quinta-feira, 30 de abril de 2015

Clube da Esquina das Bicas e das Solidões Coletivas: A festa lírica de 3 anos do Sarau

Noite de sábado, dia 25/04/2015, na Biquinha, em Valença/RJ – O Sarau Solidões Coletivas volta à Comuna da Quinta das Bicas (quintal da casa do poeta-mestre-amigo Gilson Gabriel) para realizar o evento “COMUNA DA ESQUINA DAS BICAS: LIBERDADE E SOLIDÕES COLETIVAS AINDA QUE TARDIAS” - TRIBUTO LÍRICO AOS POETAS ÁRCADES E AO CLUBE DA ESQUINA”, em comemoração aos 3 anos do Sarau. Foi um evento mágico, fodástico, inesquecivelmente maravilhoso (o evento começou às 20h e foi até as 4 da madrugada!)!

Hoje trago ao blog os vídeos desse mais-que-fodástico evento para que os amigos leitores possam captar um pouco dessa super-energia lírica que foi a festa de aniversário de 3 anos do Sarau Solidões Coletivas na Comuna da Quinta das Bicas!


Neste primeiro vídeo, temos: Gilson Gabriel rememorando o poema, de sua autoria, feito em comemoração ao aniversário de 1 ano do Sarau Solidões Coletivas e o fodástico “Vila Rica” em homenagem a Tiradentes e todos os que são julgados como incréus, hereges, ímpios e infiéis; eu declamando “A volta de Tiradentes”, poema declamado no primeiro Sarau Solidões Coletivas; a primeira parte da mais-que-fodástica banda Broken Hearts, formada por Gabriel Carvalho, Alex Alves, Jonas Eduardo e Davi Barros, com participação de Paulo Roberto Gonçalves; a escritoramiga Gilda Maria Rachid Dias brilhando mais uma vez, Alverita declamando Manuel Bandeira e a primeira parte da apresentação da premiadíssima poetamiga Nicia Cadinelli.


Neste segundo vídeo, temos: Nicia Cadinelli com seu poema hit “Príncipe Negro” com participação do artistamigo Alan Brum; Luciana Miranda declamando o poema “Pedagogia dos Atos”, de Pedro Guerra, escrito para denunciar o Massacre dos trabalhadores sem-terra em Eldorado dos Carajás, em 1996; eu declamo meu poema “Feira de Agosto”; a segunda parte do show da banda Broken Hearts, formada por Gabriel Carvalho, Alex Alves, Jonas Eduardo e Davi Barros, com participação de Paulo Roberto Gonçalves, homenageando o deus da guitarra Jimi Hendrix; as apresentações de Patricia Corrêa, minha, de Gilson Gabriel e de Alexandre Fonseca acompanhados pelo blues rock do Broken Hearts.


Neste terceiro vídeo, temos: a “Balada de Segunda-feira”, canção fodástica da banda Broken Hearts, formada por Gabriel Carvalho, Alex Alves, Jonas Eduardo e Davi Barros; Patricia Correa brilhando mais uma vez; outro poema meu da série do ‘Clube da Esquina das Bicas’; a excelentíssima poeta-musa e declamadora Juliana Guida Maia dando vida ao meu poema em homenagem ao Clube da Esquina; Lucimauro Leite se destacando com suas interpretações de cordéis e poemas; a dupla Breno Meirelles e Luiz Guilherme Monteiro resgatando antigas canções da MPB.


Neste quarto vídeo, temos: Wagner Monteiro, acompanhado por Breno Meirelles e Luiz Guilherme Monteiro, relembrando “Que país é este?”, de Legião Urbana; Gabriel Carvalho e Luiz Guilherme fazem uma parceria musical; Nicia Cadinelli apresenta um poema para as mães, extraído de seu primeiro livro “Folhas ao Vento”; a estréia do fodástico músico-amigo Alan Brum, cantando Cazuza, Elis Regina, Raul Seixas, entre outros, agitando a galera do sarau (inspirando até o poetamigo Gilson Gabriel a apresentar-se como cantor num animado dueto com Alan, acompanhado freneticamente pelo público – agradecimentos super-especiais a Lucimauro Leite por registrar esses momentos [minha câmera havia descarregado]); Gilson Gabriel declamando poemas cotidianos e do poeta moçambicano Craverinha, inspirado pela defesa de Alverita em prol da divulgação dos poetas africanos de língua portuguesa; e eu encerrando essa parte com mais um poema de minha autoria em homenagem ao Clube da Esquina das Bicas.


Neste quinto vídeo, temos: Alexandre Fonseca apresentando um poema de sua autoria e um outro, dedicado ao Clube da Esquina, escrito por Ivan Maia; o retorno de Karina Silva, fazendo dueto comigo na declamação do poema “Comuna das Solidões Coletivas”, de sua autoria, em parceria com o seu namorado Raniere Garcia; Luana Cavalera declamando o poema árcade teen de Geovana Maria Rodrigues, poetaluna da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ; a estréia de Claudia Andrade, defendendo o poema árcade teen “Carpe Diem”, da poetamiga teresopolitana Alana Gomes; Gilda Maria Rachid Dias declamando poema de “Romanceiro da Inconfidência”, de Cecilia Meireles; Wagner declamando uma prosa poética de minha autoria; parte do o show do Diversatividade/Coletivasom, formado pelos rappers Paulo Roberto Gonçalves “Graveto Old Style”, Marcio Paulino “Full Print” e Davi Barros “Black Roots”.
Obs.: Essa quinta parte e a próxima (a sexta e última) passa a ser formada por diversos vídeos entrecortados, pois a câmera ainda estava com a bateria fraca, precisando ser recarregada a todo momento.  


Neste sexto vídeo, temos: outra parte do o show do Diversatividade/Coletivasom, formado pelos rappers Paulo Roberto Gonçalves “Graveto Old Style”, Marcio Paulino “Full Print” e Davi Barros “Black Roots”; Patricia Correa falando sobre o Sarau Solidões Coletivas; Gilson Gabriel relembrando o primeiro Sarau Solidões Coletivas, ao resgatar o seu mais-que-fodástico “Ao caminho”; fragmentos da apresentação do Black Cult, formado por Davi Barros e Uli Barros, agitando muito a galera.
Obs.: Essa quinta parte e a próxima (a sexta e última) passa a ser formada por diversos vídeos entrecortados, pois a câmera ainda estava com a bateria fraca, precisando ser recarregada a todo momento.


Este é um vídeo extra do Sarau Solidões Coletivas na Comuna da Esquina das Bicas, composto por filmagens alternativas do fotógrafo-ativistartistamigo Lucimauro Leite feitas durante o evento “COMUNA DA ESQUINA DAS BICAS: LIBERDADE E SOLIDÕES COLETIVAS AINDA QUE TARDIAS” - TRIBUTO LÍRICO AOS POETAS ÁRCADES E AO CLUBE DA ESQUINA”, em comemoração aos 3 anos do Sarau, realizado na Comuna da Quinta das Bicas (quintal da casa do poeta-mestre-amigo Gilson Gabriel), na noite de sábado, dia 25/04/2015, na Biquinha, em Valença/RJ.
Entre os vários momentos filmados por Leite, aqui estão: o pré-Sarau, enquanto eu conversava com Gabriel Carvalho; o poema coletivo de Gilson Gabriel; a declamação de Luciana Miranda; parte da apresentação da mais-que-fodástica banda Broken Hearts, formada por Gabriel Carvalho, Alex Alves, Jonas Eduardo e Davi Barros, com participação de Paulo Roberto Gonçalves; as intervenções poéticas de Gilson Gabriel e de Alexandre Fonseca no show da banda Broken Hearts e parte do show de Alan Brum com participação especial de Gilson Gabriel como cantor (essa parte também pode ser encontrada no quarto vídeo do Sarau Solidões Coletivas na Comuna da Esquina das Bicas.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Sarau Solidões Coletivas na Comuna da Esquina das Bicas aos olhos líricos de Karina Silva, Raniere Garcia e Marcio Souza

Realizar um evento do Sarau Solidões Coletivas na Comuna da Quinta das Bicas, espaço multicultural do quintal da casa do poetamestramigo mais-que-fodástico Gilson Gabriel, é sempre uma honra e um prazer indescritível! Neste último sábado de abril, dia 25, realizamos lá a festa lírica de aniversário de 3 anos do Sarau Solidões Coletivas, com o tema “COMUNA DA ESQUINA DAS BICAS: LIBERDADE E SOLIDÕES COLETIVAS AINDA QUE TARDIAS” - TRIBUTO LÍRICO AOS POETAS ÁRCADES E AO CLUBE DA ESQUINA. E, mais uma vez, o evento teve aquele brilho lírico mágico que só a Comuna da Quinta das Bicas, idealizada por Gilson Gabriel e por sua esposa Erli, sabe proporcionar!
Entre os momentos mágicos e inesquecíveis (esse e mais muitos outros estarão em breve em vídeo aqui no blog), destaco na postagem de hoje 2 eventos/(re)encontros marcantes: um antes e durante – o retorno de Karina Silva e Raniere Garcia ao Sarau com o fodástico poema-homenagem “Comuna das Solidões” – e outro antes, durante e depois – a estréia do poetamigo Marcio Souza, o Marcio Fazenda, no Sarau Solidões Coletivas (fez parte do animadíssimo público do evento e, nos próximos, prometeu estrear como declamador).
Karina Silva é uma das poetas-pilares do Sarau, musartista fodástica do lirismo underground, e, junto de seu namorado Raniere Garcia, realiza um trabalho fascinante como DJs na rádio Movimento Reggae (segue o link: http://www.movimentoreggae.com.br/) e, devido a esse compromisso e outros do abafado cotidiano nosso, os dois não podem comparecer a todo sarau, mas, fisicamente ou espiritualmente, estão sempre conosco e é sempre bom demais revê-los nos eventos.
Marcio Souza  foi meu professor de Português no ensino médio, é um dos mestres-poetas-pilares de minha escrita, já compartilhei poemas dele no marcador Solidões Compartilhadas e há tempos desejava encontrá-lo num evento do sarau; vê-lo no Sarau Solidões Coletivas da Comuna da Esquina das Bicas foi gratificante demais e ainda mais emocionante ao ler, logo no dia seguinte, o poema que ele fez dedicado a Gilson Gabriel, inspirado no evento que realizamos.
Devido a essa explosão de emoções e satisfação, resolvi trazer para o blog numa mesma postagem o poema de Karina Silva e Raniere Garcia, juntamente com o de Marcio Souza, para que os olhos dos amigos leitores possam, como eu, degustar essas maravilhas líricas. Boa leitura e Arte Sempre!  

Comuna das Solidões (Karina Silva e Raniere Garcia)

Mais uma vez
As solidões são coletivas
Na santa paz das Bicas

Sem o brilho do sol dourado
Em noites de Liberdade
Esperando a vitória da verdade

Pedindo aos seres iluminados
Que estão sempre ao meu lado
Nos dias de céu nublado
Seguimos mesmo com o coração desnorteado.

Com poemas rimados
Chamo meus amigos
Para juntar a emoção
E queimar a solidão.

É LÁ! (Marcio Fazenda)
Para Gilson Gabriel

Já foste a um sarau? Participaste de algum?
Pois bem, na casa de Gilson e de Erli,
De Gerson e de Lucinha,
De Ana e de Artur,
Tu te sentirias poeta...

Porque a poesia,
A poesia do mundo,
Está naquele quintal.
Lá, onde as máquinas cederam lugar aos homens,
Onde há partilha de alimentos e de alegrias,
E prevalecem o respeito, a liberdade e o amor,
A poesia está.

Pois a poesia entranhou-se nos tijolos das casas,
Na grama que licenciosamente pisamos,
Nos degraus sofríveis que descemos
E com dor no peito subimos
Para a partida de lá.

E cada encontro é um verso novo,
Repleto de metáforas
E sem ironias.
O quintal vira cordel, epopeia,
Cartas infindas de ternura,
Canções e rimas.

Pede a Deus um convite deles
E conhecerás o Paraíso.

Na Quinta das Bicas é assim.

 (26/04/2015)

sábado, 25 de abril de 2015

Clube da Esquina das Bicas (Liberdade e Solidões Coletivas, ainda que tardias)

E lá se vão 3 anos de Sarau Solidões Coletivas... Passando por altos e baixos, loucura sensata sensitiva e lírica louca lucidez, o Sarau Solidões Coletivas sobrevive, às vezes ‘trupica’, mas jamais cai, sempre coletivo, apesar dos males dos que só acreditam em sonhos individuais. Por isso, é momento de comemorar – por isso, realizaremos hoje, dia 25/04, a partir das 19:00h, nossa festa lírica de aniversário de 3 anos, com o tema “COMUNA DA ESQUINA DAS BICAS: LIBERDADE E SOLIDÕES COLETIVAS AINDA QUE TARDIAS” - TRIBUTO LÍRICO AOS POETAS ÁRCADES E AO CLUBE DA ESQUINA, na Comuna da Quinta das Bicas (quintal da casa do Gilson Gabriel), em Valença/RJ, e convidamos a todos os amigos e artistamigos para participarem desse evento de suor e resistência em prol da arte coletiva.
Em homenagem a todo esse clima festivo e a essa homenagem ao Clube da Esquina e ao Sarau Solidões Coletivas, trago 4 poemas inéditos, de minha autoria, intitulados “Clube da Esquina das Bicas (Liberdade e Solidões Coletivas, ainda que tardias)”  que fiz especialmente para a ocasião.
E sonhos não envelhecem, amigos, comemoraremos hoje 3 anos de eternidade, e não de envelhecimento. Vida Longa ao Sarau Solidões Coletivas! Liberdade e Arte Sempre!

Clube da Esquina das Bicas (Liberdade e Solidões Coletivas, ainda que tardias)

Prisioneiro do cafezal

O anel de Zapata machuca meus dedos,
o anel de Zapata não me cabe mais,
mas eu insisto na loucura de mantê-lo
em minhas mãos pálidas sem paz
Quero entregar minha utopia pra ti,
mas tu não queres mais sonhar.

Tu preferes o colonial,
tu preferes a monarquia,
imperatriz do capital,
derrubaste todas as minhas guerrilhas.

Prisioneiro do cafezal,
planto sozinho as sementes de uma manhã perdida.
Prisioneiro do cafezal,
em prantos, sozinho, de frente pro amanhã sem vida.

Cantiga de esquina de amigo sem amor (Medieval do rio sem mar)

É outro quarto de hora
neste quarto sem lar
e as praias de outrora
navegam nos rios de cá.
É o sal no só dos olhos sem mar,
é  tua imagem de novo a me escapar.

Ausência presente no orvalho da aurora,
és presente noturno na manhã que acorda,
dança solitária que a dois convoca inglória
serenata passada queimada pelo sol do depois
sem pois sem nós sem nos nem dois.

E eu bailo pálido com o fantasma de teus braços,
e eu te abraço frágil com a força e aço de um asmático
que não quer se perder, que não quer te perder, mas perde o ar
e, assim, perdido, sempre vem te encontrar, mesmo sem te encontrar
e eu vou te encontrar apesar de pesar sem pesar apesar de todo pesar.

É outro quarto, senhora,
neste quarto sem hora
e os meus rios sem lar
nadam pras praias de lá
E lá é só eu só com o advérbio adverso a te afastar,
é o teu mar conjugando de novo o velho verbo escapar.

Um cafezal anoitecido pelo sol do desespero

Café, pica-pau, crescer e sonhar
A infância azul no peito amarelecido
 A fé, cafezal, se perder sem rogar  
Por onde andam os garotos perdidos?

Se eu chorar não me interne não
É só nostalgia
Eu só preciso beber com você
Num dia cinza
Sinto gosto de lembrar
Poesias perdidas
Quando vou crescer?

Pó, sonrisal, frenesi lento drogar
Por onde anda aquele velho menino?
Má fé, matagal, entardecer sem lograr
Um cafezal anoitecido pelo sol do desespero

Se eu fumar não denuncie não
É só loucura
É saudade de fazer antigas travessuras
É o velho menino fugindo da realidade crua
Estou sozinho a ferver?
Você se queima também?
Ou será que é só a tarde a queimar?

O meu desapego tem a palidez de um velho menino
Ou o cafezal que tem a escuridão de um pesadelo?

Esquina da Contradição

Quero beijar o besouro louco
que dança em bocas pintadas,
 cometer crimes sem vilania,
desfazer o que não se desfaz,
dançando no descompasso, passo, passo...

Eu quero toda vertigem
daqueles homens risonhos
porque os tristonhos me envelhecem
sempre trabalhando tardes
sem verde e sem oxigênio
Prefiro os faunos, faunos, faunos...

Que venha uma nova paz, maresia...

E basta de cortar os matos
e basta de contar perigos
que esse fogo é meu amigo
e a sujeira da contradição
vem da proibição
do que é límpido, límpido...

Que venha a liberdade, ainda que tardia...

E o límpido é culpado inocente,
incriminado pelas barreiras
de políticos torpes religiosamente ímpios.
Na esquina escura vaga-lumes brilham
escondendo luzes inocentes,
sentes, sentes, sentes...




sexta-feira, 24 de abril de 2015

Solidões Compartilhadas: A Ode aos Poetas Exagerados de Déia Sineiro

Dia de sol, intensos raios de luz, véspera de sarau, lirismos exagerados, hoje trago ao blog um poema – ode, homenagem –, dedicado a alguns artistamigos que já se apresentaram no Sarau Solidões Coletivas. O super-simpático poema, graciosa oferenda lírica de amizade e poesia, foi maravilhosamente escrito pela fodástica poetamiga Déia Sineiro no dia 28/03 para o Sarau Solidões Coletivas Exageradas, servindo como abertura daquele inesquecível evento poético.
O original do poema foi deixado comigo pela própria poetamiga Déia Sineiro, para que eu o digitasse e compartilhasse em data oportuna. Aproveitando o espírito comemorativo do Sarau Solidões Coletivas – que realizará sua festa lírica de aniversário de 3 anos, com o tema “COMUNA DA ESQUINA DAS BICAS: LIBERDADE E SOLIDÕES COLETIVAS AINDA QUE TARDIAS” - TRIBUTO LÍRICO AOS POETAS ÁRCADES E AO CLUBE DA ESQUINA, amanhã, dia 25/04, a partir das 19:00h, na Comuna da Quinta das Bicas (quintal da casa do Gilson Gabriel), em Valença/RJ -, resolvi finalmente digitar  o poema de Déia Sineiro (a demora ocorreu devido ao caos de papéis em minha casa; achá-lo foi uma verdadeira aventura) e compartilhá-lo aqui com os amigos leitores.
Sejamos sempre poetas (e leitores) exagerados, amigos! Arte e Sarau Solidões Coletivas Sempre!

Poetas exagerados

Exagerados – por que não exagerar?
Poesia, contos, prosas e melodias
Todos sabem apreciar
Sarau Solidões Coletivas via começar...

Sem medo de amar,
Carlos Brunno se joga aos teus pés,
Juliana Guida Maia,
com paixão e amor no coração.

Um novo livro vem surgindo...
O tempo não para, né, Raquel Leal?
Com encanto, a nossa poeta
seu sonho vai realizar...

Toca uma bela canção aí,
Eric Clapton, Cazuza, amiga Cíbila Farani,
pois adoro um amor inventado
nos poemas falado.

Hoje o pássaro alcança o vôo
não mais cego, o poema que postou,
lindo, fascinante,
lembra do Hoje,
lembra desse instante,
nosso mestre Gilson Gabriel,
que tem de anjo Gabriel o sobrenome.

E, pra me convencer,
eu, Deia Sineiro, comecei a escrever
e aqui estou na Biblioteca Municipal
junto com amigos
nesse lindo recital.

Termino com um trecho de outro poema
- Não sei, não sei, não sei
se fico ou passo
sou poeta –
como Cecilia Meireles, não vejo mais
que um “Motivo”.
Vamos aplaudir!

Somos todos Poetas Exagerados!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Incréus e Hereges: A postagem-presente de 3 anos de Sarau Solidões Coletivas com Tiradentes, Gilson Gabriel e eu

Yeah, amigos leitores, hoje, Dia de Tiradentes, feriado em comemoração ao revolucionário mártir mineiro, é um dia muito importante também para o Sarau Solidões Coletivas: no dia 21 de abril de 2012 (ou seja, há  3 anos), vários artistamigos, como Juliana Guida Maia, Zé Ricardo Maia, Érick Ramos, Jaqueline Cristina Gomes, Gilson Gabriel, Giovanni Nogueira, Ronaldo Brechane e o blogueiro-poeta-pateta que vos fala realizamos o primeiro evento oficial (já fazíamos outros eventos artísticos, mas esse foi a estréia oficial com o novo nome) do Sarau Solidões Coletivas.
O primeiro Sarau Solidões Coletivas in Bar foi realizado no dia 21 de abril de 2012, no extinto Open Bar, em Benfica, bairro de Valença/RJ, comemorando o retorno e os 7 anos do jornal Valença em Questão, quase 12 anos depois do lançamento de meu primeiro livro ("Fim do fim do mundo", em Junho de 1997) e quase um ano depois do blog "Diários de solidões coletivas”.
Na época, devido a data comemorativa a Tiradentes, declamei/ressuscitei o meu poema “A volta de Tiradentes”, há tempos esquecido e publicado em meu terceiro livro “Note or Not ser” (2001). O poema, que traz como eu lírico um Tiradentes ressuscitado e estupefato com o mundo presente, foi publicado no blog “Valença em Questão” (segue o link: http://blogdovq.blogspot.com.br/2012/04/vq-n-39-poesia.html) e, hoje, é republicado, junto com o vídeo do primeiro sarau, aqui no blog em homenagem ao aniversário de 3 anos do Sarau Solidões Coletivas.
E, 3 anos depois do primeiro sarau, não vivemos apenas de passado – na verdade, revisitamos sempre o passado para trazermos maravilhosas novidades líricas no presente - um dos exemplos mais-que-fodásticos é a fascinante oferenda lírica que o poetamigo Gilson Gabriel presenteia os nossos olhos: o maduro, intenso e mais-que-fodástico “Vila Rica”, que compartilho junto do meu (envergonhado, pois o dele é muito mais fodástico que o meu).
Gilson Gabriel e eu no Sarau Solidões Coletivas
In Bar 6, em 2012
Lembrando que, independente dos percalços e independente sempre, yeah, o Sarau Solidões Coletivas continua: Gilson Gabriel e eu e muitos outros fodásticos artistamigos estaremos na festa lírica de aniversário de 3 anos do Sarau Solidões Coletivas, com o tema “COMUNA DA ESQUINA DAS BICAS: LIBERDADE E SOLIDÕES COLETIVAS AINDA QUE TARDIAS” - TRIBUTO LÍRICO AOS POETAS ÁRCADES E AO CLUBE DA ESQUINA, no dia 25/04, a partir das 19:00h, na Comuna da Quinta das Bicas (quintal da casa do Gilson Gabriel), em Valença/RJ - Rua Edson Giesta, 50, casa 2, Biquinha (Perto do Mercadinho Francisquinha). A entrada é franca e o coquetel será comunitário, de partilha (cada um artistamigo e/ou público-amigo traz um doce, salgado ou bebida).
Que a Liberdade Ainda que Tardia sonhada por Tiradentes e por seus artistamigos seja revisitada, revisada e permaneça em nossos corações sempre, amigos leitores! Vida Longa ao Sarau Solidões Coletivas e a Liberdade – Arte Sempre Ainda que Tardia!!!

A volta de Tiradentes (Carlos Brunno S. Barbosa)

Está tudo diferente
Desde que fui embora...
Acho que voltei tarde demais...
A vida mudou:
Não sei mais quem eu sou
Muito menos o que é CPF
E esse tal de rock’n roll.
A “demo-cracia” atrasa a minha independência,
A “burro-cracia” arrasa as minhas inconfidências!
Minha inspiração virou imposto provisório,
Meu nome virou marketing,
Meu cavalo bebe gasolina,
Minha tropa assiste à tevê
E larga a revolução pelo último capítulo da novela das seis!
Hoje me enforcam com novas cordas
E os assassinos são meus próprios ideais.
É tão estranho...
Acabei de ressuscitar
E já me sinto morto.

Vila Rica (Gilson Gabriel)

De pé
Sinto o cadafalso a que me levam.
O vazio trêmulo de entre-tábuas balbucia meu nome
E brada à minha espera:
“Incréu!
Herege!
Ateu!
Ímpio!
Infiel!”

Passo a passo
Percebo o vão que se abre e me aguarda.
O negror do fosso à frente
Saliva ante meu corpo e o convida:
“Incréu!
Herege!
Ateu!
Ímpio!
Infiel!”

Resoluto
Encaro a “corda-adorno” que me fita.
Seu laço é passaporte, ingresso e juiz
E emite o arroto que convoca:
“Increu!
Herege!
Ateu!
Ímpio!
Infiel!”

Entregue
Sou coro à voz infame do patíbulo que arrasta.
O nó se ajusta, aperta e se faz garganta muda e
Transmuta o que pensei no que será!
“Incréu!
Herege!
Ateu!
Ímpio!
Infiel!”


domingo, 12 de abril de 2015

Todos os medos e amores em dobro: Dois poemas amorosos de Stefanny Amaral

Hoje tenho o prazer de dividir, mais uma vez, o espaço de minhas solidões poéticas com a fodástica poetamiga Stefanny Amaral, de Teresópolis/RJ.
Ex-poetaluna da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva (atualmente ela cursa o ensino médio no C. E. Higino da Silveira), Stefanny traz em seus poemas, quase sempre de temática amorosa, um lirismo intenso, quase explosivo de tão vibrante. Os poemas abaixo são dois fascinantes exemplos de sua poética e foram retirados de um caderno de poemas que a talentosa artistamiga deixou comigo, quando eu lecionava Português em sua antiga turma.
Para ler, sentir, amar, desamar, amar de novo, vibrar e se fascinar sempre, amigos leitores!

Medo

Sentada em minha cama,
comendo chocolate,
fazendo um poema,
pensando em você,
querendo chorar
por medo de te perder...
Lembrando dos momentos
que passamos juntos,
lembrando dos momentos
que rimos juntos,
que ficamos juntinhos,
que choramos juntos,
dos momentos que fomos felizes juntos.
E agora o que nos resta?
Apenas o medo de não sermos mais assim...

O amor não é um filme romântico

Pensei que o amor era uma coisa
fácil de se resolver,
pensei que o amor era igual
aos filmes românticos,
mas não é, parece mais
com um filme de terror.

Se o amor fosse igual aos filmes,
minha vida seria perfeita
e eu poderia amar você sem medo,
mas a vida é diferente:
posso até dizer o que sinto
que você nem se importa.

Não me arrependo de ter falado
o que sentia por você;
só me arrependo de ter gasto
tantas horas chorando e dizendo:
Por que a vida fez isso comigo?

Ainda gosto de você,
mas, um dia, ainda hei
de tirá-lo do meu coração!


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Da série E...La Luna Nua: Hélio e as noites nubladas (ou Gás nobre contra as nuvens)

Foto do @projetolaluna
Hoje estreio no blog uma nova série de minicontos e prosas poéticas inéditos de minha autoria que, de vez em quando, será atualizada aqui: a série “E...La Luna Nua”, em homenagem ao @projetolaluna, espetacular “projeto fotográfico de ensaios sensuais femininos, poesia e estesia”, exposto no Instagram e idealizado pela mais-que-fodástica artistamiga Lainha Loiola (segue aqui o link para ver as fotos pelo computador: https://instagram.com/projetolaluna). Anteriormente chamado de @projetolalunanua, o projeto fotográfico sofreu sanções do Instagram (o site deletou a conta anterior ao @projetolaluna, pois alguns internautas acusaram o ensaio de ser “pornográfico” – ou seja, o projeto foi mais uma vítima da paranoia moralista que contamina nossa hipócrita contemporaneidade [como dizia Cazuza na canção “Medieval”, foi censurado pelo pessoal que está “na moda da nova Idade Média”]) e, por isso, considerei, em meu tributo lírico, resgatar no nome da série uma corruptela do nome original do projeto (acresci a conjunção aditiva “e “com reticências pra criar múltiplos sentidos [“E...La Luna Nua” ou “Ela Luna Nua” ou “E...Lá Luna Nua", dependendo da entonação (E fechado ou E aberto) e velocidade que o leitor lê o título da série]).
I
As estrelas - e logo também o meu protagonista,
"estrela" do miniconto -
são constituídos por gás hélio
nicio com um miniconto inspirado na nudez da própria lua exposta em nosso céu durante as noites (por sinal, a lua foi uma das modelos de Lainha no @projetolaluna) e, de forma figurada, usei a própria polêmica gerada pela suspensão/censura que o @projetolalunanua sofreu. O título “Hélio e as noites nubladas (ou Gás nobre contra as nuvens)” é uma brincadeira com o nome do elemento químico (torná-lo o protagonista lúcido-louco de minha pequena narrativa foi influência da leitura do livro “O Fantástico Mundo dos Elementos – A Tabela Periódica Personificada”, do formidável artista gráfico japonês Bunpei Yorifuji, onde o hélio é descrito como “o gás camarada que levanta nosso astral e nossa voz”) e uma referência à canção “Metal contra as nuvens”, da banda Legião Urbana (que contém versos maravilhosos como os da pontual primeira estrofe “Não sou escravo de ninguém / Ninguém, senhor do meu domínio / Sei o que devo defender / E, por valor eu tenho / E temo o que agora se desfaz”). E assim, sem “ter medo de ter medo”, começo a série “E...La Luna Nua”.
Boa leitura, amigos leitores! E... Arte e Sensualidade Sempre! Que nenhuma nudez lírica e autêntica seja novamente castigada!

Da série E...La Luna Nua:

Hélio e as noites nubladas 
(ou Gás nobre contra as nuvens)

Hélio costumava conversar com as nuvens em noites nubladas.
Em seus delírios, a noite organizava as nuvens em torno da lua e lhe perguntava:
- Que tal esse vestido pra lua, Hélio?
Alucinado pela limpidez lírica de Rimbaud, Hélio respondia:
- Ah, eu prefiro a lua nua, eu prefiro a lua nua, eu preciso a lua nua! – repetia três vezes em reverência à santíssima trindade de Marquês de Sade.
E ali Hélio ficava a noite inteira, até que o céu ficasse limpo e ele pudesse ver novamente sua musa plenamente pelada, despida de qualquer nuvem de razão.




quarta-feira, 8 de abril de 2015

Benditos sejam os artistamigos que apoiam meus versos malditos: Helene Camile lê um poema de meu livro “Foda-se! E outras palavras poéticas...”

Yeah, amigos leitores, estou muitíssimo contente com a repercussão de meu oitavo livro “Foda-se! E outras palavras poéticas...”! Apesar de (mais uma vez) uma obra poética minha ser vista com olhos preconceituosos por próximos (alguns nem leram o livro e já saíram atacando-o por causa do palavrão no título [palavrão este que quase todo mundo usa ou já usou, mas prefere se posicionar de moralista pudico]), muitos artistamigos e amigos leitores compreenderam a mensagem do livro que dá continuidade a minha saga lírica.
Tive o prazer de, há algumas semanas atrás, receber uma homenagem em vídeo da leitorartistamiga Helene Camille lendo o poema “Benditos sejam os malditos”, de meu oitavo livro e hoje tenho a felicidade de compartilhar com vocês este belíssimo e espontâneo tributo lírico que a Helene fez a um dos poemas do “Foda-se! E outras palavras poéticas...”. Juntamente com o vídeo, compartilho o poema lido por Helene Camille para os amigos leitores que não conhecem o livro.
O livro “Foda-se! E outras palavras poéticas...” segue sua rota lírica, atraindo novos e conhecidos leitores e a “Foda-se Tour” (calendário de eventos que envolvem o livro) continua (em breve novidades)!






Benditos sejam os malditos
“Alcançai para mim
A Hospedaria dos Jamais Iluminados”
Mário de Andrade, “Religião”

I

Benditos sejam aqueles que fazem luz na escuridão.
Benditos sejam aqueles que não gritam para serem ouvidos.
Benditos sejam os malditos que não têm ouvidos
para escutar os que mal lhe dizem.
Benditos sejam os loucos, os tortos, os perdidos
que seguem seus caminhos sem fins lucrativos
sem olhar para trás.
Benditos sejam os vivos que sobrevivem famintos,
aceitam os sacrifícios
e não se julgam Jesus.
Benditos sejam os incompreendidos
que compreendem os tolos que não aceitam as suas razões.

- Benditos sejam os malditos
que aceitam as suas maldições.

II

Vândalo Rimbaud que fez uma temporada no inferno,
amaldiçoadas sejam todas as flores do mal de Baudelaire
e não nos deixeis cair em canonização:
livrai-nos do mal do amém
(Faz o sinal da Cruz e Sousa).