segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Reencontrando o Encontro Sarau & Dança, de Jammy Said, no domingo especial no Circuito das Artes de Niterói

Hoje posto no blog o vídeo de minha participação, em parceria com o músico-amigo Rafael Almeida, do Projeto Eletroacústico, no mais-que-fodástico Encontro Sarau & Dança, organizado pela divartistamiga Jammy Said, na edição mais recente do Circuito das Artes de Niterói, no domingo, dia 05/02/2017.
O evento, como sempre maravilhoso e inesquecível, marcou meu retorno aos palcos culturais em grande estilo, acompanhado de fodásticos artistamigos.

O vídeo traz o momento em que Rafael Almeida (violão) e eu apresentamos meus poemas "Lar doce bar", do meu oitavo livro "Foda-se! E Outras Palavras Poéticas..." e "Meu poema está em greve", do meu nono livro "O nada temperado com orégano".


domingo, 12 de fevereiro de 2017

O Clipoema Premiado Anjo Caído voltou a voar e só depende de você pra ultrapassar os limites do céu

Amigos, é com muita alegria e prazer que trago pela quarta vez ao blog o o meu vídeo poema “Anjo caído”, vencedor do Festival Londrix 2013 e décimo colocado no Concurso de Vídeo Poemas da Fenapo 2015. 
O motivo de trazê-lo novamente ao blog? Por ter se consagrado campeão do Festival Londrix 2013, o clipoema foi escolhido para disputar o Festival Londrix 2017 como o melhor vídeo poema de todos os tempos! Para que isso aconteça, até o dia 16 de fevereiro, meu vídeo poema está disponível ao público com outros para votação no site da RPC.
Acesse o link abaixo (em azul), escolha o "Anjo caído" (pode votar quantas vezes quiser!) e ajude o poetamigo que vos escreve a realizar mais esse fodástico sonho!


Anjo caído

Em algum planeta distante passeei durante meu sono
e respirei emoções que no meu mundo fugiam de mim
boca beijo desejo -- há séculos não percebia estas palavras
em meu dicionário desatualizado vocabulário ruim
mas o paraíso dos meus sonhos não é meu lar...
Sou anjo caído -- tenho obrigação de me levantar
no mundo dos homens dignos traficantes de imperfeição.
Se na ilusão existem grandes esperanças,
nesta terra a única palavra que ouço é não
e a mulher do meu paraíso transforma-se
em minha exata oposição...
Entre depressões e homicídios
me recordo de meus sonhos passados não realizados
distanciados agredindo meu sorriso
violado pelas armadilhas diárias
enquanto meu coração bate devagar
sem sentido sem sentir
o carinho de uma emoção completa concreta.
Amor é substantivo abstrato porque não me toca
e a vida existe porque consigo respirar
a fumaça dos carros do cigarro em meus lábios.
Sou descendente de Ícaro
- minhas asas caíram nos vícios terrestres
e meu corpo não sabe como voltar pro céu infinito... E-
terna em mim somente a fagulha de tristeza
que aos poucos perfura meu cão coração
e a raiva aventura-se por meu corpo: estou doente
carente de um remédio que não está nas farmácias
muito menos em tuas pequenas frases
cujas palavras só agravam minha enfermidade
neste mundo de pés-no-chão.
Aguardo que as ondas tragam de volta minha me-
tade, mas tu és a dona do mar e do mas.
Sem vontade minhas asas permanecem
mergulhadas na solidão destas águas salgadas
e sem asas eu sou nada
nada de mas, nada mais que um anjo caído
procurando na terra
sentimentos que só o céu me traz.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A Menina dos Cachos de Maísa Morelli Samagaio traz o blog de volta à vida!

Ok, amigos leitores, hoje confesso o evidente: às vezes, pleno de vazios, me encho de tudo, me escondo, sumo, quase desisto (é só dar uma rápida passada pelo blog pra perceber minha inconstância no ritmo das postagens). Mas a prosa poética de uma jovem poetamiga super-talentosa chamada Maísa Morelli Samagaio, a “menina dos cachos”, de São José do Vale do Rio Preto/RJ, me relembra que é hora de retornar, parar de me esconder e retomar os projetos poéticos (o blog, por exemplo).
Conheci Maísa por intermédio da desenhistamiga, escritoramiga e fotografamiga Lorraine “Loh” Ferreira, ex-artistaluna minha, para quem tive o privilégio de lecionar e de curtir as suas mil facetas líricas. Loh Ferreira recomendou que a fodástica poetamiga Maísa Morelli Samagaio procurasse meu blog e me acrescentasse na sua lista de amigos no facebook. Ao mesmo tempo, Loh me apresentou um dos escritos de Maísa, “Menina dos cachos”, com o qual compartilho pela primeira vez minhas solidões poéticas com a minha nova e talentosa poetamiga de cachos dourados do mais puro lirismo.
Meus olhos ficaram encantados com a maravilhosa e estimulante prosa poética de Maísa Morelli Samagaio (e tenho certeza de que o amigo leitor também ficará). Que esta seja a primeira de muitas solidões compartilhadas com a brilhante escritoramiga  Maísa Morelli Samagaio!  O blogueiro que vos escreve deseja vida longa às inspirações sublimes de Maísa nas solidões compartilhadas do blog e uma boa leitura aos amigos leitores (saiamos de vez de nossa inércia sem poesia com este super-lírico escrito!). Até breve e Arte Sempre!

Menina dos cachos

Respirou fundo. Soltou os cabelos e deixou a brisa leve bagunçá-los. Abriu as asas e se jogou. Criou coragem e agora está aprendendo a voar.        
Sentiu-se livre, independente.
Se escondeu por muito tempo. Agora era a hora de sair, sentir os raios de sol e até mesmos as gotas geladas de chuva.
Afinal, a vida é isso! Altos e baixos; um dia a vida te arranca lágrimas, noutro sorrisos.
E se não mandarmos o medo embora e passar a vida se escondendo... não vivemos. E quando estivermos velhos, sentados numa cadeira de balanço... será que teremos lembranças? Lembranças de alguém que um dia sofreu, chorou, lutou, quase desistiu ou desistiu, mas viveu cada momento, que derramou lágrimas, mas sorriu a cada manhã acreditando que seria um dia melhor!
Viva. Sinta. Abra suas asas e voe! Sem medo, sem armaduras e sem se esconder do mundo.