domingo, 12 de abril de 2015

Todos os medos e amores em dobro: Dois poemas amorosos de Stefanny Amaral

Hoje tenho o prazer de dividir, mais uma vez, o espaço de minhas solidões poéticas com a fodástica poetamiga Stefanny Amaral, de Teresópolis/RJ.
Ex-poetaluna da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva (atualmente ela cursa o ensino médio no C. E. Higino da Silveira), Stefanny traz em seus poemas, quase sempre de temática amorosa, um lirismo intenso, quase explosivo de tão vibrante. Os poemas abaixo são dois fascinantes exemplos de sua poética e foram retirados de um caderno de poemas que a talentosa artistamiga deixou comigo, quando eu lecionava Português em sua antiga turma.
Para ler, sentir, amar, desamar, amar de novo, vibrar e se fascinar sempre, amigos leitores!

Medo

Sentada em minha cama,
comendo chocolate,
fazendo um poema,
pensando em você,
querendo chorar
por medo de te perder...
Lembrando dos momentos
que passamos juntos,
lembrando dos momentos
que rimos juntos,
que ficamos juntinhos,
que choramos juntos,
dos momentos que fomos felizes juntos.
E agora o que nos resta?
Apenas o medo de não sermos mais assim...

O amor não é um filme romântico

Pensei que o amor era uma coisa
fácil de se resolver,
pensei que o amor era igual
aos filmes românticos,
mas não é, parece mais
com um filme de terror.

Se o amor fosse igual aos filmes,
minha vida seria perfeita
e eu poderia amar você sem medo,
mas a vida é diferente:
posso até dizer o que sinto
que você nem se importa.

Não me arrependo de ter falado
o que sentia por você;
só me arrependo de ter gasto
tantas horas chorando e dizendo:
Por que a vida fez isso comigo?

Ainda gosto de você,
mas, um dia, ainda hei
de tirá-lo do meu coração!


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