segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Solidões Compartilhadas In memoriam: Tua partida, de Dézio Botelho

Há alguns meses atrás, o aluno Charles Botelho, do 7.º Ano da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, da região rural de Teresópolis/RJ, me procurou numa tarde em que eu me encontrava na escola, produzindo os vídeos do Luz, Câmera...Alcino! Sabendo, por intermédio da bibliotecária Emidiã Fernandes, que eu era poeta com livros publicados e administrador de um blog, Charles me entregou um dos poemas escritos por seu pai Dézio Botelho – um poema fodasticamente maravilhoso por sinal.
Queria parabenizar o autor de tal obra-prima, mas Charles, logo depois, me contou que seu pai havia falecido há um tempo, mas que deixara um extenso acervo de poemas de sua autoria, até o momento completamente desconhecidos pelo público. Sabendo disso, ofereci o espaço do blog para a publicação e divulgação de alguns desses fodásticos poemas do já eterno Dézio Botelho. Hoje trago o poema “Tua partida”, com o qual Charles primeiramente presenteou meus olhos com o lirismo fascinante de seu pai Dézio Botelho.
Que o silêncio mortal da partida de Dézio Botelho se transforme agora em silêncio de apreciação, desejo de eternidade para as obras líricas do pai de Charles Botelho.

Tua partida
(Dézio Botelho)

Depois que tu partiste
Tudo pra mim mudou,
Até meu sorriso lindo
Deixou de ter amor.

A roupa que eu vestia
Com o tempo  desbotou,
Talvez tenha sido saudades
De tudo que passou.

Meus calçados me machucam,
Parecem que querem vingar-se
Pois pensam que sou culpado
De nós dois nos separarmos.

Meus cabelos que eram negros,
Como a noite sem luar,
De repente ficaram brancos
Como se estivessem a nevar.

Meus olhos que eram verdes,
Castanhos passaram a ficar
E olham sempre pro caminho
Pensando que tu vais voltar.

Agora só tenho tristezas
E vontade de odiar,
Vontade de te esquecer
Para nunca mais te amar.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Metacanto Premiado: O meu Moinho Poético

Yeah, amigos, como eu dissera no facebook, há alguns dias atrás, as novidades não param!!! Meu poema “Moinho poético”, que foi finalista no III Concurso UPPES de Poesias em outubro de 2004 e publicado em meu quinto livro “Eu & Outras Províncias – Progressos e Regressos” (2008), 11 anos depois, volta a brilhar num concurso literário e conquista a honra de conquistar o Destaque Especial no Concurso Metacantos 2015 (voltado a metapoemas – poemas que falam do fazer poético), da Editora LiteraCidade, ganhando como premiação a publicação em uma antologia.
Mais uma vez, consegui destacar um filho-poema meu e levar o nome de nossa querida Princesinha da Serra, Valença/RJ, para mais um concurso literário!
Como não tenho como fornecer exemplares a todos os amigos leitores posto hoje o premiado poema no blog para degustação/crítica dos amigos leitores.
Bom Fodástico Dia e Arte Sempre!

Moinho poético

No moinho dos sonhos reais,
A vida é transformada.

Palavras que escapam,
Sobreviventes da angústia e do prazer,
Cortam as folhas do caderno do mundo.

A pena rebelde tinge de sangue a acomodação.

O pulso versificado,
O coração em estrofes,
Vozes silenciosamente flutuantes,
Pensamentos altos que se abaixam aos nossos olhos,
Razão e sensibilidade que dançam num ritmo incomum.

            É o bom silêncio,
            É a parede que tem ouvidos,
            São os versos,
            Estão em mim.

                     A realidade é uma invenção do homem.
                     A poesia é a realização de um deus.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Solidões Compartilhadas: Venha, o poema-convite de Ana Paula Furtado

Nada melhor que retomar o blog com uma talentosa e fodástica poetamiga estreante nas solidões compartilhadas. Ela faz aniversário em setembro, antecipando primaveras lírica, é professora e pedagoga e traz consigo uma poética única e intensa; há tempos pedia-lhe um poema de sua autoria para o blog e, há cerca de um mês atrás, ela finalmente me enviou e brindou meus olhos leitores com um maravilhoso poema seu. Seu nome é Ana Paula Furtado, poetamiga de Valença/RJ, e, no poema de sua autoria com o qual estréio minhas solidões compartilhadas com essa fantástica artistamiga, o seu eu lírico nos convida pra que não percamos tempo e sigamos, com ela, o caminho do amor.
Vamos, amigos leitores, acompanhar o fodástico poema de Ana Paula Furtado pelas trilhas do amor sem medo, sem pudor!

Venha (Ana Paula Furtado)

Pensar em você
É o mesmo que me perder em mim
Buscar no fundo do meu ser
Tudo o que pertence a você

Sei que o tempo vai passar
E você irá do nosso amor lembrar
Correr para junto de mim
Tentando aplacar, enfim
A dor de estar longe de tudo
Inclusive do meu mundo

Venha!!! Não perca um só minuto
Mesmo que tudo pareça confuso
Eu quero ter você
Até o amanhecer

Viver para amar
Sem ao menos analisar
Onde nós iremos parar
Qual é a graça desta da vida pertencer
Se não posso ousar ter você?

Venha!!! Mais uma vez,eu lhe peço
Desejo lhe repetir, eu não nego
Esquecer o que há lá fora
Venha!!! Vamos embora...