segunda-feira, 10 de junho de 2019

Solidões Compartilhadas: Contra os tempos frios, o calor do amor na poética de Maria Eduarda Carvalho Quintanilha


Nesses tempos frios, precisamos do calor do amor, do amor de verdade, movido a mais sublime poesia! Por isso hoje lhes trago dois maravilhosos poemas de amor de uma jovem e talentosa escritora teresopolitana.
Os poemas com o qual compartilho minhas solidões poéticas hoje é de autoria de Maria Eduarda Carvalho Quintanilha, artistaluna da rede municipal de Teresópolis/RJ. A excelentíssima obra poética foi-me apresentada e recomendada pelo professor amigo Rodrigo, autor da Revista Amnésia (segue o link da página da revista pra você curtir: https://www.facebook.com/amnesia.teresopolis/) que agora comprova também ser um magnífico olheirode  jovens talentosos poetas, um verdadeiro descobridor de talentos. Rodrigo não errou ao indicar-me os poemas de Maria Eduarda Carvalho Quintanilha:  o primeiro poema abaixo, Quando me amei de verdade, traz aquele lirismo singular e singelo que afaga poeticamente nossos corações leitores, carentes do verdadeiro amor-próprio, enquanto o segundo, Amor, uma palavra tão pequena, mas com enorme significadonos resgata liricamente aquela nossa esperança outrora perdida de (re)encontrarmos (ou percebermos o já encontrado) amor.
Nesses tempos frios, carentes de sentimentos calorosos, abracemos a arte amorosa e poética da jovem e talentosa escritora Maria Eduarda Carvalho Quintanilha e nos dediquemos à leitura de sublimes poemas de amor, amigos enamorados leitores!


Quando me amei de verdade,
pude compreender
que, em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo,
na hora certa.
Então pude relaxar.
Quando me amei de verdade,
pude perceber
que o sofrimento emocional é um sinal
de que estou indo contra a minha verdade.
Quando me amei de verdade,
parei de desejar que a minha vida
fosse diferente e comecei a ver
que tudo o que acontece
contribui para o meu crescimento.
Quando me amei de verdade,
comecei a perceber
como é ofensivo tentar forçar alguma coisa
ou alguém que ainda não está preparado
- inclusive eu mesma.
Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo
que não fosse saudável.
Isso quer dizer: pessoas, tarefas,
crenças e qualquer coisa
que me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoísmo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio.
Quando me amei de verdade,
deixei de temer meu tempo livre
e desisti de fazer planos.
Hoje faço o que acho certo
e no meu próprio ritmo.
Como isso é bom!
Quando me amei de verdade,
desisti de querer ter sempre razão,
e, com isso, errei muito menos vezes.
Quando me amei de verdade,
desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente,
que é onde a vida acontece.
Quando me amei de verdade,
percebi que a minha mente
pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco
a serviço do meu coração,
ela se torna uma grande e valiosa aliada.




Amor,
Uma palavra tão pequena, mas com um enorme significado.
Amei tantas pessoas, mas nem metade delas me amou, se algumas pessoas tivessem passado pelo que eu passei, certamente já teriam desistido do amor.
Mas, eu não desisti, e pretendo nunca desistir... O amor é a coisa mais bela que existe, amor é tudo e mais um pouco, amor é amar tudo, até os defeitos do próximo.
O amor não é para os fracos, o amor é complicado, e doloroso, mas ele sempre é a melhor escolha.
Você pode sofrer por ele, pode ainda não ter encontrado a pessoa certa para lhe acompanhar, mas aproveite seu tempo sozinho.
Um dia, você vai achar alguém, o amor da sua vida pode chegar a qualquer hora, ou talvez ele já tenha chegado.
Deus sempre tem alguém pra nossa vida - às vezes, essa pessoa pode demorar a chegar, mas sempre vale a pena esperar.
Acredite, você vai achar alguém, e você vai se sentir a pessoa mais feliz do mundo; espere, pois essa pessoa está por vir, ou já veio.




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