terça-feira, 8 de agosto de 2017

Carina Sandré, sua banda e eu homenageando Legião Urbana no evento Lugar de Mulher é no Vocal 8

Essa é outra das postagens que eu estava devendo colocar no blog há tempos. Em abril, a divartistamiga voltarredondense Carina Sandré me convidou para participar da oitava edição de seu show “Lugar de Mulher é no Vocal”, do qual apenas não estive presente na primeira edição (assisti, fascinado, à segunda edição, e, sempre a convite de Carina Sandré – umas das poucas artistas da região a reservar espaço a poetas em seus shows -, participei declamando das demais edições). O evento aconteceu no Teatro Gacemss II, na Vila Santa Cecilia, em Volta Redonda/RJ, no sábado, dia 22 de abril de 2017 (um dia após a festa lírica de comemoração de 5 anos do Sarau Solidões Coletivas na Comuna da Quinta das Bicas (quintal da casa do Mestre-ativistartistamigo valenciano Gilson Gabriel, na Biquinha, em Valença/RJ).
Como no repertório estava programada a música “Ainda é cedo”, Carina Sandré me sugeriu que eu fizesse um tributo à famosa canção da banda Legião Urbana. Aceitei o desafio e fiz uma subversão lírica com eu lírico feminino, dando outra visão dos fatos cantados na letra da música original. O meu poema-homenagem inédito pode ser lido e analisado pelos amigos leitores nessa postagem, juntamente com o vídeo, gentilmente cedido pela divartistamiga Carina Sandré, que registra a minha declamação do escrito citado e a emocionante interpretação de Carina Sandré e banda para a icônica canção “Ainda é Cedo” da eternamente querida e idolatrada banda Legião Urbana.

Vida Longa ao Sarau Solidões Coletivas e ao espetáculo “Lugar de Mulher é no Vocal”, maravilhosamente idealizado por Carina Sandré! Venham mais mil edições hiperfodásticas como as oito anteriores! Legião Urbana Omnia Vincit, assim como o Sarau Solidões Coletivas e os fascinantes projetos musicais da divartistamiga Carina Sandré! Espero que gostem, amigos leitores! Abração e Arte Sempre!

Pro cedo dele eu não cedo
Carlos Brunno Silva Barbosa 
(subvertendo a canção “Ainda é cedo”, da banda Legião Urbana)

Um menino lhe contou
O que jamais eu confessei.
Lhe faltara exatidão,
Jamais fui títere de ninguém.
Ele sorria sempre insano,
Eu jamais retribuí,
Nunca fui sua donzela,
Eu não tava nem aí.
Mas o altruísmo me pegou
E eu quis lhe ajudar
Como ele jamais me ajudou
E fingi me apaixonar.
Ele sempre chegava de partida
E por isso eu lhe tratava assim também,
Mas nunca fui sua donzela,
Nunca ajoelhei aos seus améns.

E eu lhe servia meus olhos secos,
Secos, secos, secos, secos
Enquanto ele chovia os seus medos
Medos, medos, medos, medos
Sempre fingindo que era cedo
Cedo, cedo, cedo, cedo
E a tarde desmentia que era cedo...

Sei que ele inventou
Um adeus que eu não lhe dei
E o que ele lhe encobriu
É que eu só parti, eu me cansei
Ele narrou um novo enredo
Numa esfinge sem segredo, querendo comover,
Forjando um novo enigma
Que encubra o vazio que é despedir-se de alguém
Ele não admite que eu o deixei só para o vazio não crescer,
Não havia sentimento, não havia o que dizer!

Eu lhe servi um adeus seco,
Seco, seco, seco,  seco
E isso não sacia os seus medos,
Medos, medos, medos, medos,
Pras mentiras dele eu não cedo,
Cedo, cedo, cedo, cedo

Pras mentiras eu não cedo...

Um comentário:

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