Olá, caros leitores, bem vindos ao blog daqueles que guardam um sorriso solitário no canto dos lábios que versam sonhos coletivos. Bem vindos ao meu universo virtual poético, bem vindos ao mundo confuso e fictício ferido de imortal realidade. Bem vindos ao inóspito ambiente dos eus líricos em busca de identidade na multidão indiferente, bem vindos ao admirável verso novo.
É isso, amigos leitores, mais uma vez re (re-re-re)torno ao
blog, após novo desaparecimento. Por favor, entendam (ou melhor, ao menos,
aceitem), tenho passado há anos por um processo de reavaliação acerca de tudo
que defendi e me dediquei minha vida toda: arte, educação e diversão. O tempo
vai passando e essa equação vai ficando complicada – minha arte passa por
momentos de ceticismo lírico e desânimo alternado a efêmeros momentos de
glorioso (mas, como já disse, passageiros) entusiasmo; o meu trabalho na
educação vive um período de incertezas e necessidade de novas sustentações; a
diversão às vezes é maravilhosa, mas a sensação de escapismo e vazios muitas
vezes a esgota. Não sei o que esperar dos novos tempos (se é que os novos
tempos são realmente novos ou apenas velhinhos retrógados querendo o fim de
eras mais contemporâneas e antenadas com os novos paradigmas...)... O socrático
“Só sei que nada sei” nunca fez tanto sentido como atualmente; desconfio de
tudo e mais ainda de mim mesmo. Sim, também não me sei. E, nesse ponto, fica
difícil às vezes vir aqui ao blog, publicar, escrever, sem me sentir, ao mesmo
tempo que uma teimosia, um senso de resistência lírica lateja em meu coração,
Por isso, retorno com um poema premiado meu, premiado com publicação há algum
tempo atrás, mas, por algum louco motivo ou estranho esquecimento, eu ainda não
havia publicado no blog. Sim, há outros recentemente premiados e ainda não
postados, há muitas solidões líricas de artistamigos e artistalunos para serem
compartilhadas; apesar da crueza do dia a dia, ainda existe muita poesia! E,
por isso, mais uma vez, voltei, e muitas vezes mais sumirei e voltarei, sempre
voltarei.
O poema de hoje, “Os últimos suspiros de Ícaro nos olhos
assustados de Dédalo” (sim, com título que remete à mitologia grega, bem ao
gosto dos clássicos, que eu curto sem vergonha, apesar de também adorar flertar
com o marginal e me relacionar ardentemente com a contracultura; sou um poeta
de fases, me equilibrando em inusitadas polaridades), foi premiado entre os 25
poemas selecionados para a coletânea do Concurso Literário Prêmio VIP de Literatura, de
Maringá/PR, e, finalmente, chega ao blog. Não poderia escolher melhor hora: o
poema reflete bem o meu estado de espírito atual; fala sobre transitoriedade da
vida, das coisas, e a busca incessante por mais uma fagulha de renovação da
vida, apesar do contínuo envelhecimento de si e do mundo ao redor. Somos meio
Dédalos; queremos a magia do voo, mas a vida, esse Ícaro sempre jovem e
impetuoso, muitas vezes se atira contra o sol e nos expõe a fragilidade do sonho,
a possibilidade do fim.
Espero que gostem do poema (demoro pra publicar, mas, quando
o faço, posto sempre de coração aberto). Abraços, Suspiros Líricos e Arte
Sempre, amigos leitores!
Os últimos suspiros de Ícaro nos olhos assustados de Dédalo
Nesses tempos frios, precisamos do calor do amor, do amor de
verdade, movido a mais sublime poesia! Por isso hoje lhes trago dois maravilhosos
poemas de amor de uma jovem e talentosa escritora teresopolitana.
Os poemas com o qual compartilho minhas solidões poéticas
hoje é de autoria de Maria Eduarda Carvalho Quintanilha, artistaluna da rede
municipal de Teresópolis/RJ. A excelentíssima obra poética foi-me apresentada e
recomendada pelo professor amigo Rodrigo, autor da Revista Amnésia (segue o
link da página da revista pra você curtir: https://www.facebook.com/amnesia.teresopolis/)
que agora comprova também ser um magnífico ‘olheiro’dejovens talentosos poetas, um verdadeiro descobridor
de talentos. Rodrigo não errou ao indicar-me os poemas de Maria Eduarda
Carvalho Quintanilha:o primeiro poema
abaixo, “Quando me amei de verdade”, traz aquele lirismo
singular e singelo que afaga poeticamente nossos corações leitores, carentes do
verdadeiro amor-próprio, enquanto o segundo, “Amor,
uma palavra tão pequena, mas com enorme significado”nos resgata liricamente aquela nossa esperança outrora
perdida de (re)encontrarmos (ou percebermos o já encontrado) amor.
Nesses tempos frios, carentes de sentimentos calorosos,
abracemos a arte amorosa e poética da jovem e talentosa escritora Maria Eduarda
Carvalho Quintanilha e nos dediquemos à leitura de sublimes poemas de amor,
amigos enamorados leitores!
Quando me amei de verdade,
pude compreender
que, em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo,
na hora certa.
Então pude relaxar.
Quando me amei de verdade,
pude perceber
que o sofrimento emocional é um sinal
de que estou indo contra a minha verdade.
Quando me amei de verdade,
parei de desejar que a minha vida
fosse diferente e comecei a ver
que tudo o que acontece
contribui para o meu crescimento.
Quando me amei de verdade,
comecei a perceber
como é ofensivo tentar forçar alguma coisa
ou alguém que ainda não está preparado
- inclusive eu mesma.
Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo
que não fosse saudável.
Isso quer dizer: pessoas, tarefas,
crenças e qualquer coisa
que me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoísmo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio.
Quando me amei de verdade,
deixei de temer meu tempo livre
e desisti de fazer planos.
Hoje faço o que acho certo
e no meu próprio ritmo.
Como isso é bom!
Quando me amei de verdade,
desisti de querer ter sempre razão,
e, com isso, errei muito menos vezes.
Quando me amei de verdade,
desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente,
que é onde a vida acontece.
Quando me amei de verdade,
percebi que a minha mente
pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco
a serviço do meu coração,
ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Amor,
Uma palavra tão pequena, mas com um enorme significado.
Amei tantas pessoas, mas nem metade delas me amou, se
algumas pessoas tivessem passado pelo que eu passei, certamente já teriam
desistido do amor.
Mas, eu não desisti, e pretendo nunca desistir... O amor é a
coisa mais bela que existe, amor é tudo e mais um pouco, amor é amar tudo, até
os defeitos do próximo.
O amor não é para os fracos, o amor é complicado, e
doloroso, mas ele sempre é a melhor escolha.
Você pode sofrer por ele, pode ainda não ter encontrado a
pessoa certa para lhe acompanhar, mas aproveite seu tempo sozinho.
Um dia, você vai achar alguém, o amor da sua vida pode
chegar a qualquer hora, ou talvez ele já tenha chegado.
Deus sempre tem alguém pra nossa vida - às vezes, essa
pessoa pode demorar a chegar, mas sempre vale a pena esperar.
Acredite, você vai achar alguém, e você vai se sentir a
pessoa mais feliz do mundo; espere, pois essa pessoa está por vir, ou já veio.
É amanhã, amigos,
que acontecerá mais um mais que fodástico Torneio Xeque Mate, organizado organizado
pelo Professor Poetatleta Genaldo Lial, na Escola Municipal Alcino Francisco da
Silva, da região rural de Teresópolis/RJ, nos turnos da manhã e tarde. E,
claro, o Luz, Câmera...Alcino estará lá com mais um esquete envolvendo
personagens da literatura e dos quadrinhos (e, como sempre, com aquele humor
irônico diante do caos nosso de cada dia).
Lembrando da nossa
participação, me liguei o quanto fui relapso com o blog no ano passado: até
hoje eu não havia feito a postagem do esquete e de nossa apresentação do ano
passado. Ciente disso, desfaço essa falha e trago na postagem de hoje o esquete
do ano passado, chamado “Um Sonho de Sandman: O Xeque do Louco mais Louco do
Universo DC”.
Logo abaixo vocês,
amigos leitores, têm a oportunidade de ler o esquete escrito por mim no ano
passado para a abertura do Torneio Xeque de 2018 e ainda poderão curtir o vídeo
– já postado há tempos no Youtube – com as duas apresentações do Luz,
Câmera...Alcino! (E, lembrando, quem quiser ler as esquetes anteriores e
assistir aos vídeos, é só ir no mecanismo de busca do blog e procurar Luz,
Câmera...Alcino! Xadrez e/ou outras palavras chave como Torneio Xeque Mate.
Espero que
divirtam-se com o esquete e as apresentações. Abração e Arte Sempre!
Para ler, rir e
refletir:
“Um Sonho de
Sandman:
O Xeque do Louco mais Louco
do Universo DC”
SANDMAN entra.
Atrás dele, há uma mesa de xadrez com dois lugares. Mais acima, à frente, o
cenário tabuleiro com peças humanas.
SANDMAN:
Olá, jovens sonhadores, meu nome é
Sandman. As mentes de todos os seres vivos estão ligadas ao meu reino, ao
Sonhar. O meu reino, o Sonhar, guarda também o mundo imaginário de cada
sonhador, várias realidades alternativas e seres imaginários se escondem em
minha casa. E não se assustem com minha imagem; passei por uma fase difícil; a
realidade dura e violenta dos novos tempos tornou o meu reino andou frágil e
cisma em me derrubar. Sonhamos pouco nesses tempos sombrios... Por isso, peço
que fechem os olhos e sonhem, jovens amigos, sonhem para eu possa continuar a
reinar. Fechem os olhos, amigos, durmam acordados comigo, prometo
presenteá-los, fechem os olhos, isso! Entre os vários universos que meu reino
traz, apresento hoje para vocês uma realidade onde os super-heróis existem,
onde podemos mais livres voar, lutar contra a tirania ou até mesmo a velocidade
do som e a barreira do som enfrentar. Que um novo sonho comece!
LOIS
LANE e JIMMY OLSEN ENTRAM.
LOIS
LANE (irritada): Ah, que grande
besteira! Eu, Lois Lane, a repórter mais importante do Planeta Diário, ter que
cobrir uma partida estúpida de xadrez. Ora, me poupem! Me diga, Jimmy Olsen,
isso não foi ideia sua, né?
JIMMY
OLSEN:É que essa partida é um pouco diferente, Lois, é uma partida
beneficente, para arrecadar fundos para um orfanato do distrito de Hot Water.
LOIS
LANE: Ah, que lindo! Mas chaaaatoooooo!
Cadê o desafio, a aventura? Chamassem o paspalho do Clark Kent!
JIMMY
OLSEN: Mas, Lois, é que a partida
envolve o Flash...
FLASH
aparece: Oi, estão falando de mim.
Cheguei, tô pronto, vamos que vamos!(senta-se
no lugar onde estão as peças pretas, mas não consegue ficar parado sentado)Tá demorando, gente, tá demorando, vou
comer e já volto. (bate na barriga) Pronto,
já devorei dez salgados do Mac China! Ih, ainda não começou? Que tédio!
LOIS
LANE (à parte com Jimmy): Ora, se a
partida é com esse Flash, então chamasse a pata choca da Íris West; ela é que se
entende com esse corredor maluquinho com TDAH! Me poupe...
JIMMY
OLSEN: Mas, Lois, tem um motivo para
nós, repórteres de Metrópolis, estarmos aqui: o Flash vai enfrentar o nosso
superamigo, o Superman!
LOIS
LANE (se arrumando e sorridente): Ah, o
Superman! (dá um passo pra trás e esbarra no SUPERMAN que acabou de chegar;
vira-se e já quase o abraça) Uau!... Oi,
Super... Há quanto tempo!
SUPERMAN:
Olá, Lois. Faz mesmo bastante tempo: uns
dois atrás, te salvei do Lex Luthor...
LOIS
LANE: Ora, me poupe, supermentiroso!
Esse papinho de donzela em perigo cola com a Lana Lang. Uns dois atrás, eu que
investiguei o esconderijo do Luthor, tomei a kriptonita dele e salvei você, seu
superconvencido, supermentiroso, supermusculoso...supertudo de bom... ah, tá
bom, faz de conta que me salvou, tá... Vai, vai pro seu lugar.
SUPERMAN
(beija a mão de Lois Lane): Como quiser,
querida Lois. (Senta-se no seu lugar com as peças brancas. Nesse período,
Flash continua agitado na cadeira, olhando várias possibilidades de jogo)
JIMMY
OLSEN (pergunta para Lois, que continua encarando o Superman): Ainda quer que chame o Clark, Lois?
(Superman ameaça preocupação)
LOIS
LANE: Ora, Jimmy, me poupe! Liga logo
essa câmera!
FLASH:
É isso aí! Tá demorando demais! Já dei 3
voltas em torno do planeta e isso não começa! Tô ficando com fome de novo!
LOIS
LANE: Olá, caros telespectadores do Planeta
Diário, hoje estamos aqui para assistir ao superdesafio de xadrez, um duelo
entre o homem mais rápido do mundo e o ser mais poderoso do universo, Flash e
Superman. Que comece a partida!
FLASH:
Xeque Mate! Ganhei, ganhei!
(Superman coloca a mão no rosto envergonhado. Jimmy Olsen e Lois Lane não
entendem nada. No palco atrás, o peão preto à frente do rei está a dois passos
e a rainha está dando xeque no rei branco caído. A peça branca em frente ao
bispo está uma casa à frente e a peça branco em frente ao cavalo branco está a
dois).
LOIS
LANE: O quê? Como? Eu não vi nada...
Você filmou algo, Jimmy?
JIMMY
OLSEN (encabulado): Hã... não...
SUPERGIRL
(sai do meio do público e vai na direção de Superman): Eu não te falei, primo? Devia ter deixado eu jogar no seu lugar; você
sempre perdeu pra mim! Que burrada!
LOIS
LANE: Peraí, eu não vi nada, o público
aqui não viu nada (PÚBLICO começa uma vaia, as pessoas dizem que é
marmelada).
ARQUEIRO
VERDE (sai do meio do público e vai na direção do Flash): Flash, você falhou com essa cidade, falhou com essa partida! Deveria
ter jogado mais devagar, rapaz!
FLASH:
M-mas, eu só quebrei a velocidade do
som, o Super acompanhou, né, eu jurava que vocês estavam acompanhando...
LOIS
LANE (preocupada com as vaias e os gritos de marmelada): E agora? O público está chateado. O que faremos para salvar essa
disputa?
BATMAN
(sai do meio do público): Esse é um caso
para mim, o maior detetive do mundo. (Dirige-se para os que vaiam) E vocês, agitadores candidatos a vilões, é
bom calarem-se, antes que eu lhes apresente o xadrez do Departamento de Polícia
de Gotham. (silêncio)
ROBIN
(interrompe): Santa investigação,
Batman!
LOIS
LANE: Mas como...
BATMAN
(coloca os dedos nos lábios de Lois): É
elementar, cara senhorita Lane. Observe o quadro onde se deu a disputa. Flash
foi veloz demais, tanto que o reprodutor das jogadas entrou em curto e pausou
na jogada final (aponta para o cenário tabuleiro) Basta retomar os passos (caminha para o cenário tabuleiro, levanta
o rei e recoloca as peças humanas em seus lugares) e analisar as jogadas: Superman jogou primeiro e mexeu o peão à frente
do bispo uma casa – uma jogada muito estúpida por sinal.
SUPERMAN:
Ah, que isso, amigão, releva aí... Em
Kripton não havia esse tipo de jogo!
BATMAN
(irritado): Não relevo nada! E se o
universo estivesse em perigo e você fizesse uma jogada estapafúrdia dessa! E se
fossem seus pais cercados por um bandido num beco escuro e assassinados como os
meus (ameaça chorar)
SUPERGIRL
(vai na direção do Batman e abraça-o): Tadinho
do seu amiguinho, primo, vem consolar ele comigo, vem.
BATMAN
(cede um pouco, mas logo afasta os braços da Supergirl): Ora, saia daqui, mulher, não quero compaixão, deixe completar meu
raciocínio!
SUPERGIRL
(se afasta e retorna para o lado de Superman): Nossa, você arruma cada amiguinho, primo. Que cara grosso!
BATMAN:
Ora! Continuando: Flash, ao perceber o
rei de Superman exposto, atirou o peão preto à frente do rei duas casas à
frente, permitindo a liberação de sua rainha para a jogada fatal e o Super, sem
perceber a cilada, fez mais uma jogada es-tú-pi-da – sou seu amigo, mas
convenhamos, sua cabeça estava em outro planeta, Superman -: atirou o peão
branco à frente do cavalo duas casas à frente, deixando seu rei completamente
desguarnecido. Flash atirou a Rainha preta na diagonal e deu o xeque mate mais
rápido possível do xadrez. Caso solucionado e agora todos viram como foi feito.
Essa jogada rara é chamada de Mate do Louco.
CORINGA
e ARLEQUINA (saem do meio do público [ou debaixo da mesa de xadrez]): Rá, rá, rá! Eu escutei “louco”! Opa, me
chamaram, rá, rá, rá (atiram água no público)
ARQUEIRO
VERDE prende o CORINGA, enquanto SUPERGIRL prende ARLEQUINA.
CORINGA:
Nossa, Arqueiro, você é tão forte quanto
o Batman; vocês malham juntos?
ARLEQUINA:
Pudinzinho, nós perdemos de novo, mas
foi superdivertido!
BATMAN:
Que jogada mais estúpida, Coringa!
CORINGA:
É claro, Morceguinho, pensou que eu
deixaria o Mate do Louco, que é meu por excelência, ficar com seu amigo
superpaspalhão? Se o Mate é do Louco, o Mate é meu! Vou pro xadrez, mas não
perco a piada! Rá, rá, rá!
SUPERMAN
(ainda pra baixo): Como pude fazer uma
jogada tão estúpida?
FLASH
(consolando-o): Não fica assim não,
Super, vamos disputar uma corrida, que é mais o seu estilo, que tal?
SUPERMAN
(se levanta e se posiciona com FLASH): Ok,
vamos lá!
FLASH
(fica ereto, de repente mostra-se cansado e suado. SUPERMAN também): Puxa, empatamos de novo.
LOIS:
Mas vocês já correram?
PÚBLICO:
Nós não vimos nada. Marmelada,
marmelada!
SUPERMAN:
Batman, pode dar uma ajudinha com o
público?
BATMAN
(sai emburrado): Ah, cansei de vocês!
Vou pra batcaverna que tenho mais o que fazer!
SANDMAN
retorna (cena fica congelada): E assim
termina mais um sonho, abrindo lugar a outro, o sonho de Mister Genaldo Lial, o
Super Professor de Educação de Física da Academia de Super Enxadristas Alcino
School. Que inicie o novo Torneio Xeque Mate!
SANDMAN
sai – os personagens permanecem congelados.
FLASH
(congelado, só mexe a boca): ô, Super...
SUPERMAN
(congelado, também só mexe a boca): Fala,
amigo Flash.
FLASH
(congelado, só mexe a boca): Se o
Sandman já saiu e o público já aplaudiu, a gente pode se mexer, né.
SUPERMAN:
Acho que sim...
FLASH:
Ótimo, porque eu já estou morrendo de
fome. Acelera o bis nos aplausos aí, gente!
TODOS:
“Vamos jogar xadrez
Vamos jogar xadrez
Nós todos já
aprendemos
Agora é sua vez
Luz,
Câmera...Alcino!
– Xeque-mate!”
Para assistir, rir,
refletir e se divertir:
“Luz,
Câmera...Alcino! Apresenta Um Sonho de Sandman:
O Xeque do Louco mais Louco
do
Universo DC”
Quadra da Escola
Municipal Alcino Francisco da Silva, da região rural de Teresópolis/RJ, 4 de
julho de 2018, Como é tradição, o Luz, Câmera...Alcino! fez a abertura do
Torneio Xeque Mate da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, organizado
pelo Professor Poetatleta Genaldo Lial. Desta vez, o grupo teatral escolar
apresentou o esquete "Um Sonho de Sandman: O Xeque do Louco Mais Louco do
Universo DC", dirigido pelo Professor de Português Carlos Brunno Silva
Barbosa e interpretado por Livia Soares (Sandman), Ingrid Santos (Lois
Lane), Katheleen Maciel (Jimmy Olsen),
Laiane Astrogildo (Superman), Brenda Macêdo (Flash), Cleyton Filgueiras (Rei Branco), Maria Luiza
Carvalho (Peão Branco),(Peão Branco), Maria Vitória Souza (Peão Branco),
Isabelle provadelli (Rainha Preta), Carlos Brunno (Rei Preto), Ester Monnerat
(Peão Preto), Emily Oliveira (Peão Preto), Juslaine Soares (Peão Preto),
Leticia Vieira da Fonte (torcida), Kethelin Rabelo (torcida), Alice Cesário (torcida), Evelly Silva
(Torcida), Maria Gabriela Luz (torcida), Daniele Muniz (torcida), Carine
Gonçalves Arruda (torcida), Julia
Marques (torcida), Camille Gonçalves Arruda (torcida), Milena Marques da Silva (Supergirl), Samara
dos Passos (Arqueiro Verde), Esther Aquino Ferreira (Batman), Estela Villas
Bôas (Robin), Ana Julia Duarte (Coringa), Vitória Fernandes (Arlequina),
Andressa Oliveira (Gilmara Mendes).
Mesmo com a falta
de tempo para um número satisfatório de ensaios e o nervosismo natural, foram
duas apresentações memoráveis e os artistalunos do Luz, Câmera...Alcino! mais
uma vez brilharam.
Apesar de o áudio
estar um pouco prejudicado, devido às questões da acústica do palco de
apresentação, o vídeo vale como registro das fodásticas apresentações.
Na semana
passada, no fim de tarde de quinta-feira, dia 23/05, foi comemorado na Escola
Municipal Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ. Para os artistalunos
dos nonos anos e da Aceleração IV, esse dia foi mais que especial: foi dia da
votação popular dos poemas enredos (Disputa do Estandarte Popular 2019 – Tema Orfeu
em Teresópolis) dos compositores poetalunos dos nonos anos e a participação de Leandro
Ciriaco Hyatti, da Aceleração IV, na abertura do Dia da Família na Escola, declamando
o poema “Família é...”, de autoria de Andressa de Oliveira, do 9.º B (o texto,
porém, fora escrito quando ela estava no 8.º Ano, especial para a exposição de
objetos antigos de família na Festa da Família do ano passado).
Hoje posto o
poema e o vídeo com a interpretação segura e lírica de Leandro Hyatti para os
singelos versos da consagrada poetaluna Andressa de Oliveira.
Para ler, ver
e defender as boas vibrações que toda boa família (seja ela composta das mais
variadas formas) pode trazer. União, Compaixão, Amor, Família e Arte Sempre!
FAMÍLIA É...
União,
compaixão, amor.
Família é
você se sentir especial quando acha que não é.
No domingo passado, foi Dia das Mães e, devido às minhas muitas idas e
voltas por Valença x Teresópolis (incluindo uma desventurosa passagem do ‘especial’
e superatrasado ônibus da Viação Util Valença x Rio [o tal ‘especial’, marcado
para as 16:30h, pasmem, saiu bem depois do 17h – pra ser mais exato, às 18:05h,
o tradicional serviço privado {frisando bem no privado, tão cultuado pelos
defensores do atual governo} desta viação de ônibus, que como tantas outras,
não trazem o menor apreço e respeito com seus passageiros consumidores]),
somadas às tarefas frenéticas diárias e a necessidade de procrastinações esporádica
diante da rotina estafante, acabei dando mais uma vez um tempo do blog. Mas a
postagem de hoje vai compensar toda espera, amigos leitores, pois hoje trago
duas crônicas de uma das mais formidáveis cronistas que passaram pela Escola
Municipal Alcino Francisco da Silva, da região rural de Teresópolis/RJ. Seu
nome é Rayssa Ribeiro, e, nos tempos em que cursava o nono ano do ensino
fundamental (pra ser mais exato, em 2014), ela se destacou por sua prosa
fluida, com sensibilidade lírica tocante, emocionante.
Rayssa Ribeiro com a mãe Valéria Souza
A primeira crônica de Rayssa Ribeiro, que publico hoje no blog, foi
intitulada “Costureira do Infinito” (o título e as poucas revisões gramaticais
foram minhas pífias interferências neste maravilhoso texto, de lirismo único),
datado de 15/07/2014, é uma poética homenagem da escritoramiga à sua mãe, Valéria Souza,
captando, de forma divinamente poética, o dia a dia materno na profissão de
costureira. Na época, tentei mandar a crônica dela para concursos literários
juvenis nacionais e internacionais, mas, infelizmente, na época, não houve
nenhuma opção de concurso de crônicas com tema livre na categoria da idade dela
(há muitos concursos literários para a idade dela em verso, mas em prosa são
raríssimos [quando aparecem, são regionais, específicos de uma cidade ou Estado
do qual não fazemos parte]). A versão completamente revisada ficou guardada
comigo, no formato original e também em arquivo doc por longo tempo perdido no caos
de memória que é o meu notebook e, com a passagem do Dia das Mãese proximidade da Festa da Família na escola,
retornou às minhas lembranças.
Rayssa Ribeiro
nos tempos da escola
“Costureira do Infinito” merece ser lido por muitos leitores, assim
como a crônica bônus seguinte, “As coisas invisíveis desse lugar”, também de Rayssa
Ribeiro, onde a genial cronista traz seu
olhar lírico para tudo que ela via durante o trajeto da escola para casa. Na
época, a crônica foi a selecionada da turma para disputar a seletiva para a
Olimpíada de Língua Portuguesa de 2014, representou a escola, mas não foi a
escolhida pelo júri no município, fato que nãoinvalida a exuberância lírica e genialidade do escrito da talentosa
cronista.
Viajemos pelo incrível universo lírico de Rayssa Ribeiro, amigos
leitores, e conheçamos a espetacular Costureira do Infinito e as líricas coisas
invisíveis desse lugar!
Costureira do Infinito
Cheguei em casa e
comecei a observá-la. Lá estava ela no mesmo lugar, sentada, trabalhando em
suas máquinas, costurando como todos os dias.
Fiquei ali parada,
observava cada movimento. Ela se deslocava para outras máquinas em apenas um
segundo, trocava linhas e começava de novo o mesmo trajeto.
No decorrer do
dia, a campainha tocava mais de mil vezes, eram muitas pessoas diferentes com
roupas diferentes trazendo mais trabalho para a costureira. E ela ali, parecia
gostar de repetir todo aquele trajeto, nunca reclamava, apenas costurava.
Ah, minha mãe,
queria ter uma disposição assim como você para fazer algo que nunca tem fim!
Rayssa Ribeiro
As coisas invisíveis desse lugar
Voltando da
escola, comecei a reparar em tudo, tentando encontrar as coisas que ninguém vê
no lugar onde moro. A pedido do professor, comecei a pensar o que eu poderia
falar do lugar onde vivo.
Quando cheguei em
casa, me sentei e, com a janela aberta, fiquei observando a rua. Pessoas
passando, cachorros latindo, portas se abrindo e se fechando, como acontece
todos os dias, parecia até que eu estava me relembrando.
Logo a frente,
vejo uma barraca e, nela, um homem maqueta sentado, sempre na mesma posição,
sem nada pra fazer, parece meio triste, meio sem rumo, sem destino.
A rua é
movimentada e possui um nome meio estranho. Morro Agudo é o nome dela e parece
mais uma viela. Rua sem vida e sem criatividade.
Com o tempo tudo
passa e, como aquele homem manqueta, fico sempre aqui, sentada, pensando e
esperando a rua evoluir, mas isso não acontece.
Tentando encontrar as coisas invisíveis que o professor pediu, eu
continuo sentada aqui a esperar...
Correria pós-aniversário (fiz 4.0 no último dia 07 de maio), enxames de notas, provas, trabalhos e prazos + dia das mães e tantos etcéteras que o tempo nem liga denos ver tão ocupados e prefere seguir acelerado em sua cinza das horas voraz, a postagem de hoje sai meio às pressas e meio autorreferente e meio diferente: é uma compilação de imagens e vídeos com meu eu espalhado por canais de youtube, memes, imagens líricas, etc - como aqui é um diário solitário coletivo, resolvi misturar as coisas, compartilhar bons momentos, fragmentos de mim pelos outros compilados numa mesma postagem.
Eis um pouco de mim com os outros (na visão de Jammy Said, Rafael Clodomiro, Helene Camille, Jorran Souza, Kauane Hrescak, Cláudio Alcântara), de meus momentos líricos solitários coletivos - uma postagem bem autorreferente (ao mesmo tempo que rápida de fazer pra não deixar o blog no marasmo), mas de coração para os amigos leitores que lembraram do meu aniversário e/ou acompanham o blog e curtem a arte deste blogueiro escritor sempre enrolado que vos escreve.
Fragmento de metapoema de minha autoria na arte design de Jammy Said
Meu poema "Esferográfico Blues" na arte design da multiartistamiga Jammy Said
Foto de Kauane Hrescak com um de seus poemas favoritos de minha autoria
"O Abraço mais quente":
Curta experimental de Helene Camille
para meu microconto "Amor é fogo que arde sem se
ver"
Leitura de meu poema "Benditos sejam os malditos",
realizado pela divartistamiga Helene Camille
"Central de Atendimento S.O.S.":
Meu conto "Fale conosco (Ana e Téo)
em versão curta metragem de Jorran Souza
Improviso poético realizado no Prêmio Olho Vivo 2014
ao lado dos espetaculares artistamigos
Rosangela Carvalho e Pedro Henrique Mezzabarba,
no canal de Cláudio Alcântara (Olho Vivo):
Participação minha no Prêmio Olho Vivo 2015
registrado pelo canal de Cláudio Alcântara (Olho Vivo)
Premiação de meu nono livro
"Foda-se & Outras Palavras Poéticas"
no Prêmio Olho Vivo 2015,registrado pelo canal de Cláudio
Alcântara (Olho Vivo)
Hoje, 1.º de Maio, comemoramos o Dia do Trabalhador, por isso resolvi
trazer uma postagem diferente: uma série de relatos e memórias sobre um objeto
antigo, muito usado por donas de casa e empregadas domésticas em tempos passados:
o ferro de passar movido a brasas. Este velho instrumento de trabalho, ainda encontrado
principalmente em casas de famílias que vivem em regiões rurais, apesar de
atualmente servir mais como peça de decoração ou como mais um mero objeto no
espaço onde se guarda quinquilharias antigas, tem muitas histórias e traz
muitas recordações.
Como parte de um projeto iniciado no ano passado, em homenagem ao Dia
da Família na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, solicitei aos oitavos
anos da época (atuais nonos anos), entre o fim de maio e o início de junho de
2018, objetos antigos de família, com suas respectivas histórias/recordações,
com objetivo de montar uma exposição, realizada no dia 9 de junho. O ferro de
passar movido a brasas foi um dos objetos mais citados, sendo trazido por 3
escritores-alunos diferentes. 3 ferros de passar movidos a brasas, 3
relatos/depoimentos/memórias; não havia como ignorar sua importância nas
lembranças, nas histórias passadas de trabalho.
Hoje, dia dos trabalhadores, compartilho minhas solidões poéticas com
esses 3 ferros de passar movidos a brasas e seus 3 respectivos fragmentos de
memórias, elaborados por 3 entusiasmados escritores-alunos.
O velho ferro de passar ou engomar
Mais conhecido
como ferro à brasa, o antigo ferro era como o modelo de hoje, com a diferença
de que, para seu uso, abria-se a parte de cima e colocava-se a brasa nessa
parte oca do objeto. Depois de tanto tempo, o ferro teve suas evoluções.
Ester Rodrigues Monnerat (na época, 8.º Ano B, atualmente no 9.° B)
O antigo ferro de passar da vovó
Minha avó, quando comprou esse ferro de passar,
trabalhava para uma família rica.
Ela passou muita
roupa com esse ferro.
Jonathan Teixeira Maia, (na época, do 8.º Ano C, atual 9.º C), neto de
Maria do Carmo
O ferro preto movido a brasas
de minha avó Maria
No alto de um morro, morava a minha avó com sua
família simples. Com o velho ferro preto, ela passava várias camisas, calças,
shorts, etc.
Me recordo de
minhaavó dizer que colocava brasa nele
e assoprava para aquecê-lo.
Com o passar do
tempo, tudo foi se modernizando. Hoje em dia, ele é só um ferro antigo, mas que
um dia teve muitas qualidades e utilidade.
Vitória Fernandes (na época, do
8.º Ano A, atual 9.º A), neta de Maria da Conceição