segunda-feira, 25 de abril de 2016

Resgatando o Que Ficou pra Trás e Seguindo em Frente para Continuar: Lembrando poemas do Clube do Livro Alcino Voraz 2015

Yeah, amigos leitores, mais uma vez fiquei meio desaparecido do blog (período de fim de bimestre pra professor-escritor-blogueiro é uma espécie de purgatório onde ficamos presos entre o inferno e o céu, corrigindo provas e trabalhos e fechando as notas dos alunos), mas retomo as postagens com algumas ótimas lembranças para renovar velhos retornos: trago, do túnel do tempo do ano passado (ou seja, em 2015), vários poemas inspirados nos Jogos Vorazes, escritos em algumas das últimas reuniões de 2015 do Clube do Livro “Alcino Voraz” , realizadas na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ.
Após a terceira reunião, na qual encerramos os debates da trilogia “Jogos Vorazes” (mal encerrada, pois, devido ao caos político e a calamidade financeira do setor público de Teresópolis/RJ, não pudemos realizar o ‘gran finale’ do projeto no ano passado – que seria levar os artistalunos do Clube do Livro no cinema para assistirmos ao “Jogos Vorazes – A Esperança Parte 2”), ainda realizamos, no ano passado, para os artistalunos-leitores tardios (ou seja, que entraram após as primeiras reuniões) duas sessões extras do Clube do Livro Alcino Voraz, revendo, de forma mais corriqueira, a trilogia “Jogos Vorazes” do primeiro ao último livro – tais reuniões especiais e de resgate das obras que iniciaram os estudos do nosso grupo foram as mais cheias, pois, além dos escritores-alunos-leitores tardios, elas também contaram com aqueles que participaram desde a primeira reunião do clube. Só para lembrar: partindo da ideia do Círculo do Livro Alcino, iniciada e idealizada no ano passado pelas poetalunas Ana Gabriela Medeiros e Laís Martins, e livremente inspirado no conhecido Clube Literário Palavras ao Vento, de Valença/RJ, organizado por Pit Larah e Cia, o Clube do Livro Alcino Voraz tem como principais objetivos: estimular a leitura reflexiva, compartilhar e debater experiências de leitura, estabelecer leituras comparativas entre as diversas linguagens literárias (visão comparativa de livros e versões cinematográficas) e fazer a releitura de obras literárias através da produção textual (construir novos poemas, contos e crônicas inspirados no conteúdo do livro debatido). Feito no contraturno das aulas, as reuniões contemplaram como livros-temas a trilogia “Jogos Vorazes”, da escritora estadunidense Suzane Collins. Tanto nas reuniões anteriores quanto nessas duas de retomada dos livros-temas, foram realizados debates dos livros, relembrando as relações históricas que envolvem as obras (regimes totalitários, fatos históricos e pessoais que estimularam a escritora na construção do romance, comparações com o nazismo, fascismo e colonialismo, indústria do entretenimento [de reality shows e programas de MMAs], a percepção da guerra fria e a relação entre socialismoxcapitalismo com o confronto Distrito 13 x Capital implícito nos capítulos do terceiro livro da trilogia), a exibição das versões cinematográficas da trilogia e a produção de poemas e contos inspirados nos livros e filmes dos “Jogos Vorazes”. Lembrando também que a entrada e participação no Clube do Livro Alcino Voraz é livre/opcional (somos escritores-leitores vorazes e não autoritários como os governantes da Capital de Panem rs) e rende mais conhecimento e troca de experiência, sem barganhas de pontos extras.
Hoje, finalmente trago os poemas - já divulgados em uma antologia caseira entregue para escritores-alunos-leitores-vorazes no ano passado, mas inéditos no blog – escritos durante as duas reuniões que retomamos os estudos e as análises da trilogia Jogos Vorazes.  O conjunto de poemas que posto hoje é tão interessante quanto o das três postagens anteriores, pois condensa toda a trilogia revista nas duas últimas reuniões do Clube do Livro Alcino Voraz no ano passado. E nada melhor que rever o passado pra crescermos no futuro: neste ano, o Clube do Livro Alcino Voraz já retornou com um grupo ainda maior de escritores-alunos-leitores-vorazes e, como muitos são iniciantes no Clube (mas não esquecendo os remanescentes, que atualmente estão no nono ano seguem firmes no projeto), retomamos as reuniões do mesmo início – a partir do primeiro livro da trilogia “Jogos Vorazes” e seguindo a mesma cronologia do ano passado, mas desta vez buscando realmente encerrar o ciclo "com chave de ouro", sem interrupções bruscas como, infelizmente, foi no ano passado, devido ao trágico quadro político da cidade.
Estou de volta ao blog e o Clube do Livro Alcino Voraz também retorna às atividades! Boa leitura, amigos leitores! Vida longa ao blog e ao Clube do Livro Alcino Voraz – Educação, Escola Alcino e Arte Sempre!

Às vésperas da colheita

Mais um ano vem...
Não há como se salvar,
nem há ninguém para ajudar.

Não temos escolha,
ano após ano,
em pares, vamos lutar,
mas no final sabemos: um só pode ficar.
(Marcos Vinicius Corrêa e Paulo Matheus Motta, inspirados na trilogia de livros “Jogos Vorazes” e nos 3 primeiros filmes da série)

Katniss e Peeta em chamas

Quando você partiu,
em mim um vazio se abriu.
Quando você reapareceu,
meu amor renasceu.

Quando eu pensava que era amor,
ao mesmo tempo era dor.

Sua última lembrança
me trouxe esperança
e, ao mesmo tempo, em mil chamas desapareceu.
(Paula Costa, Jade Féo, Esaú Medeiros e Vitória Souza de Jesus, inspirados na trilogia de livros “Jogos Vorazes” e nos 3 primeiros filmes da série)




A Confissão do Presidente Snow

Tudo começou com uma fagulha
que achamos que seria controlada.
Logo virou uma chama e se alastrou
e queimando de pouco a pouco meu mundo devastou.

Eu era o herói;
em minha jornada o sabor de sangue me seguia
e o cheiro de rosas me destacava na multidão
e depois disso tudo você me tornou o vilão.

Meu reino será bem cuidado?
Ela não deixará cair nas mãos daquele povo depravado.
Louvado seja, amado tordo,
pois prometemos não mentir um pro outro.
(João Paulo Oliveira, Alex Sander Lopes e Stallone Oliveira, inspirados na trilogia de livros “Jogos Vorazes” e nos 3 primeiros filmes da série)

Memórias das chamas contra a neve

Na primeira vez que te vi
ao vivo, altivo, num palanque, longe à minha frente,
eu era apenas uma garota
com sonhos de menina,
morrendo de medo de ti.

Com a ajuda de Cinna,
segui minha sina
e transformei meu medo
em calor
e, pela primeira vez,
eu queimei
contra a neve em teu olhar.

Na segunda vez que realmente te vi
assassino vivo, bem próximo, perfumando a sala, bem à minha frente,
eu era apenas uma vencedora
com ares de derrotada,
morrendo de medo de te contrariar.

Com a ajuda dos outros,
dei asas ao tordo
e transformei minha cega rebeldia
em flechada certeira
e, pela segunda vez,
eu te desafiei,
mas, dessa vez, foi pra valer.

Um pouco antes disso, na terceira vez que te vi,
ainda altivo, menos que outrora, mas cuspindo sangue em taças de champanhe,
acenaste um não
e mataste, assim, toda minha ilusão.
Eu perdi o medo
e, negando todas as tuas rosas brancas
de neves insanas,
eu queimei os teus vestidos caros e pálidos
que me deste
e passei a usar as vestes
da mais negra e incendiária revolução.

Com a ajuda de todos,
eu agora sou o tordo
e transformei toda minha inglória
em chamas de esperança
e, na próxima vez que nos vermos,
será a última
pois os jogos vorazes deste ano sou eu contra o teu poder
e, seguindo as regras de teu torneio insano,
só um de nós irá sobreviver.
(Carlos Brunno S. Barbosa, inspirado na trilogia de livros “Jogos Vorazes” e nos 3 primeiros filmes da série)



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