ronaldo Brechane, Carlos Brunno S. Barbosa, Davi Barros (da banda Black Cult), Vibra Ação (Fael Campos & Zé Ricardo), Juliana Guida Maia, Alexandre Fonseca, Wagner Monteiro, Luana Cavalera, Karina Silva, Luciene Dias, Giovanni Nogueira (da banda Gadernal).

Clipoema ao vivo: Aurora Inexistente, com Carlos Brunno S. Barbosa e Karina Silva



Clipe do poema "Aurora Inexistente", de "Eu & Outras Províncias - Progressos e Regressos", meu quinto livro. O poema é interpretado por mim, acompanhado musicalmente por Karina Silva. Gravado ao vivo, na Getúlio Vargas, em Valença/RJ, após o Sarau Solidões Coletivas In Bar 7. Filmagem realizada por Juliana Guida Maia.

Sarau Solidões Coletivas In Bar 7: Homenagem a Carlos Drummond de Andrade

Hoje compartilho com os amigos leitores os vídeos da festa lírica em homenagem ao mestre Carlos Drummond, o "Sarau Solidões Coletivas In Bar 7: Fazendeiros do Ar, Rosas de Povo e Claros Enigmas". Bar e Restaurante Costelão, Bairro Getúlio Vargas, Valença/RJ, dia 20 de outubro de 2012 - O Sarau Solidões Coletivas In Bar homenageia Carlos Drummond de Andrade" e está cada vez mais coletivo!


Nessa primeira parte, vemos a participação lírica de Rafael Silva Barbosa, as estreias de Igor Almeida, da banda Celeiro das Rochas, tocando músicas da sua banda e de Nilo Canedo interpretando canções de Vinícius de Morais, a interpretação de poemas de Drummond por Carlos Brunno S. Barbosa e Juliana Guida Maia, as homenagens drummondianas de Patrícia Correa, Juliana Guida Maia e Karina Silva e os haicais apaixonantemente interpretados por Marilda Vivas.

Nessa segunda parte, temos os poemas drummondianos caninos de Carlos Brunno S. Barbosa e Giovanni Nogueira, o comediante Ronaldo Brechane The Wall, o fodástico poeta Duarte, Érick Ramos, a parceria de Carlos Brunno S. Barbosa e Gilson Gabriel, acompanhados da banda Vibra Ação, composta por Zé Ricardo, Fael Campos e Adriano Gonçalves, que também tocaram 2 covers de Engenheiros Do Hawaii.
Nesta terceira parte, temos o retorno de Alexandre Fonseca com sua lírica "Dama do vestido azul", Wagner Monteiro homenageando Drummond e lendo poema de seu amigo Heider, João Júnior e seu Carpe Diem diante do horário de verão, o valente "Se" de Gilson Gabriel, Jaqueline Cristina e a apresentação contagiante do Vibra Ação, composto por Fael Campos, Zé Ricardo e Adriano Gonçalves.
Nesta quarta e última parte, Alexandre Fonseca nos traz a resposta da Dama do Vestido Azul, Jaqueline Cristina, Patrícia Correa, a estreia de Luana Cavalera, o novo hit "Eu não quero mais", de Giovanni Nogueira 'Gadernal', o dueto de João Júnior (The Black Bullets) e Giovanni Nogueira (Gadernal), Wagner Monteiro, o novo dueto poético de Gilson Gabriel e Carlos Brunno, Duarte, o casamento de Juliana Guida Maia e Patrícia Correa e a participação mais que especial do músico de Nova Iguaçu, Adriano Gonçalves, autor do hit "Porradeiro", que nos relembra o vício em jogar Street Fighter. 

Meu filho-poema selecionado na Copa do Mundo das Contradições: CarnaQatar

Dia de estreia da teoricamente favorita Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo 2022, no Qatar, e um Brasil, ainda fragiliz...