segunda-feira, 21 de março de 2016

Solidões Compartilhadas: O Amor e a Luz no Lirismo Fascinante de Laryssa Barrozo

Na última sexta-feira, início da tarde, logo após sair do SESC-Teresópolis/RJ, onde havia comprado ingresso para a peça “O incansável Dom Quixote”, reencontrei a  genial poetamiga Laryssa Barrozo, ex-poetaluna da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva – onde leciono – e agora jovem poeta do mundo. Na verdade, quem me reencontrou foi ela, pois foi ela quem me chamou a atenção enquanto eu rumava distraído para fora do SESC. Ainda bem que conseguimos nos reencontrar, pois, sem revê-la e pedir-lhe a permissão de publicar alguns poemas dela – que ela (yeah!) aprovou tranquilamente, as solidões compartilhadas de hoje ficariam engavetadas até que eu conseguisse contato com a fodástica artistamiga.
Hoje trago dois poemas super-fodásticos de Laryssa Barrozo: o primeiro, intitulado “É você” tem razão por estar em tal posição – foi um dos primeiros que ela me entregou, para fascínio de meus olhos sempre em busca de poemas tão bem elaborados e emocionantes como este (salvou minha visão de um dia cansativo, sem emoção e sem poesia); o segundo, intitulado “A luz dele” foi escrito por ela na sala de aula, quando a turma dela – na época, o 9.º A – votava para eleger o melhor poema (cujo tema era luz) dos oitavos – Laryssa mostrou-se extremamente exigente com a qualidade dos poemas votados, a ponto de expor sua opinião na classe, o que fez um outro aluno desafiá-la a fazer melhor (pronto! Jamais desafie uma talentosa poeta: ela fez o poema “A luz dela”, fato que me deixou super-feliz com o final da peleja verbal, pois, no fim das contas, quem ganhou [e muito!] foi a arte de sublimar as discussões em fodásticos poemas!). O poema “A luz dela” ficou tão bom que até foi escolhido para fazer parte de um dos curtas-metragens do “Luz, Câmera...Alcino!”, com marcantes interpretações de Ana Gabriela Medeiros e João Paulo Costa e participação especial de Daiana Vieira, que, finalmente, vai ao ar hoje no youtube e é compartilhado mais abaixo, juntamente com os dois poemas citados.
Falando em “Luz, Câmera...Alcino!”, lembro que, em breve, retornaremos com novos vídeos neste ano e também me recordo de que Laryssa Barrozo já participou de peças e vídeos marcantes durante os anos em que ela fez parte do grupo, por isso, também resolvi postar novamente dois desses vídeos: a peça feita em homenagem ao aniversário de Teresópolis e encenada nas festividades realizadas na Escola Municipal Neide Angélica, em 2011 (sim, Laryssa ainda estava no primeiro segmento e já brilhava nos palcos teresopolitanos ao lado de Diana Paim, Thaynara Lima, Vanessa Olveira, Mayara Silva, Jéssica Reis, Andriele Vieira, Natania Souza, Maiara, Stefanni Amaral e cia) e outro mais recente, inspirado na canção “Os Barcos”, de legião Urbana, e poema de Daphine Quintanilha (nesse segundo vídeo, um dos primeiros produzidos no ano passado, Laryssa é a protagonista abandonada pelo personagem interpretado por João Paulo Costa).
Que nossos olhos tenham o privilégio de serem multiplamente iluminados pela imensa luz lírica da fodástica, versátil e talentosa artistamiga Laryssa Barrozo, amigos leitores! Boa leitura e Arte Sempre!

É você (Laryssa Barroso)

É você que tem que ser meu namorado
É você que tem que falar não quando eu falar sim
É você que tem que me olhar até eu ficar sem graça

É você, meu pequeno,
Que me deixa sem ar só de te olhar
É você,  meu loirinho,
Que tira  minha concentração,
Que me faz bem só de estar ao meu lado.

É você que tem que ir atrás de mim
Quando eu falar que quero ficar sozinha
Pra me pedir um beijo
Quando eu estiver com raiva de você.

É você que tem que ficar comigo
Quando eu estiver sorrindo,
Quando eu estiver chorando por dores de cólicas
É você que eu escolho a partir de hoje
Para cair e levantar,
Aprender e errar comigo.

É você que tem que esperar o ônibus comigo
É você que tem que ficar com ciúmes
Mesmo sabendo que meu infinito só é completo com
Você.



A luz dele (Laryssa Barroso)

Eu só queria encontrar uma solução,
Uma luz,
A resposta para minha escuridão.

Uma luz maior,
Um amor maior,
Uma solução para esse sentimento,
Para esse vazio.

Achei o que queria encontrar
A luz,
A luz no olhar dele,
O som suave da voz dele,
Simplesmente a luz era ele.

A luz mais linda de se olhar,
A luz mais leve de se lembrar,
Mas tudo que brilha demais
Um dia vai se apagar.

A luz acabou,
Simplesmente apagou.
E tudo que tinha luz,
E todos os planos... tudo se foi!

Clipoema: 
Luz, Câmera...Alcino apresenta 
"A luz dela", de Laryssa Barroso
(2015)


Apresentação do Luz, Câmera...Alcino! no aniversário de Teresópolis
(2011)



Clipoema: 
A confusão da solidão no caminho dos barcos (Luz, Câmera,,,Alcino! Legionário)
(2015)


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