quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Vale a Pena Ler Narrativas Fictícias! Reis do Caco: A saga dos Petralha e dos Coxinha

Berdinazi x Mezenga
Relendo velhas discussões entre internautas partidários, sempre retomadas em inícios de anos, (des)governos e campanhas, e observando que a Novela “Rei do Gado”, da (odiada e assistida por ambos os lados) TV Globo, será re-exibida, lembrei-me da amorosa-peleja-guerra-morna das famílias-farinhas-do-mesmo-saco-furado Berdinazi e Mezenga e acabei misturando todas essas informações díspares na minha cabeça até chegar numa livre associação de idéias loucas e criar uma nova narrativa fictícia, a qual apresento hoje no blog.
Petralha x Coxinha
Antes que fundamentalistas atirem contra a minha redação, relembro que esta é afilhada dileta e direta da positivamente promíscua (e quase sempre incompreendida) liberdade artística e faz parte do mundo fictício das ideias loucas. Qualquer semelhança com fatos reais ou com novelas antigas é mera incompetência criativa do escritoramigo que vos escreve:
  
Pérolas Para Porcos e Toucinhos:
Uma Saga Familiar

De quatro em quatro anos, as tradicionais famílias Petralha e Coxinha roubam os direitos civis, publicitários e administrativos de outras famílias e disputam, autoritariamente sozinhas, a tutela do velho menino Bras il Fuleco.
Nascidas em berços monárquicos vizinhos, as republicanas famílias brigam eternamente pelo mesmo órfão, de herança trilionária, mas de saúde debilitada e com educação subdesenvolvida.
A família Petralha, atual tutora, vive extorquindo a herança do pobre órfão rico, mas sempre distrai o menino com pequenos mimos: uma bolsinha de fundo raso pra mantê-lo entretido e vivo, uma casinha simples, mas confortável pra não deixá-lo desvalido. Quando alguém acha que o garoto está ficando maltrapilho, os Petralha primeiro negam e recomendam que o questionador faça um exame de vista em hospícios distantes. Quando os rasgos na roupa do menino se tornam escandalosos demais, os Petralha culpam um ou outro parente fanfarrão, cretino e mais desconhecido (que é logo deserdado do sobrenome Petralha) e lembram que, com os Coxinha, o Bras il Fuleco vivia bem vestido, mas sem comida, sem dignidade, nem moradia.
A família Coxinha, antiga tutora, jura que jamais extorquira o pobre órfão rico, mas nunca explicou como uma criança tão bem cuidada pôde contrair tantas dívidas. Em sua época, o garoto vivia com vestimentas refinadas, mas ninguém da família se pronunciava quando os vizinhos lembravam os tantos períodos de fome e arrocho que o menino misteriosamente passara em sua tutela. Quando alguém reclama das ausências dos Coxinha em reuniões entre as famílias tutoras, de estranhos favorecimentos entre familiares, de apagões ou de falta de água em suas casas, os Coxinha rispidamente mandam o reclamante tomar em Cuba ou acusam o infeliz de ser filho bastardo dos Petralha.
A briga constante entre as tradicionais famílias esconde antigas paixões mal resolvidas entre membros dos Petralha e dos Coxinha, ambos aliançados com os compadres senis do cínico cênico Sarr Na Ney e convivendo com os soldados de chumbo do estéril histérico Bow So Ig Naro. Enquanto isso, o pobre órfão rico Bras il Fuleco, deseducado e fragilizado pela incompetência de seus antigos e atuais tutores, volta a engatinhar na Maternidade Patriarca Nossa Senhora da Ignorância e é amamentado pelas tetas vazias da Fantasia, a fada vampira de estirpe Real que sustenta o paradoxo e a hegemonia das tradicionais famílias Petralha e Coxinha.

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