domingo, 19 de outubro de 2014

Tem uma galera fodendo comigo: O Foda-se no olhar lírico dos artistamigos

Desde que anunciei que meu oitavo livro chamar-se-ia (#usandomesóclisesópraparecermaissérioqueaparentoser) “Foda! E outras palavras poéticas...”, muitos já me avisavam: “Isso vai ser polêmico, cara...” (um amigo, meio preocupado), “Você está preparado para as críticas, filho?” (mamãe, muito preocupada), “Hã?” (um conhecido desavisado), “Ah, você escreve livros?” (outro conhecido, mais desavisado ainda), “Ah, mentira, fala sério!” (outro conhecido, cético pra raio), “Ai, que engraçadinho!” (outro conhecido, tão mais desavisado quanto o anterior), “Tinha que vir de você, né, o que se pode esperar de um baderneiro como você?” (ok, mais um conhecido, que não me conhece tanto assim), “Adorei o título!” (um fã !?!), “Ah, foda-se, cara, faz tua arte e que se foda!” (um grande amigo), “Que nome feio pra um livro de poemas que só deve refletir o aspecto bonito da vida, a alegria, o eterno sorrir ...” (os três pontinhos é porque não ouvi a crítica até o final), “Por que esse título tão agressivo?” (outro conhecido que não me conhece muito bem). Passado o lançamento do livro, ocorrido no dia 11/10, vou recebendo as críticas e elogios – aos que só leram a capa, só deixo o olhar que sussurra o título-mantra do livro – e o que é mais legal disso tudo: alguns artistamigos já compartilham e recriam o universo lírico do meu oitavo livro.
Rabib e eu
Denis Pereira
Para demonstrar a repercussão do meu oitavo livro “Foda-se! E outras palavras poéticas...”, hoje compartilho com os amigos leitores um poema escrito pelo artistamigo Rabib Floriano Antonio, após as primeiras leituras do livro citado, e um sketch (desenho livre, solto) do desenhista e artista plástico Denis Pereira (autor do desenho da capa de trás do livro).
Que a arte permaneça sendo essa fodástica foda coletiva, amigos leitores! Até Breve e Arte Coletiva Sempre!

Como ler Carlos Brunno?
(ou lendo "Foda-se" de rum)

Degusta-me em copo raso.
Sorva-me devagar...
Como líquido meio esparso;
Quase cantiga de ninar!

Mas não me cuspa!
Degusta!
Como um trago forte
que lhe tira o norte!

Deite e leia a sua sorte
como quem busca no fundo do copo
a solução que para o vazio da morte!
Rabib Floriano Antonio

Sketch de Denis Pereira

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