quinta-feira, 12 de março de 2015

Solidões compartilhadas: A Autodestrutivografia de Juliana Guida Maia

Yeah, amigos leitores, a poeta-musa mais-que-fodástica (e mais amada pelo blogueiro que vos fala) está de volta! Juliana Guida Maia, artista-musa filha da mestre-musa Isabel Cristina Rodegheri, hoje compartilha conosco sua solidão poética mais recente, o melancólico-suave-magnífico-fodástico “Autodestrutivografia”, com aquele eu lírico autodestrutivo-irônico-light que só a artistamusa sabe (des)construir. Depois de tempos (eras!) de silêncio, seu eu lírico retorna com um grito-sussurro, um quase anti-autorretrato, uma quase “anti si mesma”; um poema fascinante pelo contido-incontido, pela explosão implosiva, pela frieza em melancólicas chamas, fodástico, fodastiquíssimo, mais-que-fodástico!
Tomemos um café com o eu lírico de Juliana Guida Maia, amigos leitores, e acompanhemos a sua mais-que-fodástica “Autodestrutivografia”!

Autodestrutivografia

Você toma um café
Enquanto o mundo gira dentro  da sua cabeça
Você observa tudo calada
Lá fora tudo é parado,
A Terra, para você,
Sempre foi um mundo estático em círculos
Você se cansa da fumaça
Mas o cigarro continua acesso, adereço perfeito na boca
Estilo de vida natural  de quem  admira  a morte
Ah, e você olha... observa
Com cafés e  cigarros e essa mudez tradutora 
De silêncios que passeiam
Entre um sarcasmo levemente entediado
e o verdadeiramente cansada
Ah, você... quase uma "anti si mesma"
Um avesso de alguém que talvez nunca tenha tido algum lado
Você já não atira mais pérolas aos ventos
Nem palavras aos porcos
Nesse mundo parado, onde todos giram...
Você... uma estátua de gelo no sol do meio dia.


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