quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Relembrando o lirismo romântico de Tamires Pimentel, a poeta-musa da terra dos amores que pegam fogo


Minhas postagens  têm atrasado tanto quanto pagamento de salários de servidores públicos em governos municipais e estaduais (ou seja, tenho demorado MUITO pra postar algo!). A comparação pode ser dolorida (eu, por exemplo, sou funcionário público e tenho vivido o drama dos constantes atrasos de pagamento), mas tem uma certa relação com a postagem de hoje: na última segunda-feira, fui à reunião do Sepe de Teresópolis/RJ, no centro da cidade serrana pra debatermos sobre o problema de escalonamento e atrasos de pagamentos. Saí de lá um tanto aborrecido, afinal, além de o pagamento ter voltado a passar por atrasos após a reeleição do prefeito Mario Tricano (coincidência faltar dinheiro só após a reeleição? Rá. Rá! Conta outra!...), tenho percebido a classe desmobilizada e um tanto acomodada, o que parece sancionar novos atrasos e desrespeitos com os inúmeros direitos que o servidor público municipal teoricamente teria. Estava refletindo sobre isso, quando entrei no ônibus circular com destino a Cruzeiro para retornar para casa (a região onde moro fica no meio do caminho do itinerário desse ônibus) e reencontrei a mais-que-fodástica Tamires Pimentel, ex-artistaluna minha dos tempos em que eu lecionava na Escola Municipal Nadir Veiga Castanheira. Sentei ao lado dela e conversamos sobre o que ela andava projetando para o futuro (fazer o Enem e disputar uma vaga para veterinária em faculdades próximas) e sobre os tempos em que ela estudava na Escola Nadir Veiga. Nesse ponto da conversa, lembrei-me de que ainda guardava alguns poemas dela dos tempos da escola e perguntei-lhe se ela me permitia que eu os publicasse no meu blog. Recebi em troca um gesto afirmativo. Alguns minutos depois, o ônibus chegou ao ponto próximo a minha casa e nos despedimos. Mais tarde, cacei em meu computador, os arquivos antigos que continham os poemas de Tamires. Após uma breve busca, encontrei-os, mas, devido às atribulações do frenético dia a dia, só hoje pude me organizar e trazê-los ao blog.
Hoje posto dois maravilhosos poemas de Tamires Pimentel: o primeiro, chamado “O Amor Pegando Fogo!”, ganhou o primeiro lugar no Júri Popular e terceiro na categoria geral no Festival de Poesias da escola e foi escrito quando ela estudava com a fantástica professora Bernadeth Cupello (minha mestra-maior, a primeira que realmente me ensinou os melhores caminhos para se buscar lecionar com dinâmica, estilo e qualidade ) no oitavo ano; o segundo, Canção da terra dos amores, é mais antigo, de quando ela estudava comigo no 7.º ano (na época, ainda chamada de 6.ª série), é uma paródia romântica do poema “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias, e foi escrito por Tamires Pimentel em parceria com a Bianca (esqueci o sobrenome desta também incrível ex-escritoraluna para quem tive o privilégio de lecionar; está em algum lugar no caos de arquivos do meu computador). Percebemos pelos dois poemas de Tamires Pimentel que, na época da escola, seus poemas sempre traziam o tema amor, sentimento que anda meio ferido e esquecido nesses tempos de ódios insanos e ausência de compreensão e afeto com o próximo.
Viajemos pelas terras de amores, amigos leitores,  e peguemos, com os olhos e o coração, um pouco da chama amorosa dos poemas da eterna escritoramiga Tamires Pimentel!

O AMOR PEGANDO FOGO! (Tamires Pimentel)

O amor pegando fogo
É difícil de apagar,
Um amor desse jeito
É difícil encontrar.

Já procurei em outro lugar
Um amor bom de se amar,
Pegando fogo desse jeito
Jamais conseguirei apagar.



Canção da terra dos amores      (Tamires Pimentel e Bianca)

Minha terra tem amores
Com os quais aprendi a amar
Os amores que aqui me rondam
Não me rondam como lá

O meu dia tem mais cores
Para ver nossos amores
Nossos parques com mais flores
Que nos encantam com ardores

Em cismar sozinho à beira do mar
Mais prazer encontro lá
Minha terra tem amores
Com os quais aprendi a amar

Minha terra tem primor
Lá eu tenho muita paz
Onde brilha o amor
Que a leve brisa me traz

Sei que um dia irei morrer
Mas eu não quero sofrer
Sem que desfrute do amor
Para não me arrepender.


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