sexta-feira, 10 de junho de 2016

Para temperar o amanhã, eu me recordo de ontem: Sarau Solidões Coletivas Temperadas Com Orégano Na Fliva 2016


Cá estou eu, amigos leitores, me preparando para amanhã, às 10h, lançar o meu nono livro “O nada temperado com orégano (Receitas Poéticas para um país sem poesia e com crise na receita)” na Feira do Livro de Resende/RJ, e no Sarau Literário Musical do Grebal, das 17h às 19h, na sede do Grebal (Rua Argemiro de Paula Coutinho, 44 - Centro ) em Barra Mansa/RJ. E enquanto tais momentos não chegam, relembro o evento mais fodástico envolvendo meu novo livro: o inesquecível Sarau Solidões Coletivas com Orégano, em homenagem ao lançamento do meu nono livro “O nada temperado com orégano (Receitas poéticas para um país sem poesia e com crise na receita)” na Feira do Livro de Valença/RJ (Fliva), evento cultural fodasticamente idealizado, organizado e competentemente realizado todo ano na Princesinha da Serra pelo editor-designer-ativistamigo Leonardo Pançardes.
No domingo, dia 05 de junho de 2016, no Hardim de Cima, em Valença/RJ, os artistamigos e eu realizamos o "Sarau Solidões Coletivas com Orégano", evento em homenagem ao lançamento de meu nono livro "O nada temperado com orégano (Receitas poéticas para um país sem poesia e com crise na receita)", durante a IV Feira do Livro do Livro de Valença/RJ (Fliva).
O sarau contou com as participações mais-que-especiais do Mestre-Poetamigo Alexandre Fonseca/Lisérgio Virabossa, discípulo maior de Shiva, apresentando o livro para o público leitor; Luana Cavalera, Mestre Gilson Gabriel, Patricia Correa e eu apresentando poemas do meu novo livro; Wagner Monteiro (Ryu) apresentando um feroz e fodástico poema inédito dele; exposição de pinturas e desenhos da Oficina de Artes Iluminação, liderada pelo artistamigo Denis Pereira; apresentações musicais com canções próprias de Zé Ricardo Maia (interpretando composição independente e consagrada do falecido, porém eterno músico-amigo Adriano Gonçalves), Gabriel Carvalho com sua nova (mas antiga, para os fãs que o acompanha) "My girl" e a fodástica banda L.O.L. (Legend of Losers), formada por Jorran Souza e Thiago Haru, com as composições "Cavaleiro Urbano" e "Bocas Caladas".

O evento contou com com um público imenso e vibrante (agradecimentos especiais ao público que aguardava a peça teatral do Amor e Arte, dirigido pelo artistamigo Carlos Eduardo Cadu, e aproveitou pra curtir o sarau e a todos aqueles que sempre acompanharam-nos nestas inebriantes loucuras líricas) e foi dedicado ao meu novo livro, à musa-bibliotecáriamiga Marcia Cristina, que atualmente empresta seu brilho profissional à biblioteca municipal de Conservatória e que, nos tempos em que estava à frente da Biblioteca Municipal Dom Pedro II, no Centro de Valença, sempre deu a maior força lírica ao Sarau Solidões Coletivas - em breve, ela estará de volta, pois cargos comissionados misteriosamenhte contemplados partem, mas os apoiadores fodásticos da arte, como ela é, sempre permanecem -, e aos personagens dos quadrinhos Wood & Stock, conhecidos por popularizarem o fumo de orégano nas tiras em quadrinhos desenhadas pelo artista-mestre Angeli.
Na postagem de hoje, trago o vídeo desse inesquecível momento, gravado pelo irmão-artistamigo Rafael Silva Barbosa, e o mais-que-fodástico texto de apresentação do livro “O nada temperado com orégano (Receitas Poéticas para um país sem poesia e com crise na receita)”, escrito pelo Mestre-artistamigo Alexandre Fonseca!
Deixo aos amigos leitores tal postagem e vou descansar, amigos, pois vários outros fodásticos momentos hão de vir, amigos (mas, o primeiro, o lançamento do livro na Fliva, ah, esse a gente jamais vai esquecer!).

Sarau Solidões Coletivas Temperadas com Orégano – in vídeo



Apresentação do Mestre-artistamigo Alexandre Fonseca para “O nada temperado com orégano (Receitas Poéticas para um país sem poesia e com crise na receita)”:

Cá estou mais uma vez desfrutando a honra de apresentar Carlos Brunno, desde sempre um dos maiores artistas de nossa terra, em seu mais recente trabalho.
Desta vez, o poeta declama o NADA.
Eu, sem nada a dizer, busquei inspiração nas recorrentes citações bíblicas de outro grande poeta revolucionário valenciano, Mr. Gilson “The Baker” Gabriel, e fui ao Gênesis, o primeiro livro da Bíblia.
Está lá: “No princípio criou Deus o céu e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo”. Portanto, NADA havia além de trevas.
E disse Deus: “haja luz!”. E houve luz.
Logo percebi que Carlos Brunno subverteu o Gênesis! Aliás, não só o Gênesis, mas também o Pink Floyd, o Yes, o King Crimson e todas aquelas bandas doidonas dos anos 70...
Este livro nos subtrai a luz e nos remete ao NADA das trevas primordial.
E é o que temos! Um mundo de trevas. De estupros coletivos, de tramoias constitucionais de bastidores, de policiais espancando estudantes e professores nas ruas. “A Era das Trevas”, diria meu conselheiro Lisérgio Virabossa, psicodelicografando o mestre Hobsbawm.
Lembrei-me de um ex-pseudo militante da ERVA (a Esquerda Revolucionária Valenciana), que, há tempos, me chamou de NIILISTA DESBUNDADO. Acusação parcialmente injusta: desbundado, ou seja, sem bunda, realmente sou, pois como se nota, este não é um dos meus mais destacados atributos físicos.
Mas niilista?? Aquele que crê no NADA? Isto não!. Eu creio! Creio em... em... em... Whisky!!!!
E vocês? Em que crêem? Em Deus?
Ou no mito?
Em Dilma?
Em Temer?
Em Bolsonaro?
Em Willys?
Na Globo?
No Lobo?
No governo?
Na greve?
Pensamos acreditar em tudo, quando, de fato, NADA sabemos. A isto, o velho e bom Marx chamou ideologia. (Ops! Não deveria tê-lo citado, sob pena de ser taxado de esquerdopata e doutrinador comunista da juventude).
Mas, já que o citei, é dele a insígnia: “o homem deveria ser tudo; no entanto é NADA! Exceto Dom Raulzito que era, ao mesmo tempo, o tudo e o NADA.
O livro de Carlos Brunno nos demove das vans ilusões ideológicas e nos rebaixa ao que realmente somos: NADA! Faz – e repito o que disse em outro lançamento – como a psicanálise de Freud. Destrói os muros daquilo que chamamos consciência e nos reduz a cacos.
Lembrei-me também de Sartre, o grande filósofo existencialista francês, que escreveu o “Ser e o Nada”. Aliás, ausência a priori sentida no livro, mas depois captada em todas as entrelinhas.  “O homem é uma paixão inútil”, diria ele, condenado à liberdade de Ser ou ao vazio existencial.
Carlos Brunno nos põe a faca sartriana no pescoço e grita: Escolha!!!!! Ser ou Nada!
Uma faca de cozinha, das mais afiadas, que corta o NADA em muitos pratos. Temperados com orégano e especiarias mais.
Ao nosso dispor um cardápio variado:
Sabores maranhenses de Gonçalves e Maria Firmina;
Sofisticadas iguarias machadianas, bandeirinas e drummondianas;
Pimentas afrodisíacas de Bukowsky, Neruda e Janaína;
Pitadas de humor ao ponto de Millôr e Roberto;
Baratas kafkianas fritas no azeite distópico de Orwell.
E mais, muito mais.
Deguste de tudo um pouco.
E se o seu estômago não suportar, vomite.
Por que ao vômito, segue... o NADA!
Aaaaahhhh e antes que me esqueça: fiquei com tesão na Carmem...

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