domingo, 31 de agosto de 2014

Grandes momentos do Sarau do Clube Literário Palavras ao Vento

Depois de algum tempo desaparecido do blog, devido a compromissos no trabalho (às vezes, tenho que deixar esse meu espaço virtual de lado para que eu possa agilizar e cumprir algumas obrigações da vida real). Hoje, trago o vídeo no qual registrei alguns momentos especiais do primeiro sarau do Clube Literário Palavras ao Vento, ocorrido na semana passada.
Casa Léa Pentagna, Valença/RJ, 23 de agosto de 2014 - Na reunião de agosto do Clube Literário Palavras ao Vento, organizado pelas artistamigas Cíbila Farani e Pit Larah, aconteceu o primeiro sarau do grupo e, é claro, nós, do Sarau Solidões Coletivas estávamos presentes neste fodástico evento. O vídeo registra alguns dos grandes momentos deste sarau: a leitura de meu poema inédito "A mão que balança o berço e os Garotos Perdidos da terra do Nunca", premiado na Categoria Poesia do Concurso "Histórias do Trabalho 2014", promovido pela Secretaria de Cultura de Porto Alegre/RS; Cibila Farani interpretando poema de Pablo Neruda; Juliana Guida Maia declamando os "Versos Íntimos" de Augusto dos Anjos; Rabib Floriano Antonio revelando o fodástico poema de um de seus poetalunos e Pit Larah interpretando um poema de sua autoria.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Poemas Premiados sobre Trabalho: A mão que balança o berço e as crianças perdidas na Terra do Nunca

No dia 21 de agosto, passando pelo blog de Concursos Literários, meio que lamentando não ter participado de um concurso literário cuja inscrição havia vencido naquele mesmo dia (com a edição dos vídeos do Luz, Câmera...Alcino! deixei a carreira literária um tempo de lado), esbarrei com o resultado do Concurso “Histórias de Trabalho”, organizado pela Secretaria Municipal da Cultura (SMC) de Porto Alegre. e... Yeah! Adivinha quem classificou na categoria Poesia? Hehe
Meu poema "A Mão que Balança o Berço e as Crianças Perdidas na Terra do Nunca", uma homenagem ao trabalho que minha mãe, Vanda Silva Barbosa, tem como babá, foi classificado e será incluído na edição 2014 da coletânea Histórias de Trabalho, com lançamento previsto para a Feira do Livro de Porto Alegre deste ano.

Como não ganharei bastantes exemplares para presentear a todos os amigos, hoje posto aos amigos leitores o inédito e premiado poema classificado. Espero que gostem! Inté breve e Arte Sempre!


A mão que balança o berço e as crianças perdidas na Terra do Nunca

Mamãe às vezes trabalhava de babá
pra melhorar a renda da família.


De tempos em tempos, o final repetido:
os pais da criança crescida a demitiam.

Aviso prévio pra toda vida:
na cama, desempregada,
mamãe embalava
todas as crianças perdidas.

Mamãe interpretando a visão do eu lírico que inventei,
baseado na visão de outro eu lírico real,
que não criei

domingo, 24 de agosto de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto C (o último?)

C

O fim é mera preguiça da escrita, um pedido de pausa para as mãos cansadas da continuação da coletiva solidão, é perceber que o filhote fantástico está maduro e pronto pra voar sem nossos mimos. Pode tirar essa veste obscura, enganado leitor enlutado, que o fim é uma farsa que nunca acaba, pois o último poemeto de solidão possui três pontos finais, é o final se repetindo várias vezes até virar reticências e se tornar eternidade.


sábado, 23 de agosto de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto XCIX (o penúltimo)

XCIX

Não morri, jovem carpideira. Parei de respirar só pra ver o quão lindo fica teu rosto diante da tristeza de minha partida inventada.


O Caminho da Arte só termina na Eternidade: 3 vezes mais Luz, Câmera... Alcino!

Yeah, esta última semana foi uma das mais produtivas para nós da equipe do Luz, Câmera... Alcino, da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ! Artistalunos brilhantes e animados de todas as turmas do turno da manhã toparam ficar um período a mais no contraturno da tarde de quarta-feira, dia 20 de agosto, para gravarmos 3 curtas que serão exibidos na Mostra de Curtas “Irene Santana” da Escola Alcino 2014 (1 da campanha #Doeseuagasalho, idealizada pelos alunos dos nonos anos, e 2 clipes musicais para a série “Brasil Musical” – um para a mais-que-fodástica canção “Por correr demais”, da banda Quarto do L, de Volta Redonda/RJ, e outro para a canção “It’s over”, de Wanessa)! Um é fodástico, dois é muito fodástico, três clipes do Luz, Câmera... Alcino! é fodástico demais!
O acontecimento registrou a estreia marcante de Duda Ventura como codiretora, diretora artística, revisora de roteiro e auxiliar de filmagem. Destaque a todos os artistalunos participantes, um tão intensamente brilhante quanto o outro.
Foi uma correria pra gravar, editar (só pus meu sono em dia ontem à noite) e finalizar os vídeos, mas, putz, o resultado final não tem preço; é mais um sonho realizado deste projeto artístico escolar iniciado em 2011 (e quarta-feira que vem tem mais gravações, galera!), Thedy Corrêa, famoso vocalista da banda Nenhum de Nós, e a galera talentosa da fodástica banda Quarto do L declararam publicamente a satisfação e emoção com os vídeos dedicados às canções deles! A Campanha #Doeseuagasalho e a série “Brasil Musical” se espalharam no Twitter, no facebook e no Youtube!  Para os amigos leitores que ainda não viram os vídeos, posto-os mais abaixo nesta postagem.
Jamais me cansarei de dizer: tenho um orgulho danado desse berço de talentosos artistalunos que é a Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, da região rural de Teresópolis/RJ! E também jamais me cansarei de encerrar minhas postagens aqui no blog, como professor-poeta-blogueiro-pateta, com o tradicional bordão: Arte Sempre!

Qualquer gesto: Curta-metragem da Campanha #Doeseuagasalho do Luz, Câmera...Alcino!


Curta-metragem elaborado pelos artistalunos do Grupo Luz, Câmera... Alcino!, da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, para divulgação da Campanha de Solidariedade #Doeseuagasalho, idealizada pelos alunos do nono ano da escola, após projeto interdisciplinar estimulado pelo professor de Português que vos fala e pelo professor de Inglês Daniel Coelho.
O vídeo conta com os poemas coletivos sobre Solidariedade, elaborados pelos poetalunos da escola, e trilha sonora com 2 canções da banda Nenhum de Nós (“Jornais” e “Compaixão”, do álbum de 1992).

Luz, Câmera... Alcino apresenta: "Por correr demais", da banda Quarto do L


Retomando a série "Brasil Musical", realizada há 3 anos, o Grupo Luz, Câmera...Alcino! se reuniu novamente e criamos um clipe para a fodástica canção "Por correr demais", da banda de rock "Quarto do L", de Volta Redonda/RJ. A canção faz parte do excelente álbum "Antiquário".
O clipe, protagonizado pela artistaluna Ingrid Charles, marcou o momento em que passei a dividir a direção com a multi-artistaluna Duda Ventura, foi gravado numa tarde, no contraturno dos artistalunos e fará parte da Mostra de Curtas da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva 2014.

Luz, Câmera...Alcino apresenta: "It's Over", de Wanessa


Retomando a série "Brasil Musical", realizada há 3 anos, o Grupo Luz, Câmera...Alcino! se reuniu novamente e criamos um clipe para a fodástica canção "It's over", da cantora goiana Wanessa. A tradução da canção havia sido trabalhada na sala de aula com os nonos anos e, a pedido das poetalunas Stefanny Amaral e Tainara Francisco e da artistaluna Gioliana.Reis, escolhemos essa canção para elaborarmos um clipe.

O vídeo, protagonizado pela artistaluna Gisleny e pelo artistaluno Stallone de Murta, marcou o segundo momento em que passei a dividir a direção com a multi-artistaluna Duda Ventura. O clipe foi gravado numa tarde, no contraturno dos artistalunos, possui, na introdução, trechos da crõnica "O amor acaba", de Paulo Mendes Campos, com poema da poetaluna Vânia Ribeiro, e fará parte da Mostra de Curtas da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva 2014.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Direto do túnel do tempo: A primeira apresentação do Grupo Luz, Câmera... Alcino!

Ensaio do Grupo (na foto, Michaela Rodrigues, sentada,
e Diana Oliveira Paim interpretando uma palhaça)
Após esses 3 anos do blog, revisitando algumas de suas postagens, acabei percebendo uma grande mancada que dei nesse período: como o blog só surgiu em 23 de julho de 2011, acabei não registrando aqui as primeiras apresentações do “Luz, Câmera... Alcino!”, grupo de teatro escolar que formei com os artistalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, cuja primeira apresentação foi feita no dia 04 de março de 2011, às vésperas do carnaval daquele ano (yeah, amigos leitores, o Grupo “Luz, Câmera... Alcino!” é mais antigo que o blog e, consequentemente, é uma prova que os projetos artísticos-escolares do professor-poeta-pateta-blogueiro que vos fala buscam sempre durar pela eternidade, quando dão resultado positivo!).
No Alcino Folia 2011, com Mayara Silva,
Vanessa Oliveira e Jéssica Ribeiro,
após a primeira apresentação
 do Luz, Cãmera... Alcino!
Eu estava há uma semana na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, em Volta do Pião, e ainda estava cicatrizando minhas feridas por ter perdido a Escola Municipal Nadir Veiga Castanheira, onde lecionei de 2006 a 2010 [ esta primeira escola na minha trajetória como professor ficou em ruínas após as trágicas chuvas de janeiro de 2011 na região serrana]. Pra amenizar o luto e aproveitar a empolgação dos alunos da nova escola onde lecionava, como diria a orientadora Flávia Araújo, “cheguei chegando” e propus que, caso eu tivesse artistalunos dispostos a atuarem, faria um esquete para o Alcino Folia que aconteceria às vésperas do carnaval (ou seja, eu possuía menos de 3 dias pra montar um esquete, reunir os interessados e ensaiá-los). A direção da escola apoiou minha maluquice, apareceram vários artistalunos interessados, então mãos à obra, ou melhor, arte à obra ou algo assim rs. Pra montar o esquete, pensei na situação dos teresopolitanos, ainda enlutados com os estragos que as chuvas de janeiro fizeram com a cidade: criei uma protagonista (Michaela Rodrigues, na época, estudante do 6.º Ano – atualmente está no 9.º) que aparentava estar depressiva, triste demais para a folia, então as outras personagens (Jéssica Ribeiro, Jaqueline Maria, Jaqueline Sabino, Mayara Silva e Diana Oliveira, na época estudantes do 8.º Ano – atualmente no Ensino Médio) entravam recitando letras de música de carnaval (como eu possuía menos de uma semana, não pude produzir com as turmas os poemas que fariam parte da apresentação, então recorri ao poema "Carnaval", de Manuel Bandeira e a letras de canções de Ivete Sangalo, Los Hermanos, entre outros), como foliões, tentando animar a melancólica protagonista. Ao final do ‘desfile’ de letras de músicas declamadas, a protagonista se rendia à folia junto com a última personagem-foliã – uma palhaça carnavalesca, interpretada por Diana Oliveira Paim. O público assistiu à esquete atentamente, os artistalunos – apesar do inicial nervosismo – demonstraram incrível talento e desenvoltura -  e o Grupo “Luz, Câmera... Alcino!” começou sua lírica trilha cênica de sucesso.
Stefanny Amaral no Alcino Folia 2011
(ela ainda nem iniciara sua  talentosa carreira de poetaluna
e atriz do Luz, Câmera... Alcino!
Curiosidades do grupo: ao contrário do que muitos pensam, o nome “Luz, Câmera...Alcino!” não foi inventado por mim, e sim pela mente brilhante e criativa de Diana Oliveira Paim. Num dos últimos ensaios, o qual resolvi filmar pra vermos e corrigirmos os últimos detalhes de postura, desenvoltura, presença de palco, expressividade da declamação, etc., avisei que iria ligar a filmadora, começando a declarar a famosa frase “Luz, câmera... ação!”, mas, antes que eu falasse ação, a Diana – que falava juntamente comigo – trocou a última palavra por Alcino e assim encontramos o nome de batismo do grupo. As fotos colocadas nesta postagem foram tiradas antes e depois da apresentação e, antes de virem para o blog, estavam confinadas no marasmo da declaradamente falecida rede social Orkut.

Abaixo, posto o vídeo desta primeira apresentação, filmado pelo professor de Matemática Júnior e com sonoplastia do professor de Inglês (e, ao mesmo tempo, DJ) Daniel Coelho, direto do túnel do tempo (e da cotidiana poesia atemporal) da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva.



Cem Poemetos de Solidão: Poemeto XCVIII

XCVIII

Não posso nem pensar em morrer que a Eternidade, ciumenta, vem logo me bater.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto XCVII

XCVII

Que a Morte me dá uns selinhos de vez em quando não nego, prezada fofoqueira, mas esse papo de que Ela me beijou pra valer não posso confirmar sem me comprometer. Sou casado com a Eternidade, a aliança com Essa está presa em minha arte, não posso remover.

Central de Atendimento S.O.S.: O curta-metragem inspirado no meu conto "Fale conosco (Ana e Telmo)"

Neste meu retorno – após um brevíssimo recesso - ao universo virtual e, consequentemente, ao blog, uma das surpresas que mais me trouxe alegria veio de uma mensagem no facebook, enviada pelo ator-artistamigo Jorran Souza (conhecido como Joh Chiquito), na qual ele me informava que "Fale conosco (Ana e Telmo)",  um dos contos de meu sexto livro “Diários de Solidão” (2010) havia sido transformado em um fodástico curta-metragem, concebido por ele, com o apoio dos atores Luan Barros e Maria Montera.
Fiquei emocionado de ver meu conto adaptado de forma tão fodástica em um curta-metragem! E com trilha sonora da Hipnotize Banda (da qual sou talifã rs)! Fodástico demais ver um conto meu, um filho lírico, tomar o mundo através dos olhos de outros artistamigos! Fodástico demais (putz, extrapolei o abuso do uso da palavra “fodástico” nesta postagem! rs)!
E, como sempre, não posso deixar de compartilhar contigo, amigo leitor, este fodástico tributo cinematográfico a um de meus contos. Por isso, hoje posto o conto "Fale conosco (Ana e Telmo)" que inspirou o curta-metragem e, claro, o fodástico curta “Central de Atendimento S.O.S.”, inspirado no conto.

O conto:  Fale conosco (Ana e Telmo)

— Central de Atendimento SOS, Ana. Em que posso lhe ajudar, senhor?
— É.... bem... eu queria fazer uma reclamação... mas você demorou tanto pra me atender que...
— Pedimos desculpas pela demora, senhor, a nossa Central de Atendimento está congestionada...
— ... não me lembro do que ia reclamar. Ei! Não me chame de senhor... Não sou tão velho assim!
— ... mas agora estou pronta pra lhe atender. Qual é a sua reclamação, senh...
— Não! Senhor tá no céu, não me chame assim!... Nossa! Sua voz é tão bonita, mas tão fria...
— Senhor, por favor, informe seu problema para que nossa Central possa lhe ajudar.
— O problema é esse! Você não entende? Não me chame de senhor, não seja tão fria assim...Você não me escuta! No boleto, estava escrito: “Fale conosco”, mas como posso conversar se você não me escuta?
— Para agilizar o seu atendimento passarei para o meu supervisor...
— Não, espere... Eu preciso que você me escute... Ah! Merda! Essa musiquinha de novo não! Volte, Ana! Volte pra mim...
— Central de Atendimento SOS, supervisor Telmo. Em que posso lhe ajudar, senhor?
— Eu quero a Ana de volta nessa linha, seu babaca! A gente tava desenrolando até você interromper! E senhor é a puta que te pariu!
— Senhor, por favor, informe seu problema para que nossa Central possa lhe ajudar. Lembro ao senhor que essa ligação é gravada para sua segurança e melhor atendimento.
— Pois grave isso, seu empata-foda! VÁ SE FUDER! EU QUERO A ANA DE VOLTA!
— Precisa colaborar para que eu possa lhe oferecer o atendimento adequado, senh...
— Ela tem a voz mais linda que eu já ouvi... por favor, devolve a ligação pra ela, cara...Cansei de brigar, pode me chamar de senhor, mas devolve a Ana pra mim, eu preciso ouvi-la...
— Seu nome completo, por favor...
— Nunca fui completo, cara, mas quando ela me atendeu... a voz dela, cara, preencheu alguma coisa... Andei tão sozinho que, sei lá, pensava que jamais iria ouvir uma voz assim...
— Preciso de seu nome completo, senhor...
— Ana... É um nome bonito, né? Simples e bonito... Queria que as coisas fossem assim: simples e bonitas...
— Por favor, senhor, precisa colaborar...
— Putz! Fui grosso com ela, por isso que você apareceu... Eu tava tão irritado, agora sinto falta dela...
— Sinto muito, senhor, mas, sem identificação, a Central de Atendimento não poderá lhe ajudar...
— Pe-peraí! Desliga não! Tá bom, tá bom. Meu nome é José da Silva... Não desliga, cara, eu vou colaborar...
— Jo-sé da Sil-va. Confirma a informação, senhor?
— Confirmo tudo... me devolve a Ana, cara...
— Número do seu CPF, por favor.
— Pô, cara, tá abusando!...
— Senh...
— Tá, tá: 123451234-56...puxa...
— Jo-sé da Sil-va, CPF 123451234-56. Confirma?
— Sim, sim! A Ana, cara, por favor!
— Nossas atendentes já lhe mostraram o novo pacote de torpedos SOS?
— Caralho, cara, você tá de onda comigo... Pega seu pacote e enfia no...
— Tudo bem. Talvez numa outra oportunidade. A Central de Atendimento SOS estará sempre a sua disposição.
— Eu quero a Ana, cara... Me devolve ela, cara...
— Sua solicitação está registrada. Protocolo 171-171. Pode acompanhar o processo pelo site www.sos. com.
— Eu a amo... Me devolve a Ana, cara...
— Tenha um bom dia...
— TÁ SURDO, CARA?!! EU QUERO A ANA, P...
— ... e lembre-se: a SOS traz sempre...
— Ninguém me ouve...
— ... a melhor cobertura pra você.
— Ah, merda! FILHO DA PUTA! Desligou...

O Curta-metragem: Central de Atendimento S.O.S.


Sinopse: Curta-metragem baseado inteiramente na obra de Carlos Brunno S. Barbosa "Fale Conosco ( Ana e Telmo ) ". Com a trilha sonora da música "Andar sem rumo" da banda Hipnotize, de Valença-RJ. Um apoio especial da Infraseg que se dedica a segurança e ao bem estar de sua familia.
Agradeço a ajuda de todos que contribuíram para a realização deste trabalho.
Direção & Roteiro Adaptado - Joh Chiquito
Fotografia & Camera - Luan Barros
Edição de Audio & Video - Joh Chiquito
Elenco:
Maria Montera
Luan Barros
Joh Chiquito

domingo, 17 de agosto de 2014

Identidade Cultural, Solidões Coletivas, Ilhas de Xarles Xavier e Mákinas: A Arte com o Perfume das Flores de Vandré


Nesta segunda postagem de hoje, trago outro dos sublimes motivos para eu ter sumido do blog durante essa semana: eu estava me preparando para a minha participação na edição de agosto do Evento Identidade Cultural & Movimento Culturista, organizado pela mais-que-fodástica artistamiga Janaína da Cunha.
Abaixo, posto 2 vídeos: um com vários grandes momentos do evento, filmado por mim e por Juliana Guida Maia, e o outro que destaca num outro ângulo uma das minhas apresentações no Identidade Cultural, desta vez captado pela câmera lírica de Sergio Almeida, o Jardim.





Restaurante Sintonia Fina (dirigido por Fábio Hartmann), São Gonçalo/RJ, 16 de agosto de 2014 - Na edição de agosto do Evento Identidade Cultural e Movimento Culturista, organizado pela mais-que-fodástica artistamiga Janaína da Cunha, os ventos da revolução artística ganharam o perfume das flores de Geraldo Vandré! Entre os diversos grandes momentos do Evento, o vídeo destaca a minha parceria, representando o Sarau Solidões Coletivas de Valença/RJ, com Janaína da Cunha e o músico e amigo Xarles Xavier, que, entre fodásticas composições, interpretou o seu hit "Ilha das Flores". O vídeo contém também parte da apresentação da fodástica banda A Mákina, de São Gonçalo/RJ, Depois, nova intervenção rock-lírica coletiva: Janaína da Cunha, Kel Lestat e eu interpretamos nossos poemas enquanto a banda A Mákina nos acompanhava ao som de "À sua maneira (De Musica Ligera)", do Capital Inicial (música originalmente tocada pela banda argentina Soda Stereo).


Este segundo vídeo destaca um outro ângulo da minha apresentação do poema “Eu vi um poema de Bukowski” (fragmentos de um poema inédito bukowskiano meu, originalmente publicado aqui no blog em 25 de julho de 2011 [segue o link:  http://diariosdesolidao.blogspot.com.br/2011/07/meu-poema-inedito-bukowskiano.html), acompanhado da banda A Mákina, filmado pela câmera lírica de Sergio Almeida, o Jardim.

Solidariedade e Escritoralunos Brilhantes no Festival Literário da Escola Alcino 2014

Yeah, depois de um breve sumiço, estou de volta, amigos leitores, e trago a vocês algumas das razões pelas quais fiquei esse breve tempo sumido. Devido a alguns (prazerosos) compromissos  profissionais e artísticos na esfera real, tive que ficar um tempo “off” para o universo virtual. Nesta primeira postagem de hoje, trago um destes sublimes motivos: estava envolvido, junto com os demais colegas professores, na organização do Festival Literário da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, em Volta do Pião, distrito de Teresópolis/RJ. Mais abaixo, compartilho com os amigos leitores alguns dos grandes momentos desta festa lírica na escola onde leciono e que eu amo demais!



Manhã de sexta-feira em Volta do Pião, em Teresópolis/RJ,15 de agosto de 2014 - Como os ventos do inverno, a arte se espalha por toda a Escola Municipal Alcino Francisco da Silva. Chegamos a mais uma edição especial do nosso tradicional Festival Literário! Os escritores-alunos mais uma vez brilharam apresentando em grupos os poemas coletivos sobre solidariedade e ainda leram suas fodásticas produções textuais finalistas (na escola) da Olimpíada de Língua Portuguesa 2014 - verdadeiras obras-primas dos gêneros textuais texto de memórias e crônica. 
Além disso, abrilhantaram ainda mais o evento a presença da ilustre ex-aluna e escritora de sucesso Mayara Silva e o ex-aluno e fodástico poeta Guilherme Martins. Uma manhã lírica e inesquecível na Escola Municipal Alcino Teresópolis - yeah, não paramos no tempo, nossos relógios possuem dois ponteiros diferentes: a Arte (Sempre) e a Eternidade (Viva em cada texto)!

Destaque para a mais-que-fodástica Gisleny Almeida (como escritor, sinto aquela invejinha boa: queria ter tido a sensibilidade poética de ter escrito um texto de memórias como o seu), para Lauany Rodrigues e a galera do Grupo Laranja (a ideia da Lorraine Ferreira de incluir Legião Urbana com o poema de vocês foi genial), para Duda Ventura, Jhuly Reis e cia (aproveitando a declamação do poema coletivo pra iniciar as ideias para o vídeo da campanha do agasalho), para Rayssa Fernandes TC (defendendo primorosamente a crônica vitoriosa de José Vitor), para Rayssa Ribeiro (escrevendo muito e recebendo um destaque especial em sua crônica com a leitura de Tassiana!), a campeã da interpretação Ana Gabriela Medeiros (com direito a grandes reflexões sobre solidariedade), Bruna Ribeiro brilhando na leitura do texto de memórias da nova escritoraluna Mariana, Amanda do oitavo brilhando e tantos outros que se dedicaram a tornar mais este momento artístico do Alcino Teresópolis como algo único, sublime, super-especial!


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto XCVI

XCVI

Além de inventarem minha morte, agora disputam minhas cinzas imaginárias. Gente mais biruta! Tenho convicção absoluta de que, mesmo diante do fogo mais voraz, meus hipotéticos restos mortais teriam um tom colorido, pois seriam as sobras reais de mim mesmo, o brinquedo mais fictício e mais bem feito da minha fábrica de realidade fantástica sem freio.


Solidões Compartilhadas: O Horizonte de Angústia de Thothy Barbosa

Hoje de madrugada deixei a Região Nordeste, mas esta lírica região jamais abandona o meu blog, segue comigo através de seus escritores, através de sonhos e poemas que li e que ainda hei de conhecer. Hoje compartilho minhas solidões poéticas com o fodástico escritor Thothy  Barbosa, morador de Horizonte, Ceará.
Há tempos, acompanho a evolução da escrita de Thothy, desde que ele me adicionou ao seu grupo de amigos do facebook; fui observando suas atualizações de status até que meus olhos se maravilharam com o fascinante e emocionante “angústia”, obra-prima do escritor cearense. Quando fui elogiá-lo no facebook, Thothy foi humilde: “mas ainda tenho muito que aprender, não esquecendo que você foi o primeiro a me incentivar a escrever, é só um começo e devo muito a você...boa noite e arte sempre.” Mas que o poema “angústia” é uma obra-prima de poema, ah, isso ele é com louvor e, nesse ponto, o escritoramigo Thothy Barbosa pode deixar a modéstia de lado!
Trago o poema ao blog para que os olhos dos amigos leitores também tenham a oportunidade de se emocionarem e se fascinarem com o lirismo cativante de Thothy Barbosa!

angústia

Convidado sem ser convidado chega desejando jantar
Trago em um saco de papel uma garrafa do vinho e carne
Eu deixaria a porta aberta, mas lá fora o mundo é tão frio e injusto quanto cruel
Chaves para o cofre em quem o coração é nobre,
Deixamos os pratos e talheres intactos
Das memórias restaram apenas quebra-cabeças e correntes
Como foto apropriada para melancolia
Meu convidado saiu provavelmente satisfeito comigo
Naquele momento eu também,
A noite caiu, continuei sozinho
Terminei o meu vinho, queria dizer-lhe como se sente
Amanhã talvez vou esperar alguém...
que não seja um cão...




domingo, 10 de agosto de 2014

Solidões Compartilhadas: O Pai Universal de Irandi Marques Leite

Hoje é Dia dos Pais e não poderia encerrar as postagens desse dia especial sem deixar de homenagear os heróis que nos deram alguns dos bens mais importantes: a vida, a nossa energia vital e lírica. Como eu já postei meu poema para os pais em um segundo domingo de agosto de alguns anos atrás no blog, hoje destaco o poema de um grande poetamigo de São Luís/MA, o fodástico Irandi Marques Leite.
“No dia 9 de Agosto de 1964, meu pai, Caetano Benzinho Santos Costa Leite, faleceu em São Paulo; na época eu estava com oito anos. São 50 anos.de saudade. Ele está sempre presente na minha vida. Aproveitando a data, escrevi uma pequena homenagem ao dia dos Pais.”, declara o fodástico poetamigo Irandi.
Nos emocionemos, amigos leitores, com o lirismo emocionante do Pai Universal de Irandi Marques Leite!

PAI UNIVERSAL  (Irandi Marques Leite)

I

No espaço finito e infinito
Surge um sopro de vida
A figura concreta do PAI
Ser humano,
Nome singular.

II

Pai,
Não deves ser egoista
És fonte de energia potencial e cinética
És inquilino deste Planeta,
Onde preparas o solo, plantas árvores.

III
Pai,
És rocha suporte da família
Deves trabalhar pela paz universal
E a natureza contemplar
E a Deus,
O criador dos espaços finitos e infinitos
Deves, dialeticamente, em todos os tempos
Referenciar!

Solidões Compartilhadas: Os cantos do amanhecer de Vanda Salles

Nesta manhã de domingo ensolarado, num hotel de São Luís/MA, ainda me recuperando da emocionante manhã anterior, quando foi lançado o fodástico livro “Mil Poemas para Gonçalves Dias – Diários de Viagem”, do qual tenho a honra de fazer parte, tenho o prazer de compartilhar minhas solidões poéticas com a fodástica poeta Vanda Salles, nascida em Italva e residente no Rio de Janeiro/RJ.
Temos algumas características líricas em comum: somos dois sabiás gonçalvinos (ambos fazemos parte do projeto “Mil Poemas para Gonçalves Dias”) saindo do ninho do Estado do Rio de Janeiro e espalhando ninhos poéticos pelo Brasil todo. Eu, neste momento, busco espalhar meu lirismo por São Luís do Maranhão, enquanto Vanda Salles brilha intensamente em Salvador, onde ela acabou de receber da Academia de Letras, Música e Artes de Salvador (ALMAS) uma comenda por mérito de sua expressão artística. E, por maior que seja a distância, os caminhos diferentes traçam o mesmo percurso lírico, cada vez mais lindo!
O fodástico poema de Vanda Salles, o qual tenho a honra de postar hoje, “saiu fresquinho do dentro emocionadíssimo, mesmo ainda na cama... Quem disse que poesia não combina com lençóis?!”, conforme declara a fascinante artistamiga.
Leiamos o fodástico poema, amigos leitores, e que nossos olhos sejam cobertos pelos belos lençóis líricos da poetamiga Vanda Salles!

De minha janela, nesse instante, o vento açoita o ar que respiro,
e assanha as follhas dos coqueirais,
quantos ais nos cantos alegres dos pássaros que voam
faceiros,
e pousam sorridentes em minha janela, aqui, no Rio Vermelho,
e este sambinha que faço
resvala,
suave batuque afroindigena abraçogonçalvino
numa barquinha a velejar a mesma emoção que não finda,
ainda que nos separe o mar,
e destoem os pés de araçás
Canta a Musapoesia em meu coração amantepoeta:
é o amor,
ah, é o amor!
.... nesse mesmo oceano azul...


Bebendo Beatles e Silêncios em São Luís do Maranhão

Início de tarde de 09 de agosto de 2014, São Luís/MA - É claro que eu, aproveitando a viagem para a Comemoração de 1 ano da Academia Ludovicense de Letras, no Auditório Central da UFMA, em São Luís/MA, não deixaria de levar meu sétimo livro “Bebendo Beatles e Silêncio” comigo e também não deixaria de fazer uma intervenção poética no lugar. Com o apoio do professor e vereador de Guimarães/MA, Osvaldo Luis Gomes, e de professores e artistalunos do Centro de Ensino Médio “Nossa Senhora da Assunção”, de Guimarães/MA, minhas subversões poéticas em homenagem a George Harrison invadiram os jardins do Auditório Central da UFMA, em São Luís/MA.
Agradeço especialmente a poetamiga Dilercy Adler e ao escritoramigo Leopoldo Gil Dulcio Vaz pelo convite e a todos do Centro de Ensino Médio “Nossa Senhora da Assunção”, que deram um sotaque beatle maranhense, com a magia lírica de Guimarães/MA, aos meus poemas valencianos-teresopolitanos georgeharrisonianos. 






sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto XCV

XCV

Minha caneta está sem tinta, minha querida. Por isso só posso corresponder ao teu amor com a entrega de minhas mãos vazias, que, por tanto tempo, mantive escondidas por horror ao seu realismo sem encanto, envergonhado de suas linhas imperfeitas. Na falta de tinta na caneta, só posso te oferecer a minha vida inteira, uma folha em branco, cheia de fantasias em prantos.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto XCIV

XCIV

Invento minha morte todos os dias. Não existe fórmula mais sabida pra manter sempre ao meu lado a enciumada vida.


Os geniais escritoralunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva brilham com Noel Rosa: Com que roupa eu vou pro samba que você me convidou?

Chegamos ao segundo semestre na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, e nossos brilhantes escritoralunos já trazem nessa trajetória diversos textos de destaque! No início do ano letivo, em fevereiro, às vésperas do carnaval, trabalhei com os nonos anos diversas letras de música e a biografia de Noel Rosa (assistimos, inclusive, ao fodástico filme nacional “Noel, Poeta da Vila”, drama biográfico de 2006, dirigido por Ricardo van Steen).  Aproveitando o momento, desafiei os escritoralunos, inspirados pelo filme e pelas canções de Noel Rosa, para que fizessem uma carta pessoal (gênero textual que trabalhávamos na época) ao Poeta da Vila, agradecendo por um fictício convite para uma roda de samba imaginariamente  dado aos desafiados e talentosos artistalunos. Além disso, caso os escritoralunos topassem o convite inventado, teriam que, no corpo da carta, em algum momento, acrescentar uma referência à famosa marchinha “Com que roupa?”, de Noel Rosa.
Os escritoralunos dos nonos anos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva não só toparam o desafio como também produziram algumas das maiores obras-primas criativas no gênero textual carta. Para se corresponderem e homenagearem o boêmio, mulherengo, bem humorado e genial Noel Rosa e poderem usar e abusar das liberdades do gênero textual carta, os talentosos escritoralunos, cada grupo com seu estilo, produziram cartas super-criativas (alguns introduziram a linguagem coloquial atual nos textos, outros preferiram usar gírias e palavras da época de Noel Rosa, outros usaram como remetentes personagens famosos da biografia do Poeta da Vila, outros forjaram fantásticos novos personagens enriquecendo o universo do sambista da Vila e alguns até inventaram uma nova linguagem para se corresponder com o grande e inesquecível músico carioca – tudo com muito bom humor, referências biográficas e artísticas de Noel e simpatia, do jeito que o eterno Poeta da Vila gostaria).
Acompanhemos as cartas carnavalescas desses talentosos escritoralunos dos nonos anos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, e deixemos nossos olhos sambarem no lirismo destes geniais mestres-alunos da escrita criativa, amigos leitores!  Vida longa ao patrimônio cultural deixado pelo fodástico músico brasileiro Noel Rosa!

Prezado amigo Noel Rosa,

                Venho por meio desta carta lhe agradecer pelo convite que me fez, mas infelizmente eu não vou poder comparecer, pois tenho um show marcado nesta mesma data.
                Não tenho dúvidas de que será um dia muito agradável, espero que você se divirta bastante. Fiquei sabendo que você também convidou nosso amigo Felipinho, mandarei um abraço para você por ele.
                Vou ficando por aqui, meu amigo, que sua roda de samba seja um sucesso e, mais uma vez, obrigada pelo convite.
Abraços,
De sua amiga Rayssa Carvalho
(carta de Rayssa Carvalho, do 9.° B)

Caro amigo Noel Rosa,

                Venho lhe agradecer pelo maravilhoso convite que recebi em seu nome para a roda de samba no morro. Estou ansioso para ir à sua festa.
                Mas ainda estou em dúvida: com que roupa eu vou? Estou à procura de diversão e uma boa música para dançar. Sou admirador de sua arte de conquistar mulheres. Pretendo me divertir muito em sua roda de samba.
                Fico muito agradecido pelo seu convite. Neste mesmo instante, vou tirar minhas dúvidas sobre a roupa e comprar o melhor traje para sua festa.
Um abraço, com imenso carinho,
Carlos Felipe
(carta de Carlos Felipe, do 9.° Ano B)

Velho amigo Noel Rosa,
                Recebi seu pedido para ir ao seu encontro numa roda de samba.
                Você sabe, meu velho, que gosto muito de você, quero muito ir, mas não sei com que roupa vou! Como você é o “rei” do samba, queria a sua ajuda pra escolher a roupa.
                Meu amigo, meu BFF (Best Friend Forever), queria saber também como você está passando... Como vai a sua família, a sua mãe? Sinto muito pela morte do seu pai.
                Da sua BFF
                Stefanny
(carta de Stefanny Amaral, do 9.° A)

Caro amigo Noel Rosa,
                Minha amiga Kamila e eu escrevemos esta carta para agradecer o seu convite para a roda de samba.
                Gostaríamos muito de ir, mas não sabemos com que roupa vamos. Noel, com que roupa eu vou pro samba que você me convidou?
                Mudando de assunto, e aí: como vai sua saúde? Tudo em cima? Fazendo muito samba? Eu fiquei sabendo que você estava dando umas tossidas esquisitas. O que houve? Você está bem? Espero que sim.
                Amigo, vou ficando por aqui. Te vejo na roda de samba. Até lá! E, mais uma vez, obrigada pelo convite; fico muito grata!
                Um beijo e um abraço,
                Lorraine e Kamila.
(carta de Lorraine Lopes e Kamila Melo, do 9.º B)

Caro amigo Noel, 
                E aí, véi, cê tá beim? Recebi seu convite para ir aí no morro, na roda de samba. Só quero ir sem minha mulher, vou ver se enrolo ela e a deixo em casa, afinal quero aprontar muito nessa roda de samba. Falando nisso, como andam as suas mulheres? Espero que tenha bastante mulher lá!
                Ouvi no rádio que cê tava mal, e aí, mano, o que cê tem, cara? Espero que já tenha melhorado até a festa para nos divertirmos. Ah, falando no samba, não sei com que roupa eu vou, por isso eu te pergunto: com que roupa que eu vou?
                Valeu, brother, até mais.
                Do seu amigo Bill
(carta de Rafaela Sampaio e Maria Aparecida, do 9.º A)

Caro amigo Noel,
                Recebi seu convite e fiquei muito grato pela sua generosidade.
                Estou achando que não poderei comparecer a sua roda de samba, porque acabo de chegar de uma cavalgada e estou cansado, mas em breve irei visitar outra de suas rodas de samba.
                Mudando de assunto, como vai sua saúde? Você não vai melhorar da tuberculose se não parar de fumar. Descanse que você vai melhorar.
                Do seu amigo
                Alexsandro B. Jorge
(carta de Alexsandro B. Jorge, do 9.º A)

Fala aí, Noel Rosa, beleza?
                Recebi teu convite pro samba. Na moral, não perco não, véy. Pô, com que traje eu vou?
                Tenho que estar apresentável pois vai que o novinho tá por lá?
                Mas, mano, vai ficar da hora. Me aguarde aí!
                Um abraço,
                Lauany Rodrigues Ribeiro da Silva
(carta de Lauany Rodrigues, do 9.º B, com participação especial de Thayslane Freitas, ex-escritoraluna, artistamiga visitante)

Meu caro amigo Noel Rosa,
                Recebi seu convite para a roda de samba e tô animada pra ir! Mas, aí, com que roupa que eu vou pro samba que você me chamou?
                Ó, só me respeita na resposta, heim, conheço seu jeito safadinho, seus pensamentos, já dá até pra imaginar que você tá querendo abusar de mim. Mas aí que eu te digo: pode tirar o cavalinho da chuva.
                Agradeço seu convite, mas cuidado com o que vai me responder!
                Laiane Cruz Jorge
(carta de Laiane, Jenniffer e Danielle, do 9.º B)

Meu caro amigo Noel Rosa,
                Venho lhe agradecer pelo convite. Irei com muito prazer, para poder estar ao seu lado em mais um de seus sucessos, do lado dessa pessoa incrível que você é.
                E já vou lhe avisando: você quem paga a conta, uma cervejinha gelada, posso até imaginar.
                E pra festa, com que roupa devo ir? Aguardo sua resposta.
                Abraços,
                De seu amigo Cartola.
(carta de Eduarda Malheiros, do 9.º A)

Caro amigo Noel Rosa,
                Aceitamos seu convite, mas não temos roupa pra ir no samba que você nos convidou. Com que roupa devemos ir? Esperamos que tenha convidado outras pessoas elegantes como nós.
                Ah! Quase esquecemos de te falar: tem uma amiga minha apaixonada por você e ela queria conversar pessoalmente com você. Ela disse que seu queixo é fofinho, que suas marchinhas são interessantes e também que você é elegante, que anda sempre bem arrumado. O nome dela é Vanessa, é uma mulher legal, simpática e muito divertida.
                Bom, enfim, agradecemos pelo convite.
                A nossa amizade e admiração,
                Um forte abraço de suas amigas,
                Vanessa, Leticia e Maiara.
(carta de José Vitor, Leticia e Maiara, do 9.º B)

Fala aí, meu parça Noelzi, tudo benzi com vocêzi?
                Fiqueizi sabendozi que vocêzi não estazi muito benzi de saúdezi mazi esperozi que melhorezi, poizi quero verzi o meu brodizi tchunelzi. Sei que Deus é Paizi e não padrastozi e Ele vaizi te curarzi.
                Pô, meu chegadozi, recebizi seu convitezi viradozi no paranauêzi e já tôzi no 24 par novezi pah i pah i.
                Veyzi, te ouvizi no radiozi do Barraco da minha véiazi e me inspireizi maizi foi uma provazi, porque estava sem sinalzi, tá ligadozi? Mazi, pô, conseguizi fazerzi um sambinha pah tuzi. Espero que gostezi, é esse aquizi:
                “A tchutchunelzi a tchutchunelzi a tchutchutchutchutchunelzi
                Paranauê paranauê papapaparanauê
                A tchutchutchutchutchutchunelzi…”
                Bom, veyzi, o restozi noizi cantazi aí no Morro do Borelzi. Falouzi, manozi?
                Pô, vou me despedindozi.
                Até lá no Borelzi.
                Um abraço do seu Brodizi,
                Crivaldozi.
(carta de Marianne, Gioliana e Maria Eduarda, do 9.º A)

Caro amado Noel Rosa,
                Quero lhe agradecer pelo convite feito especialmente pra mim, estou muito ansiosa, pois nem sei com que roupa eu vou para o samba que você me convidou. Quero muito vê-lo para conversarmos, mas espero que Lindaura não esteja por perto, nada pode estragar nossa noite. Preciso de sua opinião para me ajudar a escolher uma roupa bem linda, não quero que me veja em farrapos, como antes.
                Sei que vamos nos divertir muito, irei prestigiá-lo e vou levar até um presentinho, tenho certeza que você vai gostar, não vejo a hora de vê-lo e conversar com você. Não tiro você do meu pensamento, você é um sambista excelente e uma pessoa incrível.
                Pode contar com minha presença no samba, estarei prestigiando você firme e forte.
                Um grande abraço de alguém que o ama muito,
                :) Teodora Machado :)
(carta de Tainá e Ingrid, do 9.º B, com participação especial de Geisa, ex-escritoraluna, artistamiga visitante)

Querido Noel Rosa,
                Ontem ouvi você no rádio e parecia estar muito bem. Como está sua saúde? Estou preocupada!
                Recebi seu convite para a roda de samba, hoje à noite. E queria saber: com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou? Sua mulher não vai estar lá não, né?
                Aguardo sua resposta.
                Abraços carinhosos,
                Da sua Dama do Cabaré.
(carta de Daiara Lima, Jhekson William, Rayssa Ribeiro, do 9.º A)

Querido Noel Rosa,
                Recebi sua carta me chamando para uma roda de samba no morro, mas não poderei ir.
                Ontem sambalei bastante com meus amigos. Nós bebedamos, dançalamos, comelamos e o principal: agarralamos muitas mulatas. Saímos da roda de samba à noite e cinemei com amigos e amigas. Cansamos e, por isso, não sambalarei contigo dessa vez.
                Mudando de assunto, amigo, como vai sua saúde? Cuida dessa tuberculose. Sei que não tem cura, amigo, mas não fume, para que nós possamos aproveitar bem os dias.
                Obrigado pelo convite,
                Raimuldo.
(carta de Larissa, Marcia e Rodrigo, do 9.º A)

Caro amigo Noel Rosa,
                Recebi seu convite, meu amigo, fiquei surpresa e muito feliz. Pelos anos que não nos vemos, pensei que não iria me convidar, mas agora sei que nossa amizade é muito importante.
                Só tem um problema: não sei com que roupa eu vou... Tenho muitos corpetes, mas estão velhos. Pretendo fazer algumas comprinhas, mas estou sem meus cruzeiros, então não sei; pretendo aparecer para nos reencontrarmos e renovarmos nossa querida amiga.
                Abraços e carinhosos beijos,
                Rãna Rosa
(carta de Tamires, Cassiano e Isadora, do 9.º B)

Querido mano Noel Rosa,
                Hoje recebi seu convite para o samba aí no morro, mas, mano, não sei com que roupa eu vou. Acho que vou com um terno simples, mas charmoso, tô afim de umas novinhas daí que já tô de olho há um tempo.
                Véy, me espera que eu vou aparecer, pode ter certeza que vou.
                Grande abraço e nós se vê aí no morro, fui!
                Abraços,
                Chico Cachibira do Alim
(carta de Tassiana e Vania, do 9.º A)

                Querido Noel Rosa,
                Quero te agradecer pelo convite, estou muito animada para a roda de samba. Já nos conhecemos há muito tempo e fico feliz por ter me convidado para ver você tocar na roda de samba.
                Eu queria saber como você está. Escutei no rádio que você está se tratando de uma tuberculose. Quero que você saiba que estou torcendo para que dê tudo certo no tratamento.
                Meu velho amigo, tem muito tempo que eu não te vejo, estou sentindo saudades de você. Gostava quando você e eu ficávamos no parque, você ficava tocando e eu sambando, era muito bom.
                Eu queria muito te visitar, mas não tem como eu sair agora. Mas, depois, na roda de samba, pode contar comigo.
                Espero que a gente se divirta muito na roda de samba. Estou contando as horas para chegar rápido o momento de nosso reencontro.
                Meu amigo, vou me despedindo.
                Com beijos e abraços,
                Michaela de Jesus.

(carta de Michaela de Jesus Pacheco Rodrigues, do 9.º A)