quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Poemas e canções pra gente viver mais, com os escritores-alunos e professores-escritores do Senai-Valença

Inspirado na temática "saudade" de meu quarto livro "O último adeus (ou O primeiro pra sempre)", a convite de Marcia Cristina, bibliotecária responsável pela Biblioteca Municipal D. Pedro II, em Valença/RJ, realizei, na última segunda-feira, dia 10/11, a Oficina Poética "Elegias e Canções Pra Você Viver Mais" com escritores-alunos e professores-escritores do Senai de Valença.
A oficina consistiu em exposição do conceito de elegia, leitura/interpretação e audição dos poemas e letras de canções "Elegia" , de Cecília Meireles, "Canção Pra Você Viver Mais", da banda Pato Fu, "A ausente", de Augusto Frederico Schmidt, "Love In The Afternoon", da banda Legião Urbana e de meu poema premiado “O último adeus (ou O primeiro pra sempre)”, encerrando fodasticamente com a produção textual de alunos e professores envolvidos no projeto (esse momento em que vejo todos concentrados escrevendo é algo que não tem preço, amigos leitores, é o momento mais sublime e poético de todos!). Foi uma manhã liricamente sublime na Biblioteca Municipal D. Pedro II!
Hoje publico os poemas, pensamentos, prosas poéticas e crônicas fodasticamente elaborados pelos escritores-alunos e professores-escritores do Senai-Valença. Destaco que todos os envolvidos produziram algo que relacionado ao tema elegia – alguns seguiram à risca o assunto, enquanto outros personalizaram o gênero e/ou mantiveram apenas a essência melancólica do tema – independente da opção, eu, como professor-escritor-caçador-de-talentos tive a honra de digitar esses fodásticos textos, ricos em ritmo (aconselho que leiam em voz alta o mais-que-fodástico poema “Consumida”, da professora-escritora Talita Amancio, herdeira de um ritmo sublime e graciosamente melancólico, bem ao estilo da renomada escritora Cecilia Meireles) e cheios recursos estilísticos (observem como vários dos textos possuem ricas anáforas – repetição constante de palavras ou expressões em versos próximos -, destacando os seres perdidos na efemeridade da vida; outros cheios de comparações – associação de uma coisa a outra por alguma semelhança -, contribuindo na riqueza de imagens do texto; e ainda outros que vão mais além, utilizando a antítese - uso de palavras com sentidos oposto, se confrontando no conteúdo do texto - para opor fases ‘mortas’ da existência que permanecem vivas devido à insatisfação das fases atuais, como no genial poema do professor-escritor Adriano Rodrigues, que faz uma releitura contemporânea do clássico poema “Meus oito anos”, do ultrarromântico Casimiro de Abreu. Podemos encontrar nos textos abaixo até  o complexo paradoxo – ligação de palavras que se contradizem, harmonizando uma aproximação absurda de elementos com significados díspares -,  como “o choro ri” do maravilhoso poema “Sonhos da gente”.
Yeah, amigos leitores, é momento de nos emocionarmos, pois hoje temos mais poemas e canções pra gente viver mais, graças aos fodásticos escritores-alunos e professores-escritores do Senai-Valença! Boa leitura e Arte Sempre!

Consumida

Tua alegria que contagia foi consumida
no dia em que a vida não mais te sorria...
Cativaste em mim um sonho de que um dia
eternamente me pertenceria.
Como poderia imaginar que este dia chegaria,
teu adeus em silêncio me abraçaria?
Dia triste, mas não chuvoso, recebi a notícia
que nunca mais te abraçaria.
Lágrimas em meu rosto rolaram
e junto com esta pesada gota de água
a revolta de nunca mais poder sentir tua alegria,
tua luz iluminando meu dia.
Vida que segue! Penso eu que um dia
posso te encontrar com a mesma alegria
que me deixaste a pensar.
Talita Amancio

Tempo passado

Saudade da infância de cara lisa, ficada pra trás
Do tempo transcorrido que não volta mais,
Da inocência perdida,
Das brincadeiras e risadas todo dia,
Das broncas e puxões de orelhas levemente levados
Que deram lugar para os “barbados”,
Com tempos contados e apavorados.
Tendo que a todo custo ganhar e ter
Um pedaço de papel timbrado para se manter,
Sinto saudade da suavidade da vida,
Da beleza encontrada, hoje perdida
Nas esquinas, pátios, praças...
Saudade da vida vivida, eternalizada,
Que não volta mais.
Adriano Rodrigues

Bolinha

Um dia ganhei uma cachorra
E foi amor à primeira vista
Uma tarde quente
E ela com os pelos brancos toda pintada
Me encantou.

Mas passou tão rápido o tempo
E ela partiu;
Eu não esqueço o dia que ela se foi...
Um dia de manhã abri a vidraça da minha casa,
Ela levantou sua cabeça,
Naquele sol quente e eu gritei: Bolinha!
Ela só esperou eu acordar
Para se despedir
E foi tão triste que jamais me esqueci.
Daiane Bittencourt

Elegia

Não vou mais chorar
por essa pessoa que foi embora
e da qual eu mais gostava,
pois ela está perto de mim
e isso me deixa feliz.

Às vezes a vida me ensina,
às vezes eu ando triste,
outras vezes, fico alegre,
mas sempre fica
a saudade que eu tenho
da pessoa que se foi...
Glória Soares de Souza

Sonhos da gente

Há momentos que os tempos possuem
- tantas estrelas perdidas –
que não dá pra esquecer.
Não tiro a Lua em torno do sol,
vai crescendo em volta do oceano
a lágrima verdadeira.
Bate dor, o choro ri,
sinto que você está comigo,
mas não posso enxergá-lo mais
perto de mim...
Quantas pessoas crescem, morrem, dói o coração no peito,
dá vontade de também ir,
mas com Deus só é bom ir quando for necessário.
Enquanto isso, a gente sofre,
sofre, dor;
morre, enruga...
Enquanto isso, morre de saudade o coração no peito.
Glesilayene Martinho da Silva

Tristes lembranças

Quando fecho meus olhos, vem a lembrança de meu irmão e de minha tia, que já partiram. É algo muito triste. Tristes lembranças que estão sempre presentes em minha mente...
Maria Aparecida Oliveira

Meu Fofão

Penso em meu cachorro
que já passou dessa pra melhor.
Os momentos que passei com meu cachorro
foram muito emocionantes,
peguei-o muito novo
e dei um nome a ele:
Fofão.
Era um cachorro muito bom,
trazia um pouquinho de cada personalidade
e, quando se foi,
senti falta de sua companhia
Fofão,
Fofão,
Fofão,
foi embora, mas nunca deixou o meu coração.
MF.
(Obs.: O nome da escritora-aluna estava abreviado na redação; não consegui reconhecer o nome – creio que deve ser Maria de Fátima, Maria Francisca ou nenhuma dessas alternativas... ah, por que não assinaste por extenso? E ah, por que só reparei depois que cheguei em casa?)

O valor de um sentimento

            No dia 03 de março, ganhei uma cachorra da raça labrador, peguei por pena, nem dei importância. Coloquei nela o nome de Kitana.
Depois de um mês, comecei a me apegar de tal forma que nem eu sei explicar, tanto que comecei a tratá-la como alguém da família.
Algum tempo depois, no dia 25 de maio, ela pegou uma doença chamada cinomose. Durante três dias, fiquei desesperada, procurando em vão uma solução, até que, no dia 29 de maio, ela veio a falecer. Fiquei maluca, passei a noite chorando e, mesmo quando adormeci, sonhei com ela.
Até hoje não superei. Eu a enterrei no quintal e todos os dias vou ao túmulo dela e vejo o quanto ela me faz falta e percebo que o tempo é curto, que devemos dar valor enquanto as pessoas e animais estão por perto, porque depois só restam 3 sentimentos: arrependimento, lembranças e saudades.
Mariana Moreira Gonçalves

Amor eterno

Lembrei e lembro sempre da minha tia que se foi. Sinto muita falta dela, era uma pessoa alegre, animada, amiga, só de pensar que não está mais comigo, eu choro ao lembrar dela. Já se passaram 6 anos e todos sentimos até hoje muita saudade dela, a pessoa que mais amamos.
Jussara M. Souza

A saudade dói...

A saudade vai apertando
e ninguém percebe o tamanho da dor
que sinto aqui dentro do meu peito.
Sinto que, algum dia, verei ele novamente
e, pelo menos, poderei dar um abraço nele
mais uma vez...
Amanda Paiva

Pensando

Nesse momento estava pensando
no meu cachorro que estava doente
e que morreu...
Ana Paula da Cruz Mendonça

A partida

Aquele gato partiu, me deixou triste,
fiquei com uma dor enorme,
mas a dor passou
e ele ficou só na lembrança,
como uma recordação do passado
para uma saudade futura.
Ana Maria de Jesus Miranda da Silva

Guardião

Nos momentos tristes,
Penso sempre em Deus,
Meu Guardião,
Que governa meu coração.
Geane Bento

Com os olhos fechados

No momento que fico com os olhos fechados,
vejo estrelas
e uma luz...
Maria Sonia Rocha Ramos

Nessa vida, estamos aqui só de passagem!
Clecia F. de O. Lopes




Nenhum comentário:

Postar um comentário