quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Je suis Charlie, manchado de sangue, banhado em liberdade e eternidade.

Hipotético Século XXI, 2015, minha primeira postagem do ano e, apesar de todos os séculos passados, artistas ainda são mortos e dizimados por fanáticos facínoras que afugentam o princípio básico do livre arbítrio e sua sublimação: a liberdade artística, a liberdade de expressão. Me deparo com a notícia do atentado ao jornal satírico francês Charlie Hebdo. 3 terroristas mancharam de sangue a sede do anárquico jornal Charlie Hebdo, matando 12 pessoas nesta manhã, entre eles diversos dos mais renomados cartunistas franceses de todos os tempos,  para oprimirem os jornalistas que criticavam, através do humor, todo extremismo bárbaro (inclusive o extremismo islâmico – motivo do ato violento). Como disse o cartunista Ico, este atentado foi “o 11 de setembro dos cartunistas”, um capítulo triste da violência contra a liberdade artística dos cartunistas do mundo todo.
Depois de mais uma mudança de ano, ainda me pergunto, amigos leitores: quando realmente entraremos no século XXI? Não sei, só sei que hoje sou Charlie Hebdo, manchado de sangue e eternamente banhado em liberdade e eternidade.

Je suis Charlie.
Je suis todos de pé com a pauta da liberdade.
Je suis atirado contra os ajoelhados da atrocidade.
Je suis o direito de je suis ou de je ne suis pas.
Je suis tudo que o tiro não tira jamais.
Je suis arte, sangue, osso, eternidade, sorriso e paz.


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