domingo, 14 de junho de 2015

Compartilhando Solidões Coletivas nas escolas: Grandes momentos do Sarau do Instituto de Educação Deputado Luiz Pinto (IEDLP) 2015

Valença/RJ, Sexta-feira, tarde de 12/06/2015 - A convite da fodástica professoramiga Izabel Monteiro, Patricia e eu fomos representar o Sarau Solidões Coletivas no Sarau do Instituto de Educação Deputado Luiz Pinto (IEDLP) 2015, e tivemos a oportunidade única de assistir a um evento maravilhoso, com excelentíssima participação de professores e artistalunos do IEDLP.
Hoje trago ao blog dois vídeos com grandes momentos desse fodástico evento e os poemas que declamei nos dois momentos do Sarau do IEDLP. No primeiro vídeo, trago as apresentações de Francisco Oliveira "Chiquinho" e José, Fred Ielpo e a Osquestra do IEDLP, Patricia Correa, eu e Rafael. Nesse segundo vídeo, trago as apresentações de Gilson Gabriel, Francisco Oliveira "Chiquinho" e José, o inédito dueto meu com Rafael, eu solo e Patricia Correa.


 Maldição Parnasiana

Lembro de você falando
Com a boca do brilho do olhar
Que me daria todos os seus dias
Por um abrigo no meu coração
Mas fiel à Beleza e parnasiano por sentimento
Eu disse não.
Oh, você era tão feia...
Que os meus olhos me enganaram
Me transformaram num espelho
Cuja qualidade é só ver a aparência perfeita
E cujo defeito é se forjar nesta razão.
Tudo seria passado
Se os seus olhos não aparecessem
Em todos os meus sonhos
Perguntando: “por que não?”
Oh, você era tão feia
Nas proximidades dos olhos
E, agora, é tão linda
Na distância da visão.
Malditos gregos!
Que largavam as amadas
Ao luar
Para filosofarem sozinhos
Sobre a razão de amar.
Maldito Bilac!
Que me fez acreditar na Beleza
Efêmera e perfeita
E esquecer que o Verdadeiro Poeta
Não está nos versos certos
E sim nos olhos cegos
Que só enxergam o coração.

(1.º Lugar – Medalha de Ouro – na Coletânea “Pérgula Literária II”, resultado do II Concurso Nacional de Poesias Poeta Nuno Álvaro Pereira, em dezembro de 1997. Poema republicado em meu terceiro livro “Note or Not Ser”, de 2001)



O primeiro eclipse
Eu não pensei que o gelo derretesse tão rápido
Não pensei que o coração batesse tão fácil
Eu tentei evitar os animais de estimação
Os filmes românticos no escuro
As canções de amor
Tentei ficar frio diante de qualquer situação
Tentei ficar... sozinho...
Mas eu não pensei que o eclipse ocorresse tão rápido
Não pensei que o coração rebatesse tão fácil
E insistisse em pedir um minuto de silêncio
Uma hora no absurdo
Uma vida com você...
(Poema publicado em meu quarto livro “O último adeus [ou o primeiro pra sempre]”, de 2004)



60”


Um segundo e uma segunda intenção persegue minha mente dois segundos e o desejo já contamina meu corpo três segundos e o mundo desaparece quando me oferto pra ti quatro segundos e te levo pro quarto cinco segundos e ainda estamos aqui seis segundos e me percebo delirando há dois segundos atrás sete oito nove dez segundos e me mantenho sereno onze doze treze segundos e uma palavra ameaça o silêncio quatorze quinze dezesseis segundos e tua voz alcança meus ouvidos dezessete dezoito dezenove vinte segundos e tua negação parece uma cena de cinema vinte e um vinte e dois vinte e três segundos em câmera lenta vinte e quatro vinte e cinco o quarto vazio vinte e seis vinte e sete vinte e oito adeus delírios...vinte e nove trinta o tempo não pára (trinta e um trinta e dois trinta e três trinta e quatro trinta e cinco trinta e seis) pra meu desconserto trinta e sete trinta e oito trinta e nove e não sei por que não procuro outro lugar motivo palavra quarenta quarenta e eu um segundos quarenta e sem nós dois segundos quarenta e três passos pra trás quarenta e quatro quarenta e cinco quarenta e seis me desculpa eu só queria tentar quarenta e sete e não cedes quarenta e oito quarenta e nove cinquenta e estás longe cinquenta e eu sempre um segundos cinquenta e sempre sem nós dois segundos cinquenta e três é demais cinquenta e quatro cinquenta e cinco e desapareces cinquenta e seis cinquenta e sete e sinto muito cinquenta e oito cinquenta e noves fora o mundo nas minhas costas nos meus segundos meu coração part 
       indo em sessenta segundos completos 

Se tu soubesses quantas emoções se passam num minuto que me rejeitas...

(1.º Lugar no II Concurso Internacional Ars Viva/ Contemporânea de Poesia Moderna, em Santos/SP, em 2004. Poema republicado no meu quinto livro "Eu & Outras Províncias: Progressos e Regressos", de 2008)

Nenhum comentário:

Postar um comentário