quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Bebendo Beatles, Viradas Poéticas, Sons & Silêncios na Toca do Arigó

Hoje trago ao blog um vídeo que registra um momento super-especial da minha participação, representando o Sarau Solidões Coletivas, na II Virada Poética de Volta Redonda, organizada por Carlos Eduardo Giglio, no sábado, dia 16 de janeiro de 2016, na Toca do Arigó, em Volta Redonda/RJ: acompanhado pelos músicos-amigos voltarredondenses Dio Costa e Thales Arakawa, declamei o meu poema georgeharrisoniano "Enquanto a chuva toca sua guitarra invisível" (com direito a trechos cantados da homenageada canção composta por George Harrison, "While My Guitar Gently Weeps", interpretada na apresentação por Dio Costa).
O poema declamado faz parte de "Bebendo Beatles & Silêncios - George Harrison e eu num bar de Shangri-lá" (2013), meu sétimo livro, premiado com terceiro lugar no Concurso Poetizar com Livros 2014.
Desenho feito pelo artista mexicano DarkScarecrows,
disponível no link:

http://darkscarecrows.deviantart.com/art/while-my-guitar-gently-weeps-313249538
Foi um sonho realizado graças aos artistamigos envolvidos (desde o Tributo a George Harrison, em Valença/RJ, em 2011, quis fazer algo assim, e na II Virada Poética de Volta Redonda, finalmente consegui [5 anos depois e o sonho aconteceu!]).
Aproveito também para postar novamente o poema declamado.
Em tempo: meus dois livros mais recentes - o sétimo, "Bebendo Beatles & Silêncios" (2013), livro terceiro colocado no Concurso "Poetizar o Mundo com livros" 2014, e o oitavo "Foda-se & Outras Palavras Poéticas" (2014), livro finalista do "Prêmio Olho Vivo 2015 - Categoria Livro" - agora estão à venda na Livraria Veredas (Rua 14, nº 350, lj 59 - Pontual Shopping - 2.° Piso - Vila Sta Cecília. Volta Redonda/RJ)!!! Amigos e artistamigos de Volta Redonda/RJ e região, aproveitem a oportunidade para adquirirem já os seus exemplares!



Enquanto a chuva toca sua guitarra insensível

Eu ouço o trovão da morte sobre o corpo caído,
Enquanto a chuva toca sua guitarra insensível.
Eu ouço em cada pingo o som abafado de um grito,
E, contínua, a chuva toca sua guitarra insensível.

São tantos ais, ninguém te lembrou
De que a terra se move...
São tantos ais e alguém te encontrou
Muito além do solo frio...

Eu ouço aquele morro deslizar, ele está vindo,
É assim que a chuva toca sua guitarra insensível.
Novamente, a tevê mostrou vidas partindo,
E, promíscua, a chuva ainda toca sua guitarra insensível.

E ninguém vai me dizer o que não entende
Por que Deus também te levou
E alguém vai morrer em mim sempre
Porque o que chove é dor

Eu ouço todo mal circulando, invencível,
Enquanto a chuva toca sua guitarra insensível.
Eu estou mal
E, assim, minha chuva chora outra guitarra, inaudível.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Foda-se! A Festa (agora em vídeo!)

Hoje tenho o prazer de trazer ao blog fodásticas lembranças do fim do ano passado: 3 vídeos do evento "Foda-se! A Festa", em comemoração à classificação do meu oitavo livro "Foda-se! E Outras palavras poéticas..." na Final da Categoria Livro do Prêmio Olho Vivo 2015, realizado pelo Sarau Solidões Coletivas, no domingo, dia 20 de dezembro de 2015, no Bar da Sirene, em Chacrinha, Valença/RJ.
No primeiro vídeo, temos a abertura do evento feita por Luana Cavalera, alguns poemas do livro declamados por mim e com a participação do público, Gilson Gabriel, Patricia Correa e a primeira parte do show da banda BLACK CULT, formada por Walter Coutinho, Davi Barros Azevedo, Elivelton Vale Batista, Sávio Stivanin "John" e Uli Barros.
No segundo vídeo, temos os momentos finais do show da banda BLACK CULT formada por Walter Coutinho, Davi Barros Azevedo, Elivelton Vale Batista, Sávio Stivanin "John" e Uli Barros; a minha parceria lírico-musical com a banda Black Cult; as participações de Patricia Correa, de Patricia Jacinto Vasconcellos, de Dirce Assis e um pequeno fragmento do show de Gabriel Carvalho com Luiz Guilherme Monteiro e Davi Barros.
O terceiro vídeo foi produzido pelo Coletivasom e, com foco maior no Black Cult e em seus fãs, traz um pouco do antes e durante o evento.
Outros momentos do sarau - como a participação de Breno Meirelles Machado, Luiz Guilherme e Wagner Monteiro, entre outros - foram perdidos, pois a memória da câmera estava cheia e, naquele momento, o celular da Juliana estava recarregando, tendo assim, infelizmente, apenas registros do início e do fim do sarau.

Seja como for, os dois vídeos valem como um registro - apesar de fragmentado - do último evento do Sarau Solidões Coletivas em 2015 e uma preparação/aviso de continuidade para os outros saraus que acontecerão em 2016.








sábado, 23 de janeiro de 2016

Solidões Compartilhadas: Abraços e há braços no lirismo de Patricia Jacinto Vasconcellos

Hoje tenho o prazer incomensurável de compartilhar solidões poética com uma velha amiga de Valença/RJ, Patricia Jacinto Vasconcellos, que se revelou uma fodástica poetamiga, desde o evento "Foda-se! A Festa" (cujos vídeos estarão em breve no blog), realizado pelo Sarau Solidões Coletivas e pelo Coletivasom em dezembro do ano passado. No dia do evento, Patricia me mostrou uma agenda dela, enriquecida por fodásticos poemas de sua autoria, revelando sua grandiosa faceta lírica.
Dias depois, a meu pedido, a poetamiga me enviou um de seus poemas, o fodástico "Abraços e há braços" (reparem no genial jogo de palavras que já é lançado ao leitor a partir do título), que compartilho hoje com os amigos leitores.
Que nossos olhos abracem o maravilhoso poema de Patricia Jacinto Vasconcellos e afastem do coração os braços rudes que tanto nos causam dor! Abraços e Arte Sempre, amigos leitores!

Abraços e há braços

Abraços e
Há braços
Abraços apertados
Que nos enchem de amor!
Há braços rudes
Que nos causam dor!
Abraços carinhosos
Que nos enchem de calor!
Há braços brutos
Que nos causam pavor!
Abraços aconchegantes
Que nos aquecem!
Há braços cruéis
Que nos prendem!
Abraços inesperados
Que nos surpreendem!
Há braços fortes
Que nos entorpecem!
Abraços fraternais
Que nos fazem prosseguir!
Há braços fracos
Que nos fazem desistir e sucumbir!
Abraços de urso
Que sufocam!
Há braços amigos
Que nos suportam!
Abraços falsos
Que nos fazem chorar!
Há braços fortes
Que nos fazem acreditar!
Abraços hipócritas
Que nos fazem sofrer!
Há braços solidários
Que nos fazem crer!
Abraços necessitam de braços
Para enlaçarem uma alma inconstante!
Há braços que precisam de abraços
Para não se sentirem tão distantes!
Abraços,
Há braços,
Abrace...



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Os vídeos extras do "Foda-se! E outras palavras poéticas... - o livro e sua história" chegaram ao blog!

Hoje trago ao blog dois vídeos bônus do material que fariam parte do clipoema-documentário-lírico "Foda-se! E outras palavras poéticas... - o livro e sua história", usado para divulgação de meu oitavo livro. Originalmente produzidos para o projeto, ambos acabaram sobrando ou foram encurtados na edição final, pois o clipoema-documentário-lírico já tinha ultrapassado o tempo limite (já estava com pouco mais de 10 minutos).
O primeiro vídeo, filmado por Juliana Guida Maia na sala de estar da casa de Isabel Cristina Rodegheri, o músico-amigo Zé Ricardo Maia e eu interpretamos o trecho final de "Noite e dia em teus olhos", um dos poemas que fazem parte do meu oitavo livro "Foda-se! E outras palavras poéticas..." (2014), que concorre na Categoria Livro do Prêmio Olho Vivo 2015, cujo resultado será divulgado no dia 19 de fevereiro de 2016. O vídeo tem participação especial do cachorro Ozzy, teatralmente estirado no chão, olhando pro vazio do lado de fora.
O segundo vídeo, filmado por Davi Barros no Estúdio BLACK CULT, temos a versão completa na qual os músicos-amigos Fernandinho (guitarra) e Uli Barros (bateria) e eu interpretamos "Canção Imperativa",  outro dos poemas que fazem parte do meu oitavo livro "Foda-se! E outras palavras poéticas..." (2014), que concorre na Categoria Livro do Prêmio Olho Vivo 2015, cujo resultado será divulgado no dia 19 de fevereiro de 2016. A melodia foi criada pelo músico-amigo Fernandinho na hora e a versão foi gravada após um rápido ensaio.
Para quem quiser conhecer o clipoema-documentário-lírico "Foda-se! E outras palavras poéticas... - o livro e sua história", ele está numa postagem anterior, no seguinte link: http://diariosdesolidao.blogspot.com.br/2016/01/chamas-que-sobrevivem-e-o-foda-se.html)
E assim a galera do Sarau Solidões Coletivas, do Coletivasom (ambos apoiaram bastante o projeto do "Foda-se! E outras palavras poéticas... - o livro e sua história") e eu mantemos nosso caminho, já planejando (alguns até já realizando) novos projetos em 2016.
Arte Sempre, amigos leitores!




quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Solidões Compartilhadas: Mais algumas gotas de dor, de Fabio da Silva Barbosa

Hoje estreia nas Solidões Compartilhadas um velho poetamigo virtual que jamais vi, mas cujos caminhos líricos e poemas sempre amei. Conheci o fodástico poetamigo estreante através da rede social Facebook em 2011 - se não me engano, foi ele quem me adicionou, talvez por contatos em blogs, etc. (lembro que foi num link de blog que ele compartilhou que eu soube do evento Praia do Rock de janeiro de 2012, organizado pelo super-artistativistamigo Rafael Almeida, até aquele momento um ilustre desconhecido por mim e atualmente um dos grandes parceiraços lírico-musicais que tenho. Foi esse evento "Praia do Rock", em Macaé/RJ, que estimulou a mim, Juliana Guida Maia e Zé Ricardo Maia a criarmos o Sarau In Roça, no bairro do Cambota, em Valença/RJ, e começarmos uma pré-tour do que viria a ser o "Sarau Solidões Coletivas", oficializado apenas três meses depois, em abril de 2012 [antes já fazíamos saraus, como quando nos apresentamos no Arte Valença 2, organizado por Giovanni Nogueira em 2011, entre outros anteriores, mas o grupo ainda não tinha nome]). Ou seja, o fodástico poetamigo estreante de hoje é indiretamente responsável pelo surgimento do Sarau Solidões Coletivas e pelo estímulo à busca dos contatos para eventos líricos fora de Valença/RJ.
As Solidões Compartilhadas com este fodástico poetamigo estão atrasadas 3 anos - em 2013, ele já havia me mandado fodásticos poemas e, devido à correria insana da rotina, acabei deixando passar a oportunidade, mas os deuses do lirismo me deram uma segunda chance e hoje, finalmente!, trago "Mais algumas gotas de dor", do mais-que-fodástico poema do poetamigo Fabio da Silva Barbosa, autor do e-book "Escritos Malditos de uma Realidade Insana" (que pode ser baixado no seguinte link: http://lamparinaluminosa.com/index.php/os-livros/e-book/59-escritos-malditos). Sua poética delirante é vibrante, frenética e sempre preocupada e denunciadora das injustiças de nossa louca realidade social.
Caminhemos com os olhos, amigos leitores, e conheçamos as saídas dos eus líricos de Fabio da Silva Barbosa pelos labirintos sem saída de nossa complexa (ir)realidade social.

Mais algumas gotas de dor
Por Fabio da Silva Barbosa

aí estão suas lágrimas
novamente inundando
sua face tão marcada
pelas surras do passado

e o presente
que não facilita em nada
insiste em mostrar
um futuro de dor

não existe fuga
que dure para sempre
para abortos ambulantes
que respiram em plena morte

condenados pela existência
perambulando pelo eterno fim
com o apito da benzina
guiando os instintos

ruínas interiores
destroços exteriores
pelos restos da desolação
de uma sociedade devastada

somos frutos arruinados
nascidos destruídos
totalmente imbuídos
por esses caminhos bloqueados


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Solidões Compartilhadas: A Chuva de Lembranças e Esperanças de Vânia Ribeiro Camacho

Dias de chuva intermitente, infindável... Dias meio melancólicos trazem lirismos de sorrisos tristes... E, na mesma proporção que o céu derrama suas lágrimas - às vezes, acalentadoras, em outros locais, trágicas -, chove poesia no coração dos jovens poetas.
Apesar dos ares tristonhos e introspectivos dos dias de chuvas, hoje o professor-poeta-blogueiro que vos fala sorri, pois recebi mais um fodástico poema da jovem mais-que-fodástica poetamiga teresopolitana Vânia Ribeiro Camacho (em 2015, ela encerrou seu ciclo como minha poetaluna, e agora é poeta-mestre-amiga e segue seu sensacional caminho lírico).
Amigos leitores, acompanhemos as reflexões poéticas e românticas dos eus líricos da hiper-talentosa Vânia Camacho diante da chuva que cai lá fora!

A chuva caía lá fora...

A chuva caía lá fora
Aqui dentro a noite custava a passar
Foi paixão de uma noite
E eu imaginando como seria te reencontrar .

Horas antes eu te observei
Por tua beleza me encantei
Meu coração acelera só de lembrar
Mas eu nunca mais vou te reencontrar.

Tu partiste, tudo se foi
E eu nem te disse adeus ou um outro oi
Espero um dia te reencontrar
E aí eu não te deixo mais escapar.


sábado, 16 de janeiro de 2016

Chamas que sobrevivem e o Foda-se! consagrado como livro: Lembranças de 2015

Apesar dos pesares, o ano de 2015 não foi completamente desastroso. Fazendo uma retrospectiva de bons momentos, dois, em especial, merecem destaque do meio do ano passado para o fim: minhas duas classificações no Prêmio Olho Vivo 2015 - uma na Categoria Poeta e outra com meu oitavo livro "Foda-se! E outras palavras poéticas..." na Categoria Livro - graças ao voto popular, ou seja, graças a vocês, amigos leitores.
Em homenagem a essas duas felizes lembranças, trago hoje ao blog dois vídeos meus - produzidos como material de divulgação do Prêmio Olho Vivo 2015 - já presentes no site Olho Vivo (nos seguintes links: http://www.olhovivoca.com.br/votacao-tecnica/3842/rosangela-carvalho-carlos-brunno-e-regina-vilarinhos-estao-na-final-do-premio-ov/http://www.olhovivoca.com.br/votacao-tecnica/4326/victor-gomes-carlos-brunno-e-josemir-tadeu-estao-na-final/ ) e até o momento inéditos aqui no blog.
Em tempo: hoje, sábado, dia 16 de janeiro, às 23h, terei a oportunidade de recomeçar a "Foda-se Tour" (versão 2016), divulgar e apresentar alguns dos poemas do livro "Foda-se! E outras palavras poéticas..." na II Virada Poética de Volta Redonda, que acontecerá na Toca do Arigó, em Volta Redonda/RJ, a convite dos poetamigos Carlo Eduardo Giglio e Elisa Carvalho. Quem quiser curtir um pouco dessa 'vibe' lírica é só aparecer por lá (os ingressos custam R$ 10,00 cada e quem quiser adquirir um exemplar do "Foda-se! E outras palavras poéticas...", estarei por lá vendendo-o pelo preço promocional de R$ 20,00).

Clipoema: "Como a chama sobrevive se não ferve" (terceira versão)


Como a chama sobrevive se não ferve

Vivemos tempos ferozes
Onde ninguém olha por nós
E seria tão simples nos ver belos assim
Ao invés de quererem nos reformar...

Como a chama sobrevive se não ferve?
Como alguém sobrevive nessa neve?

Não deram chance alguma pra nós
Os sádicos decidem tudo por nós
E todos eles resolvem atirar suas torrentes
De maldade em nós.

Como a chama sobrevive se não ferve?
Como a gente sobrevive se nos ferem?

Como? Se nos destinam as piores preces?

Como? Se todos querem nos matar?

Oh, troque o sermão triste por essa canção livre
E toque minha dor com seus lábios felizes
E manteremos tudo aquilo que nos ferve
E sobreviveremos a toda e qualquer neve
Toda e qualquer neve vai derreter!

E a chama ainda sobrevive mesmo contra a neve!
E a gente sobrevive mesmo quando não querem!
Toda e qualquer neve vai derreter!
E a gente vai sempre sobreviver…


Clipoema-documentário: "Foda-se! E outras palavras poéticas... - o livro e sua história"


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Hélida Suzy Silva e o Despertar do Foda-se

Ela foi minha poetaluna na época em que eu lecionava na E. M. Nadir Veiga Castanheira, em Três Córregos, na região rural de Teresópolis/RJ (eram tempos de sóis ingênuos sem a sombra trágica das chuvas daquele fatídico janeiro de 2011). Antes Hélida Silva, hoje opta por "Suzy Silva" (o novo nome que ela adota me faz lembrar da fodástica diva rock Suzi Quatro, que inspirou bandas igualmente fodásticas como The Runaways). Na época em que lecionava para a turma dela, entre 2007 e 2010 [quando eu já rascunhava meu livro "Foda-se! E outras palavras poéticas...", que só teria um formato definitivo anos depois e só seria lançado em outubro de 2014], ela me mostrava diversos poemas de sua autoria, entre eles um com um sonoro FODA-SE em caixa alta, entregue, confiado a mim numa manhã em que ela aparentava estar extremamente aborrecida (tenho procurado esse manuscrito desesperadamente entre as minhas diversas pilhas de papéis e, assim que encontrá-lo, o disponibilizarei aqui no blog). Naquele momento, nosso lirismo se harmonizara sem que soubéssemos (o livro-projeto "Foda-se! E outras palavras poéticas..." ainda era meio secreto e ela, sem saber, me entregara um poema que tinha tudo a ver com a proposta poética do livro). Outro poema de Hélida "Suzy Silva", intitulado "Meu Romeu" e inspirado em Romeu e Julieta, foi premiado com Menção Honrosa, no Concurso de Poemas da ALAP de 2010. Hélida "Suzy Silva" foi e sempre será uma poeta premiada (o poema já foi postado no blog na seguinte postagem: http://diariosdesolidao.blogspot.com.br/2011/12/alunos-poetas-que-brilham-romeus-e.html).
Depois das trágicas chuvas de janeiro de 2011, constantemente nos desencontramos (ora nos víamos brevemente num ponto de ônibus do centro da cidade de Teresópolis, ora ela me adicionava no facebook com o nome de Hélida da Silva, depois sumia, ressurgia como Suzy Marrentinha e agora como Suzy Silva).
Só no ano passado (talvez pra comprovar mais uma vez que 2015 não tenha sido um ano completamente ruim), realmente nos revemos menos inconstantemente e tive, por intermédio de sua namorada (atualmente noiva) Jéssica Ferreira), o privilégio de presentear Hélida Suzy Silva com um exemplar do livro "Foda-se! E outras palavras poéticas...", que ela tanto incentivou indiretamente para que fosse publicado (espero que o formato final do livro tenha agradado a ela, afinal parte dele amadureceu juntamente com a poética dela). O presente foi logo retribuído: Hélida Suzy Silva me confiou o privilégio de ler novos fodástico poemas e prosas poéticas de sua autoria, que hoje compartilho com os amigos leitores.
Os poemas de Hélida Suzy Silva tem aquela leveza lírica pesada, são românticos sem serem piegas, extremamente pessoais e lúcidos em uma loucura e estilo só dela.
Viajemos no lirismo fodástico de Hélida Suzy Silva, amigos leitores, com todo foda-se e todo amor.

Desabafo (ou Andando na rua e escrevendo, por enquanto é só esse pedaço)

Vou mandar todo mundo se fuder e ai de você se os defender, senão vou mandar até você e aí pode me esquecer, lamento por você  levar a culpa de quem tem q se fuder..
Deixa eu falar, deixa eu gritar, xingar e esquecer que tudo se acalma quando esse dia acabar..

Horas...

Foderia meu passado, se te contasse meu agora, meu depois de altas horas...
Foda-se meu presente, quero viver o meu agora, o nosso toda hora e nunca te esquecer em 24 horas.. Relógio, que me perturba, me tortura e me tira o foco e figura, esquece minha fase nessa Lua, que ira vir depois da chuva.
Quero ser tua, me perder em teu olhar e me achar em ti nua..
Sou tua Lua
Sou tua nua
Sou tua tua
Sou tua sempre e nunca
Sou tua pura
Sou tua rua
Sempre serei tua, e não importa em qual categoria de FODA- SE estivermos!

domingo, 10 de janeiro de 2016

Esquete sem inspiração para A e B recomeçarem sua trajetória trigonométrica non-sense antes que o ano novo envelheça de tédio sem novas parábolas psicodélicas (ou Título grande por não ter muito a dizer)

Às vezes, a vida (ou perdas na vida) nos exigem uma imersão... para testarmos o quanto suportamos respirar afundados nos oceanos de problemas do inesperado e fatídico esperado dia a dia, pra conhecermos o fundo, mas uma hora devemos emergir novamente, antes que percamos todo ar, antes que tudo acabe junto do outro tudo que findou - a vida jaz, mas ainda há outra vida, jazz, é hora de recomeçar.
O blog está de volta, amigos leitores!

Esquete sem inspiração para A e B recomeçarem sua trajetória trigonométrica non-sense antes que o ano novo envelheça de tédio sem novas parábolas psicodélicas
(ou Título grande por não ter muito a dizer)

A: "E aí?"
B: "E aí o quê?"
A: "Sei lá... E aí aí..."
B: "O ano passado terminou estranho né?"
A: "Atualmente todo ano tem sido estranho. Esse ano então... começou muito esquisito..."
B: "Muita gente tem reclamado..."
A: "Talvez a gente é que seja o esquisito..."
B: "É..."
A: "E aí?"
B: "E aí o quê?"
A: "Ah, sei lá... E aí vai ficar assim 'e aí"?
(Silêncio... Falta de inspiração... Contas pra pagar... A tal crise... O dono do bar, entediado, parece repousar... Copos vazios... Nada a declarar...)
B: "É... sei lá... é isso aí... é tudo um sei lá..."
A: "E aí?"
B: "E aí o quê?
A: Aí... ah... sabe de uma coisa: foda-se! Pede mais uma! Vamos mudar de assunto e seguir em frente!
(O barulho da vida ao redor retorna aos ouvidos. De onde chega e sai tanta gente, meu Deus? O dono do bar, ainda que entediado, desperta. Os copos novamente cheios, prontos para novos esvaziamentos. Algo por falar - talvez tudo, talvez nada, o importante é continuar)


[Termina sem ponto final mesmo]