sábado, 20 de maio de 2017

Solidões Compartilhadas: Os poemas sem palavras de Filipe Alvernaz

Hoje o blog retoma um tópico pouco atualizado no período mais recente das solidões compartilhadas, o “Poemas sem palavras”, onde compartilho minhas solidões poéticas com fodásticos desenhos, esculturas, fotografia e pinturas de fabulosos artistamigos. Hoje trago as imagens de alguns quadros do professor-artistamigo Filipe Alvernaz.
Conheci Filipe em eventos e manifestações de professores da rede municipal de Teresópolis/RJ. Há alguns meses atrás, ele me enviou pelo whatsapp as fotos de alguns quadros de sua autoria. Vale destacar o grande impacto visual das obras artísticas de Filipe, pelas suas cores vivas, sua constância em retratar elementos vivos, naturais da fauna e flora e seu flerte com a geometria, num apego voraz à celebração da vida natural em formas humanamente pixelizadas e pluridimensionais; a poesia de seus quadros casa-se com o vigor do sol, da vida, com os aspectos mais calorosos, mais iluminados da energia vital que a natureza impõe aos olhos líricos do artista.

Celebremos a poesia sem palavras riquíssima de vida dos quadros de Filipe Alvernaz, amigos leitores!








quinta-feira, 18 de maio de 2017

Reflexões Compartilhadas: Os Pensamentos de Jorge Vitor

Quando iniciei o blog há mais de 5 anos atrás, usei esse espaço virtual-lírico como refúgio para meus poemas, contos, crônica, resenhas, prosas poéticas e pensamentos. Não tinha condições financeiras (e ainda não tenho) de publicar um livro por mês ou por ano e o blog foi (e é) uma alternativa para apresentar minha arte em tempo real, sem muitas delongas, ao mesmo tempo em que pude, através dele, contar as histórias por trás de meus escritos, como uma espécie de diário de formação da escrita.
Com o tempo e graças à interação dos leitores amigos, o blog cresceu e ganhou novos objetivos. Um deles foi o de divulgar, dar espaço às produções textuais de meus artistamigos e artistalunos. Na escola, passei a buscar intensamente o que já buscava há tempos, mas antes sem divulgação virtual: os escritos, as contribuições literárias dos artistalunos.
Hoje trago os escritos de mais um talentoso artistaluno da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva: seu nome é Jorge Vitor e, há cerca de um ano atrás, ele me entregou alguns de seus fodásticos pensamentos (na folha, tais pensamentos são dedicados para Flaviane). Leiamos com atenção e reflexão, amigos leitores.

“Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim.” 
(Jorge Vitor)

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“No amor, não há “pessoas certas”. Há pessoas que lutam para dar certo.” 
(Jorge Vitor)

Velhas feridas abertas: A farsa se fecha

Vivemos momentos tensos e históricos no Brasil e no mundo  - um entra e sai de ‘desgovernantes’ por todo Brasil , crise de valores (não, não estou falando de dinheiro, estupefato leitor), crises por falsos valores (sim, agora tô falando de grana, de corrupção, contemporâneo leitor), a realidade parece iniciar a contagem de uma bomba-relógio por segundo, o universo ao avesso, a vida é uma trincheira e a guerra é invisível, dentro de nós, o inferno são os outros, mas, se olharmos sinceramente pro espelho mantido nos cofres impublicáveis da consciência, encontraremos os mesmos demônios em nós mesmos.
O ‘Governo’ Temer, após um pouco mais de um ano de governabilidade forçada, impopularidade e medidas maldosas, demonstra a mesma fragilidade de seus antecessores, a máquina pública de favores secular exige a continuidade da corrupção e, mais uma vez, o Poder Executivo em podre parceria com os demais três Poderes (sim, há quatro poderes: Executivo. Legislativo, Judiciário e Midiático) protagoniza outra vergonha nacional alheia – somos o país do jeitinho, da propina, da troca de favores; o problema que o tal jeitinho cresceu e virou incômodo, perdição sem volta, ‘desnação’.
Alguns dizem que a ‘casa caiu’ para as quadrilhas políticas do Brasil, após as novas denúncias, mas, na verdade, a casa já estava em ruínas, caída há tempos; moramos em um habitat desmoronado desde os primórdios de nossa criação acostumada a jeitinhos que nunca ajeitaram nada que preste em nossas vidas.
Hoje trago um poema passado que infelizmente permanece contemporâneo, desgraçadamente atual...

A farsa

A farsa se fecha
e os amantes escondem as facas dentro das flores.
A farsa se fecha
e os preços aumentam a quantidade de sangue humano nos açougues.

O Capitalismo impera
e os faustos vendem suas almas ao demônio
pra possuírem suas musas com cabelos de ouro.

A farsa se fecha
e as crianças alugam suas casas de brinquedos a altos juros no Banco Imobiliário.
A farsa se fecha
e as promissórias disfarçam a quantidade de sangue humano  nos papéis verdes.

O Capitalismo impera
e os homens vendem seus corpos ao lucro
pra possuírem seus caixões com trancas de Midas.

(Poema extraído do meu quinto livro “Eu & Outras Províncias: Progressos & Regressos”, de 2008)

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Voltando ao blog: O estranho que me vejo

Depois de chegar aos 38 anos ontem, em breve estar comemorando 23 anos de poesia (essa data nunca me recordo bem; foi mais ou menos no meio do ano de 1994 que descobri a poesia), sendo 20 destes 23 promovendo eventos culturais (esse tem data a ser comemorada: o primeiro evento que organizei foi no dia 13 de junho de 1997) e sabendo que o blog em breve comemora 6 anos de existência, resistência e insistência, não podia mais adiar meu retorno a esse espaço lírico-virtual de coletivas solidões poéticas compartilhadas. Por isso, hoje trago um miniconto inédito meu, bem intimista, pra retornar às postagens.
Espero que os amigos leitores gostem. Abraços do blogueiro-artistamigo, que, muitas vezes, desaparece virtualmente, mas sempre que pode (ou quando diminui sua crises virtuais existenciais) reaparece. Boa leitura e Arte Sempre!

O estranho que me vejo

Olho para o espelho mais uma vez e pergunto ao estranho que me vejo quem sou eu, mas ele nunca me responde – apenas repete meus trejeitos, reproduz mudo e ao mesmo tempo minha dúvida.
O estranho que me vejo no espelho tem o mesmo olhar desesperado, a mesma busca angustiada por respostas que não vêm, o mesmo desejo de criar um mundo novo e infinito em formatos limitados de papel (sim, o estranho que me vejo também carrega uma caneta de sonho e palavras inaudíveis que parecem gritar sem parar).
Abandono o espelho e o estranho que me vejo continua a me seguir por toda casa, por toda noite, por todo dia, por toda vida! Em rotineiro frenesi e viciado na luta diária com as palavras como eu, o estranho que me vejo senta comigo mais uma vez em frente ao velho notebook e, unidos pela insônia obscura, reproduzimos com o coração nos dedos novos gritos em silêncio na tela iluminada.